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ÁGUA

Unesp reduz consumo médio até maio

A Reitoria da Unesp, na Capital paulista, registrou consumo médio de água de 88,4 m 3 nos cinco primeiros meses de 2015. O volume registrado é abaixo da média anual de 2014 (355 m 3 ) e de 2013 (439 m 3 ). Apenas com a instalação de torneiras hidromecânicas, a Reitoria obteve, em 2014, em relação a 2013, uma redução de 19,3% no consumo de água. "Parabenizamos todos os que atuam no prédio da Reitoria e solicitamos que continuem colaborando e incentivando os demais colegas no uso racional de água", diz Carlos Antonio Gamero, Pró-reitor de Administração.

A Reitoria da Unesp, na Capital paulista, registrou consumo médio de água de 88,4 m3 nos cinco primeiros meses de 2015. O volume registrado é abaixo da média anual de 2014 (355 m3) e de 2013 (439 m3).

Apenas com a instalação de torneiras hidromecânicas, a Reitoria obteve, em 2014, em relação a 2013, uma redução de 19,3% no consumo de água. "Parabenizamos todos os que atuam no prédio da Reitoria e solicitamos que continuem colaborando e incentivando os demais colegas no uso racional de água", diz Carlos Antonio Gamero, Pró-reitor de Administração.

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ABASTECIMENTO
PURA beneficia 380 escolas em São Paulo

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo iniciaram a implantação do PURA - Programa de Uso Racional da Água – em mais de 380 escolas da rede estadual. Com investimentos da ordem de R$ 20 milhões, as ações englobam reformas nos prédios e o uso de tecnologia para a economia de água, além do remanejamento de redes, campanhas educacionais, detecção e correção de vazamentos internos e acompanhamento do consumo em tempo real. A estimativa é que a economia de água em todas as instituições alcance sete milhões de litros mensais, o que equivale a um consumo de 2.200 pessoas. As escolas selecionadas estão localizadas nas áreas de atendimento dos Sistemas Alto Tietê e Cantareira. Desde 2009, um total de 629 escolas já foram beneficiadas pelo PURA na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), enquanto que no interior e litoral o número chega a 559. Além do benefício ambiental, o PURA também proporciona redução de custos aos cofres públicos, já que as entidades públicas que participam do programa têm uma tarifa 25% menor. A estimativa é que sejam economizados R$ 250 mil por mês. Os recursos para a implantação do programa são do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), obtidos pela Secretaria da Educação. As adequações prediais levam de 15 a 30 dias, dependendo da complexidade dos serviços necessários. São realizadas substituições nos encanamentos, instalação de aeradores nas torneiras, equipamentos antivandalismo nos banheiros e melhoria nas caixas-d’água, por exemplo. Na sequência, os profissionais que atuam no local passam por orientação educacional para mudarem o perfil de consumo e conscientizarem também os alunos. O cronograma das obras nas escolas é definido pela Secretaria da Educação e a previsão é que as 380 unidades estejam prontas em setembro deste ano.

19 de abril, 2017
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ABASTECIMENTO
Reservatórios já têm mais de 50,5% de capacidade

A Sabesp registrou, em 22 de fevereiro, índice de 50,5% de capacidade total do volume operacional de água armazenada nos reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Isto representa mais de 943 bilhões de litros de água com as reservas técnicas (volume morto). Há exatamente um ano, em 22 de fevereiro de 2015, o volume de água registrado era de 409 bilhões de litros ou cerca de 22% da capacidade do sistema. Esta melhora significa que as represas contam atualmente com 534 bilhões de litros a mais, ou seja, mais de duas vezes a quantidade armazenada há um ano. Este volume de água pode crescer ainda mais até o final da temporada de chuvas até março, o que pode garantir reforço para o longo período de estiagem que acontece no restante do ano. No início do período seco de 2015, no começo do mês de abril, o volume operacional era de aproximadamente 590 bilhões de litros, cerca de 32% do total. A recuperação dos mananciais fez com que a Sabesp pudesse aumentar gradualmente a oferta de água na Grande São Paulo, próxima de 60 m3/segundo. Para se ter uma ideia, antes da seca recorde de 2014/15, essa produção era de cerca de 70 m3/segundo e no auge da crise caiu para pouco mais de 50 m3/segundo. Desde dezembro do último ano, a Sabesp vem reduzindo os horários de diminuição de pressão – concentrados nos períodos da noite e madrugada – o que permite mais acesso à água principalmente para moradores de áreas mais altas e distantes dos reservatórios, que enfrentavam maior dificuldade no período mais agudo da crise.

