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TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

BNDES aprova R$ 120 milhões para projeto da ION Energia

BNDES aprova R$ 120 milhões para projeto da ION Energia

A instituição aprovou R$ 84 milhões por meio do Novo Fundo Clima – Máquinas Verdes, com prazo de utilização que pode chegar a um ano, e R$ 36 milhões no âmbito do produto BNDES Máquinas e Serviços, que poderá ser utilizado em até três anos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou limite de crédito total de R$ 120 milhões para financiar investimentos da ION Energia para aquisição de máquinas e equipamentos relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos, com foco em sistema de armazenamento tipo Bess (battery energy storage system) e geração de energia renovável.

A instituição aprovou R$ 84 milhões por meio do Novo Fundo Clima – Máquinas Verdes, com prazo de utilização que pode chegar a um ano, e R$ 36 milhões no âmbito do produto BNDES Máquinas e Serviços, que poderá ser utilizado em até três anos. "O BNDES é o maior financiador de energia renovável do mundo, segundo a Bloomberg, e o Brasil, referência internacional em energia limpa, pode aproveitar esse diferencial competitivo para, inclusive, incluir investimentos em com alta tecnologia, como armazenamento. Essa operação atende aos objetivos da Nova Indústria Brasil, política industrial do governo Lula, de ter uma indústria cada dia mais sustentável", afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

"Muitos de nossos clientes querem utilizar soluções com baterias, mas não dispõem de capital para investir. Com esta linha de crédito, poderemos aumentar nossa oferta de soluções para que eles possam fazer essa transição energética sem a necessidade desse investimento inicial", diz o diretor presidente da ION Energia, Paulo Daniel Baraldi.

A ION Energia pertence ao Grupo Gera, e foi constituída em 2015 para atuar na comercialização e locação de produtos destinados à geração de energia elétrica por meio de soluções sustentáveis, em especial sistemas de armazenamento de energia Bess e geração fotovoltaica. A empresa também presta serviços de engenharia, instalação, operação e manutenção.

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BNDES aprova mudanças para o Fundo Clima

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mudanças no programa Fundo Clima. A partir de agora, o subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes poderá ser acessado por pessoas físicas, com direito a financiamento para projetos de instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários). Os recursos poderão ser contratados em operações indiretas somente por meio de bancos públicos. Com os consumidores podendo instalar sistemas de geração de energia solar deverá haver uma redução na conta de energia dos mesmos. Com a implantação do sistema de energia solar, a dependência da energia fornecida pela concessionária será menor, a depender da região do país. A pessoa física poderá fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora. Além disso, a geração distribuída traz um benefício para o sistema elétrico, já que conta com vários pontos de geração espalhados por residências e comércio, reduzindo o risco de interrupção do fornecimento de energia. Os limites do Fundo Clima alcançam 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas (empresas, prefeituras, governos estaduais e produtores rurais), o custo financeiro do Fundo Clima é reduzido: para renda anual até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 0,9% ao ano. Para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano. A remuneração dos agentes financeiros é limitada até 3% ao ano. Uma vez aplicada a remuneração máxima definida pelos bancos públicos, as taxas finais passam a ser as seguintes: para renda anual até R$ 90 milhões, o custo final é de 4,03% ao ano; para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo final é de 4,55% ao ano. O programa permite carência de 3 a 24 meses, com prazo máximo de 144 meses. A vigência para adesão vai até 28 de dezembro de 2018.

15 de junho, 2018