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ABASTECIMENTO

Projeto da Prolagos concorre no “Be Inspired Awards” 2015

O projeto de inovação em modelagem hidráulica do sistema de abastecimento de água da Prolagos está concorrendo entre os três melhores do mundo para o prêmio internacional “Be Inspired Awards” 2015, evento que reúne profissionais de infraestrutura de vários países. A concessionária é a única empresa brasileira que disputará a final do concurso, em Londres, na Inglaterra. A premiação visa promover as melhores práticas de planejamento em engenharia e reconhecer os trabalhos inovadores que os usuários de softwares de modelagens hidráulicas têm feito pela infraestrutura mundial. Ao todo foram 59 projetos inscritos, dos quais 15 brasileiros. Estados Unidos, Singapura, Filipinas, Austrália, Índia, Jordânia, Peru e Colômbia são alguns dos países com projetos na disputa. A grande final do Programa “ Be Inspired Awards” 2015 será durante a Conferência “ The Year in Infrastructure 2015” , onde os três finalistas selecionados apresentarão os seus projetos perante o júri, líderes de opinião da indústria especializada e mais de 100 membros da mídia, em Londres, entre os dias 03 e 05 de novembro. O evento contará com uma série de apresentações e workshops interativos que explorarão os pontos em comum entre o uso de tecnologia e o mercado de infraestruturas a nível mundial, seu futuro e qual o retorno sobre os investimentos. O projeto apresentado destaca o Plano Diretor de Água da Prolagos cujo objetivo é o planejamento de médio e longo prazo de todo o sistema de distribuição de água e a busca pela melhoria da eficiência para atendimento da população, além da redução do consumo de energia, ou seja, a melhor combinação hidráulica entre as redes, adutoras, reservatórios e as unidades de bombeamento. O Gestor de Projetos, Wagner Carvalho, que representará a concessionária Prolagos e a holding de saneamento AEGEA, na final, revela que “o evento terá destaque em toda mídia internacional especializada e será um momento de grande visibilidade das melhores práticas de inovação de projetos de infraestrutura. No entanto, vale a pena frisar que a conquista do nosso lugar como finalista foi consolidada pelos resultados apresentados nos últimos anos pela Prolagos e pelo Grupo AEGEA, fruto do trabalho de toda a equipe de colaboradores”.

O projeto de inovação em modelagem hidráulica do sistema de abastecimento de água da Prolagos está concorrendo entre os três melhores do mundo para o prêmio internacional “Be Inspired Awards” 2015, evento que reúne profissionais de infraestrutura de vários países. A concessionária é a única empresa brasileira que disputará a final do concurso, em Londres, na Inglaterra.

A premiação visa promover as melhores práticas de planejamento em engenharia e reconhecer os trabalhos inovadores que os usuários de softwares de modelagens hidráulicas têm feito pela infraestrutura mundial. Ao todo foram 59 projetos inscritos, dos quais 15 brasileiros. Estados Unidos, Singapura, Filipinas, Austrália, Índia, Jordânia, Peru e Colômbia são alguns dos países com projetos na disputa. A grande final do Programa “Be Inspired Awards” 2015 será durante a Conferência “The Year in Infrastructure 2015”, onde os três finalistas selecionados apresentarão os seus projetos perante o júri, líderes de opinião da indústria especializada e mais de 100 membros da mídia, em Londres, entre os dias 03 e 05 de novembro. O evento contará com uma série de apresentações e workshops interativos que explorarão os pontos em comum entre o uso de tecnologia e o mercado de infraestruturas a nível mundial, seu futuro e qual o retorno sobre os investimentos.

O projeto apresentado destaca o Plano Diretor de Água da Prolagos cujo objetivo é o planejamento de médio e longo prazo de todo o sistema de distribuição de água e a busca pela melhoria da eficiência para atendimento da população, além da redução do consumo de energia, ou seja, a melhor combinação hidráulica entre as redes, adutoras, reservatórios e as unidades de bombeamento. O Gestor de Projetos, Wagner Carvalho, que representará a concessionária Prolagos e a holding de saneamento AEGEA, na final, revela que “o evento terá destaque em toda mídia internacional especializada e será um momento de grande visibilidade das melhores práticas de inovação de projetos de infraestrutura. No entanto, vale a pena frisar que a conquista do nosso lugar como finalista foi consolidada pelos resultados apresentados nos últimos anos pela Prolagos e pelo Grupo AEGEA, fruto do trabalho de toda a equipe de colaboradores”.

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SANEAMENTO
Prêmio a iniciativas inovadoras

