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BIODIVERSIDADE

Colombianos são os mais preocupados com preservação

Colombianos são os mais preocupados com preservação

Os colombianos demonstram uma maior preocupação, com 82%, seguidos pelos peruanos, com 78%, Argentina e Brasil, com 77% e 75%, respectivamente

Segundo levantamento do Radar Trends Report, da GlobeScan, junto a 30.216 pessoas nos meses de julho e agosto de 2024, 78% dos moradores da América Latina são preocupados com a perda de biodiversidade. Desse total, os colombianos demonstram uma maior preocupação, com 82%, seguidos pelos peruanos, com 78%, Argentina e Brasil, com 77% e 75%, respectivamente. No momento, líderes empresariais globais, formuladores de políticas e representantes da sociedade civil se reúnem em Cali, Colômbia (de 21 de outubro a 1º de novembro de 2024) para a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade de 2024 das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP16). A Colômbia é um dos países com maior biodiversidade do mundo, onde o desmatamento e outras ameaças à sua biodiversidade estão associadas a aumentos n desigualdade social, conflitos aramados internos e tráfico ilegal de drogas, entre outros problemas. Assim como as mudanças climáticas, os resultados da pesquisa mostram que os mais vuilneráveis aos seus efeitos, tendem a se preocupar muito mais.

Os dados da América Latina são relevantes quando comparados com América do Norte (Estados Unidos e Canadá) e Europa. 80% dos mexicanos mostram-se preocupados com a perda de biodiversidade. O estudo apontou que oito em cada dez pessoas na América Latina acreditam que a perda de espécies animais e vegetais é um problema "muito sério", em comparação com pouco mais da metade nos Estados Unidos e Canadá (51%) e quase seis em cada dez na Europa (58%), bem como na África e no Oriente Médio (58%), enquanto apenas quatro em cada dez na Ásia-Pacífico (40%) dizem que a perda de biodiversidade é uma grande preocupação para eles.

Os colombianos são os mais preocupados dos 31 países e territórios pesquisados, com 82% chamando a perda de espécies animais e vegetais de "muito séria", seguidos pelos mexicanos com 80%. Com base em uma pesquisa on-line amplamente representativa com mais de 30.000 pessoas em 31 países e territórios, o Radar se baseia no banco de dados exclusivo da GlobeScan, com mais de duas décadas de pesquisas de opinião pública sobre a perspectiva das pessoas em relação aos atores sociais e às questões que os afetam.

