HABITAÇÃO

TETO e Fundo FICA procuram deputados eleitos para ações nos 100 primeiros dias

TETO e Fundo FICA procuram deputados eleitos para ações nos 100 primeiros dias

Documento Moradia e Clima já tem a assinatura de 29 candidatos e 35 suplentes e pede habitação emergencial e locação social

A TETO Brasil e o Fundo FICA promovem ao longo dos próximos meses encontros com deputados federais e estaduais eleitos este ano para pautar as propostas e compromissos firmados na adesão ao documento Moradia e Clima. O objetivo é garantir a implementação das propostas apresentadas pelas organizações, que já conquistaram a assinatura de 29 candidatos e 35 suplentes e que visam pautar a habitação como o primeiro mecanismo de defesa contra a crise climática.

O movimento surge em resposta ao I Fórum Brasileiro de Moradia e Clima, realizado pelas organizações em Brasília, que destacou quatro demandas emergenciais: habitação emergencial, locação social, moradia primeiro (housing first) e melhorias habitacionais. O documento evidencia que a população que vive de forma precária, sem casa ou em áreas de alto risco ambiental é a mais afetada pelas mudanças climáticas. Ou seja, está sujeita a eventos climáticos extremos, como fortes chuvas, alagamentos, ventanias e ondas de calor ou frio intensos. A formação de uma articulação no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas com signatários desse compromisso busca garantir o acesso a esse direito básico para a população vulnerabilizada já nos 100 primeiros dias de gestão. “Para a TETO, garantir um espaço seguro e digno para todos é o compromisso primordial da organização. A moradia é o direito que sustenta todos os outros e, para nós, isso é inegociável”, enfatiza Thayná Shervis, Especialista em Relações Institucionais e Incidência da TETO Brasil.

Para Simone Gatti, diretora-presidente do Fundo FICA, a articulação já demonstrou que a sociedade brasileira quer que a moradia digna seja tratada como um tema urgente e prioritário. “Ela é a primeira defesa de quem enfrenta os efeitos mais severos da crise climática – a população de comunidades e favelas hipervulneráveis no Brasil”, destaca. “É fundamental ampliar o alcance das políticas habitacionais no Brasil para além da oferta da casa própria, que é inacessível para grande parte da população brasileira e não atende ao perfil das pessoas mais vulnerabilizadas aos eventos climáticos”, afirma. Para a diretora do Fundo FICA, é preciso oferecer alternativas como a Locação Social para quem não acessa o mercado privado formal e precisa de apoio social contínuo.