Publicidade
AMAPÁ

Preparação de PPI para resíduos sólidos

Preparação de PPI para resíduos sólidos

O Amapá torna-se o primeiro estado a desenvolver um modelo de gestão para a destinação adequada de resíduos sólidos.

O Governo do Amapá, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os prefeitos de municípios do estado assinaram Protocolo de Intenções nº 001/2022 para estruturar o projeto para execução do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) de Resíduos Sólidos.

O Amapá torna-se o primeiro estado a desenvolver um modelo de gestão para a destinação adequada de resíduos sólidos com reciclagem e outras destinações para reduzir os impactos ambientais e gerar emprego, renda e oportunidades. A partir de agora, o Governo e BNDES trabalharão em conjunto e de forma integrada para encontrar soluções que integrarão um modelo não só para o Amapá e a Amazônia, mas para o Brasil. O PPI de Resíduos Sólidos segue a mesma modelagem do PPI do saneamento, feito em conjunto com os 16 municípios para universalizar o acesso à água e tratamento do esgoto sanitário, aumentando a saúde pública e gerando o desenvolvimento social.

O contrato prevê a universalização do tratamento de resíduos sólidos no Amapá, com alternativas para reduzir os impactos produzidos por esses materiais ao serem descartados no meio ambiente. Inicialmente, será realizado um diagnóstico sobre a realidade de cada um dos municípios, além de estimativa de indicadores financeiros, operacionais, identificação de lixões ou aterros controlados no município, identificação de possíveis áreas a serem destinadas ao tratamento e disposição final de resíduos, a viabilidade ambiental e social das soluções, entre outros pontos, necessários para elaboração das soluções. “Hoje foi um dia histórico para o Amapá. Somos o primeiro estado, juntamente com os municípios, a pactuar com o BNDES a criação de uma modelagem para solucionar um dos problemas mais difíceis do estado em termos de saúde pública e ambiental, que é a coleta e destinação do lixo produzido no estado. Perdemos mais de 96% de oportunidade de aproveitar, reciclar e transformar em negócios esses resíduos. Teremos a oportunidade de sermos um modelo para o Brasil, assim como já fizemos na distribuição de energia e também na universalização do saneamento e água tratada”, afirmou o governador do Amapá, Waldez Góes.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, disse que em poucos anos o Amapá será o estado mais moderno e com melhores índices de saneamento e resíduos sólidos do Brasil. “É com muita alegria que o BNDES faz parte dessa história do Amapá”, afirmou Montezano. Após a assinatura, o Governo do Amapá, BNDES e as 16 prefeituras iniciarão o Plano de Trabalho, que tem como objetivo identificar possíveis projetos para estruturação e a modelagem adequada, como, por exemplo, a concessão.

O BNDES vai prestar apoio técnico na estruturação de projetos de desestatização potencialmente estruturáveis pela instituição, por meio da contratação dos serviços técnicos do Banco, de forma individual ou conjunta.

A previsão é que as oportunidades identificadas pelo Amapá já sejam apresentadas ao BNDES em 45 dias após a assinatura do protocolo de intenções. O Banco, por sua vez, mediante a análise da elegibilidade das oportunidades, deverá informar ao Estado quais são elegíveis em até 35 dias após o recebimento. A expectativa é de que em cerca de quatro meses haja uma definição quanto à intenção do Estado em contratar o BNDES para a estruturação dos projetos.

Artigos Relacionados

Leilão do Amapá traz novo player ao setor
SANEAMENTO
Leilão do Amapá traz novo player ao setor

