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TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

6ª edição da Conferência de Pesquisa e Inovação acontece em novembro

6ª edição da Conferência de Pesquisa e Inovação acontece em novembro

A 6ª edição da Conferência de Pesquisa e Inovação em Transição Energética será realizada entre 7 e 9 de novembro na USP, em São Paulo (SP)

A 6ª edição da Conferência de Pesquisa e Inovação em Transição Energética (ETRI – Energy Transition, Research and Innovation Conference) será realizada entre 7 e 9 de novembro na USP, em São Paulo (SP) e terá como tema os “Desafios das Mudanças Climáticas e Transição Energética: Abordagens Tecnológicas, Ambientais, Sociais e Econômicas”.

Promovido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), o evento terá cinco keynote speakers, sete painéis de discussão, além de sessões para apresentação de pesquisas científicas do RCGI e de outras instituições. As pesquisas apresentarão soluções inovadoras nas áreas de captura e armazenamento de carbono (CO2) em rochas ou solo; captura de CO2 em plantas de bioenergia; transformação de CO2 em produtos de valor agregado; e tecnologias de gases de efeito estufa. Atualmente, o RCGI trabalha no desenvolvimento da primeira planta-piloto de produção de hidrogênio a partir de etanol – projeto realizado em parceria com a Shell, Hytron, Raízen e SENAI CETIQT.

A organização do evento aguarda a presença de mais de 500 cientistas, executivos de grandes empresas e representantes do Governo brasileiro e do exterior. Os dois primeiros serão focados nas políticas públicas, tecnologias, pesquisas e inovações necessárias para a transição energética; as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil; os caminhos para se atingir o net-zero; as tecnologias do futuro; a importância dos créditos de carbono; e o papel das startups nesse processo. “O último dia será voltado para discutir o alinhamento da transição energética com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ; como lutar contra o desmatamento na Amazônia; e os desafios brasileiros na transição energética”, afirma Karen Mascarenhas, a coordenadora geral do evento e diretora de Recursos Humanos e Comunicação Institucional no RCGI.

Já estão confirmadas as presenças de diversos especialistas: Carlos Nobre, da Academia Brasileira de Ciências; Paulo Artaxo, professor da USP, membro do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e de vários painéis científicos internacionais; Nigel Brandon, diretor da Faculdade de Engenharia do Imperial College de Londres; Chinnakonda Gopinath, destacado cientista da Divisão de Química e vice-diretor do Laboratório Nacional de Ciências da Índia; Arnaldo Jardim, Deputado Federal; Fábio Feldmann, ambientalista e um dos fundadores do SOS Mata Atlântica; Angela Oliveira da Costa, superintendente de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética; Carlo Linkevieius Pereira, CEO do Pacto Global da ONU no Brasil; André Faaij, diretor científico da TNO Energy & Materials Transition e professor da Universidade de Utrecht; Patrícia Iglecias, superintendente de Gestão Ambiental da USP; Plínio Nastari, presidente da DATAGRO; Gesner de Oliveira; economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, que coordena o Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais; entre outros.

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Explorando o Potencial do Hidrogênio de Baixo Carbono a partir do Etanol no Brasil
ARTIGO
Explorando o Potencial do Hidrogênio de Baixo Carbono a partir do Etanol no Brasil