A iniciativa que visa fomentar a cultura de sustentabilidade nas empresas privadas de saneamento – o Prêmio Sustentabilidade, realizado pelo Sindcon (Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), com o apoio da Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), reuniu, em sua terceira edição, 63 pro- jetos inscritos nas três categorias – Institucional, Gestão e Técnica, vindos de todas as regiões do País. O Prêmio foi lançado em 2015 para incentivar as ações das con- cessionárias para melhorar o acesso da população aos serviços de água e esgotamento sanitário, seja através da tecnologia, de inovações de gestão, atendimento e qualidade da água fornecida. Durante a cerimônia de premiação, os presentes puderam acompanhar, também, um debate sobre as mudanças que estão sendo aguardadas para o sanea- mento a partir de um novo marco legal para o setor, mediado pelo diretor Executivo das entidades, Percy Soares Neto, o qual destacou que “o setor passa por um momento de transformação profunda, com viés de alta”. Para Paulo Roberto de Oliveira, CEO da GS Inima Brasil, “o saneamento dessa vez entrou na pauta nacional, o que nos leva a acreditar que novas oportunidades surgirão e que de fato este mercado vai crescer”. E lembrou que o setor privado tem suas expectativas represadas há 12 anos “por entraves e ideologias que impediram seu crescimento”. Hamilton Amadeo, CEO da Aegea Saneamento, disse que o atual modelo precisa ser corrigido – “exis- tem empresas só para pagar salários e as que cum- prem contratos – as concessionárias privadas pagam bons salários e prestam serviços de qualidade. Ainda assim, atendem apenas 6% do mercado brasileiro. Ou seja, há espaço para as empresas que hoje estão ope- rando e para outras tantas novas. E toda essa atenção que se volta para o saneamento no Brasil vai resultar em novas oportunidades profissionais, além de atra- ção de dinheiro para o País”. Veja mais detalhes da premiação em www.sambiental.com.br/revista/193

10 de setembro, 2019
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AEGEA
Projeto é premiado no "Be Inspired" 2017

A Aegea ganhou o prêmio "Be Inspired" na categoria "Avanços BIM - Building Information Modeling (modelagem da informação da construção) - em redes de água, esgoto e drenagem", com o projeto Prolagos Sewage Master Plan 2041 (Plano Diretor de Esgoto da Prolagos, 2041), executado pela concessionária situada na região dos lagos, no estado do Rio de Janeiro. Com júris independentes formados por especialistas, os 51 finalistas entre as mais de 400 indicações foram avaliados. Os finalistas apresentaram seus projetos inovadores na conferência "The Year in Infrastructure 2017", que aconteceu entre 10 e 12 de outubro, em Cingapura. Promovida pela Bentley, empresa fornecedora de soluções de softwares, o prêmio visa promover as melhores práticas de planejamento em engenharia e reconhecer os trabalhos inovadores que seus usuários de softwares de modelagens hidráulicas têm feito pela infraestrutura mundial. Há dois anos, a Aegea já havia vencido com o case de água da Prolagos. Utilizando sistemas de modelagem hidráulica, no período entre 2007 e 2014, a concessionária mais que dobrou a sua produção de água, passando de 740 para 1.500 litros por segundo. Já o Plano Diretor de Esgoto, vencedor do prêmio de 2017, traz o planejamento da companhia para a expansão da rede coletora até o ano de 2041. A modelagem usada para projetar a expansão da rede permitirá garantir a eficiência da operação do sistema de esgotos, a efetividade dos investimentos e, sobretudo, contribuirá para a melhoria da qualidade de vida da população local, pela diminuição do número de hospitalizações por doenças diarreicas e recuperação do sistema ecológico da Lagoa de Araruama, com impacto direto na economia da região. "Este é o grande Oscar da engenharia mundial e ter mais um projeto vencedor entre as maiores empresas do setor nos deixa muito orgulhosos", afirma Wagner Carvalho, gestor de projetos da Prolagos, que recebeu o prêmio em Cingapura. A Aegea aplica também a tecnologia BIM nas concessionárias de Serra e Vila Velha, no Espírito Santo, de Piracicaba, em São Paulo, e de Teresina, no Piauí. A companhia tem apostado no desenvolvimento de planos diretores de água e esgotos utilizando a tecnologia BIM, com objetivo de garantir a eficiência das operações.

30 de outubro, 2017
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PRÊMIOS
Dois brasileiros finalistas no ‘Be Inspired 2017’

A Bentley Systems, Incorporated, empresa de soluções abrangentes de softwares para infraestruturas avançadas, anunciou, dia 14 de agosto, os projetos finalistas do Prêmio Be Inspired 2017. A premiação contempla trabalhos dos usuários da Bentley para a melhoria do projeto, construção e operação de infraestruturas em todo o mundo. Ao todo foram selecionados 51 finalistas entre mais de 400 indicações apresentadas por organizações de 50 países. Dentre os 51 finalistas, estão dois cases brasileiros, das empresas Enorsul e Aegea. A primeira com o projeto “Sanitation Services – Optimization of Water Distribution System and Reduction of Losses” em Olinda (PE) e a Aegea com o trabalho Sewage Máster Plan 2041, desenvolvido pela Aegea Prolagos para a Região dos Lagos (RJ). Os finalistas apresentarão seus projetos entre 10 e 12 outubro em Cingapura, no Marina Bay Sands Expo and Convention Center. O anúncio e comemoração dos vencedores do Prêmio Be Inspired será em uma cerimônia e festa na noite do dia 12 de novembro. “A Conferência The Year in Infrastructure promete ser uma experiência de networking única e de aprendizagem para líderes da infraestrutura do mundo todo. Apresentações e fóruns da indústria vão destacar as melhores práticas e proporcionar pontos de vista valiosos sobre os avanços BIM e as inovações das tecnologias que ajudam a melhorar a entrega de projetos e o desempenho de ativos. As apresentações do Prêmio Be Inspired representarão os avanços mais notáveis do ano nas infraestruturas globais” disse o Responsável de Comunicações da Bentley Systems, Chris Barron.