1 de março, 2016
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CRISE HÍDRICA
Cantareira volta a ser principal sistema da Grande SP

Com o bom volume de chuvas registrado em janeiro passado, o Cantareira voltou a ser o principal sistema produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo. É o que afirma a Sabesp, com base na análise da situação dos mananciais. Hoje, o Cantareira atende aproximadamente uma população de 5,7 milhões de pessoas e o Guarapiranga, 5,2 milhões. Antes da estiagem, em dezembro de 2013, esses sistemas abasteciam, respectivamente, 8,8 milhões e 3,9 milhões de clientes. Os seis principais sistemas que abastecem a RMSP fecharam janeiro de 2016 com um acréscimo de 181,1 milhões de m³ de água na comparação com dezembro de 2015, totalizando 884,55 milhões de m³, uma alta de 25,7%. Na comparação com o nível dos reservatórios registrado em janeiro do ano passado, no auge da crise hídrica, a elevação foi de 598,55 milhões de m³ (+209,3%), quantidade de água que corresponde a mais da metade de todo o volume útil do Sistema Cantareira ou a somatória dos volumes úteis dos sistemas Rio Claro, Alto Cotia e Alto Tietê. Para a companhia de saneamento do Estado de São Paulo, a melhora na situação dos mananciais também se deve ao Programa de Bônus, que estimulou o uso racional da água. A economia de água feita pelos moradores atendidos pela Sabesp fez com que a companhia deixasse de retirar no mês passado 5,7 mil litros por segundo das represas que abastecem a RMSP – volume suficiente para atender a 1,83 milhão de pessoas, diz a companhia, em nota. Recentemente, o programa de bônus implantado em 1º de fevereiro de 2014 passou por mudanças que atualizaram a regra para cálculo do bônus e que consiste na adoção, para cada cliente, de um novo consumo médio de referência. A nova meta de consumo é informada na conta dos clientes.

17 de fevereiro, 2016
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ÁGUA
A real situação de nossos reservatórios

Por Diogo Taranto* Devido à retomada de parte dos níveis nos reservatórios da região sudeste do Brasil ao final do período de chuvas no ano de 2015 (janeiro – março) e também às notícias de que neste ano a média dos índices pluviométricos históricos foi ultrapassada em aproximadamente 16%, a preocupação de grande parte da população pelo uso racional dos recursos hídricos foi momentaneamente esquecida. Apesar da aparente melhora nos níveis dos reservatórios, após alguns meses e transcorrida uma época de seca desta região, a situação dos reservatórios continua sendo muito preocupante. Em comparação ao ano de 2014, atualmente o nível de armazenamento dos reservatórios na Região Metropolitana de São Paulo está inferior em aproximadamente 5%. Isso, apesar do índice de redução deste volume também ter diminuído por algumas ações prévias tomadas pelo governo do Estado. Ou seja, em 2014 os reservatórios se esvaziavam mais rápido que em 2015, mas em contrapartida a média de chuva no mês de julho de 2015 foi 56% abaixo da média histórica, e agosto é considerado o mês mais seco do ano. Com base nisso, podemos analisar o sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 5,6 milhões de pessoas na Grande São Paulo. O volume útil deste reservatório, sem considerar a reserva técnica (volume morto), é de 982 milhões de metros cúbicos. Com a reserva técnica, o volume total é de 1.269,5 milhões de metros cúbicos. Atualmente, o volume útil foi completamente consumido e, do volume disponível na reserva técnica de 287,5 milhões de metros cúbicos, há armazenados somente 161,3 milhões, de acordo com dados da Sabesp. Considerando que não sejam adotadas medidas de racionamento de água, não ocorram chuvas que contribuam diretamente com o aumento de nível e o consumo da população mantenha os padrões atuais (150 litros por pessoa/dia), o volume armazenado seria consumido em aproximadamente 192 dias pelas pessoas abastecidas por esse sistema. Em São Paulo, a Sabesp vem atuando na regularização da medição e consumo de água, mas ainda assim há um desperdício considerável. Em 2014, aproximadamente 20% da água se perdia no trajeto entre as represas e as residências, e a meta da Sabesp é chegar aos 16,7% de perdas até 2020. Embora este índice já tenha sido pior, ainda está longe do ideal. No Japão, por exemplo, o desperdício é de aproximadamente 10%. Obras importantes estão em andamento para contribuir com a equalização dos volumes entre os reservatórios do Estado e, assim, levar água de pontos com maior disponibilidade hídrica, de menor consumo e menos populosos, a locais mais populosos e com maior consumo. O projeto que oferecerá maior segurança hídrica na região metropolitana de São Paulo e Campinas é a obra de transposição entre as represas Jaguari e Atibainha, para o carente sistema Cantareira. No entanto, a obra, que deve trazer 8.500 litros por segundo ao sistema Cantareira, só vai ficar pronta em 2017. Para garantir o abastecimento na Grande São Paulo, destacam-se duas obras com prazos mais curtos: a transposição do Rio Grande para o esvaziado Alto Tietê, por meio de um projeto de 22 quilômetros de tubulações e que terá capacidade de transferir 4.000 litros de água por segundo da região do ABC até Suzano; e a transposição de água do rio Guaió para o Sistema Alto Tietê, que bombeará 1.000 litros de água por segundo até o Ribeirão dos Moraes, curso d'água que termina no rio Taiaçupeba-Mirim, onde fica a estação de tratamento do Alto Tietê, hoje com capacidade ociosa por falta de água. O volume equivale ao consumo de cerca de 300.000 pessoas. Ações na área de infraestrutura são fundamentais para melhorar a distribuição e equalizar as fontes de recursos hídricos nas diversas regiões do Estado. Além disso, investimentos em unidades de captação e tratamento de água alternativas, como o reuso de efluentes tratados dos atuais sistemas de tratamento de esgoto, processos de dessalinização e até mesmo ideias como a utilizada no reservatório de água na Califórnia – EUA (a superfície de três reservatórios foi coberta por bolas pretas recicláveis com objetivo de reduzir o processo de evaporação da água) também devem ser estudadas e levadas em consideração pelos órgãos e pessoas responsáveis pela gestão dos recursos hídricos. Contudo, a maior das ações, e a que se reflete em melhores resultados, é o uso racional da água pelos consumidores finais urbanos e industriais, que podem contribuir desde o fechamento da torneira ao escovar os dentes, até por meio de investimentos em tecnologias de reuso e otimização de água em suas unidades. *Diogo Taranto é diretor de Operações da Nova Opersan