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Artigo por Emerson Oliveira Por Emerson Oliveira * Após ser adiado por causa da pandemia, o Congresso Mundial da Natureza, importante evento promovido a cada quatro anos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), foi realizado em Marselha, na França, entre os dias 3 e 10 de setembro. Como de costume, o evento indicou tendências e prioridades para os próximos anos para a conservação da biodiversidade no planeta e colocou o Brasil no centro dos debates. Em discurso na abertura do evento, o presidente francês Emmanuel Macron demonstrou como os olhos da comunidade internacional estão voltados ao Brasil e, de um modo especial, para a Amazônia. O líder do país anfitrião enfatizou a necessidade urgente de interromper a acentuada destruição da floresta amazônica, entre outras prioridades. Em outro recado ao Brasil, Macron ressaltou a determinação da França de eliminar o desmatamento importado, aquele gerado pela aquisição de produtos que causam desmatamento ou degradação ambiental no país de origem. O presidente francês afirmou ainda que a França é contra o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entre outros pontos pretende facilitar as exportações entre os dois continentes. Fato negativo digno de nota foi a ausência de representantes do Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Na verdade, a única autoridade brasileira presente foi o embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra. Entre os participantes ilustres, destaques para o ator norte-americano Harrison Ford e o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Apesar dos fatores preocupantes que envolvem a política ambiental brasileira, o Congresso também trouxe esperança para todos que estão comprometidos com a conservação da natureza em nosso país. Durante a Assembleia Geral que elegeu a nova presidente e os membros da diretoria da UICN para os próximos quatro anos, o Comitê Brasileiro (CBR), formado por diversas organizações com destacada atuação pela causa ambiental, entregou aos candidatos ao pleito uma carta intitulada "O Brasil Importa!" (Brazil Matters!), visando evidenciar as pautas brasileiras de conservação, especialmente em relação às ameaças à biodiversidade e relativas à situação crítica dos rios e outros corpos hídricos brasileiros. Logo após a eleição, em reunião com a nova presidente, Razan Al Mubarak, dos Emirados Árabes, os representantes do Brasil reforçaram o papel fundamental que os biomas brasileiros desempenham como mantenedores da biodiversidade e do clima no mundo, detalhando as ameaças enfrentadas e os riscos às políticas ambientais e estruturas de gestão. A nova presidente recebeu muito bem as propostas, especialmente em relação a uma grande campanha de comunicação para divulgar os biomas brasileiros: "O Brasil está no coração do mundo e eu vou trabalhar para que ele esteja no coração da UICN", comentou. Em 14 mandatos na história da UICN, Razan é apenas a segunda mulher a assumir a presidência e, embora ainda jovem, especialmente em comparação a seus antecessores, já atua há mais de 20 anos com conservação, liderando atualmente a Agência Ambiental de Abu Dhabi (EAD). Entre as diversas resoluções aprovadas no Congresso, talvez a mais emblemática seja a criação de uma Comissão de Crise Climática. Ao final do evento, o Congresso anunciou a agenda de conservação da natureza para a próxima década, invocando os governos a empreender uma recuperação baseada na natureza no pós-pandemia, investindo ao menos 10% dos fundos de recuperação global na natureza. Dentre as resoluções deliberadas inclui-se um apelo para proteção de 80% da Amazônia até 2025, a proibição da mineração em alto mar e para que a comunidade global adote uma abordagem ambiciosa de "Uma Só Saúde". Merece destaque também a divulgação de um relatório reportando que 28% das espécies mundialmente catalogadas correm algum risco de extinção. Por isso, a UICN faz um apelo para que os desmatamentos sejam minimizados, bem como sejam reduzidos o uso de agroquímicos, a poluição, em especial de plásticos nos oceanos, e a degradação dos solos e corpos hídricos pela agropecuária, indústria e outras atividades humanas. Outro fato muito positivo foi a participação inédita das organizações de povos indígenas, com direito a se pronunciar oficialmente, o que possibilitou um olhar especial para os direitos dos povos originários e seu papel na conservação. Apesar de tantas dificuldades que vemos no Brasil, com nossos biomas sob variadas pressões e ameaças, é importante notar que as organizações da sociedade civil brasileira encontram eco em organismos internacionais e apoiam-se também em lideranças de várias partes do mundo. Se os inimigos da natureza são fortes, mais fortes seremos todos nós unidos por um planeta sustentável. * Emerson Oliveira é Gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

23 de setembro, 2021
Brasil sofre a maior crise ambiental dos últimos anos
ARTIGO
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Por Cristiana Nepomuceno de Sousa Sores * Comemorado mundialmente no dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente é um lembrete latente ao país que mais destrói florestas em todo o mundo, segundo dados da Global Forest Watch , divulgados neste ano. Embora a data seja um convite à conscientização e preservação dos biomas de todo o mundo, o Brasil não tem o que comemorar quando o assunto é a preservação ambiental e o avanço do desenvolvimento sustentável que, nessa altura do campeonato, ganha o status de utopia. Para se ter ideia, estima-se que 94% do desmatamento da Amazônia seja ilegal, de acordo com informações coletadas pelo Instituto Centro da Vida (ICV), em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no ano de 2020. Isso faz com que, embora seja o país com maior biodiversidade do mundo, o Brasil continue saindo em desvantagem no debate sobre soluções à destruição ambiental. A combinação de uma cultura de normalização da apropriação do meio ambiente e péssimas medidas públicas de controle aos danos ajudam a perpetuar o que é visto hoje. Parte essencial da conscientização das massas é o entendimento de pertencimento ao meio ambiente. Devemos ter em mente que também estamos inseridos nesse todo e que a preservação do meio ambiente é, consequentemente, a preservação da espécie humana. Além do aquecimento global e tantos outros efeitos colaterais já conhecidos, a devastação do meio ambiente também pode ocasionar desequilíbrios ambientais, como as pandemias. Com a perda dos habitats naturais, outras espécies passam a ter vida próxima a dos humanos, o que nos expõe a vírus e bactérias que até então não tínhamos contato e que, portanto, não temos defesas contra. * Cristiana Nepomuceno de Sousa Sores é Graduada em Direito e Biologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Pós-Graduada em Gestão Pública pela Universidade Federal de Ouro Preto- MG. Especialista em Direito Ambiental pela Universidade de Alicante/Espanha. Mestre em Direito Ambiental pela Escola Superior Dom Helder Câmara. Atualmente é presidente da Comissão de Direito de Energia da OAB/MG.