16 de agosto, 2017
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ENGENHARIA
Projeto brasileiro premiado no Be Inspired Award

O projeto “Polishing System for Mercury Abatement Tower”, da Unipar-Carbocloro, foi o grande vencedor brasileiro na cerimônia de premiação Be Inspired Award 2016, promovida pela Bentley Advancing Infrastructure para reconhecer empresas e profissionais que se destacaram em projetos de engenharia utilizando alguma das ferramentas que ela disponibiliza no mercado. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 2 de novembro, em Londres, durante o The Year in Infrastructure 2016, que reuniu centenas de técnicos oriundos de vários países e jornalistas especializados representando mais de cem publicações, dentre as quais a revista Saneamento Ambiental. A Unipar-Carbocloro concorreu na categoria Innovation in Manufacturing, da qual participou outra companhia brasileira, a GEA Equipamentos e Soluções Ltda., com o projeto Yeast Concentrate Evaporator. O projeto da Unipar-Carbocloro compreendeu a concepção de um sistema de polimento para exaustão dos gases emitidos de uma torre de abatimento de mercúrio, aumentando a eficiência e reduzindo as emissões de gases para níveis abaixo dos padrões internacionais. O maior desafio do time foi integrar o novo equipamento com os processos correntes, com sérias limitações de espaço e um prazo exíguo para a conexão do processo. O projeto utilizou a ferramenta Open Plant para projetar modelos 3D que ajudassem durante a revisão do processo e compartilhar componentes críticos do projeto com todo o time envolvido. A economia de tempo durante o projeto foi da ordem de 33% e tudo foi feito pela própria equipe da Unipar-Carbocloro. Outros projetos brasileiros O Brasil teve projetos finalistas também nas categorias Innovation in Water Network Analysis e Innovation in Roads. Na primeira, o concorrente brasileiro foi a Sabesp, com o projeto “Modelling in Crisis” e no segundo a Beta 2 Engenharia, que concorreu com o projeto “Roundabout of Ribeirão Preto”. O projeto da Sabesp foi feito durante a crise de abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo, quando a empresa enfrentou o desafio de prover o abastecimento de água para uma população de 20 milhões de pessoas e sem disponibilidade hídrica nos sistemas que suprem a RMPS. A empresa utilizou a modelagem hidráulica com o software WaterGEMS para identificar o melhor cenário possível para transportar água potável até as áreas afetadas pelo desabastecimento, promover a redução do consumo e das perdas, incluindo a identificação de vazamentos e conseguir incrementar a pressão do fluxo. A Beta 2 Engenharia foi finalista com o projeto de um anel viário em Ribeirão Preto que atendesse à demanda de veículos pelos próximos 30 anos. O anel tem oito viadutos, totalizando 630 metros e 20 rampas de acesso, permitindo o tráfego diário de 80 mil veículos. O software RM Bridge possibilitou à equipe de projeto medir os viadutos em pouco tempo, enquanto a entrada de dados computacionais permitiu inserir modificações e refazer a medição da estrutura de maneira rápida e eficiente. Já a GEA Equipamentos e Soluções desenvolveu e instalou um processo inovador para evaporar vinhaça de cana de açúcar, transformando o que antes era resíduo em produto (ração animal). O projeto usou os softwares MicroStation, Navigator e OpenPlant para antecipar possíveis interferências e riscos de segurança, além de reduzir os custos do projeto.

8 de novembro, 2016
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INFRAESTRUTURA
Novo software da Bentley para gerenciar ativos

A Bentley System Incorporated, que ocupa posição de liderança global no fornecimento de soluções de software para infraestrutura avançada, anunciou, durante a conferência The Year in Infrastructure 2016, que se realiza em Londres, o lançamento do AssetWise CONNECT Edition, que proporciona o compartilhamento de dados num ambiente totalmente conectado e a atualização do ambiente de dados comuns, possibilitando que o potencial BIM de modelos de engenharia digitais criados durante a elaboração de um projeto seja totalmente aproveitado durante a vida operacional do empreendimento. De acordo com Greg Bentley, CEO da companhia, um ambiente de dados conectados é vital para o avanço da infraestrutura, porque permite a convergência de Engineering Technology (ET), com Information Technologies (IT) e Operational Technologies (OT). Com o AssetWise CONNECT Edition, o gerenciamento de informações do ciclo de vida do ativo suporta, de maneira robusta, as capacidades antes oferecidas através dos softwares eB, Exor, Optram, InspectTech, SUPERLOAD, APM (antigo Ivara) e Amulet, todos da própria Bentley. O executivo informou que o AssetWise já é utilizado por 25 das 50 maiores companhias de infraestrutura do mundo, ranqueadas por seu valor de mercado. O software permite aos usuários gerenciar seus ativos de infraestrutura no que se refere a integridade da engenharia, confiança e performance da modelagem. Através da nova ferramenta de atualização é possível gerenciar a informação do ciclo de vida dos ativos, disponibilidade dos ativos, fazer análises operacionais e até possibilitar a interoperabilidade das companhias. Durante o Year in Infrastructure 2016 serão anunciados os vencedores do 2016 Be Inspired Award, que premia os projetos de infraestrutura mais inovadores em 18 categorias. Estão entre os finalistas quatro projetos brasileiros, dentre os quais um da Sabesp, na área de Water Network Analysis.

