Publicidade
BIOCOMBUSTÍVEIS

Banco do Brasil e Be8 fecham acordo para utilização de biocombustível

Banco do Brasil e Be8 fecham acordo para utilização de biocombustível

As empresas estabeleceram compromissos de cooperação mútua para a realização de estudos e tratativas com vistas a viabilizar a operação.

Empresa de energias renovávei, a Be8 firmou Protocolo de Intenções com o Banco do Brasil hoje, 21 de novembro, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), para estudos e tratativas com vistas a viabilizar a substituição do diesel mineral utilizados nos grupos geradores da instituição pelo novo biocombustível Be8 BeVant®. As empresas estabeleceram compromissos de cooperação mútua para a realização de estudos e tratativas com vistas a viabilizar a operação.

No período, será conduzida a análise de compatibilidade técnica, financeira, jurídica, regulatória e operacional do Be8 BeVant® com o parque de grupos geradores instalado, considerando a diversidade de marcas e modelos de equipamentos. Os números de geradores envolvidos e volume a ser ofertado serão definidos após o estudo. “Como instituição financeira mais sustentável do mundo, buscamos continuamente soluções inovadoras que reforcem a nossa agenda de descarbonização”, comentou Francisco Lassalvia, Vice-Presidente de Atacado do Banco do Brasil. “A parceria com a Be8 representa mais um passo concreto nessa trajetória, ao explorar um biocombustível que pode acelerar a transição energética do Banco do Brasil. Estamos comprometidos em ampliar o uso de fontes limpas e elevar o padrão de sustentabilidade das nossas operações”, completou Lassalvia.

Para Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8, a parceria com o Banco do Brasil é excelente, já que a instituição é uma referência no segmento financeiro global e com comprometimento com a sustentabilidade. “O Be8 BeVant®️ é uma solução de alta performance e pronta para cumprir essa missão de descarbonização. Esta é uma entrega prática da COP 30 e as Conferência das Nações Unidas devem promover as ações efetivas para cumprir as metas de descarbonização”, completou Battistella.

O Be8 BeVant® tem potencial de reduzir até 99% das emissões do tanque à roda quando comparado ao diesel de origem fóssil. Com maior teor de éster, ele reduz até 50% as emissões de CO (monóxido de carbono), até 85% a emissão de materiais particulados e em até 90% de fumaça preta. A qualidade é comprovada com maior lubricidade considerando ULSD (Ultra Low Sulfur Diesel) máximo de 2 ppm, o teor de monoglicerídio é abaixo de 0,25%, a contaminação total residual fica abaixo de 2 ppm e apresenta 35% menos teor de água. O biocombustível é indicado para atender as demandas dos setores de logística, de transportes coletivos e de cargas nos modais rodoviário, hidroviário, marítimo e ferroviário, assim como equipamentos para a produção de minérios e geradores.

A Be8 apresentou junto com a Mercedes Benz o projeto de testes comparativos para avaliação do Be8 BeVant® em motores Euro 6. A chamada “Rota Sustentável COP 30 percorreu mais de 4 mil quilômetros por estradas brasileiras, de Passo Fundo (RS) e indo até Belém (PA), sede da COP30. O teste indicou que foram reduzidas em aproximadamente 99% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na avaliação do novo biocombustível no processo de combustão (conceito do “tanque à roda”). Os cálculos preliminares realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que realizou as medições de acordo com protocolos técnicos robustos, transparentes e auditáveis, ao final da caravana. “Esta foi uma jornada feita com precisão em planejamento e excelência em realização para demonstrar o Be8 BeVant® como solução de descarbonização para o agora para os vários modais de transporte e motores estacionários como os geradores”, destaca Camilo Adas, Diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
COP-21
Brasil vai propor aumento de biodiesel

O Brasil irá propor o aumento do biodiesel na mistura com o biodiesel mineral, hoje na casa dos 7% por litro, durante a Conferência do Clima das Nações Unidas, em dezembro deste ano, em Paris (COP-21). A proposta brasileira, expressa no documento “pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (intended Nationally Determined Contribution – iNDC na sigla em inglês) para Consecução do Objetivo da Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudança no Clima”, coloca: “aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para aproximadamente 18% até 2030, expandindo o consumo de biocombustíveis, aumentando a oferta de etanol, inclusive por meio do aumento da parcela de biocombustíveis avançados (segunda geração), e aumentando a parcela de biodiesel na mistura do diesel”. O documento já está disponível no site da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil, a APROBIO ( http://www.aprobio.com.br/noticia_new.aspx?noticia=134 ). Em agosto deste ano, o Diretor-superintendente da Associação, Julio Cesar Minelli, se reuniu no Ministério das Relações Exteriores com o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, que é Subsecretário de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia da pasta. Na audiência, Minelli comentou a pertinência de o biocombustível ser incluído na pauta do país para a COP 21. No mesmo dia, Minelli esteve no Ministério do Meio Ambiente, onde foi recebido pelo diretor de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Adriano Santhiago de Oliveira, quando tratou do mesmo tema. Na ocasião, Minelli entregou o estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade sobre os benefícios ambientais e de saúde com o aumento progressivo do uso de biodiesel em seis capitais e suas respectivas regiões metropolitanas. Realizado com apoio da APROBIO, o levantamento mostra a redução de internações hospitalares por problemas respiratórios e mortes evitadas por doenças relacionadas à poluição atmosférica, além da economia de recursos para os sistemas de saúde pública das cidades. Também foi apresentado outro estudo pela APROBIO, feito pela consultoria ambiental Peterson Solutions. De acordo com este trabalho, o biodiesel emite menos 71,65% de gases de efeito estufa em toda a cadeia de produção, desde a fase agrícola, no cultivo das matérias primas, até a combustão do biocombustível nos motores de ciclo diesel, em comparação à queima de diesel fóssil. Minelli mencionou ainda o documento “Análise de Emissões de GEEs no Brasil (1970-2013) e suas Implicações para as Políticas Públicas”, onde a organização Observatório do Clima defende o maior uso de biodiesel como ferramenta para “descarbonizar” o setor de transportes.

8 de outubro, 2015