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SUSTENTABILIDADE

AkzoNobel usa 30% de lodo industrial na formulação de tinta

AkzoNobel usa 30% de lodo industrial na formulação de tinta

Com a iniciativa, a empresa não apenas elimina o descarte em aterros, como também contribui para a preservação de recursos naturais ao substituir matérias-primas virgens por resíduos industriais

A holandesa AkzoNobel avança consideravelmente em seu compromisso com a sustentabilidade e a economia circular por meio do reaproveitamento de lodo industrial na fabricação da tinta Coral Pinta Piso em sua unidade de Mauá (SP). Com a iniciativa, a empresa não apenas elimina o descarte em aterros, como também contribui para a preservação de recursos naturais ao substituir matérias-primas virgens por resíduos industriais tratados. Atualmente, cerca de 30% do total do lodo gerado no tratamento de efluentes industriais da AkzoNobel (livre de esgoto sanitário ou biológico) é aproveitado para a formulação da Pinta Piso. E o que não é utilizado diretamente no produto é transformado em briquetes para recuperação energética, garantindo uma destinação ambientalmente correta e alinhada com as metas de zero resíduos para aterro da companhia.

A tinta Coral Pinta Piso é usada em áreas com alto fluxo de pessoas, ambientes internos e externos e compõe um segmento que, em 2024, já registra um aumento de 8,5% de participação no mercado de tintas, de acordo com dados de outubro da ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas). O lodo é utilizado para formular os tons mais intensos como cinzas, vermelho e verde. Além do Brasil, o produto é comercializado em países como Bolívia, Paraguai, África do Sul, Suriname, Gambia e Reino Unido. “Esta iniciativa pioneira no segmento de tintas contribui com o objetivo da empresa de atingir 100% de circularidade até 2030. O uso do lodo industrial como matéria-prima, aliado ao reaproveitamento de água, que também é realizado na unidade de Mauá, reduz a demanda por extração de novos recursos e contribui para a redução de aproximadamente 260 toneladas de emissões de CO₂ anuais, equivalente à capacidade de absorção de mais de 30 mil árvores”, afirma Elaine Poço, diretora de Pesquisa & Desenvolvimento e Sustentabilidade da AkzoNobel LATAM.

O reaproveitamento do lodo faz parte de um projeto ainda maior da companhia. Na unidade de Mauá, a água utilizada pela AkzoNobel tem 100% de origem na Reserva Coral Tangará, seja por meio de umas de suas 22 nascentes, seja por ser uma área de recarga da água subterrânea. A Reserva Coral Tangará é uma área dentro da fábrica de Mauá com 700 mil m², o correspondente a 70 campos de futebol, e que registra cerca de 125 espécies de fauna.

No início do projeto, havia apenas 5% de vegetação nativa e após um projeto voluntário de reflorestamento, manejos e cuidados constantes, estima-se que 90% da área já seja de Mata Atlântica. Após o uso na produção fabril, há uma estação própria de tratamento de efluentes, gerando água tratada em forma líquida e lodo físico-químico em estado sólido. Ainda que a legislação permita tratar e dispor o efluente líquido em um curso d’água, a AkzoNobel reconhece o valor da água, e fez, nos últimos anos, um investimento de R$ 13 milhões na estação de tratamento de efluentes, o que permite o reuso de 100% da água tratada nos processos e produtos, graças à membrana de ultrafiltração que retém até mesmo vírus e bactérias.

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28 de março, 2019