7 de novembro, 2016
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BENTLEY
Anunciados finalistas do Be Inspired Awards

Empresa fornecedora de soluções abrangentes de softwares para infraestruturas avançadas, a Bentley Systems Incorporated anunciou os finalistas do programa “Be Inspired Awards 2016”. O prêmio reconhece o trabalho dos usuários da Bentley para a melhoria do projeto, construção e operação de infraestruturas em todo o mundo. Dez júris independentes, que incluem especialistas da indústria, selecionaram os 54 finalistas entre mais de 300 indicações apresentadas por organizações de 80países. Os finalistas apresentarão os projetos a colegas, jurados e mais de 100 membros da imprensa na Conferência The Year in Infrastructure 2016 , a ser realizada entre 01 e 03 de novembro em Londres, Reino Unido. Além dos projetos, o encontro incluirá conjunto de palestras promovidas pela cúpula executiva da Bentley, workshops interativos e exclusivos (somente convidados) onde os participantes explorarão pontos comuns entre tecnologia e impulsores de negócios, e como estes moldam o futuro da entrega de projetos de infraestrutura e o desempenho de ativos; Fóruns informativos da indústria com palestrantes de organizações proeminentes, comoMicrosoft, KPMG, AECOM, Shell, Applied Research & Associates, Atkins, e Black & Veatch. Quatro cases brasileiros estarão concorrendo este ano ao prêmio Be Inspired Awards: Evaporador de Concentração de Levedura, desenvolvido pela GEA Equipamentos e Soluções Ltda., de São Paulo; Sistema de Polimento para a Torre de Abatimento de Mercúrio, pela Unipar Carbocloro, de Cubatão (SP); Rotatória de Ribeirão Preto, da Beta 2 Engenharia, de Ribeirão Preto (SP); e Modelagem Hidráulica em Tempos de Crise, desenvolvido pela Sabesp. O Responsável de Comunicações da Bentley Systems, Chris Barron declarou: “A Conferência The Year in Infrastructure promete ser uma experiência de networking única e de aprendizagem para líderes da infraestrutura do mundo todo. Apresentações e fóruns da indústria vão destacar as melhores práticas e proporcionar pontos de vista valiosos sobre os avanços BIM e as inovações das tecnologias que ajudam a melhorar a entrega de projetos e o desempenho de ativos. As apresentações Be Inspired Awards representarão os avanços mais notáveis do ano nas infraestruturas globais. A conferência é em Londres - uma cidade famosa por sua skyline notável e estruturas características, muitas das quais foram projetadas e construídas por organizações líderes em AEC, engenharia e construção com ajuda de softwares Bentley. Estamos ansiosos por receber os vários altos executivos de organizações de infraestruturas de todo o mundo que se reunirão no Hilton London Metropole”.

13 de outubro, 2016
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SANEAMENTO
Receita da Aegea cresce mais de 30% em 2015

