Publicidade
MUDANÇAS CLIMÁTICAS

EUA cortam US$ 9 bi de programas de energias renováveis

EUA cortam US$ 9 bi de programas de energias renováveis

As tarifas já prejudicarão o setor de energias renováveis dos Estados Unidos, e os cortes de gastos federais só negarão ainda mais aos americanos o acesso à energia mais barata, limpa e confiável.

Enquanto as tarifas dominam as notícias e impactam pessoas em todo o mundo, incluindo o setor de energia renovável dos Estados Unidos, o Governo de Donald Trump também revelou discretamente os planos de fechar o Clean Energy Demonstrations Office e cortar US$ 9 bilhões em programas de energia. As tarifas já prejudicarão o setor de energias renováveis dos Estados Unidos, e os cortes de gastos federais só negarão ainda mais aos americanos o acesso à energia mais barata, menos poluente e mais confiável.

Este é apenas o mais recente de uma série de cortes massivos na infraestrutura climática — a Governo Trump cortou bilhões de dólares em armazenamento de baterias e fábricas de veículos elétricos, e o meio de comunicação Grist revelou recentemente que a FEMA planeja cortar um de seus maiores programas de adaptação a desastres. “Parece uma metáfora, mas eles estão literalmente ateando fogo, adicionando gasolina, desligando a água e fechando o corpo de bombeiros. O governo Trump está cortando tanto a infraestrutura para a transição dos combustíveis fósseis quanto a capacidade de adaptação aos desastres climáticos que eles estão garantindo que se tornarão mais frequentes e mortais. Por mais altos que sejam os riscos, devemos às comunidades da linha de frente nos EUA e no mundo não desistir. E devemos tomar todas as medidas possíveis para investir em energia renovável em nível municipal e estadual. A luta pela justiça climática não acabou, não quando cada décimo de grau importa e o dinheiro e as ferramentas de que precisamos para a justiça climática estão bem na nossa frente”, disse Anne Jellema, Diretora Executiva da 350.org.

Segundo Anne, à medida que a resistência interna americana aumenta, lembramos que este país não é isolado. A transição global para energia renovável continua — liderada por comunidades da linha de frente que menos contribuíram para a crise, mas estão pagando o preço mais alto. De vilas movidas a energia solar nas Filipinas a cooperativas eólicas no Quênia, os líderes locais estão mostrando o que é possível. “Apelamos aos governos em todos os lugares para traçar a linha — acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis, tributar os super-ricos e financiar uma transição energética justa agora”.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
EUA confirmam saída do Acordo de Paris

Os Estados Unidos notificaram a Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 4 de novembro, de que vão efetivamente sair do Acordo de Paris. Este é o primeiro passo formal do Governo de Donald Trump em um processo de um ano para a saída do Pacto Global no combate às mudanças climáticas. Em nota, a ONU confirmou a decisão norte-americana anunciada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, e que a saída do país do acordo deverá entrar em vigor a partir de 4 de novembro de 2020. A Comissão Europeia lamentou a decisão norte-americana e disse que vai em busca de novos parceiros junto às principais economias do mundo. De acordo com cientistas, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris pode acelerar efeitos da mudança climática mundial, como ondas de calor, enchentes, secas e fortes tempestades com maior frequência. Os Estados Unidos se juntam à Síria e Nicarágua como os únicos países a não participar do acordo histórico de 195 nações assinado na capital francesa em 2015. O Acordo de Paris criou metas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. Os países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões anuais, e os compromissos deverão ser revistos a cada cinco anos. Isto significa que em 2020 haverá nova reunião para definir as metas e garantir melhor preservação do planeta. Norte-americanos são contra decisão Uma coalizão de estados, cidades e empresas norte-americanas que representam quase 70% do PIB do país e cerca de 65% da população são contra a saída dos Estados Unidos do Acordo do Paris. Mais de três quartos (77%) dos eleitores registrados apoiam a continuação da participação norte-americana no Acordo climático de Paris, incluindo quase todos os Democratas (92%), três em cada quatro Independentes (75%) e a maioria dos Republicanos (60%). Uma delegação com líderes não-federais dos Estados Unidos irá a Madri para as próximas negociações da COP-25, onde eles também sediarão o Centro de Ação Climática dos EUA. Este será o 3º ano consecutivo em que o movimento "We Are Still In" (seguimos dentro, em tradução livre), com a liderança e o apoio financeiro do Enviado Especial da ONU para a Ação Climática, Michael Bloomberg, que estará nas negociações junto à organização, sem a presença do governo de Donald Trump. Mais de 3.800 líderes de governos locais, tribais e estatais dos Estados Unidos, do setor privado e outros estão "Still In" no Acordo de Paris. Desde a decisão de Trump de sair do Acordo, atores e empresas locais aceleraram ainda mais a implementação e se comprometeram com mais ações em prol do meio ambiente. Neste ano, sete novos estados promulgaram legislação onde se comprometem a ter 100% de energia limpa. Compromissos semelhantes foram feitos em mais cinco estados, que, se promulgados, fariam quase 25% da demanda total de eletricidade dos EUA se comprometer com 100% de energia limpa. Sessenta e duas empresas com operações nos Estados Unidos se comprometeram com 100% de energia limpa. Apple Inc., Bank of America, Starbucks e outras empresas que assumiram o compromisso da RE100 têm um valor de mercado de mais de US$ 7,8 trilhões. No próximo ano, Donald Trump tentará a reeleição e uma das principais questões de votação são as mudanças climáticas.

