POLUIÇÃO

Lwart capta R$ 500 milhões para ampliar rerrefino de OLUC

Os bancos que lideraram a emissão foram Itaú BBA, Santander, Safra e Alfa

A Lwart Soluções Ambientais anunciou a captação de R$ 500 milhões por meio de debêntures verdes para serem aplicados em iniciativas e projetos elegíveis, conforme o Framework de finanças verdes da empresa, com destaque para a ampliação de suas instalações para o rerrefino de OLUC. Os bancos que lideraram a emissão foram Itaú BBA, Santander, Safra e Alfa. O Framework de finanças verdes da companhia apresenta as seguintes categorias de projetos, investimentos e despesas elegíveis: energia renovável, prevenção e controle da poluição, produtos, tecnologias e processos de produção adaptados à economia circular e edifícios verdes. O documento foi considerado pela Sustainable Fitch, contratada como provedora de segunda opinião, como excelente, confirmando o seu alinhamento às melhores práticas de mercado e às regras da International Capital Markets Association (ICMA).

Fundada há quase 50 anos, a Lwart é referência mundial na produção de óleos básicos de alta performance - produto que o Brasil necessita de importação por não ser autossuficiente em sua produção -, a partir do rerrefino do Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado. Em 2020, a companhia incluiu em seu portfólio de soluções ambientais a Gestão de Resíduos e passou a atuar também com coleta, destinação e transformação de outros resíduos sólidos pós-consumo. “A alta aceitação do mercado de capitais pelas debêntures é um atestado de nossa capacidade e legitima a nossa credibilidade como empresa que valoriza o desenvolvimento econômico sustentável”, afirma Flávio Vidigal de Capua, CFO da Lwart Soluções Ambientais. Vidigal diz ainda que 100% dos recursos captados na emissão serão destinados a novos investimentos de capex ESG da empresa. “Esses investimentos trarão significativo impacto ambiental positivo, promovendo a economia circular e contribuindo para a redução da poluição”. A Gerente de Controladoria e Finanças, Ronise Zago, complementa ao dizer que a Lwart tem o compromisso com a sustentabilidade, responsabilidade social, ética e compliance. “Está na nossa cultura, no nosso jeito de ser e de fazer negócio. Temos evoluído ano após ano, estabelecendo e buscando metas arrojadas, sempre alinhadas ao plano da companhia e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU. O sucesso na captação do recurso nos enche de orgulho e reforça que estamos no caminho certo”.

O OLUC é um vilão ambiental e está presente no carro, moto, transporte público, máquinas e equipamentos industriais e é considerado um resíduo perigoso que precisa ser enviado para o rerrefino, única destinação correta prevista em lei, para impedir que chegue ao meio ambiente e contaminar água, solo e ainda emitir gases de efeito estufa, se queimado. De acordo com Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2023, foram coletados mais de 553 milhões de litros de OLUC, em mais de 4.300 municípios de todo o país.
A Lwart aumentará a capacidade de rerrefino em 50% a partir da construção de uma nova unidade fabril, em Lençóis Paulista (SP). Quando a nova unidade entrar em operação, a empresa se tornará a segunda maior rerrefinaria do mundo, contribuindo ainda mais para a economia circular e a balança comercial do Brasil. O conjunto tecnológico de ponta da Lwart agrega valor ao resíduo OLUC e o transforma em óleo básico de alta performance, com qualidade igual ou superior ao produto de primeiro refino. O óleo básico rerrefinado volta então ao mercado como matéria prima para a produção de novos lubrificantes, num ciclo infinito e sustentável.

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