Mara Fornari Mais uma concessão modelada pelo BNDES – desta vez a que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto no Amapá – foi a leilão na B3, em São Paulo, no início de setembro e teve como vencedor o Consórcio Marco Zero, formado pelas empresas Equatorial Participações e Investimentos e Sam Ambiental (do Grupo Aterpa), com participações respectivas de 80% e 20%. A proposta vencedora deverá garantir a prestação dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário para 738 mil habitantes dos 16 municípios do Estado, atual mente atendidos pela Caesa (Companhia de Água e Esgoto do Amapá). Os investimentos previstos durante a vigência de 35 anos do contrato são da ordem de R$ 3 bilhões, além de outros R$ 880 milhões em área fora da concessão. Conforme a modelagem desenhada pelo BNDES, a nova concessionária deverá garantir a universalização nos primeiros 11 anos de atuação, o que prevê 99% da população do estado com abastecimento de água e 68% das pessoas com rede de esgotamento sanitário, devendo chegar este índice a 90% dos amapaenses no 17º ano da concessão. Um grande desafio, considerando que pouco mais de um terço da população do Amapá tem acesso à água e apenas 7% contam com os serviços de esgotamento sanitário. O sucesso do leilão foi comemorado pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano: “o Amapá vive um dia de conquista. Conquista de dignidade, desenvolvimento econômico, social e ambiental. Dignidade que vem com garantia de acesso a água e esgoto para quem não sabe o que é isso. Essa é a primeira concessão plena de saneamento no território brasileiro, e também a primeira concessão de saneamento em toda a região norte” Leia a matéria completa na edição 199 de Saneamento Ambiental

23 de setembro, 2021
Saneamento Ambiental Logo
SANEAMENTO
Alagoas anuncia licitação de concessão

O Estado de Alagoas lançou edital de licitação da concessão regionalizada dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Região Metropolitana de Maceió (AL). A região possui aproximadamente 1,5 milhão de pessoas e a concessão prevê investimentos totais de R$ 2,6 bilhões. A companhia vencedora do leilão – previsto para 30 de setembro – terá como obrigação universalizar o abastecimento de água em seis anos e levar a rede de esgoto para 90% da população até o 16º ano de contrato, que está previsto para durar 35 anos. O Plano Nacional de Saneamento exige que a universalização da água seja feita até 2033. “Com o edital de concessão, o governo alagoano enfrenta esse desafio, preservando a Casal e assegurando o investimento necessário para ampliar o sistema de água, as redes de esgotamento e o tratamento. Hoje, se fôssemos depender da capacidade de investimento das empresas públicas estaduais e municipais, levaríamos um século para cumprir a meta. Com o edital, vamos cumprir essa meta em seis anos”, afirma o governador Renan Filho. O Secretário de Estado da Fazenda, George Santoro, afirma que o projeto tem como objetivo melhorar a vida da população, a saúde, o bem estar, além de melhorar a balneabilidade das praias, o meio ambiente e, consequentemente, promovendo um turismo e uma agenda econômica sustentável no Estado. O projeto é o primeiro a ser licitado dentro do programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturação de projetos no setor de saneamento. Esse programa tem como meta implantar projetos que proporcionem acesso a serviços de água e esgoto a pelo menos 20 milhões de pessoas. Para alcançar estes objetivos estratégicos, o BNDES passou a atuar como uma fábrica de projetos e serviços, estruturando parcerias com o setor público, novos investidores e operadores qualificados, para desenvolver soluções privadas para problemas públicos. “O saneamento transforma completamente a região onde é instalado. Se há alguma coisa em que temos que investir, priorizar e estarmos indignados e revoltados com a situação do Brasil atual, é a falta de saneamento, não só aqui em Maceió mas no Brasil como um todo”, disse o presidente do BNDES, Gustavo Montezano. Outro objetivo importante do projeto é a redução do nível de perdas de água, ao gerar mais eficiência na utilização dos recursos hídricos. A expectativa é que as perdas na região caiam dos atuais 59% para 25% em vinte anos. A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) continuará a operar e ser a responsável pela captação e tratamento da água a ser distribuída pela futura concessionária. O operador privado ficará responsável pela operação da distribuição da água tratada até o usuário final e de todo o sistema de esgotamento sanitário, além de realizar as obras de melhorias em todos os sistemas, inclusive no sistema que será operado pela Casal. O prazo para apresentação de propostas encerra-se no dia 25 de setembro de 2020, e o leilão será realizado na B3, em 30 de setembro.

2 de junho, 2020