Por Andrea Villaça (*) Cada vez mais, enfrentamos condições climáticas adversas, que trazem preocupações e incertezas quanto ao futuro do planeta. Se não buscarmos uma forma eficaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, enfrentaremos situações em que os efeitos climáticos naturais vão superar nossa capacidade de mitigação. O Brasil assumiu um compromisso desafiador no Acordo de Paris: reduzir em 37% as emissões em comparação aos níveis de 2005 até 2025 e em 43% até 2030. Observa-se um movimento mundial crescente pela utilização do hidrogênio de baixo carbono como substituto aos combustíveis fósseis, especialmente a partir da guerra entre Rússia e Ucrânia. A produção de hidrogênio tornou-se peça-chave para a transição energética, e o Brasil, com sua abundância de recursos renováveis, tem enorme potencial nesse campo. Embora a eletrólise da água seja uma rota conhecida para a produção de hidrogênio, outras alternativas igualmente promissoras, como a reforma do etanol, devem ser exploradas. O etanol, especialmente o produzido a partir da cana-de-açúcar, é uma matéria-prima renovável e abundante no Brasil. Somos o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e o segundo maior produtor do biocombustível, atrás dos Estados Unidos, que utilizam milho como matéria-prima. Esse recurso coloca o país em uma posição privilegiada para explorar a reforma desse combustível vegetal como forma de produzir hidrogênio renovável. Esse processo envolve a conversão do etanol em hidrogênio e outros subprodutos, utilizando catalisadores e calor. Um exemplo notável dessa tecnologia é o projeto da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Shell Brasil, Raízen, Hytron e Senai CETIQT. Eles estão desenvolvendo uma estação experimental para a produção de hidrogênio a partir do etanol. O projeto é fundamental para validar o uso deste como matéria-prima para hidrogênio renovável, demonstrando sua viabilidade econômica e ambiental no contexto brasileiro. Além disso, o etanol pode ser transportado em sua forma líquida, facilitando a exportação e a conversão em hidrogênio renovável em outros países. Não podemos deixar de mencionar que a produção de etanol de segunda geração, utilizando resíduos como o bagaço de cana, exemplifica uma prática de economia circular. Este processo não só aumenta a eficiência da produção do biocombustível, mas também gera biochar , um subproduto que pode ser aplicado ao solo para melhorar sua qualidade e sequestrar carbono. Ou seja, tanto a cana-de-açúcar quanto seus resíduos podem ser utilizados para geração de hidrogênio renovável e ainda beneficiar o solo. O Brasil já possui uma infraestrutura robusta para a produção e distribuição desse combustível renovável, o que reduz significativamente os custos associados ao transporte e armazenamento de hidrogênio. Com o desenvolvimento contínuo de tecnologias e a implementação de políticas de incentivo, a produção de hidrogênio via reforma do etanol pode se tornar uma opção competitiva e sustentável, contribuindo significativamente para a descarbonização da matriz energética do país. Portanto, é essencial que o Brasil explore e invista nessas alternativas, aproveitando nossa riqueza em recursos renováveis e infraestrutura existente, incluindo gasodutos. Isso não só ajudará a reduzir nossas emissões de carbono, mas também posicionará o Brasil como um líder global na produção de hidrogênio de baixo carbono, promovendo uma transição energética sustentável e eficiente. —-------------- (*) Graduada em Administração, com MBA em Gestão de Negócios, pós-graduação em Formas Alternativas de Energia, Conselheira de Administração na ABHAV – Associação Brasileira de Hidrogênio e Amônia Verdes e CEO da ALV Consultoria.

4 de agosto, 2024
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BIOGÁS
RCGI lança mapas interativos online

O Fapesp-Shell-Research Center for Gas Innovation (RCGI) lançou um conjunto inédito de mapas interativos, disponível na internet, com o tema Biogás, Biometano e Potência Elétrica em São Paulo. Os mapas estimam o potencial de produção de biogás e biometano paulista, e o potencial elétrico a partir do biogás, por município, de acordo com três grandes fontes de obtenção do gás: resíduos de criação animal (suinocultura), resíduos urbanos (mapas distintos para o potencial dos aterros sanitários e o das estações de tratamento de esgoto) e setor sucroalcooleiro (principalmente vinhaça). Segundo os números, o potencial de energia elétrica gerada a partir do biogás é de 36.197 GWh, o que corresponde a 93% do consumo residencial no estado. O potencial anual de biometano poderia exceder em 3,87 bilhões de Nm3 o volume anual de gás natural comercializado ou substituir 72% do diesel comercializado. "O setor sucroalcooleiro é o que apresenta o maior potencial de aproveitamento de biogás. Em dez municípios com maior concentração de resíduos, o potencial de biogás é de mais de 3 bilhões Nm3 na safra. Se fossem transformados em biometano, isso corresponderia a 65% do consumo de gás natural no estado. Ou 32.000 GWh, se fossem aproveitados na geração de eletricidade com biogás", afirma a coordenadora do projeto, Suani Coelho, professora do Instituto de Energia e Ambiente da USP e integrante do RCGI. Os mapas foram elaborados com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), do Datagro, do Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), da Sabesp e da Gasbrasiliano. Além de informações sobre biogás e biometano, os visitantes poderão saber a localização de gasodutos, as linhas de transmissão de energia elétrica, as unidades de conservação, os pontos de entrega de gás existentes, entre outros dados importantes para o planejamento energético dos municípios. A pesquisadora Suani conta com o apoio de engenheiras, como Marilin Mariano dos Santos e Vanessa Pecora Garcilasso, com a colaboração do mestrando, Diego Bonfim de Souza. "Estamos realizando simulações com relação à injeção do biometano na rede para saber, por exemplo, qual seria o impacto na tarifa para os consumidores, o quanto se evitaria de emissões de gases de efeito estufa. Também estamos simulando qual seria o impacto da substituição do diesel por biometano na indústria sucroalcooleira.", conta a professora. Ainda está em andamento um projeto P&D com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) para a elaboração de um Atlas de Bioenergia para São Paulo, que não será focado apenas em biogás e biometano, mas também em biomassa sólida: bagaço de cana, resíduo florestal etc. Será elaborado um mapa interativo com os potenciais de geração de eletricidade, que deverá ser lançado no início de 2020”. Os mapas interativos estão disponíveis em português e inglês .

