AMAZÔNIA

Desmatamento cresce 15% em um ano

Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgado pelo Imazon, o desmatamento na Amazônia Legal nos últimos 12 meses (agosto de 2018 e julho de 2019) atingiu 5.054 km², o que representa um crescimento 15% em relação ao mesmo período do calendário anterior (agosto de 2017 a julho de 2018). Os estados que registram os maiores índices de desmatamento são Pará, Amazonas e Mato Grosso. 
 
Apenas em julho, o desmatamento na Amazônia Legal somou 1.287 km², um aumento de 66% na comparação com julho de 2018. Acre, que tradicionalmente não costuma aparecer na lista dos estados que mais desmatam, ocupou a terceira posição do ranking, com um aumento de 257% no mês. Os municípios com os maiores índices de desmatamento em julho foram Altamira (128 km²) e São Félix do Xingu (96 km²), no Pará, e Porto Velho (78 km²), em Rondônia. A Unidade de Conservação com a maior área desmatada (82 km²), em julho de 2019, foi a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará. Em Rondônia estão localizadas as outras duas Unidades de Conservação com maior área desmatada no mês: Florex Rio Preto-Jacundá e Resex Jaci-Paraná, que perderam 40 e 25 km², respectivamente. Outro ponto de alerta é o desmatamento em Terras Indígenas. As três áreas indígenas mais desmatadas em julho ficam no Pará: as reservas Apyterewa e Trincheira Bacajá, ambas no sudoeste do estado, e a reserva Ituna/Itatá, no sudeste do Pará. 
 
O Sistema de Alerta de Desmatamento é uma ferramenta de monitoramento, baseada em imagens de satélites, desenvolvida pelo Imazon para reportar mensalmente o ritmo do desmatamento e da degradação florestal da Amazônia. Operado desde 2008, atualmente o SAD utiliza os satélites Landsat 7 (sensor ETM+), Landsat 8 (OLI), Sentinel 1A e 1B, e Sentinel 2A e 2b (MSI) com os quais é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condição de nuvens.

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