4 de junho, 2021
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MEIO AMBIENTE
Brasileiros não compram produtos prejudiciais

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência encomendada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio) em parceria com o Programa de Comunicação de Mudança Climática da Universidade de Yale (Yale Program on Climate Change Communication), quatro em cada cinco brasileiros acham que as queimadas na Amazônia prejudicam a imagem do Brasil no exterior e 78% acreditam que elas podem prejudicar as relações do Brasil no mercado internacional. A pesquisa foi realizada com brasileiros de todas as regiões, classes e níveis de escolaridade, refletindo o perfil da população brasileira acima dos 18 anos. Para 77% dos brasileiros, é fundamental proteger o meio ambiente, mesmo que isto signifique um menor crescimento econômico. Entre os brasileiros, é praticamente uma unanimidade que o aquecimento global está acontecendo (92%) e já pode prejudicar – e muito – a atual geração (72%). Em relação às queimadas, 90% indicam que elas são uma ameaça para o clima e o meio ambiente do planeta e 92% acreditam que elas prejudicam a qualidade de vida da população. A pesquisa traz um alerta para políticos e empresários: quase metade dos brasileiros (42%) declarou já ter votado em algum político em razão de suas propostas para defesa do meio ambiente e mais da metade (59%) deixou de comprar ou usar algum produto que prejudique o meio ambiente. “A atual política ambiental do Brasil nos isola no cenário internacional e pode nos custar empregos e atrasar nossa recuperação pós-COVID. O Brasil caminha na direção contrária do que esperam os investidores e líderes internacionais, bem no momento em que o mundo se realinha para combater o problema das mudanças climáticas”, analisa Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. Para os brasileiros, governos e empresas, com 32% e 35%, respectivamente, podem contribuir para resolver o problema das mudanças climáticas. “O entendimento dos brasileiros reflete o que desejam consumidores e investidores. As empresas devem buscar desempenhar um papel mais estratégico no desenvolvimento sustentável. Várias corporações já se uniram nesse esforço, mas precisamos avançar mais se quisermos permanecer relevantes nas cadeias econômicas globais”, completa Marcello Brito, representante da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento que reúne mais de 270 organizações do setor privado, financeiro, sociedade civil e academia. 77% dos brasileiros apontam a ação humana como principal causa das queimadas na Amazônia para 77%, dentre os quais os maiores responsáveis seriam madeireiros (76%), agricultores (49%), pecuaristas (48%) e garimpeiros (41%). Mesmo quando se considera apenas o indicado em primeiro lugar, estes atores continuam sendo os mais citados. Perguntados sobre de quem é a responsabilidade em contribuir para resolver o problema, mais da metade da população (54%) entende que a responsabilidade é do governo. Segundo Anthony Leiserowitz, diretor do Yale Program on Climate Change Communication, há semelhanças e diferenças entre o Brasil e os Estados Unidos: “Os resultados são fascinantes – eles nos ajudam a entender a opinião pública brasileira e fornecem um contraste muito interessante com a opinião pública nos Estados Unidos. Por exemplo, 92% dos brasileiros entendem que o aquecimento global está acontecendo. Nos Estados Unidos, esse percentual é de apenas 73%. Da mesma forma, 78% dos brasileiros dizem que o aquecimento global é uma questão muito importante, em comparação com apenas 37% dos americanos. Ao mesmo tempo, também vemos padrões semelhantes entre os dois países. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, os jovens, aqueles que se declaram mais à esquerda no espectro político, com ensino superior e as mulheres, afirmam conhecer mais e estar mais preocupados com as mudanças climáticas, o desmatamento e o meio ambiente do que os entrevistados mais velhos, que se declaram mais à direita politicamente, com menor grau de instrução e homens. Esperamos que esses resultados sejam úteis para muitos atores no Brasil, como funcionários do governo, líderes empresariais e organizações da sociedade civil”. Rosi Rosendo, diretora de contas na área de Opinião Pública, Política e Comunicação do IBOPE Inteligência, afirma que os resultados apontam para uma grande preocupação da população brasileira em relação ao meio ambiente, pauta que tem tomado conta dos noticiários nos últimos anos, principalmente em função das queimadas que ocorreram na Amazônia em 2019 e no Pantanal e no Cerrado no segundo semestre de 2020, ambos acontecimentos que tiveram forte repercussão internacional. “As queimadas foram percebidas pelos brasileiros como acontecimentos que prejudicam a imagem do Brasil no exterior e que podem até impactar negativamente a relação comercial com outros países. No entanto, ainda que a população considere importante a preservação do meio ambiente, há muito que se avançar em termos de educação e disseminação de conhecimento sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, já que apenas um em cada cinco brasileiros declarou saber muito sobre o assunto, resultados que devem ser levados em conta tanto pelo governo quanto pelas empresas em ações de preservação do meio ambiente”, acrescenta Rosi. Fabro Steibel, diretor do ITS, explica que novas rodadas da pesquisa serão realizadas e que o objetivo é medir a percepção do brasileiro sobre o clima ao longo dos anos. “Nós percebemos que há pesquisas sobre a percepção de clima, mas elas não têm continuidade. Dando continuidade, poderemos acompanhar se haverá evolução da preocupação”.

