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ESGOTO

Atibaia Saneamento implanta telemetria para acompanhar coleta

Atibaia Saneamento implanta telemetria para acompanhar coleta

A telemetria conecta os equipamentos instalados em pontos da rede de coleta e transporte de esgoto ao CCO.

Empresa do Grupo Iguá, a Atibaia Saneamento implantou sensores e sistemas de telemetria que enviam informações continuamente ao Centro de Controle Operacional (CCO), possibilitando acompanhar a coleta de esgoto em tempo real, e gerando uma operação mais segura, ágil e econômica, com menor risco de falhas e maior proteção ambiental. A telemetria conecta os equipamentos instalados em pontos da rede de coleta e transporte de esgoto ao CCO. Os dados coletados são organizados em plataformas digitais, cruzados em relatórios históricos e exibidos em painéis de fácil visualização. Esse processo garante que qualquer anomalia seja identificada de imediato, facilitando respostas rápidas e reduzindo custos de manutenção.

Além de evitar transtornos, a tecnologia reforça o planejamento estratégico da rede e analisa de forma integrada padrões de comportamento do sistema, o que possibilita otimizar o uso de energia, direcionar equipes técnicas de forma mais eficiente e prolongar a vida útil da infraestrutura instalada. Outro benefício está na sustentabilidade, uma vez que a telemetria previne e reduz perda e a operação diminui impactos ambientais, além de garantir maior equilíbrio no uso dos recursos.

Essa abordagem torna o serviço não apenas mais confiável para a população, mas também mais alinhado às metas de desenvolvimento sustentável. “O monitoramento inteligente do esgotamento sanitário é fundamental para garantir eficiência e segurança. Ao identificar falhas com antecedência, conseguimos agir rapidamente, preservando a saúde da população e o equilíbrio ambiental”, afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento. Com o uso da telemetria e da análise de dados, o índice de tratamento de esgoto na cidade passou de 40% para 81% na última década, beneficiando cerca de 11.400 pessoas e garantindo mais eficiência, economia e sustentabilidade à cidade.

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Com a recente entrega da ETE Caetetuba, realizada em dezembro de 2020, a capacidade de tratamento de esgoto no município de Atibaia (SP) foi ampliada para 83,7% de todo esgoto coletado na cidade. Para Mateus Banaco, diretor da Atibaia Saneamento, a falta de coleta e tratamento de esgoto pode gerar prejuízos a longo prazo, o que reflete na saúde e qualidade de vida da população. “Temos trabalhado para elevar os índices de esgotamento sanitário na cidade através, entre outras medidas, da construção e modernização de EEEs (Estações Elevatórias de Esgoto) e ETEs. Sabemos que assim levaremos também mais saúde para os moradores de Atibaia e ficaremos mais próximos de alcançar a universalização do esgotamento sanitário no município”, comentou Banaco. A coleta e tratamento de esgoto fazem parte dos serviços do saneamento básico, porém, no Brasil, nem todos os municípios têm acesso a um sistema completo de esgotamento sanitário. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2019, 54,1% dos brasileiros têm o esgoto coletado, mas o índice de tratamento com relação a água consumida é de apenas 49,1%. A falta de tratamento de esgoto aumenta a transmissão de doenças e compromete a saúde pública, causando enfermidades como cólera, disenteria, meningite, amebíase e hepatite A e B. Para o meio ambiente, o lançamento do esgoto sem tratamento nos rios, lagos e córregos provoca um enorme desequilíbrio no ecossistema, podendo levar a mortalidade dos peixes, acúmulo de agrotóxicos e metais em animais e plantas aquáticas e até baixa concentração de oxigênio nas águas.

24 de fevereiro, 2021