23 de agosto, 2019
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EFEITO ESTUFA
Fapesp ajuda Shell a reduzir GEEs

O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), com sede na Escola Politécnica da USP, irá desenvolver, em parceria com centros de pesquisa na Holanda, Reino Unido, Áustria e Catar, soluções que ajudem a Shell a reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2. A fundação recebeu um montante de investimentos da Shell que serão aplicados em 16 novos projetos de pesquisa para mitigação do CO2. A Fapesp já desenvolve 29 projetos atualmente.“A parceria entre a Fapesp e a BG Brasil foi celebrada em 2013. Na época, os esforços em inovação eram direcionados para tecnologias que envolvessem o gás natural. Com a compra da BG pela Shell, o foco de P&D expandiu para atender às estratégias globais da companhia, além das demandas mundiais de haver um esforço de atacar a causa principal das mudanças climáticas: emissões de GEEs”, explica o diretor científico do Centro, Júlio Meneghini. Os 29 projetos de pesquisa pré-existentes estão, de diferentes formas, sintonizados com os novos objetivos do centro. “O que haverá é uma maior sinergia entre os projetos, O RCGI conta hoje com 200 pesquisadores, número que deverá chegar a 350 até o final de 2018. Seus 45 projetos de pesquisa estão divididos em quatro grandes programas de pesquisa: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2,sendo que este último abriga os 16 novos projetos. De acordo com o coordenador técnico-científico da Shell no RCGI, Alexandre Breda, o mundo emite atualmente cerca de 35 Gton por ano de CO2 equivalente. “Segundo alguns pesquisadores, para cumprir os compromissos estipulados na COP 21, em Paris, em 2015, nosso budget máximo de emissões mundiais, desde a Revolução Industrial, deveria ser de 1 trilhão de toneladas de CO2 . Mas nós já emitimos até hoje 620 bilhões de toneladas. Mantendo-se o ritmo atual, atingiremos essa meta em meados de 2036”, diz, citando informações do site http://trillionthtonne.org/ , que estima as emissões mundiais em tempo real. “A ambição da Shell é reduzir em 20% sua intensidade de emissão de CO2 global até 2035, e até 2050 uma nova redução até o alinhamento com a média mundial”.

25 de maio, 2018
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RIO DE JANEIRO
CNI promove evento de sustentabilidade em setembro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza, no dia 03 de setembro, a 4ª edição do CNI Sustentabilidade no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Neste ano, o evento terá como tema “Mudanças Climáticas: desenvolvimento em uma economia global de baixo carbono”. O encontro deve reunir especialistas brasileiros e estrangeiros, além de empresários e negociadores que estarão três meses depois em Paris, na França, durante a 21ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP-21. A ideia é debater os riscos climáticos, a inovação na indústria e as expectativas para a COP-21, ocasião em que se espera um grande acordo global para a redução nas emissões de gases de efeito estufa. O CNI Sustentabilidade acontece anualmente para debater tendências de mercado, tecnologias inovadoras e oportunidades de negócios que aliam a sustentabilidade e competitividade. A iniciativa é um desdobramento das articulações da indústria brasileira durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20. Desde 2012, a CNI realiza o encontro em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Pelo segundo ano consecutivo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) participa do encontro, na condição de principal patrocinador. Na solenidade de abertura do CNI Sustentabilidade, a Diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, vai apresentar os resultados de uma pesquisa feita com empresários sobre a sustentabilidade nas indústrias. Na sequência, o professor de Física da Potsdan University (Alemanha) e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007, Anders Levermann, fará a palestra magna sobre “O que a sua empresa precisa saber sobre o futuro do clima”. Os três painéis do evento terão a jornalista Sônia Bridi como moderadora. O primeiro tratará das estratégias internacionais para as negociações sobre mudanças climáticas ; o segundo painel abordará o gerenciamento dos riscos climáticos. E o último falará sobre os desafios da inovação e das estratégias de negócios para garantir a competitividade no cenário de transição para uma economia de baixo carbono.

21 de agosto, 2015