8 de fevereiro, 2021
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BENS DE CONSUMO
Brasileiros mais preocupados com desmatamento

Empresa global especializada em dados, insights e consultoria, a Kantar lançou a 2ª edição do estudo Who Cares, Who Does?, o qual revelou que os brasileiros estão mais preocupados com o desmatamento (+10%) e com o desperdício de agua (+9%) na comparação com 2019. A pesquisa apontou que esses clientes passaram a exigir responsabilidade das indústrias de bens de consumo massivo (FMCG). Na América Latina, a água é a principal preocupação, seguida pelas mudanças climáticas e desmatamento, em terceiro, praticamente empatado com contaminação do ar. O papel das empresas de bens de consumo massivo foi destaque da pesquisa. Quase todos os entrevistados assinalaram a influência dessa indústria na área ambiental. “Ainda que o reconhecimento dela como agente de mudança seja unanimidade globalmente, é ainda mais forte entre os consumidores latino-americanos”, explica Kesley Gomes, Diretora Latam de LinkQ da Kantar. Segundo Kesley, 21% desses consumidores responderam que as empresas têm um papel relevante no cuidado com a água ao evitar o desperdício, a escassez ou a contaminação durante a fabricação de seus produtos. Os consumidores exigem indústrias responsáveis e 48% acreditam que a primeira ação a ser tomada por elas é explicar e educar a população quanto ao uso adequado da água. O desenvolvimento e a inovação também são importantes. Um exemplo são produtos fáceis de enxaguar ou concentrados que demandem menos água. “O consumidor está cada vez mais responsável. Porém, enquanto os hábitos já estão arraigados, ainda existe muita oportunidade no que se refere ao uso de produtos”, finaliza a executiva. O estudo Who Cares, Who Does? dividiu os consumidores em três grupos de relação com o meio ambiente: 68% dos brasileiros têm pouco ou nenhum interesse pelos desafios ambientais do planeta e não estão fazendo nada para mudar esta postura. Eles integram um grupo chamado de EcoDismissers. O percentual é o mesmo de 2019. Já os EcoConsiderers, tomam algumas medidas para reduzir seu impacto ambiental, cresceram 1%, passando para 24% em 2020, enquanto os EcoActives, que trabalham constantemente para diminuir os níveis de resíduos plásticos e para proteger o meio ambiente, cresceram de 6% para 8%. Na América Latina como um todo, o número de EcoDismissers caiu de 63% para 47%, enquanto o de EcoConsiderers passou de 26% para 36% e o de EcoActives de 12% para 18%. O estudo contou com a participação de 80 mil consumidores de 19 países, localizados na Europa, América Latina, Estados Unidos e Ásia. Mais informações em www.kantar.com/whocareswhodoes .

9 de novembro, 2020
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BIODIVERSIDADE
Thomas Lovejoy em conferência no Brasil

O Museu do Amanhã, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), recebeu o biólogo norte-americano Thomas Lovejoy. Referência mundial em ciências naturais e pesquisador da Amazônia há 50 anos, Lovejoy abordou a importância da biodiversidade brasileira para o planeta e as consequências da degradação para as futuras gerações. Lovejoy liderou uma das maiores pesquisas já realizadas no Brasil para mostrar os efeitos da fragmentação dos habitats na biodiversidade. De acordo com especialistas, parte da biodiversidade global está no Brasil, que integra um conjunto de países chamados de megadiversos. Ao todo, o grupo guarda 70% da diversidade da vida do planeta em apenas 10% da superfície terrestre. Entretanto, o Brasil possui longo histórico de degradação e exploração predatório dos seus biomas. Dois deles, a Mata Atlântica e o Cerrado, estão entre os mais ameaçados do planeta, sendo reduzidos a menos 30% de sua vegetação original e com uma alta taxa de extinção de espécies. Atualmente, Lovejoy é professor do Departamento de Ciências Ambientais e Políticas da Universidade George Mason e senior fellow das Nações Unidas. Antes, foi conselheiro chefe da área de biodiversidade do Banco Mundial e ocupou cargos de destaque em diversas organizações internacionais. A conferência abre o workshop realizado pela Academia Brasileira de Ciências e a Academia de Ciências da França, que será realizada nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da ABC, também com entrada gratuita.

19 de setembro, 2017