REUSO

Aegea e Braskem assinam contrato para abastecimento de unidade

Aegea e Braskem assinam contrato para abastecimento de unidade

Para viabilizar o projeto, a Aegea antecipará em três anos os investimentos das obras de redes coletoras e a construção de uma estação de tratamento de esgoto.

Por meio da Apura, unidade de negócio que desenvolve e opera soluções sustentáveis para a indústria, a Braskem assinou parceria com a Aegea para levar água de reúso para o abastecimento de 100% da produção da unidade industrial da Braskem em Duque de Caxias (RJ). A iniciativa demonstra o comprometimento das partes com a adaptação às mudanças climáticas, garantindo segurança hídrica para a unidade da empresa na região, além de preservar os recursos naturais e assegurar a disponibilidade de água para futuras gerações.

Para viabilizar o projeto, a Aegea antecipará em três anos os investimentos das obras de redes coletoras e a construção de uma estação de tratamento de esgoto, de forma a assegurar o saneamento básico para as comunidades próximas à Braskem em Duque de Caxias. A água será tratada e distribuída pela concessionária, reforçando o abastecimento para as comunidades do entorno e beneficiando de forma antecipada mais de 260 mil pessoas. A Apura utilizará o efluente tratado e irá projetar e construir toda a infraestrutura e instalações necessárias para produção da água industrial de reúso na qualidade requerida pela Braskem, de modo a criar um ciclo de cuidado com as pessoas e o meio ambiente. “A parceria ajudará a alcançarmos nossas metas de eficiência operacional. E contribuiremos com um legado na saúde e qualidade de vida de centenas de milhares de famílias por meio de um modelo de um negócio competitivo, inovador e sustentável”, diz Ana Carolina Viana, Vice-presidente Industrial da América do Sul da Braskem.

O projeto de água de reuso irá garantir maior segurança hídrica para a Braskem, saneamento à população, além de colaborar com o sistema do rio Guandu, principal manancial da região metropolitana no Estado do Rio, já que a água para a produção da petroquímica passará a ser totalmente proveniente do esgoto doméstico tratado. Com isso, não será mais necessário utilizar a bacia hidrográfica do Guandu, o que aumenta a disponibilidade de água tratada para as comunidades vizinhas, por meio de uma gestão eficiente.

Outro pknto importante será o ambiental, já que o projeto está relacionado ao plano de recuperação ambiental da Baía de Guanabara – um compromisso assumido pela Águas do Rio com o Estado do Rio. Segundo o contrato com a Braskem, o esgoto da população que vive no entorno da petroquímica na região, que antes era despejado in natura na Baía, será agora tratado adequadamente para tornar-se água de reúso, e abastecerá a planta da petroquímica na região, tendo uma destinação
mais sustentável.

O contrato de abastecimento de água de reúso para a Braskem terá duração de 30 anos e é um projeto de vanguarda no Rio de Janeiro. “Repensando o ciclo da água, estamos transformando esgoto em solução. Ao longo dos próximos três anos, serão executadas pela Águas do Rio as obras de infraestrutura de saneamento básico na região, enquanto a Apura irá construir toda a estrutura necessária para a operação da planta de reúso que beneficiará a Braskem, a população local e o meio ambiente como um todo”, afirma Alexandre Perufo, Diretor da Apura.

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Segundo dados do International Council of Chemical Associations (ICCA), a Braskem consome seis vezes menos água do que a média da indústria química internacional. Em 2014, a petroquímica consumiu 2,16 m 3 /t, enquanto a média internacional do setor foi de 25,9 m 3 /t. O aporte de R$ 250 milhões, realizado desde a criação da Companhia, em 2002, resultou em uma economia acumulada da ordem de R$ 154 milhões na redução de custos com tratamento de efluentes líquidos e na demanda pelo recurso hídrico. “O crescimento populacional e econômico ocorrido nos últimos 50 anos triplicou o consumo de água no planeta - apenas 2,5% do total de água existente na Terra é aproveitável para o uso. Precisamos ainda levar em consideração que questões de inviabilidade técnica e econômica podem fazer com que essa pequena parcela do insumo natural seja desperdiçada”, diz Jorge Soto, Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Por isso, a empresa tem na eficiência hídrica um de seus objetivos prioritários de atuação”, explica. O índice de geração de efluentes líquidos diminuiu 34% nos últimos 12 anos, representando uma redução acumulada de R$ 154 milhões principalmente com tratamento de efluentes Atualmente, a Braskem colhe resultados de dois projetos de reuso : o Aquapolo, criado em 2010 e que abastece o Polo Petroquímico do ABC, em São Paulo e o Água Viva (dezembro de 2012), fruto de uma parceria entre a Braskem e a Cetrel. O primeiro é responsável pelo tratamento de água proveniente de esgoto para utilização em fins industriais, enquanto o segundo, com investimento de R$ 20 milhões, possibilita reduzir também o uso de energia elétrica com a substituição de métodos antigos de tratamento de água fluvial e efluentes por um processo único de reaproveitamento. Entre 2011 e 2014, o percentual de reuso total de água (proveniente de chuva, efluente industrial e esgoto doméstico tratados) aumentou em 55%. No biênio 2013/2014, foram reutilizados 38,7 milhões de m 3 de água, liberando para as cidades o consumo de um volume equivalente a 15 mil piscinas olímpicas, suficientes para suprir o consumo anual de uma cidade de cerca de 500 mil pessoas. Em Duque de Caxias (RJ), um projeto de reuso e redução de água desenvolvido por um colaborador proporcionará, a partir de 2015, uma redução no consumo de 22,6 mil m 3 de água e promover o reuso anual de um volume de 40,1 mil m 3 de água. Idealizada em 2013, a iniciativa consiste no reaproveitamento de água utilizada em processos produtivos, que antes eram descartadas como efluente, para uso nas torres de resfriamento das plantas. A implementação do projeto resultou em uma economia de R$ 291 mil por ano.

9 de junho, 2015