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TECNOLOGIA

Augen apresentou saneamento 4.0 na Fenasan

Augen apresentou saneamento 4.0 na Fenasan

As soluções desenvolvidas são para monitoramento, medição, controle e tratamento de água, efluentes e esgoto

Empresa de engenharia e inovação, a Augen desenvolve tecnologias de inteligência artificial para promover a digitalização dos processos de tratamento de água. A empresa apresentou uma mostra desse saneamento digital durante a Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan).

A gaúcha Augen mostrou soluções, cases e sanou as dúvidas junto ao público. As soluções desenvolvidas são para monitoramento, medição, controle e tratamento de água, efluentes e esgoto. É o chamado saneamento digital ou saneamento 4.0. Com metodologia própria, é possível implementar soluções plug and play ou também desenvolver alternativas customizadas.

O saneamento digital consiste no desenvolvimento e aplicação de softwares com capacidade de avaliar as características da água, efluente ou esgoto a ser tratado, além de verificar o histórico de operação e tratamento. A partir dessas informações, constrói-se um modelo matemático, que vai sendo aperfeiçoado à medida que o trabalho se realiza – é o “aprendizado da máquina”.

“A solução permite a digitalização dos processos para tratamento adequado da água. Além de ganhos operacionais, uma vez que não há desperdícios de insumos nem a aplicação daqueles que podem prejudicar tubulações e sistemas, há o ganho principal: um tratamento da água e efluentes com mais eficiência e qualidade”, diz o CTO e co-fundador da Augen, Cezar da Rosa. A Augen Engenharia opera há cinco anos. Inicialmente, o foco era o saneamento urbano, mas, agora, a empresa está expandindo sua atuação para o saneamento industrial também.

A tecnologia desenvolvida pela empresa é denominada Sata, acrônimo para Sistema de Análise e Tratamento de Água e envolve três etapas - o diagnóstico da água em cada estação, o desenvolvimento da solução atendendo às especificidades dessa água e a implementação da solução propriamente dita. "Ao final das três etapas", detalha o CTO da Augen, "caso a solução ainda não esteja rodando perfeitamente, retomamos as etapas de diagnóstico, desenvolvimento e implementação até que esteja tudo rigorosamente funcional. Para que, ao fim de tudo, a transformação digital possa oferecer ao gestor da estação de tratamento procedimentos automatizados, interativos e dados para auxiliar a sua tomada de decisão”.

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SANEAMENTO
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Artigo por Patrick Baudon Por Patrick Baudon * O saneamento básico é um dos principais assuntos relacionados ao desenvolvimento social e econômico do País e existe grande pressão de seu alinhamento com foco nos resultados ambientais, sociais e de governança (ESG). E, embora o setor ainda tenha um relativo atraso em evolução tecnológica quando comparado a outros setores da economia, a projeção é de que o saneamento receba nos próximos anos um montante de recursos em um ritmo nunca observado, aponta pesquisa realizada pela EY e a Abdib. A necessidade de investimentos rápidos e certeiros é puxada pelo Marco Legal do Saneamento Básico, que prevê redução do nível de perda de água de 51% para 33% até 2033. Além disso, atualmente apenas 55% da população brasileira é coberta com rede de esgoto e 84,1% com abastecimento de água por rede. Pelo Marco Legal, empresas do setor precisam atender 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033. Outro ponto que traz uma revolução no setor é que, desde 2021, empresas privadas podem concorrer em leilões de concessões de empresas de saneamento, o que gera a necessidade de grandes investimentos para que exista uma governança completa em termos de sistemas e dados, e a possibilidade de escalonamento, já pensando na entrada de novas concessões na operação. Com isso, grandes investimentos serão feitos e a tecnologia será a habilitadora para atingir esses objetivos desafiadores. O uso da de tecnologias como Inteligência Artificial, Big Data e de dispositivos IoT (Internet das Coisas) entram como artifício fundamental na gestão de perdas, tanto técnicas quanto comerciais, e trazem a possibilidade de rastrear e coletar dados para apoiar na tomada de decisão, na predição de eventos, no combate aos vazamentos, nas falhas nos sistemas de medição e nas ligações clandestinas entre outros indicadores. Com a IA, é possível agilizar processos que antes demoravam de 30 a 45 dias para se gerar uma informação e, agora, passamos a tê-la em tempo real, assim como é possível obter insights preditivos de ações, como o volume de água que um bairro vai consumir em determinado horário para monitorar padrões suspeitos de consumo. Além de possibilitar uma gestão mais eficiente para as empresas de saneamento, a IA gera diversos ganhos como a economia direta em energia, que corresponde a 40% dos custos do tratamento de água, produtos químicos, uso de equipamentos, diminuição de atividades sobrepostas e melhor direcionamento de seus investimentos, entre outros aspectos. Já para o consumidor, o uso de tecnologias promove a melhoria no serviço prestado e no atendimento pelos canais de comunicação. É possível, por exemplo, desenvolver soluções que apoiem o usuário a ter mais entendimento da sua fatura, além de promover a autoleitura do seu consumo de água e fornecer informações sobre interrupções de fornecimento em sua região, entre outros serviços. Para atingir as metas do Novo Marco Legal, as empresas precisam reduzir o nível nacional de perdas de água, assim como se alinhar à agenda ESG e fazer uma gestão com visão globalizada. Estes desafios só serão possíveis com a mudança de gestão, objetivando a melhoria de processos e o investimento em infraestrutura e inovação. O investimento em tecnologia permitirá às empresas terem uma maior assertividade em todos esses processos, possibilitando uma tomada de decisão baseada em fatos e a melhoria contínua do atendimento ao cliente. * Patrick Baudon é Diretor comercial de Energy & Utilities da Engineering. companhia global de Tecnologia da Informação e consultoria especializada em Transformação Digital.

