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ENERGIA

Demanda mundial deve crescer até 3,6% até 2030

Demanda mundial deve crescer até 3,6% até 2030

Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a expectativa de crescimento médio anual é de 3,3% no consumo de eletricidade no Brasil até 2035.

O relatório Electricity 2026, da Agência Internacional de Energia (IEA), aponta que a demanda global por eletricidade deve crescer a uma taxa média anual de 3,6% entre 2026 e 2030, impulsionada pela eletrificação da indústria, expansão dos veículos elétricos, uso crescente de ar-condicionado e proliferação de data centers e aplicações de inteligência artificial (IA). Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a expectativa de crescimento médio anual é de 3,3% no consumo de eletricidade no Brasil até 2035, projetado no Plano Decenal de Expansão de Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e que está em fase de Consulta Pública. Isso só reforça a necessidade de aumentar a segurança regulatória e modernizar a infraestrutura elétrica no Brasil, sobretudo para ampliar a oferta de fontes limpas, renováveis, mais competitivas e de rápida implantação. “É preciso superar importantes desafios estruturais, como os cortes de usinas renováveis sem o devido ressarcimento aos empreendedores prejudicados e os obstáculos de conexão nos pequenos sistemas dos consumidores, sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência, bem como destravar o mercado de armazenamento energético, com legislação e regulamentação adequadas”, pontua Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR.

Para Sauaia, os cortes e a dificuldade conexão de pequenos sistemas acendem um alerta para a necessidade de modernizar o planejamento e acelerar os investimentos na infraestrutura do setor elétrico, sobretudo em linhas de transmissão e novas formas de armazenar a energia limpa e renovável, gerada em abundância no País. De acordo com a publicação da IEA, a energia solar fotovoltaica será a fonte de geração que mais crescerá no mundo até 2030, adicionando sozinha mais de 600 terawatts-hora (TWh) por ano ao sistema elétrico global. Em volume de geração, a solar deve ultrapassar a energia eólica e nuclear já em 2026 e superar a hidrelétrica até 2029, consolidando-se como um dos pilares centrais da matriz elétrica global. Para a ABSOLAR, os dados confirmam que o mundo vive a “era da eletricidade”, marcada por uma transição acelerada para fontes renováveis e pela crescente eletrificação dos setores produtivos. “A eletrificação da economia global está se intensificando e a energia solar se destaca como a principal protagonista desse novo ciclo. Trata-se da fonte mais competitiva, rápida de implantar e que também está alinhada às metas de descarbonização. O Brasil, por sua abundância de recursos solares, tem uma oportunidade estratégica de liderar esse movimento”, diz Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

O relatório também destaca a expansão robusta do armazenamento em baterias como elemento-chave para dar mais flexibilidade aos sistemas elétricos. Atualmente, há mais de 600 gigawatts (GW) de projetos de armazenamento em baterias em estágio avançado nas filas de conexão às redes elétricas em todo o mundo. A tecnologia terá papel cada vez mais relevante para apoiar a integração de fontes renováveis variáveis nas matrizes elétricas. “Neste sentido, a combinação da geração solar com sistemas de armazenamento em baterias representa uma oportunidade estratégica para ampliar o suprimento, aumentar a segurança da operação do sistema elétrico, reduzir custos aos consumidores e contribuir de forma ainda mais consistente para o desenvolvimento do Brasil”, conclui Sauaia.

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ENERGIA SOLAR
Brasil deve atingir 25 GW até 2030

Segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), lançadas recentemente em nota técnica, a expectativa de atingir potência instalada de 25 GW de fonte solar fotovoltaica até 2030 está cada vez mais alinhada com o que espera o setor fotovoltaico brasileiro. São calculados mais de R$ 125 bilhões em investimentos na construção dos projetos no Brasil. A previsão é do presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia. Para ele, as novas projeções divulgadas pelo governo federal são positivas, na medida em que sinalizam um esforço concreto de diversificar a matriz elétrica nacional por meio do aumento da participação de fontes renováveis com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE). O presidente da ABSOLAR destaca a fonte solar fotovoltaica, cuja participação na matriz elétrica brasileira será fortemente ampliada de 0,01% em 2015 para mais de 10% em 2030, um crescimento de mil vezes em um horizonte de 15 anos, maior crescimento relativo do período. Intitulada de “O Compromisso do Brasil no Combate às Mudanças Climáticas: Produção e Uso de Energia”, a nota técnica serviu de base para definir metas nacionais de redução de emissões de gases de efeito estufa, conforme os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris, que entrou em vigor em novembro de 2016. Os 25 GW de energia solar fotovoltaica que farão parte da matriz elétrica brasileira de 2030 estarão divididos em 17 GW de geração centralizada solar fotovoltaica (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída solar fotovoltaica (sistemas em edifícios residenciais, comerciais, industriais, públicos e na zona rural). “Apesar de representar um avanço considerável frente às projeções anteriores, a ABSOLAR recomenda uma meta nacional de 30 GW em energia solar fotovoltaica até 2030, levando em consideração o envolvimento tanto do governo federal, quanto de governos estaduais e municipais”, diz Sauaia. O segmento de micro e minigeração distribuída solar fotovoltaica registrou crescimento de 320% em 2015 e conta atualmente com mais de 6.000 sistemas em todo o País, representando mais de 42 MW em potência instalada, o equivalente a mais de R$ 375 milhões em investimentos privados. Já o segmento de geração centralizada tem atualmente 3,3 GW em projetos da fonte solar fotovoltaica contratados via leilões de energia, o que deverá movimentar mais de R$ 13,5 bilhões até 2018. “A estimativa preliminar da ABSOLAR para 2017 aponta para um volume de novas contratações para a fonte solar fotovoltaica de 2 GW por meio de leilões de geração centralizada”, comenta Sauaia. “Simultaneamente, estimamos que o mercado de geração distribuída solar fotovoltaica continuará em forte trajetória ascendente, com destaque para clientes residenciais e comerciais, motivados a reduzir os seus gastos com energia elétrica”, acrescenta. Os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris incluem metas para reduzir em 37% as emissões nacionais de GEE até 2025 e em 43% até 2030, ambas em relação ao ano-referência de 2005. Adicionalmente, o país se comprometeu a ampliar a participação das fontes renováveis não-hídricas (solar, eólica e biomassa) na matriz elétrica brasileira para pelo menos 23% até 2030.

16 de dezembro, 2016