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LIVROS

‘Floresta sempre Viva’ disponível para download

‘Floresta sempre Viva’ disponível para download

Idealizado pela Bracell, livro traz imagens da fauna e flora silvestres do litoral Norte e Agreste baiano.

O livro fotográfico ‘Floresta sempre Viva’ já está disponível para download no site www.florestasempreviva.com.br e traz imagens da fauna e flora silvestres do litoral Norte e Agreste baiano. Idealizado pela Bracell, a obra tem a parceria da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Sociedade de Investigações Florestais (SIF), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema).

A produção do livro ‘Floresta sempre Viva’ é o resultado de mais uma parceria entre a Sema, o Inema e a Bracell, a exemplo da parceria entre as instituições para o combate aos incêndios florestais nas áreas de abrangência da empresa. “Atuações conjuntas como essas que incorporam diversos saberes, educação, prevenção e promoção ambiental que fortalecem o trabalho do Governo do Estado em todo território baiano", afirma a secretária interina do Meio Ambiente do Estado da Bahia, Márcia Telles.

O presidente-executivo da Ibá, o economista Paulo Hartung, afirma que o livro é uma demonstração sobre como atuar dentro do mais moderno conceito da bioeconomia. “Aqui fica claro como o setor de árvores cultivadas, além de produzir bens essenciais para a sociedade, gerar empregos e renda e levar desenvolvimento para mais de mil municípios no Brasil, além de investir fortemente no cuidado e na educação ambiental. São 5,9 milhões de hectares preservados em todo o país, uma área maior do que o estado do Rio de Janeiro”. Guilherme Araújo, diretor-geral da Bracell Bahia, enfatiza que o livro mostra “uma representação da força da natureza registrada por meio de imagens que revelam, dentre tantas outras, as belezas naturais da Bahia. Cuidar da beleza natural desta terra é um compromisso que temos com o futuro, com a sociedade, com o sagrado do mundo”.

A obra traz flagrantes de animais silvestres em remanescentes de mata nativa nas áreas da empresa na Bahia, assim como da flora. Os registros da vida selvagem são possíveis devido às iniciativas de conservação ambiental da companhia na região. O livro conta com o acervo de fotografias da Bracell, que guarda imagens produzidas por Gleison Rezende e Igor Macedo, colaboradores da empresa, por Lucas Passos, ornitólogo que atua no Programa de Monitoramento da Biodiversidade para Conservação da Fauna e Flora, e pelo fotojornalista Uendel Galter. Os textos são assinados pela jornalista Scheilla Gumes.

Os registros foram feitos nas ações de campo, algumas delas dentro dos programas da Bracelll de Monitoramento da Biodiversidade para Conservação da Fauna e Flora e de Avistamento de Fauna. Na Bahia, a companhia preserva aproximadamente 40% do total da vegetação nativa em suas propriedades, o que representa quase 61 mil campos de futebol. Estas áreas encontram-se intercaladas com os plantios de eucalipto.

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RPPN
Estação Veracel comemora 22 anos

A Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) de Mata Atlântica ‘Estação Veracel’, localizada nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, Costa Sul da Bahia, é mantida pela Veracel Celulose e completa 22 anos de projeto de conservação da biodiversidade local. Reconhecida pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Sítio do Patrimônio Mundial Natural, os trabalhos de conservação da biodiversidade propiciaram à Veracel Celulose o selo Procedimento de Serviços Ecossistêmicos Forest Stewardship Council® - FSC® C017612 emitido no Brasil pelo Imaflora. A certificação pela FSC®, oficializada em maio deste ano, é um reconhecimento inédito no setor de florestas plantadas. "Os 22 anos da RPPN ‘Estação Veracel’ são motivo de imenso orgulho para nós. Além de ser referência no processo de educação ambiental e de se constituir em uma plataforma de diálogo com a sociedade, a Estação é a concretização da visão da Veracel sobre o papel da empresa para a conservação ambiental, dentro do propósito da companhia de ser responsável, inspirar pessoas e valorizar a vida", afirma Virginia Londe de Camargos, coordenadora de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel. A RPPN tem mais de seis mil hectares, onde podemos encontrar várias espécies da fauna e flora da Mata Atlântica, alguma delas ameaçadas de extinção. A RPPN ‘Estação Veracel’ está entre as dez áreas com maior diversidade de espécies de árvores por hectare do Brasil. A reserva é considerada uma importante área de conservação de aves pela BirdLife International, organização ambiental com sede no Reino Unido, abrigando espécies como a Harpia (Harpia harpyja), uma das maiores aves de rapina do mundo, o Crejoá (Cotinga maculata) e o Pica-pau-de-coleira (Celeus torquatus), entre outras.