“2015 foi um ano difícil, mas conseguimos superar os percalços e vamos continuar entregando bons resultados durante 2016”, disse Hamilton Amadeo, CEO do Grupo Aegea, detentor de diversas concessões privadas de saneamento, ao anunciar aos investidores os resultados obtidos no exercício anterior, quando foram cumpridas as expectativas projetadas e mantido o nível de crescimento endereçado há alguns anos atrás, que decorre basicamente de investimentos feitos nas concessões e na conquista de novos mercados e clientes. A receita líquida atingiu R$ 795 milhões em 2015, um crescimento de 32,6% frente a 2014 e o EBTIDA, também em curva crescente, aumentou 36,5% atingindo R$ 402,6 milhões – resultado dos investimentos realizados. Ao citar a contribuição dos novos negócios, Amadeo chamou atenção para uma margem negativa, já que estes normalmente impactam negativamente o EBTIDA ou não são tão rentáveis no início – “mas o Capex tem cumprido seu papel e feito com que a empresa consiga operar a custos cada vez mais interessantes”, tranquilizou o executivo. No período, a margem de EBTIDA também foi ampliada de 49,2% para 50,6%, decorrência do nível de automação, da evolução da equipe e dos equipamentos. Durante a apresentação dos números, Amadeo salientou o forte impacto sofrido pelo Grupo quanto ao aumento da tarifa de energia elétrica, que não era esperado no ciclo de planejamento, normalmente encerrado em setembro – “em março de 2015 a legislação mudou e o Governo introduziu novos parâmetros de tarifa, causando um impacto muito grande que não estava previsto em nosso orçamento. Energia, junto com mão-de-obra, representam hoje 70% de nossa planilha de custos”, prosseguiu o CEO da Aegea. Ao mesmo tempo em que sofreu o impacto não previsto do alto custo de energia, alguns dos clientes públicos da Aegea (que representam em torno de 12% da receita total do grupo) começaram a atrasar os pagamentos por conta da baixa arrecadação dos municípios. Para superar o problema, Amadeo conta que foi preciso encarar uma provisão adicional para clientes duvidosos, o que impactou a arrecadação durante o ano. “Nos anos anteriores vínhamos operando com ordem de grandeza de R$ 5 milhões e fechamos 2015 com uma ordem de grandeza de R$ 30 milhões. Para 2016 estamos trabalhando com uma estimativa ainda maior, apesar do comportamento dos órgãos públicos ter melhorado. A maior parte dos municípios voltou a pagar, mas ainda assim estamos projetando a possibilidade de algum impacto nos clientes privados, tanto comerciais quanto residenciais”, ressaltou o executivo. A base para tal afirmação está no acompanhamento do nível mensal do índice de emprego nos municípios onde o Grupo atua. Para responder ao problema ocasionado pelo maior custo de energia, a Aegea optou por montar uma força tarefa nos dois maiores municípios que representam grande parte da sua receita, de forma que conseguisse, no menor prazo possível, reequilibrar a tarifa. “Este é um direito contratual”, explicou Amadeo. Segundo ele, a concessionária Águas Guariroba, em Campo Grande (MS), já tem quatro reequilíbrios por aumentos não previstos de energia elétrica, ação fundamental para o equilíbrio das contas e para a manutenção do nível de investimento e performance. Outro foco de atenção são os municípios atendidos pela concessionária Prolagos, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A cada cinco anos são feitas revisões contratuais na Prolagos e todos os investimentos feitos acima ou abaixo do contratado e os novos investimentos necessários, identificados pelo poder concedente, são reequilibrados. No último ciclo concluído em 2015, a concessionária recebeu um aumento real de tarifa de 31% a ser escalonado em cinco parcelas, “o que nos permite continuar implementando a cobertura de esgoto e expandindo a rede de água nas cinco cidades em que operamos”, disse Amadeo. Nos demais municípios, em que pese também relevantes, é possível esperar, segundo afirmou o CEO. Em março, a concessionária de Piracicaba receberá um aumento de 15,2%, quantia que “pega” o impacto da energia registrado no ano passado. Do ponto de vista de reconhecimento, Amadeo classificou 2015 como um ano bom – “a Aegea foi citada como referência em Saneamento pela iniciativa para negócios inclusivos da PNUD Brasil, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU. Outro destaque foi o prêmio “Be Inspired Awards 2015”, na categoria “Inovação em modelagem hidráulica de rede de água”, recebido por um engenheiro da empresa”, ressaltou. Quanto à manutenção do perfil financeiro, a atividade exercida pelo Grupo Aegea deixa claro, em seu balanço, a necessidade de acesso direto a crédito: “transformamos crédito em serviço, e serviço em valor”. Daí a preocupação de corrigir os rumos o mais rápido possível para entregar aos acionistas uma lógica de crescimento transparente e consistente. Num ano tão difícil quanto foi 2015, a Aegea conseguiu financiamentos junto ao BID no valor de R$ 320 milhões (com prazo para 12 