XinguaraPA
56.999 habitantes · IBGE 1508407
Resumo socioambiental
Xinguara/PA apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com cobertura de água de apenas 44,3% (2022), bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e da própria média do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 15 do país. A coleta de esgoto é praticamente inexistente, com 7,0% (2021) — muito distante da mediana nacional de 87,8% —, e o tratamento de esgoto sofreu queda abrupta de 40,6% em 2021 para 3,8% em 2022, retrocesso de -90,8% em um único ano, sinalizando possível interrupção operacional ou mudança metodológica que merece verificação local. A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 26,7% (2022) após anos acima de 30%, ainda indica ineficiência relevante na rede, ficando próxima da mediana nacional (29,9%) mas abaixo do patamar estadual (34,5%).
Por outro lado, os indicadores de manejo de resíduos domiciliares mostram melhora consistente: a coleta atende 89,2% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do Pará (71,0%), e o destino inadequado de resíduos caiu de 20,7% (2010) para 10,4% (2022), redução de 50% em uma década, superando a mediana do país (14,9%). Essa evolução na gestão de resíduos sólidos contrasta, porém, com o aumento das emissões de GEE associadas a resíduos, que subiram 55,1% desde 2010, atingindo 42.448 tCO₂e em 2024 — no percentil 93 nacional —, sugerindo que a ampliação da coleta não veio acompanhada de tratamento adequado do material coletado (compatível com a quase ausência de tratamento de esgoto).
O perfil de emissões totais de GEE do município é preocupante: 1.464.427 tCO₂e em 2024, no percentil 93 nacional, com destaque para o crescimento de 308,5% nas emissões de energia desde 2010, atingindo 509.607 tCO₂e — também no percentil 96. Apesar da redução de 25,8% nas emissões totais frente a 2010, a série é volátil, com pico de 2,8 milhões de tCO₂e em 2023, refletindo forte dependência de atividades intensivas em carbono. Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,861), enquanto o único registro de cheia disponível (2016) situa o município no percentil 76 do país, indicando exposição moderada a eventos extremos que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e drenagem.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
42.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
5.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
12.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.464.427 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
42.448 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
509.607 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