15 de fevereiro, 2022
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ÁGUA
Siemens apresenta soluções digitais

A Siemens promoveu, em junho, o webinar ‘Como a digitalização soluciona os desafios da indústria da água e saneamento?’ para apresentar as soluções da companhia para gerenciamento de água que proporcionam maior transparência e ajudam a identificar o potencial de otimização e economia para aumentar a segurança do fornecimento de água. Pablo Fernández, Desenvolvedor de Negócios / Especialista de Vendas da Siemens no Brasil, comentou que os principais desafios na indústria da água e saneamento estão relacionados ao uso sustentável do insumo, e como a digitalização pode auxiliar ao máximo que ativos sejam mais eficientes e tenham redução de custos. “Com o aumento crescente da urbanização e uma demanda latente por serviços públicos de qualidade, a urgência de um processo de otimização da gestão de águas e resíduos torna-se cada vez mais imperativa”, diz Fernández. Segundo o executivo, o portfólio de soluções digitais Siemens visa atender a essa necessidade no mercado ao garantir a confiabilidade no fornecimento desses serviços, além de aumentar a sua disponibilidade de todo o sistema, comenta Fernández. O portfólio disponível no Brasil inclui um conjunto de soluções que podem ser combinadas e personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente. Entre os benefícios do novo portfólio, estão: controle e gestão otimizada da qualidade e quantidade de água fornecida, consumida e desperdiçada: maior controle da rede de fornecimento e distribuição; e detecção de problemas na rede com previsibilidade, o que se traduz em uma utilização mais eficiente de recursos. Na lista de soluções para o setor de água e saneamento estão a Siwa Optim, que controla de forma inteligente e otimizada o consumo de energia de bombas e válvulas, com base nos dados mais recentes do sistema e previsões de demanda, bem como nos preços diários atualizados de energia. A solução permite ainda que os operadores reduzam o consumo de energia em até 15% e garantam a segurança do fornecimento de água. Já o Siwa Leak é um sistema para detectar vazamentos maiores e crescentes em tubulações de transporte de água. Fornece continuamente à operação informações sobre o status da rede de transporte de água, o que - no caso de um vazamento - fornece um ponto de partida preciso para a tomada de decisões e ações corretas. O Siwa LeakPlus é desenvolvido pela BuntPlanet - empresa parceira da Siemens – e é uma solução de detecção de vazamentos em redes de distribuição de água. Com o suporte da computação em nuvem, inteligência artificial e simulações hidráulicas, os vazamentos podem ser detectados de maneira fácil e totalmente automática e corrigidos logo no início. Os benefícios da digitalização de soluções de água e saneamento com a linha Siwa já foram implementadas em outros países e atingiram redução de perdas de água de até 85% na rede, diminuição de rompimento de tubulações em 20% e economia de energia de 15% na operação de bombas, além de auxiliar com informações precisas a tomada de decisão e o desenvolvimento de novos negócios dos clientes. Outro produto da linha é o Siwa Burst, que analisa flutuações de alta frequência com a utilização de algoritmos inteligentes. As anomalias de pressão identificadas são classificadas para localizar rompimentos de tubulações em tempo real. Áreas danificadas podem ser detectadas e localizadas com uma precisão de 20 a 50 metros. Já o Siwa Sewer é uma solução para controle da rede de esgoto e calcula a necessidade de intervenções de controle em sistemas de drenagem usando algoritmos de otimização. Desta forma, o SIWA Sewer garante a performance ideal da rede de esgotos, assegurando a correta destinação das águas residuais. Além disso, a solução otimiza o desempenho do tratamento de água, estabilizando a entrada na estação de tratamento para que o operador possa operar a planta com mais eficiência, além de atuar de forma inteligente em situações de enchentes. O Siwa Cockpit é solução para criação de dashboards para transformar dados em informações. Ela utiliza resultados analíticos para dar suporte à decisão da empresa visando melhor escalabilidade e desempenho. O Siwa Cockpit possui funções analíticas integradas e capacidade de conexão com vários softwares analíticos de terceiros, se adaptando a diferentes níveis de estrutura da planta.

