SANEAMENTO

Águas do Brasil invés na gestão e aproveitamento do lodo de ETEs

Águas do Brasil invés na gestão e aproveitamento do lodo de ETEs

O plano contempla cerca de 80% do volume de lodo gerado pelo Grupo, proveniente de 12 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e 10 Estações de Tratamento de Água (ETAs).

O Grupo Águas do Brasil reforçou seu compromisso com práticas sustentáveis, por meio de ações concretas que integram os pilares ESG. Um dos destaques é o Plano Estratégico de Gestão de Lodo (PEGL), desenvolvido para promover um gerenciamento mais eficiente do resíduo mais crítico gerado nas operações de saneamento: o lodo. O plano contempla cerca de 80% do volume de lodo gerado pelo Grupo, proveniente de 12 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e 10 Estações de Tratamento de Água (ETAs).

Em 2024, aproximadamente 40% do lodo gerado pelas concessionárias do Grupo foi destinado a compostagem, o que representa um volume total de cerca de 16.890 toneladas que deixaram de seguir para aterros sanitários. O volume é oriundo das concessionárias: Águas de Niterói, Águas de Nova Friburgo, Águas do Imperador, Águas das Agulhas Negras, Águas de Juturnaíba e Águas de Pará de Minas. Em quatro delas, 100% do que é gerado acaba reaproveitado com a compostagem. Um dos projetos beneficiados é o da produção de tijolos usados para pavimentar diversas unidades operacionais do Grupo. Na ETE Ponte dos Leites, em Araruama, na Região dos Lagos, o Grupo mantém uma usina de compostagem e uma usina de fabricação de tijolos ecológicos, que utilizam resíduos do processo de tratamento como matéria-prima.

A estrutura do PEGL foi dividida em três etapas: diagnóstico integrado das unidades operacionais, estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental com análise de cenários, e a consolidação estratégica do plano, com cronogramas, estimativas orçamentárias e propostas técnicas para implantação das soluções. “Temos um compromisso contínuo com a sustentabilidade e com a inovação na gestão dos nossos processos. O Plano Estratégico de Gestão de Lodo é um exemplo claro de como podemos unir responsabilidade ambiental, eficiência operacional e visão de futuro para enfrentar os desafios do saneamento. Cada iniciativa nossa — do tratamento correto do lodo ao reaproveitamento de materiais — reforça o papel da empresa como agente transformador nas comunidades em que atuamos”, afirma Marilene Ramos, diretora de Relação Institucional e Sustentabilidade do Grupo Águas do Brasil.

Essas ações se alinham ao compromisso do Grupo com o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e são parte de uma estratégia mais ampla, como o desenvolvimento do Plano Estratégico de Gestão de Lodo (PEGL). Em 2024, o Grupo ampliou o volume de lodo de suas estações enviado para destinação sustentável, transformando o que seria resíduo em novos produtos ou insumos, como os biossólidos para agricultura e os próprios tijolos ecológicos, reduzindo o envio para aterros e fomentando a economia circular. A Águas do Brasil promove também desde 2019 o projeto Olhar Ambiental – Trata Óleo, que realiza a coleta de óleo de cozinha usado para evitar a contaminação dos recursos hídricos. Até o momento, já foram recolhidos mais de 255 mil litros de óleo, o que evitou a poluição de aproximadamente 6,3 bilhões de litros de água — o equivalente a mais de 2.500 piscinas olímpicas. Somente nos dois primeiros meses de 2025, foram coletados mais de 15 mil litros, preservando cerca de 386 milhões de litros de água. A iniciativa conta com quase 700 pontos de coleta espalhados pelo estado e parcerias com diversas cooperativas locais, como Coopervot, Cooperioleo, Ascamp e Recicla Resende. O programa também evitou a emissão de 860 mil quilos de CO₂ equivalente, o que representa a poluição gerada por cerca de 2.430 veículos populares em circulação mensal.

Além das ações de tratamento de resíduos líquidos e óleos, o Grupo investe em economia circular e reaproveitamento de materiais. Em Nova Friburgo, uniformes usados, por exemplo, são transformados em brindes por costureiras locais, incentivando o empreendedorismo feminino e a redução do descarte têxtil. Na ETE Ponte dos Leites, o Grupo implementou os wetlands, sistemas naturais ou construídos que utilizam plantas e microrganismos para tratar e filtrar efluentes. Parte das podas vai para o projeto Ecofibras, de cunho social e profissionalizante. A iniciativa promove a capacitação no artesanato de adolescentes de escolas públicas e pessoas com deficiências intelectuais e motoras, promovendo conscientização ambiental com criatividade e responsabilidade. “Com uma atuação pautada pela responsabilidade socioambiental, inovação e eficiência, a empresa segue contribuindo com um legado sustentável e gerando valor para as comunidades onde atua”, diz Marilene.

O Grupo destaca seu empenho na universalização do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário, evidenciado pela expansão da cobertura em suas áreas de atuação, incluindo a recente concessão em Teresópolis (com a operação da concessionária Águas da Imperatriz). Em 2024, no primeiro ano de trabalho, o Grupo promoveu 1,4 milhão de ligações ativas de água, trazendo muitos benefícios para os moradores. A eficiência operacional é outro pilar central, com a redução do índice de perdas hídricas para 24,7%, impulsionada pelo Programa Águas de Valor - programa de redução de perdas de água que já conseguiu evitar a perda de 17,5 milhões de metros cúbicos de água, desde que a iniciativa foi lançada, em 2018. Além do resultado da implementação de tecnologias avançadas de monitoramento e controle. A modernização dos sistemas supervisórios e o uso de inteligência artificial na gestão de clientes e controle de perdas contribuem para a otimização dos recursos e aumento da produtividade.

As iniciativas da companhia são orientadas por sistemas de gestão ambiental certificados. O Grupo, juntamente com as concessionárias Pará de Minas, Águas de Paraty e Águas de Niterói, possui a certificação ISO 14001 (conquistada em 2023), norma internacional que atesta o comprometimento com a redução de impactos ambientais, o uso racional de recursos e a melhoria contínua dos processos. Segundo Marilene Ramos, a certificação fortalece a cultura de sustentabilidade entre os colaboradores e reforça a credibilidade do Grupo junto ao mercado, clientes e à sociedade.

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