9 de novembro, 2020
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BIOMAS
Embrapa e PNUD firmam parceria em conservação

No dia 28 de setembro foi oficialmente lançado o projeto "Integração da conservação da biodiversidade e uso sustentável nas práticas de produção de produtos florestais não madeireiros e sistemas agroflorestais em paisagens florestais de usos múltiplos de alto valor para a conservação”. O projeto é uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O lançamento do projeto aconteceu na sede da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade de pesquisa da Embrapa em Brasília, e teve a participação do Diretor-executivo de TT da Embrapa, Waldyr Stumpf; do coordenador-residente do Sistema das Nações Unidas e representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek; do representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Bojanic; da Secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Cristina Barros; e do Presidente da Anater, Paulo Cabral, entre outras autoridades. Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenador do projeto, Aldicir Scariot, o cenário atual, que levou à necessidade de execução dessa iniciativa, é marcado por mudanças rápidas no uso da terra, perda de biodiversidade, exclusão social e ameaças ao modo de vida das comunidades que moram no campo. “É preciso que as pessoas entendam que conservar a biodiversidade e gerar renda não são atividades excludentes. Muito pelo contrário, são complementares. E é exatamente isso o que esse projeto pretende estimular e fortalecer”, enfatizou Aldicir. Com apoio dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), Desenvolvimento Social (MDS), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agricultura (Mapa), além da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e organismos da sociedade civil, o projeto vida promover “uma associação íntima entre agroextrativismo e biodiversidade. Os objetivos principais são ampliar a participação dos agroextrativistas, reduzir as desigualdades sociais, manter as famílias no campo, assegurar o modo de vida das comunidades locais, reconhecer e fortalecer sua cultura e investir em tecnologias simples e de baixo custo. Abrangência de três biomas O projeto irá atuar em seis Territórios da Cidadania – Alto Acre e Capixaba, Alto Rio Pardo, Marajó, Sobral e Sertão do São Francisco – o que abrange três biomas : Cerrado, Caatinga e Amazônia. De acordo com Aldicir, esses biomas foram definidos em conjunto entre as instituições parceiras com base nos seguintes dados: alto impacto para a biodiversidade, baixo IDH, populações tradicionais e agricultura familiar. O projeto será desenvolvido a partir de planos de trabalho anuais para cada Território da Cidadania envolvido, com base em sinergias com políticas e programas públicos, que valorizem os seguintes pilares: tecnologia, socioeconomia, capacitação de multiplicadores e disseminação de conhecimento, crédito/financiamento e conservação da biodiversidade. Além da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT), que são os mentores e articuladores do projeto, participam outras 11 unidades de pesquisa da Embrapa, atuantes nos três biomas que fazem parte da iniciativa. O coordenador-residente do Sistema das Nações Unidas e representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que esse projeto é muito especial para o PNUD e tem “DNA brasileiro”. “Esse projeto nasceu na Rio 92 e se consolidou na Rio+20. O ponto forte é o fato de enxergar a sustentabilidade no sentido amplo, não apenas do ponto de vista ecológico, mas também do social e do econômico”, enfatizou. Para Ana Cristina Barros, secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, a principal importância de “romper a dicotomia da visão da conservação”. Segundo ela, é preciso transcender essa visão radical de floresta protegida e não protegida e enxergar a importância do homem nesse processo. “É fundamental considerar a floresta e o ser humano como aliados e não como antagonistas. O uso adequado da biodiversidade depende de tecnologia e, principalmente, da sua transferência para as comunidades”, complementou a Secretária. Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, um dos pontos mais importantes do projeto é valorizar a exploração sustentável de produtos florestais não madeiráveis. “Precisamos fazer com que esse projeto seja lembrado pela sua grandeza e não me refiro apenas ao plano ideológico, mas territorial”, constatou ele, lembrando que o fato de o projeto abranger três biomas é desafiador, mas muito importante para o desenvolvimento do País.

