SANEAMENTO

Cagece critica números do Trata Brasil

Cagece critica números do Trata Brasil

Cagece critica números do Trata Brasil, no que se refere à cobertura dos serviços de saneamento

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) critica números do Trata Brasil, no que se refere à cobertura dos serviços de saneamento. Retirados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS, os indicadores mencionam um ranking de saneamento referente a 2021 que não representam os índices da companhia. Além de possuírem um delay de dois anos, a Cagece diz que os percentuais de disponibilização das redes não são citados no documento.

Segundo a Cagece, o percentual de esgotamento sanitário em Fortaleza é de 67% e de 48,4% para Caucaia. Já o abastecimento de água está em 99,6% em Fortaleza e 97,6% no município da Região Metropolitana de Fortaleza. “A Cagece atua com equipes sociais no porta a porta que têm como objetivo informar sobre a obrigatoriedade de interligação e os benefícios de utilização das redes para a segurança sanitária das famílias”, diz a gerente de Responsabilidade e Interação Social da Cagece, Robervânia Barbosa. Para a gerente, a cobertura significa levar em consideração a disponibilização do serviço, pronto para utilização, na porta dos imóveis. Fatores como a não interligação das casas aos sistemas oferecidos podem comprometer os dados de atendimento.

A Cagece atua em 24 municípios com uma Parceria Público-Privada (PPP), que irá aumentar a cobertura do esgotamento sanitário para 90% até 2033, índice de universalização, segundo o Novo Marco Legal. Além disso, a companhia planeja atingir 95% em 2040. Ao todo, cerca de R$ 19 bilhões estão sendo investidos neste projeto.No momento, o primeiro bloco da PPP, que contempla 17 municípios, está na fase de operação assistida, que consiste no repasse de informações técnicas entre a Cagece e a empresa parceira Ambiental Ceará. Fortaleza e Caucaia estão incluídas no segundo bloco da PPP, que segue em fase de análise de documentação da empresa arrematante.

A Ambiental Ceará vai atuar nesses municípios realizando melhorias operacionais, ampliação e implantação de sistemas de esgotamento sanitário, incluindo redes coletoras de esgoto, estações elevatórias, estações de tratamento, linhas de recalque e ligações domiciliares e prediais. O superintendente de Gestão de Parcerias da Cagece, Carlos Rossas, informa que além da PPP de esgoto, a Cagece deu continuidade à contratação de obras por conta própria para ampliar a cobertura dos serviços: “Até 2026, a execução das nossas obras elevarão a cobertura dos serviços para 75% na capital. Com isso, mostramos a importância do planejamento da Cagece para a universalização dos serviços, mesmo antes do Novo Marco Legal”.

Na capital cearense, a Cagece executa nove obras que de ampliações e melhorias de sistemas de coleta e tratamento de esgoto, assim como tratamento e abastecimento de água. Apenas nessas obras que já estão em execução na capital, a Cagece está investindo cerca de R$ 630 milhões para atender a uma população de mais de 1 milhão de pessoas.


Artigos Relacionados

Escassez hídrica exige nova governança e ação integrada, apontam especialistas
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Escassez hídrica exige nova governança e ação integrada, apontam especialistas

Debate promovido, em São Paulo, reúne especialistas do setor para discutir desafios da gestão da água, impactos das mudanças climáticas e caminhos para garantir segurança hídrica no Brasil

1 de abril, 2026
O paradoxo da água no Brasil
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
O paradoxo da água no Brasil

Falhas na infraestrutura e na gestão comprometem saúde pública, produtividade e o uso eficiente dos recursos hídricos no país

1 de abril, 2026
Governança e Saneamento no Vale do Ribeira
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Governança e Saneamento no Vale do Ribeira

A gestão dos recursos hídricos no Brasil fundamenta-se em um modelo descentralizado e participativo, tendo nos Comitês de Bacias Hidrográficas sua expressão máxima de governança. Na UGRHI 11 o CBH-RB concilia a preservação da Mata Atlântica com desenvolvimento socioeconômico.

1 de abril, 2026
O futuro do saneamento passa pela inovação e ele já está em curso
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
O futuro do saneamento passa pela inovação e ele já está em curso

Entre desafios estruturais e avanços tecnológicos, o Brasil acelera a modernização do setor com foco em eficiência, universalização e qualidade de vida.

1 de abril, 2026
Ranking do Saneamento 2026 mostra contraste entre eficiência e atraso no país
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Ranking do Saneamento 2026 mostra contraste entre eficiência e atraso no país

Estudo aponta avanços em municípios mais estruturados e reforça a urgência de ampliar investimentos para universalização até 2033

1 de abril, 2026
Risco climático no Brasil: por que desastres vão além do clima
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Risco climático no Brasil: por que desastres vão além do clima

A interação entre eventos extremos, ocupação urbana e desigualdade social amplia impactos e desafia políticas públicas

1 de abril, 2026
ESG no Saneamento: tendência ou obrigação?
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
ESG no Saneamento: tendência ou obrigação?

1 de abril, 2026
Universalização do saneamento e impactos sociais: segurança jurídica, investimento e transformação estrutural
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Universalização do saneamento e impactos sociais: segurança jurídica, investimento e transformação estrutural

1 de abril, 2026