17 de setembro, 2015
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BACIAS HIDROGRÁFICAS
PCJ recebe 3,5m³/s a partir de junho

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) anunciaram novas regras, dia 25 de maio, para retirada de água do Sistema Cantareira no período de estiagem. A ANA e o DAEE informaram que a Sabesp terá que reduzir o volume de retirada dos atuais dos atuais 13,5 m³/s para no máximo 10 m³/s, a partir de setembro. Para as Bacias PCJ, a partir de primeiro de junho, o limite será de 3,5 m³/s, ante os atuais 2 m³/s que estão sendo liberados. O Superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, disse que as obras de interligação dos Sistemas Rio Grande e Alto Tietê diminuirá a dependência do Cantareira pela Grande São Paulo. “O que está previsto pelo cronograma das obras é que elas entrem em operação a partir do dia primeiro de setembro. Nós queremos preservar o manancial”, disse. O volume de água a ser retirado que será utilizada do Sistema Cantareira, seguiu o relatório do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, divulgado na semana passada. O documento leva em conta o cenário 50% mais seco que a média histórica. Para o Diretor Presidente da ANA, Vicente Andreu, mesmo com pior quadro climático a situação do manancial deverá manter-se estável, em função da redução da retirada. Mesmo com a ampliação do volume para a bacia PCJ, o Sistema deverá enfrentar dificuldades durante a estiagem. Para o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, a região está no limite de restrição hídrica. “As Bacias PCJ sempre necessitaram de 12 m³/s, durante a estiagem. A região tem economizado, em média, 20%, o que faz com que essa demanda tenha sido reduzida para 9,6 m³/s. Descontando os 3,5 m³/s autorizados pela ANA, ainda teremos um déficit de 6,1 m³/s. Atualmente, estamos sobrevivendo com as nascentes e afluentes dos rios da Bacia, mas, a nossa lição de casa vai ser ainda mais severa para a estiagem de 2015”, comenta Lahóz.

26 de maio, 2015
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ÁGUA
Economia e adesão ao programa contra desperdício cresce em SP

O programa de bônus da Sabesp, iniciativa para reduzir o consumo de água, registrou economia média de 6,2 mil l/s em abril, volume suficiente para abastecer cerca de 1,9 milhão de pessoas. Essa economia, em quantidade, foi ligeiramente maior que a registrada em março, que foi de 6,1 mil l na Grande São Paulo. A adesão nos meses de março e abril foi a mesma: 82%, o mais alto desde o início do benefício. Do total de beneficiados nesse mês, 72% efetivamente ganharam o bônus, enquanto os demais 10% diminuíram o gasto de água, mas não o suficiente para receber o desconto na fatura da Sabesp. Considerando todos os clientes que receberam bônus em abril, 62% reduziram o consumo em mais de 20% (faixa de bonificação de 30%), 5% diminuíram o uso entre 15% e 20% (faixa de bônus de 20%) e outros 5% tiveram um gasto de água entre 10% e 15% menor e ganharam bônus de 10%. O programa de bônus foi implantado em 1º de fevereiro de 2014 para os moradores atendidos pelo sistema Cantareira. Nos meses seguintes, foi ampliado para os municípios atendidos pela Sabesp na Grande São Paulo. Contribuiu para a redução do consumo também a cobrança de tarifa de contingência, que passou a vigorar nas contas emitidas em fevereiro passado para quem gastou mais água e incidiu sobre 11% das faturas emitidas pela Sabesp em abril. Outros 7% também aumentaram o consumo, mas não foram enquadrados na sobretaxa, por gastarem menos de 10 mil l/mês ou estarem cadastrados em Tarifa Social. A tarifa de contingência é cobrada dos clientes cujo consumo mensal ultrapassar a média apurada no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. A sobretaxa é de 40% sobre o valor da tarifa de água para quem exceder até 20% a média do consumo ou 100% sobre o valor da tarifa de água para quem ultrapassar 20% da média. O objetivo da tarifa contingenciada não é arrecadar, e sim reduzir o gasto.

13 de maio, 2015