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ENERGIA RENOVÁVEL

Brasil e China podem ampliar investimentos

Brasil e China podem ampliar investimentos

Recentemente, Brasil e China assinaram 15 acordos de cooperação

Para o cientista político e diretor-executivo da ONG Agenda Pública, Sério Andrade, O Brasil demonstra interesse em ampliar a produção nacional de placas fotovoltaicas e equipamentos de energia renovável nos próximos anos. “O governo tem se alinhado em relação ao entendimento majoritário global de que é preciso investir em energia renovável para que os países tenham um desenvolvimento sustentável com a preservação do meio ambiente”, analisa. “O Brasil ainda conta com uma condição particular. É extenso e diversificado do ponto de vista econômico, o que faz com que cada um dos seus 5.568 municípios tenha que encontrar a melhor forma de reestruturar e diversificar as suas economias para que haja espaço para práticas sustentáveis e com baixa emissão de carbono”, afirma.

Recentemente, Brasil e China assinaram 15 acordos de cooperação para áreas como a tecnologia de semicondutores. O presidente Lula defende o investimento em fontes renováveis, o que passa pela integração das fontes eólica e solar com a rede convencional. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também tem defendido que o Brasil passe por uma reindustrialização sustentável.

É comum que atualmente os países busquem cada vez mais um modelo de transição justa, quando é promovida uma mudança da base econômica gradual e planejada para modelos mais sustentáveis e de baixa emissão de carbono. O desafio é esse momento de transição não ter impacto negativo junto à população com o fechamento de postos de trabalho, por exemplo. “É fundamental manter a coesão social e formar e requalificar os trabalhadores afetados, assim como preparar os jovens para os empregos futuros. É o que está previsto no preâmbulo do Acordo de Paris, ratificado pelo nosso país em 2015. E, no caso do Brasil, é necessário que haja cooperação entre todos os governos e entes federativos”, acrescenta o cientista político.

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4 de outubro, 2021