8 de novembro, 2019
Saneamento Ambiental Logo
ENERGIA LIMPA
Investimentos somam US$ 333,5 bilhões

O Bloomberg New Energy Finance (BNEF) divulgou seu relatório anual sobre investimentos em energias limpas. Segundo o documento, os aportes globais em energias renováveis e tecnologias inteligentes de energia somaram US$ 333,5 bilhões em 2017, o que representa um crescimento de 3% na comparação com os números revisados de 2016, US$ 324,6 bilhões, e apenas 7% inferior ao recorde histórico de US$ 360,3 bilhões registrado em 2015. Desde 2010, já foram investidos US$ 2,5 trilhões em projetos de energias limpas. Jon Moore, diretor executivo da BNEF, diz: “O total de 2017 é ainda mais notável se considerarmos que os custos de capital da tecnologia líder – a solar – continuam em queda acentuada. No ano passado, os custos por megawatt dos sistemas fotovoltaicos de grande escala foram 25% menores em relação aos de dois anos atrás”. Os investimentos em energia solar (mundialmente) alcançaram US$ 160,8 bilhões em 2017, 18% superior em relação a 2016, sendo que pouco mais da metade – US$ 86,5 bilhões – aconteceu na China. Esse montante é 58% superior ao de 2016, com uma capacidade instalada adicionada de geração de energia fotovoltaica de 53GW em 2017, contra os 30GW em 2016. Justin Wu, diretor da BNEF na Ásia-Pacífico, diz: “Em 2017, a China aumentou sua capacidade instalada em cerca de 20GW além do previsto. Isso aconteceu por duas razões principais: primeiro, apesar do crescente uso de subsídios pelos desenvolvedores e do aumento da energia não injetada na rede (curtailment), as autoridades reguladoras chinesas – pressionadas pela indústria – agiram com lentidão para inibir a construção de projetos de larga escala fora das quotas alocadas pelo governo”. “Em segundo lugar, o custo da energia solar continua caindo na China, e cresce o número de projetos em telhados, parques industriais e outros locais para geração distribuída – sistemas não limitados por quotas governamentais. Grandes consumidores de energia na China estão instalando painéis solares para suprir sua própria demanda, com subsídio mínimo”. No total, a China investiu US$ 132,6 bilhões em tecnologias de energia limpa, um salto de 24% e um novo recorde. O segundo país que mais investiu foi os Estados Unidos, com US$ 56,9 bilhões, montante 1% superior ao de 2016. A América Latina atingiu níveis recordes de investimento em energia limpa: US$ 17,2 bilhões em 2017, um aumento de 65% em relação a 2016. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo Brasil e pelo México que, juntos, atraíram US$ 12,4 bilhões no último ano, ou 72% do total. México e Brasil receberam US$ 6.2 bilhões cada em investimento em projetos renováveis. Isso significou um crescimento de 516% no México sobre 2016, enquanto o aumento no Brasil foi de 10% na mesma comparação. No final do ano passado, os leilões de energia tornaram a contratar projetos de fonte eólica e solar, após uma pausa de dois anos.

19 de janeiro, 2018
Saneamento Ambiental Logo
ENERGIAS LIMPAS
China investe US$ 32 bi no exterior em 2016

Segundo o relatório ‘Expansão Global de Energias Renováveis da China’, do Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), o país investiu montante recorde de US$ 32 bilhões no exterior em projetos de energias renováveis em 2016, o que representa um crescimento de 60% sobre o ano anterior. Com isto, o país asiático tornou-se líder mundial em energias renováveis e tecnologias relacionadas. O IEEFA avaliou todos os negócios do segmento de energia renovável, com valores superiores a US$ 1 bilhão. A escala e o crescimento do investimento realizado consolidam a liderança global da China em indústrias e em infraestruturas de energia limpa. Em 2015 empresas chinesas realizaram oito investimentos acima de US$ 1 bilhão cada, totalizando US$ 20 bilhões. O valor em 2016 foi 60% maior, alcançando a marca de US$ 32 bilhões em onze transações separadas conduzidas por empresas chinesas – duas delas, no Brasil. A State Grid Corp da China (SGCC), maior empresa de eletricidade do mundo, fez o maior acordo de distribuição de energia renovável e eletricidade de 2016, com um investimento de US$ 13 bilhões para uma participação no controle da CPFL Energia no Brasil SA. Outros US$ 1,2 bilhão foram investidos pela Three Gorges Corp no Brasil ao longo de 2016. De acordo com o World Energy Outlook 2016 da Agência Internacional de Energia, a China detém 3,5 milhões, dos 8,1 milhões de empregos em energia renovável no mundo. Nos Estados Unidos, são 769 mil empregos relacionados com energias renováveis. O relatório também mostra como o resultado da eleição norte-americana significa que os EUA provavelmente ficarão ainda mais atrás da liderança global da China no futuro. "Os Estados Unidos já estão bem atrás da China na corrida para garantir uma maior participação no florescente mercado de energia limpa. Com o presidente eleito Trump falando de carvão e de gás, as possíveis mudanças nas políticas domésticas não são um bom presságio", analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas da Australásia do IEEFA. "Se os EUA forem sérios sobre estimular o crescimento baseado em manufatura, este não é um setor para o qual se deva virar as costas. A China entende que as renováveis apresentam uma enorme oportunidade comercial. Ela está se preparando para ser incomparável na liderança de energia limpa hoje. Os EUA deverão lamentar nos próximos anos".

