Cinco concessionárias registram níveis menores de perdas de água

Cinco concessionárias de água, incluindo as de Niterói e Petrópolis, registram perdas de água significativamente menores que a média nacional, destacando-se em um estudo recente.
As concessões da Água do Brasil em Niterói e Petrópolis estão entre os 20 municípios brasileiros com níveis de perdas na distribuição menores que 25%, índice bem abaixo da média nacional (39,53%). O resultado consta do estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, com base em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). Atendidas por Águas de Niterói e Águas do Imperador, as cidades ocupam o 11º e o 16º lugar, respectivamente, e são as únicas do estado neste ranking. Outras três concessões se destacaram no controle de perdas no último ano: Águas de Votorantim (SP), Águas de Pará de Minas (MG) e Águas das Agulhas Negras (RJ), que atendem regiões menores e não aparecem na pesquisa, também têm taxas inferiores à média nacional. A evolução contínua desses indicadores é fruto de estratégias robustas da Águas do Brasil, como o programa Água de Valor, criado em 2018 para garantir o uso correto dos recursos, com investimentos maciços em tecnologia, infraestrutura e inteligência operacional.
Em Niterói, o índice de perdas ficou em 19,9%, resultado construído ao longo de um processo contínuo de modernização da infraestrutura e da gestão do abastecimento. A concessionária mantém um combate às perdas, apoiada em monitoramento em tempo real, pesquisas de vazamentos, controle de pressão, setorização da rede e utilização de equipamentos acústicos com inteligência artificial para identificar ocorrências antes que elas provoquem perdas mais elevadas. Em Petrópolis, a atuação da Águas do Imperador mostra eficiência no sistema de abastecimento. Além de figurar entre os municípios com melhor desempenho no controle de perdas (22,28%), a cidade integra o grupo de apenas 12 municípios brasileiros que atendem simultaneamente aos parâmetros de excelência estabelecidos pelo Instituto Trata Brasil e pela Portaria nº 788/2024 do Ministério das Cidades para perdas na distribuição e perdas por ligação, resultado de um trabalho contínuo de monitoramento da rede e modernização da operação.
Além do desempenho observado no ranking do Trata Brasil, com foco em grandes municípios, a expertise do Grupo Águas do Brasil em gestão de perdas se estende por diferentes regiões do Sudeste. Em cidades de médio e menor porte operadas pela companhia, onde o levantamento não se aplica, os índices também se mantêm significativamente abaixo da média nacional, ratificando a consistência do modelo de gestão do Grupo em diferentes escalas operacionais. Águas de Votorantim, em São Paulo, registra o melhor índice entre as operações do Grupo, com perdas de 15,97%, menos da metade da média nacional, graças ao monitoramento permanente da rede de distribuição, à divisão do sistema em Distritos de Medição e Controle (DMCs), ao uso de telemetria, softwares de gestão, equipamentos para localização de vazamentos não visíveis e à rápida resposta das equipes de campo. Em Minas Gerais, Águas de Pará de Minas também apresentou desempenho de destaque, com índice de perdas de 21,03%. O resultado é consequência dos investimentos em automação dos sistemas, monitoramento da operação e tecnologias que permitem acompanhar o funcionamento da rede em tempo real, tornando mais ágil a identificação de anormalidades e reduzindo perdas ao longo da distribuição, enquanto a Águas das Agulhas Negras (RJ) vem intensificando as ações voltadas ao controle de perdas com a utilização de inteligência artificial, equipamentos acústicos para localização de vazamentos não visíveis e análises contínuas da rede de distribuição. Para chegar aos 19,56%, as equipes também desenvolvem trabalhos de campo para identificar irregularidades e aperfeiçoar o abastecimento, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social.
O programa Água de Valor orienta os investimentos do Grupo Águas do Brasil na modernização de redes, setorização, substituição de hidrômetros e gestão de pressão. Somente por meio desse programa, desde 2018, já deixaram de ser pedidos 178 milhões de m³ de água, volume equivalente ao abastecimento de cidades como Niterói, Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo por dois anos, reforçando o compromisso da companhia com a segurança hídrica e a preservação dos recursos ambientais. Já foram substituídos 389 mil hidrômetros e regularizadas 43,6 mil instalações. As equipes também vistoriaram mais de 351 mil ligações.