20 de julho, 2020
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PERDA DE ÁGUA
Suez mostra cases de combate na Fenasan

Durante a Fenasan 2017, a Suez apresentou resultados de contratos de performance para combater o desperdício de água tratada em São Paulo e Pernambuco. De acordo com o engenheiro Flávio Lemos, diretor de Serviços da Suez Brasil, a prestação de serviços de controle de perdas de água potável para companhias estaduais tem se mostrado um negócio extremamente vantajoso, pois tem permitido às operadoras atender melhor a demanda de seus usuários sem precisar expandir sua produção. “Há 10 anos estamos atuando com a Sabesp e vimos aperfeiçoando juntos esse tipo de contrato”, informou. “Nosso desempenho vem melhorando paulatinamente, prorrogando a vida útil dos ativos, reduzindo os custos de energia e aumentando a eficiência do abastecimento da população. A expectativa é que essa evolução também ocorra na relação com a Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) no trabalho de redução de perdas em Olinda.” Lemos afirmou que as soluções tecnológicas exclusivas da Suez oferecidas a clientes, como gerenciamento dos sistemas de abastecimento de água em tempo real, com consumo de energia otimizado e monitoramento digital de todos os processos, está ajudando as cidades a se prepararem para se tornar inteligentes: "Em 2050, 66% da população mundial viverá nas cidades," diz o diretor de Serviços da Suez Brasil. "Os centros urbanos vão competir cada vez mais para atrair visitantes, moradores, empresas e investimentos. E só as cidades que atenderem às expectativas de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos é que se serão bem sucedidas".

10 de outubro, 2017
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EVENTOS
Fenasan acontece em agosto

A Feira Nacional de Saneamento Ambiental (Fenasan) ocorre entre os dias 16 e 18 de agosto, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo. A edição 2016 tem como tema “Água ou escassez: Qual é o futuro que queremos?”. A expectativa da Fenasan 2016 é receber mais de 20 mil pessoas e 250 expositores, números similares ao da última edição. O público da feira é formado por técnicos, acadêmicos, universitários, gestores, empresários e membros da comunidade científica dos setores de saneamento, energia e meio ambiente. Até o momento já foram enviados 180 trabalhos técnicos e feitas mais de 1.000 inscrições para o Congresso, 100 % a mais do que em 2015. Entre os expositores, a feira receberá empresas nacionais e vindas de outros países, como Estados Unidos, Israel, Alemanha, Itália, Dinamarca e China, que dobrou sua representatividade, em 2016, com seis estandes. Já foram definidas algumas temáticas para palestras institucionais e mesas redondas desse 27º Congresso Técnico. A da palestra magna da manhã de abertura dos trabalhos (às 11 horas do dia 16.08) será intitulada com o tema do Congresso: “Água ou escassez: qual o futuro que queremos?”. Dentre as palestras institucionais estão previstas: “Gestão Inovadora do Sistema Produtor do São Lourenço - SPPL”, “O que os líderes precisam fazer para mudar o saneamento no Brasil?”, “Probiogas”, “Plano de Segurança da Água no Brasil” , " "Experiência Europeia em recuperação de Resíduos em Estações de Tratamento de Esgoto" e “Direitos da Natureza”. E entre as mesas redondas, já estão em formações: “Evolução da garantia de resultados para controle de qualidade”, “Aedes Aegypt: desafios para o saneamento”, “Lições aprendidas com a crise hídrica”, “Universalização para áreas de inclusão social”, “Segurança de barragens e sistemas de gestão de riscos”, “Irrigação na agricultura com medidas tecnológicas para evitar o desperdício de água”, “Desafios da regulação do setor de saneamento” e “O desafio da preservação e recuperação de mananciais. (SNA, habitação, Prefeitura, recursos hídricos, DAEE)”. Também serão oferecidos três cursos : "Conservação e Reúso de Água como Instrumentos de Gestão", com o prof. dr. Ivanildo Hespanhol (USP) , em 16.08. “ Viabilidade Econômica de Projetos de Redução de Água e Energia Sem Sistema de, Saneamento - Eficiência Energética para o Saneamento” , com o prof. dr. Heber Pimentel Gomes (UFPB), em 17.08 e “ Utilização do Software ALLIEVI ” , com o prof. dr. Edmundo Koelle, em 18.08. Maiores informações podem ser obtidas no site www.fenasan.com.br .

12 de julho, 2016