30 de setembro, 2015
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FLORESTAS
Investir no conceito de árvores em pé ajuda a garantir a manutenção

Por Thiago Terada* No dia 21 de setembro celebramos o Dia da Árvore. Essa é uma data que sempre nos convida a refletir sobre o que estamos fazendo para proteger um de nossos maiores patrimônios naturais. Afinal, é um elemento que tem interferência direta em nossas vidas, mas que ainda sofre com a questão do desmatamento, responsável por causar o aumento dos níveis de poluentes no ar, gerar a perda de biodiversidade e interferir diretamente na falta de agua no sudeste do Brasil. Tamanha é a importância da preservação das árvores que recentemente a Universidade de Yale, de Connecticut (EUA), reuniu pesquisadores de 15 países diferentes, entre eles o Brasil, e apresentou um dos censos mais completos da história. O levantamento destaca que o planeta conta com aproximadamente 3 trilhões de árvores e que 43% delas estão em florestas tropicais, como a Amazônia, enquanto que as zonas temperadas possuem 22% e as zonas boreais frias de altas latitudes, 24%. O estudo aponta ainda que o Brasil possui 9,9% das florestas do planeta, ficando atrás apenas de Rússia (21,1%) e do Canadá (10,5%). Além disso, foi destacado que, enquanto a média global é de aproximadamente 420 árvores para cada habitante do planeta, no Brasil são cerca de 1.500 por habitante. Os números são elevados, mas ainda não podemos comemorar, pois foi constatado também que são derrubadas cerca de 15 bilhões de árvores anualmente, ao mesmo tempo em que apenas 5 bilhões de novas mudas são plantadas. Reverter esses números exige um esforço coletivo, tanto do seor público quanto do privado, para que as pessoas tenham a consciência de que necessitamos das florestas em pé para sobreviver. Manter uma árvore viva significa preservar uma fonte de riqueza que será usada por gerações, ampliar o valor do patrimônio genético e contribuir para desacelerar o aquecimento global. Avaliando a questão sob o ponto de vista econômico, a preservação das florestas pode ser estimulada pelo processo de vegetalização das formulações em substituição ao uso de matérias-primas sintéticas. Indústrias como as dos segmentos farmacêutico, cosmético, alimentício, químico e agrícola já estão investindo em parcerias com comunidades, por exemplo, da região amazônica, em prol do desenvolvimento sustentável. Elas promovem treinamentos e capacitações em manejo sustentável para mostrar que as árvores preservadas possuem recursos não madeireiros que irão garantir frutos e sementes ricos em vitaminas, com propriedades hidratantes, nutritivas e antioxidantes. Essa é uma iniciativa que garante não só a preservação das árvores, mas também um incentivo para que comunidades locais tenham uma fonte de renda ligada a preservação e uso sustentável dos recursos naturais. Ações como essa vão ao encontro do novo Marco Legal da Biodiversidade, que entra em vigor no mês de novembro e pretende tornar as regras mais claras em relação ao uso da nossa biodiversidade e promover a repartição das riquezas entre os povos, permitindo modelos de negócios cada vez mais justos e transparentes. Tudo isso nos mostra que já existe um engajamento em prol de nossas árvores. No entanto, ainda temos muito a fazer para minimizar os números do desmatamento, e a melhor forma de conquistarmos isso é por meio de ações que estimulem o respeito ao meio ambiente, o desenvolvimento social e a obtenção de lucro consciente. * Thiago Terada é Gerente de Responsabilidade Social Corporativa da Holding Sabará, que atua nos segmentos de saúde, beleza, nutrição, bioenergia, e é detentora da marca Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais.

17 de setembro, 2015