anos); financiamento junto ao BNDES, para a Prolagos, no valor de R$ 295,6 milhões – uma negociação recorde de apenas cinco meses; e financiamentos via CEF para Guariroba e Sinop, no total de R$ 447 milhões. Também aconteceu a redução da dívida em relação ao percentual do CDI de 105,7% para 97%, num ano de inflação crescente. Raio-X dos números Flávio Crivellari, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, detalhou aos presentes o crescimento registrado pelo Grupo em 2015: “passamos o atendimento de 35 cidades para 46 e de seis para oito estados nesse período. A empresa continua crescendo o mesmo modelo de negócios, priorizando concessões municipais, PPPs, municípios de pequeno e médio portes, o que tem garantido uma pulverização de riscos. A quantidade de pessoas atendidas saltou de 2,6 milhões para 3 milhões”. Dessa forma, a Aegea aumentou seu share em relação aos demais players privados de saneamento. A receita cresceu 32,6% em relação a 2014, sendo que 13,2% se referem ao volume (novas aquisições ou PPPs que elevaram o número de clientes) e 19,4% são provenientes de tarifas (aumentos reais). Custos: o aumento verificado foi de 28,9%, sendo: 13,2% de energia elétrica, 3,6% do custo de concessão (ajuste contábil da remuneração da concessionária Águas de Matão), 7,6% de PCLD, onde a crise fiscal impactou a capacidade de pagamento dos órgãos públicos, e 4,5% dos demais custos. Mesmo com estes impactos, a evolução dos custos e despesas totais foi inferior ao crescimento da receita, indicando ganhos de produtividade. Em 2015, o Grupo realizou adequações nas concessões existentes, através da melhoria de processos. O resultado foi uma redução do quadro existente em 4,6% e crescimento do custo de pessoal abaixo da inflação. No ano passado, a Aegea, assim como as demais empresas do segmento de saneamento, foi impactada com aumentos relevantes nos custos de energia elétrica, especialmente nas concessões mais maduras, em função da política tarifária vigente. O valor pago de energia elétrica pulou de R$ 46 milhões em 2014 para algo em torno de R$ 85 milhões em 2015. Quanto às métricas operacionais, o relatório mostra que o consumo de Kwh/m³ de água produzida e esgoto tratado teve melhor desempenho consolidado, passando de 0,72 em 2014 para 0,64 em 2015 – a empresa tem investido muito em eficiência energética, com equipamentos mais modernos e monitoramento de reservação e adução, além de priorizar o consumo de energia nos momentos de tarifa mais barata. O índice de perdas encerrou 2015 em 36,7%, contra 32% em 2014, o que se explica pela entrada de novas concessões, como Águas de São Francisco do Sul, Águas de Timon e Águas de Paranatinga, que ainda estão com um percentual elevado. Com relação à taxa de inadimplência de 5,7%, Flavio explica que se deve especialmente ao setor público e que está muito concentrada em Campo Grande (MS). Como 60% das concessões da Aegea estão situadas em regiões onde o PIB continua crescendo, a capacidade de pagamento está “preservada”. Ainda assim, o Grupo se diz atento a esse aspecto, pois 2016 não está sendo um ano fácil e a queda do PIB e o aumento do desemprego pode afetar a população mesmo nessas regiões “mais dinâmicas”. Nesse sentido, a Aegea ampliou suas provisões para ter margem de manobra em caixa já a partir do segundo semestre. Perfil de dívidas: a estratégia adotada pela Aegea foi a diversificação. O setor é tradicionalmente financiado por bancos públicos no longo prazo como CEF e BNDES e desde 2012 a empresa vem buscando sempre fontes alternativas em reais. E o atual cenário de redução do papel dos bancos públicos teve efeito positivo para a Aegea de forma geral: a “fila” está menor no BNDES e na CEF – pela situação do Brasil, há menos players de saneamento demandando recursos. Com isso, os processos estão andando mais rápido e o Grupo não sentiu a diminuição do reembolso durante o ano. Desafios e oportunidades “No meio de muita coisa ruim que está acontecendo, também existem várias oportunidades no setor, que abrem perspectivas para empresa”, sinaliza o presidente da Aegea. Por outro lado, prossegue o executivo, “nenhum de nós consegue acertar o cenário. É preciso muita habilidade para ajustar esses sinais durante o ano”. Sendo assim, a Aegea estabeleceu metas desafiadoras e difíceis, mas consistentes, para o período. “Operamos hoje em cima de um cenário traçado em setembro do ano passado, mas que cada vez mais apresenta sinais de piora. E estamos preparados para os ajustes necessários durante a trajetória”, ressaltou Amadeo. A empresa antecipou o planejamento que normalmente acontece em agosto para abril próximo e os sinais mostram que o clima de incerteza ainda permanecerá em 2017 – “temos que lidar com isso e aumentar provisões, fazer cortes em custos, prevenindo os impactos de uma recessão que se estende no tempo e que é profunda”. Eleições municipais As eleições municipais em 2016 deixam o calendário de novos negócios mais restrito, entretanto a companhia se aproxima mais d

