Amanco Wavin usa MND em obras do metrô e evita lançamento de esgoto

Tatuzão da Linha 2-Verde passou a 10 metros sob o Córrego Aricanduva, onde coletores da Sabesp de até 2,1 metros de diâmetro foram reabilitados por dentro
A Amanco Wavin utilizou a solução de Métodos Não Destrutivos (MND) na intervenção de duas tubulações sob o Córrego Aricanduva, durante as obras de expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, e preservou a destinação adequada de cinco bilhões de litros de esgoto, evitando que esse volume fosse lançado no meio ambiente, sem tratamento. A iniciativa, inédita em uma obra metroviária no Brasil, permitiu recuperar a infraestrutura de saneamento sem grandes escavações na superfície.
Durante 20 dias de trabalho, o Tatuzão atravessou um trecho de 80 metros sob o Córrego Aricanduva, onde passam duas tubulações de grande porte da Sabesp, com diâmetros de 1,2 metro e 2,1 metros, responsáveis por transportar o esgoto de diferentes redes da região. “Como a escavação ocorreu a cerca de 10 metros abaixo do leito do córrego, era necessário garantir a continuidade da operação da rede, as condições do entorno e a impossibilidade de executar grandes escavações. Para isso, a união da nossa experiência com a capacidade técnica do CML2 (consórcio responsável pela obra), resultou na operação segura do sistema de desvio provisório (bypass) e proporcionou as condições ideais para a reabilitação estrutural do coletor, sem ocorrência de extravasamentos”, explica Fabiana Castro, Diretora de Infraestrutura e Novos Negócios da Amanco Wavin.
A tecnologia “espiralada”, Spiral Wound Pipe Rehabilitation (SPR), foi utilizada para reabilitar o coletor e utilizou a própria tubulação como estrutura de segurança para absorver volumes excepcionais durante períodos de chuva. A instalação foi realizada dentro da tubulação existente e, a partir da superfície, foi alimentada por um perfil de PVC contínuo e enrolado em espiral no interior da estrutura original, formando uma nova tubulação independente. Posteriormente, o espaço entre as duas estruturas foi preenchido com graute, um material de alta resistência composto por argamassa fluída, com o objetivo de preencher espaços onde o concreto comum não penetra.
Além das medidas operacionais necessárias para a passagem da tuneladora, o coletor de 2,1 metros recebeu um reforço estrutural permanente, já que permanecerá sobre o futuro túnel durante toda a vida útil do empreendimento. Já no caso da tubulação de 1,2 metro, também foram implantados os sistemas provisórios de bombeamento, além de tubulação de desvio auxiliar por gravidade, garantindo redundância operacional durante os períodos de chuva. “Além de uma operação eficiente, o grande destaque da solução utilizada na obra é a mitigação dos riscos ambientais. Garantir a continuidade da destinação correta do esgoto, sem nenhum extravasamento para o meio ambiente, é fruto do propósito da Amanco Wavin de contribuir para o bem-estar das pessoas e para o desenvolvimento saudável e sustentável da sociedade”, concluiu Fabiana.












