OCEANOS

Tecnologia deve ser usada para explorar vida nos mares

Tecnologia deve ser usada para explorar vida nos mares

O Fórum Econômico Mundial, evento realizado anualmente em Davos, na Suíça, promoveu em sua 54ª edição o painel “Live From the Deep Sea"

O Fórum Econômico Mundial, evento realizado anualmente em Davos, na Suíça, promoveu em sua 54ª edição o painel “Live From the Deep Sea”, com moderação do editor-chefe da TIME, Sam Jacobs, para debater o potencial que as tecnologias existentes têm para desvendar as incógnitas do oceano e abordar os desafios criados pelo homem que tem afetado negativamente a vida na Terra, nas águas e as comunidades que dependem delas. “O oceano constitui a maior herança da humanidade”, disse Andrew Forrest, presidente e fundador da empresa de mineração e energia verde Fortescue. Andrew teme que tal herança não seja transmitida para as próximas gerações, pelo menos na forma atual. “Quero ver um oceano imaculado e belo para explorar”.

Mas, atualmente, a destruição do oceano tem provas abundantes, como a poluição, pesca excessiva e ondas de calor oceânicas estimuladas pelas alterações climáticas. “Se pudéssemos ver o que estamos fazendo com o oceano, poderíamos medi-lo e valorizá-lo de uma forma muito melhor”, comentou Jennifer Morris, CEO da The Nature Conservancy. Para Jennifer, a tecnologia pode auxiliar com o uso mais amplo de monitores eletrônicos a bordo em navios de pesca para ajudar a rastrear e, em última análise, reduzir a pesca excessiva e o trabalho forçado. “Embora algumas empresas tenham se comprometido com este tipo de acompanhamento, não está sendo rápido o suficiente. Temos a tecnologia, mas é preciso ter vontade de aplicá-la”.

Durante o painel, os participantes puderam ouvir o depoimento da bióloga marinha e exploradora caribenha Diva Amon, que estava ao vivo de um submersível a quase 350 metros abaixo da superfície do Oceano Índico, no Atol de Aldabra, onde analisava a saúde dos recifes de coral mesofóticos na costa das Seychelles. Os mapas gerados e os dados coletados das profundezas do oceano foram transmitidos ao OceanXplorer – uma plataforma petrolífera de 286 pés que virou navio de pesquisa com capacidade tecnológica para alcançar e estudar a profundidade dos oceanos da Terra com o uso de submersíveis e veículos operados remotamente para exploração de até seis mil metros de profundidade. “Avançamos 54 anos após o homem pisar na Lua e esperamos que aconteça o mesmo que houve com a corrida espacial, mas com a exploração oceânica”, disse Diva Amon.
Fundador da ONG de exploração oceânica OceanX, o investidor Ray Dalio, afirma que ver a capacidade do oceano dessa forma já teve um efeito positivo. Foi lançado o documentário da BBC Blue Planet II, cerca de 40% filmado a partir de um navio OceanX, que levou o Governo Britânico a introduzir modificações em suas leis relativas à poluição plástica. Para Dalio, fazer ciência e ser capaz de entusiasmar as pessoas para que elas se importem e passem a exigir ações do poder público é o que precisa ser feito. “É um caminho importante”.

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