1 de março, 2016
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SINDCON
Anunciados vencedores do 1º Prêmio Sustentabilidade

O Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (SINDCON) anunciou, dia 04 de agosto, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, os vencedores do 1º Prêmio Sustentabilidade. No total, foram avaliados 44 projetos/programas, que concorreram à premiação em dinheiro. A Comissão Julgadora foi formada por 18 profissionais de diversas áreas e entidades, como a revista Saneamento Ambiental, através de seu Diretor Sérgio de Oliveira, Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Ethos, Unicef, Finep, UFMG, UFSC, Faculdade de Saúde Pública da USP, Eletrobrás, Abes, BNDES e Caixa Econômica Federal. O Prêmio Sustentabilidade propõe a busca de soluções contra a crise hídrica, e visa incentivar, entre as concessionárias privadas de água e esgoto, as boas ideias para a melhor utilização de recursos naturais, tecnológicos, humanos e financeiros. Entre os 44 projetos/programas, 23 pertencem à categoria “Técnica”, 13, à “Institucional” e oito, de “Gestão”. O presidente do SINDCON, Giuliano Dragone, comemorou o sucesso do Prêmio e garantiu a continuidade do evento para os próximos anos. “O Prêmio Sustentabilidade veio para promover uma justa homenagem aos profissionais que contribuem para o desenvolvimento do saneamento brasileiro”, destacou o Presidente da entidade. O Prêmio Sustentabilidade será realizado a cada biênio, sempre intercalado com a o ENA - Encontro Nacional das Águas, Congresso técnico e científico promovido pelo Sindicato. Na categoria Institucional, o vencedor foi o programa “Frota Ideal”, da Águas de Guará, empresa do Grupo Uniáguas. O projeto tem como líder Luiz Rafael Rizzo e a equipe formada por Elizete Vieira Fazza, Sergio Luis Baraldi e Amanda Adorni Teixeira ; Em segundo lugar ficou o “De Olho no óleo”, da Águas Guariroba, do Grupo Aegea. O líder é Fernando Henrique Garayo Junior e a equipe é constituída por Janaina Cristiane dos Santos, Willian Carvalho e Lucinei Cesario da Cruz Nantes; o terceiro lugar é do projeto “Amigo da Água”, da Águas de Nova Friburgo, empresa do Grupo Águas do Brasil. Christian Esteves Portugal desenvolveu o projeto e contou com Maria Goretti de Rezende Saturnino Braga em sua equipe. O projeto vencedor “Frota Ideal” aproveitou as condições favoráveis de relevo do município paulista de Guará e substituiu o uso de veículos por bicicletas para o deslocamento de colaboradores. Agora, os serviços de micromedição, inspeções em usuários, verificações de leitura, entrega de notificações controle de qualidade da água e esgoto, inspeção em poços e reservatórios, corte por falta de pagamento e demais visitas dispensam ferramentas robustas. Com o projeto constatou-se o aumento das leituras diárias, além de economia de 50% do combustível consumido na unidade do projeto. Houve também redução na utilização de recursos naturais e da emissão de gases poluentes, autonomia para equipes operacionais, agilidade e eficiência na prestação de serviços, melhor relacionamento dos colaboradores com moradores e com a própria concessionária e elevação dos indicadores de saúde dos colaboradores das unidades. Na categoria Gestão, o vencedor foi o projeto “Análise Multicritério para suporte à decisão aplicada em companhias de saneamento”, da Uniáguas (Grupo Latam Water). O projeto foi desenvolvido por Elizete Vieira Fazza e contou com Janaina Correia Fiorentino na equipe. A segunda colocação é do projeto “Sistema de Gestão Ambiental : auditorias ambientais”, das Águas Guariroba, empresa do Grupo Aegea. Fernando Henrique Garayo Junior desenvolveu todo o projeto. Em terceiro, “Supressão da ligação de esgoto”, da Sanessol, pertencente ao Grupo CAB Ambiental. Elizabete Ap. Precioso desenvolveu o projeto, que teve em sua equipe de trabalho, Mariana Gerosa e Luiz Henrique Rodrigues. A Análise Multicritério de Apoio à Decisão (MCDA) tem como objetivo obter “a solução de maior compromisso” com todos os stakeholders envolvidos, compilando além dos fatores de capex e opex, aspectos sociais e ambientais. O método inicia-se a partir da estruturação do problema em questão, por um processo construtivo de entendimento, onde o grupo faz uma representação integrando componentes, definindo dimensões, metas, atributos e pontos de vista. Após aplicação da metodologia é obtido um ranking matemático das soluções e, no final do processo, há uma lista de opções bem como a pontuação de cada uma. A partir daí, as ações são criadas individualmente a partir da avaliação de cada um, com integração posterior, onde é realizada análise da alternativa mais viável, denominada “Modelo Mental Compartilhado”. Este modelo é resultante da MCDA e implica na diminuição do tempo de rtomada de decisão, minimização de conflitos durante o processo, redução da possibilidade de erros, simulação de cenários, além de proporcionar resultados que contemplam pontos de vista de todo o grupo envolvido. O primeiro lugar da categoria Técnica foi do “Programa Água Certa – otimização do uso da água no sistema de abastecimento”, da Águas do Paraíba, do Grupo Águas do Brasil. Desenvolvido por Mário Fazza, o projeto teve a participação de Alexandre Boaretto, Silas de Souza Almeida, Celso Daflon, Munique Tardin e Gabriel Fasola. O segundo lugar ficiu com o “Sistema de reutilização do efluente tratado da ETE Caiçara”, da Ambient, do grupo GS Inima. O projeto foi liderado e conduzido pela dupla Karina Rodrigues Carregari e Ivo Curvelo da Silva. A medalha de bronze coube à “Remoção biológica de fósforo no esgoto da ETE Mogi Mirim”, da SESAMM, do Grupo GS Inima. O projeto foi desenvolvido por Sirlei Cristiana Brignoli. O “Água Certa” tem como meta promover o uso racional da água através da redução de perdas de forma consistente e contínua. A Águas do Paraíba, concessionária de Campos dos Goytacazes (RJ), selecionou as localidades de Goytacazes, São Sebastião e santo Eduardo para realizar o projeto, que recebeu aportes de R$ 18 milhões. O projeto visa combater as perdas de natureza física e aparentes, ações como troca e ampliação do parque de hidrômetros, levantamento de áreas sem rede de abastecimento, fiscalização de fraudes, identificação de vazamentos e melhoria na distribuição de água. Todas essas metas serão colocadas em prática dentro de 18 meses. Iniciado em 2013, o projeto começou a avaliar o Índice de Perda por Ligação (IPL) a partir de setembro de 2014. Goytacazes registrou IPL de 364 (l/ligação ativa/dia) em outubro de 2013, e conseguiu reduzir para 134 em dezembro do ano seguinte. São Sebastião obteve queda no IPL de 1.106 para 254 entre outubro de 2013 e dezembro do ano passado. Com o programa, registrou-se acréscimo de novos clientes e regularização de ligações clandestinas. Em Goytacazes, a economia cresceu 2,77% e com as regularizações, o faturamento aumentou 15,45%. Já em São Sebastião, a economia chegou a 43,62%, enquanto o faturamento teve incremento de 73,87% por causa da regularização das ligações clandestinas.