13 de janeiro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
ENERGIA RENOVÁVEL
Investimento recorde de US$ 357 bilhões em 2015

Segundo o estudo “A Year for the Record Books”, o mais recente relatório da série Tracking the Energy Revolution da Clean Energy Canada, a qual identifica tendências no mercado de energias limpas no Canadá e no mundo, os investimentos em energias renováveis atingiram novo recorde em 2015. Dos US$ 367 bilhões, a maior parte (US$ 160 bilhões) foi destinada a projetos de energia solar, seguido pelos US$ 110 bilhões investidos em energia eólica; As grandes hidrelétricas, por sua vez, quase empataram com a energia oriunda de biomassa e detritos (US$ 42 bilhões e US$ 41 bilhões). Segundo esse estudo, entre 2009 e 2015 o custo da energia eólica nos Estados Unidos caiu 61%, enquanto o custo da energia solar caiu 82%, respectivamente). O ano de 2015 também registrou pela primeira vez mais investimento em energia limpa nos países em desenvolvimento (US$ 167 bilhões) do que nos países desenvolvidos (US$ 162 bilhões). A China foi a que mais investiu, com US$ 110,5 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, US$ 56 bilhões, e Japão, US$ 46 bilhões. Completam os cinco primeiros lugares o Reino Unido (US$ 23,4 bilhões) e a Índia (US$ 10,9 bilhões). "Um terço de um trilhão de dólares foram investidos em energias renováveis em 2015 – trata-se de um investimento de peso que estabelece um novo recorde para as energias limpas, mesmo diante da forte concorrência dos preços baratos dos combustíveis fósseis", sintetiza Merran Smith, Diretora-Executiva da Clean Energy Canada. "Elas estão decolando porque oferecem um valor imbatível - elas são locais, por isso oferecem segurança energética. As energias limpas também são uma solução climática e reduzem os problemas de saúde causados pela poluição atmosférica. São cada vez mais competitivas e há muitos investimentos a serem feitos ainda", destaca. "O custo da produção de energias limpas continua a cair, e seu combustível - sol, vento, água - é gratuito. Não é de admirar que as energias limpas estejam ganhando força em todo o mundo. Trata-se de um contraste gritante com os mercados de combustíveis fósseis, que agora vivem às voltas com altos e baixos", completa.

1 de março, 2016
Saneamento Ambiental Logo
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Dilma anuncia meta de redução de 43% até 2030

A Presidente Dilma Rousseff anunciou metas para a redução de poluentes de 37% em 2025 e de 43% até 2030, tendo como ano-base 2005 – ano que, segundo especialistas, registrou um grande volume de emissão de poluentes. Com o anúncio, o Brasil é a primeira economia em desenvolvimento a determinar uma meta absoluta. As propostas apresentadas no evento sobre sustentabilidade realizado em Nova York, Estados Unidos, servem como ponto de partida para as negociações em dezembro durante a Conferência Global do Clima (COP 21). Entre 2005 e 2012, as emissões de gases de efeito estufa caíram cerca de 40% com a redução de 80% do desmatamento. Dilma afirmou que o Brasil manterá o “horizonte” de redução das emissões, mas que ”seria um esforço inédito” manter o ritmo. “O crescimento do PIB alimenta o crescimento de emissões”, justificou. O Governo brasileiro defende que países desenvolvidos adotem metas mais rígidas que os emergentes, por terem iniciado o processo de industrialização muito antes e, portanto, emitido mais poluentes. A ONU fixou prazo final para as nações apresentarem suas metas em 1º de outubro. Os Estados Unidos estipularam meta de 32% de redução até 2030; União Europeia e Rússia determinaram 40% e 30%, respectivamente, no prazo ; o Japão quer reduzir as emissões em 25,4% até 2030, enquanto a China quer atingir o pico de emissão até 2030. A expectativa brasileira é de que até 2030 a matriz energética brasileira tenha participação de 23% de fontes renováveis – excluída a hidrelétrica.

30 de setembro, 2015