Acesso ao serviço pode reduzir em até 25% o atraso escolar de meninas

As consequências também impactam o futuro profissional, já que jovens que crescem em locais sem acesso ao saneamento tendem a ingressar no mercado de trabalho com menor escolaridade média.
Segundo estudo do Instituto Trata Brasil, publicado em 2022, as mulheres brasileiras tiveram cerca de 676 milhões de horas de estudo comprometidas em razão de afastamentos provocados por doenças associadas à falta de saneamento. Esses episódios impactam a frequência escolar e dificultam a continuidade do aprendizado. Para meninas e jovens brasileiras, a ausência de serviços de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto pode representar obstáculos adicionais à permanência na escola e ao avanço na trajetória educacional.
As consequências também impactam o futuro profissional, já que jovens que crescem em locais sem acesso ao saneamento tendem a ingressar no mercado de trabalho com menor escolaridade média. Como o nível de educação está diretamente relacionado à produtividade e à renda, essa realidade pode resultar em menos oportunidades profissionais ao longo da vida. Por outro lado, a ampliação do acesso aos serviços de saneamento pode gerar efeitos positivos relevantes. O estudo mostra que quando há acesso ao saneamento, estudantes podem reduzir em até 25,6% o atraso escolar, contribuindo para a melhoria do desempenho acadêmico e para o aumento da escolaridade das futuras trabalhadoras.
Desta forma, ao ampliar o acesso ao saneamento básico significa investir na educação e nas oportunidades das mulheres brasileiras. Ao reduzir doenças e afastamentos, cria-se um ambiente mais favorável à aprendizagem e à permanência na escola e, ao garantir, condições adequadas de saneamento para reduzir desigualdades, fortalecer a formação das novas gerações e construir um futuro com mais autonomia, representatividade, dignidade e oportunidades.