12 de agosto, 2015
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Aegea, Sanepar e Sanasa recebem premiação

Aconteceu ontem (05/08), nas dependências do Centro Britânico, em São Paulo, a cerimônia de entrega do prêmio “ Empresas do Ano no Saneamento Ambiental ”. Neste ano, as ganhadoras foram: Aegea, na categoria Empresa Privada, Sanepar , na categoria Empresa Estadual e Sanasa , na categoria Empresa Municipal. A novidade desta premiação foi a palestra feita pelo economista Eduardo Gianetti da Fonseca, que falou ao seleto grupo de convidados sobre as perspectivas da economia brasileira. Saudando as vencedoras na ocasião, o diretor Editorial da revista Saneamento Ambiental lembrou que o prêmio foi instituído há 15 anos pela publicação com o intuito de reconhecer as empresas que se destacam numa área bastante crítica no país, que é o saneamento. Para a indicação das empresas concorrentes, o corpo editorial da revista leva em conta critérios como: investimentos realizados em relação à receita operacional líquida anual; índice de tratamento de esgoto; níveis de perda de água; e receita gerada por funcionário próprio, sendo que os itens operacionais têm peso diferenciado. De acordo com o jornalista, o tratamento de esgotos ainda é o “calcanhar de Aquiles do setor de saneamento” e que a média inferior a 50% é incompatível numa nação que figura entre as 10 maiores economias do mundo – “sob esse ponto de vista, ainda somos um país muito pobre. Quase miserável”. Quanto à perda de água, Francisco Alves salientou que o problema adquire maior gravidade neste momento de crise hídrica – “é inadmissível que se gaste esforços e recursos financeiros para captar água, tratá-la e depois deixar que ela se perca sem utilização”. As empresas premiadas em 2015 já foram escolhidas como as melhores pelos leitores da revista Saneamento Ambiental em outras ocasiões: a Sanepar foi eleita pela segunda vez, a Sanasa pela quarta, assim como a Aegea, que já recebeu o prêmio como Grupo por duas vezes e de forma individual através de suas concessões Prolagos e Águas Guariroba. Outro aspecto ressaltado por Alves em seu discurso foi o crescimento da iniciativa privada no setor ao longo dos 15 anos que a premiação ocorre: “no começo, as empresas privadas atendiam a um número muito pequeno de comunidades. Hoje elas estão em 304 municípios, atendendo a uma população de mais de 32 milhões de pessoas. E a tendência é que essa participação aumente ainda mais, tendo em vista o que ainda precisa ser feito e a baixa capacidade de investimento por parte do setor público”. O jornalista encerrou seu discurso dando boas vindas a todos que desejarem investir em saneamento “em concordância com as regras”, como forma de ajudar o setor a sair do atual “quadro de miséria”. A cerimônia de premiação contou com a presença do diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Sanasa, Pedro Cláudio da Silva, que recebeu a placa das mãos de Everton de Oliveira, Conselheiro da revista. Na sequência, Eugenio Singer, também Conselheiro da publicação, entregou a distinção à Sanepar, representada por seu diretor Administrativo, Francisco Cesar Farah. Por fim, o diretor da revista Saneamento Ambiental, Sergio de Oliveira, entregou o prêmio ao diretor Presidente da Aegea, Hamilton Amadeo. Farah disse que apesar de a Sanepar não ter sido construída para ganhar prêmios, esses reconhecimentos são bem-vindos, pois atestam a eficiência do trabalho prestado, lembrando ainda que a companhia trata, no Paraná, 100% do esgoto que coleta, condição determinada por uma lei estadual. Mostrando-se bastante honrado com a premiação, Hamilton Amadeo enalteceu a iniciativa da revista Saneamento Ambiental, “uma referência do setor”, em sua opinião, e reforçou os esforços do Grupo Aegea para estender o saneamento ao maior número possível de pessoas. A palestra apresentada pelo economista Eduardo Gianetti da Fonseca foi sem dúvida o ponto alto do evento. Em sua fala, lembrou do desafio da universalização da cobertura dos serviços de saneamento, “segmento ainda bastante crítico no Brasil”. Quanto às perspectivas para a economia brasileira, Gianetti dividiu sua apresentação em três etapas: “onde estamos, como chegamos aqui e para onde vamos”. Em sua concepção, o Brasil vive um momento de reversão de expectativas – há pouco tempo era a “estrela do mundo emergente” e hoje se encontra no outro extremo do pêndulo, chamado pelo economista de “fundo do poço”. Três aspectos levam a essa definição: o atual cenário de recessão com a expectativa de PIB negativo de -2,5% para 2015 (o quadro deve se manter negativo em 2016, “apesar de menos grave que agora”, aponta o economista); a inflação verificada de 9,5% a 10% em 2015 que é reflexo dos preços “segurados artificialmente” pelo poder público nos últimos anos e somente em 2017 deve voltar a convergir para o centro da meta; e o desequilíbrio externo. Entre as condições que levaram o país a essa situação Gianetti lista a mudança do ambiente externo, aliada a fatores estruturais e conjunturais – “o mundo que trabalhava a favor do Brasil deixou de fazê-lo”, destaca o economista, acrescentando ainda que outros mercados emergentes também sofreram o impacto do ambiente externo, entretanto em menor escala e que já mostram sinais de recuperação. Ele não foi muito otimista sobre as perspectivas para a economia brasileira, tendo em vista o agravamento do atual quadro político e econômico. E disse que dificilmente o País voltará a crescer antes de 2017. Quanto ao saneamento, Gianetti afirmou que a carência em serviços de coleta e tratamento de esgotos é o principal desafio civilizatório brasileiro. “É um desafio hoje, numa visão de sustentabilidade, com a questão da gestão integrada dos recursos hídricos, a saúde pública, o capital humano e o desenvolvimento do País e da própria dignidade das pessoas”, ressaltou o economista.

6 de agosto, 2015