ZabelêPB

2.310 habitantes · IBGE 2517407

IA

Resumo socioambiental

Zabelê/PB apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água mas fragilidades importantes em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 85,7% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e muito superior à média da Paraíba (59,5%), posicionando o município no percentil 70. Vale notar que o indicador chegou a 100% em 2022 e 2023, recuando em 2024 — movimento que merece monitoramento. A perda de água também caiu de forma expressiva, de 42,3% (2023) para 12,5% (2024), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (41,7%), no percentil 9, o que sinaliza melhoria na gestão operacional do sistema.

Em contrapartida, o esgotamento sanitário é o principal ponto de atenção. A cobertura de coleta caiu de 74,2% (2010) para 43,5% (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), no percentil 10. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos subiu para 27,2% (2022), quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), no percentil 70 — indicando que quase um terço dos domicílios ainda carece de solução adequada de esgotamento, com riscos à saúde pública e aos recursos hídricos locais.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 14.309 tCO₂e em 2024, com queda de 49,9% frente a 2010, situando o município no percentil 6 nacional — muito abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Contudo, as emissões de resíduos cresceram 57,2% no período, chegando a 1.229 tCO₂e em 2024, tendência que dialoga com a baixa cobertura de coleta de esgoto e sugere pressão crescente do manejo de resíduos sobre o balanço de emissões. As emissões de energia tiveram salto ainda mais acentuado (+216,2%, para 1.790 tCO₂e), embora seu peso absoluto permaneça pequeno frente ao cenário nacional.

Por fim, os registros hídricos da ANA mostram ausência de cheias em 2016, mas 16 registros de seca no mesmo ano, no percentil 96 nacional — evidenciando vulnerabilidade à escassez hídrica, típica do semiárido paraibano. Essa condição reforça a importância de sustentar os ganhos recentes em perdas de água e de priorizar investimentos em esgotamento sanitário, área que concentra o maior descompasso do município frente aos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.7%

2024

70
21.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.5%

2024

91
72.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.5%

2022

10
41.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.2%

2022

30
5.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

14.309 tCO₂e

2024

94
49.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.229 tCO₂e

2024

97
57.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.790 tCO₂e

2024

94
216.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.