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Combustíveis fósseis perdem espaço no Japão

Um novo relatório do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA), lançado durante a Conferência da Fundação de Energias Renováveis do Japão (JREF), mostrou que os combustíveis fósseis serão os principais perdedores no setor de energia no país asiático. "Com quase US$ 20 bilhões investidos anualmente em novos desenvolvimentos solares que estão trazendo 8 GW ao ano de eletricidade alimentada por energia solar, o Japão é um dos três maiores mercados globais de instalações solares atualmente. O país está fazendo jus ao seu epíteto de Terra do Sol Nascente ", resumiu o autor Tim Buckley, Diretor de Estudos em Finanças e Energia do IEEFA. O Japão fica atrás da China, com 15 GW de instalações. Os Estados Unidos apresentaram 7,5GW de instalações solares. Desta forma, o total de instalações solares japonesas podem ter atingido cerca de 30 GW no final de 2015 e estão a caminho de exceder os 50 GW até 2020. A Associação de Energia Fotovoltaica do Japão publicou, em abril passado, um documento de estratégia que define como o país pode chegar a 100 GW de capacidade de geração fotovoltaica instalada em 2030. Isto implicaria na geração anual de mais de 110TWh de produção de energia solar, o que equivale a 15% da demanda total de eletricidade do Japão. "Como estamos vendo em todo o mundo, o crescimento das energias renováveis, combinado com significativos avanços em eficiência energética, está tendo um impacto tangível sobre os combustíveis fósseis", destacou Buckley. Apesar disso, o Japão ainda conta com 47 usinas de energia movidas a carvão e seus investidores devem ter cautela nestas transformações, para não transformar as unidades em algo antieconômico. O IEEFA observa que se o Japão construir novas usinas movidas a carvão o resultado será a subutilização do parque. Isto já aconteceu com a China, onde a taxa de utilização das usinas a carvão caiu de pouco mais de 60% em 2011 para um recorde de baixa de 49,4% em 2015. Da mesma forma, na Índia o acréscimo anual de 15GW de novas usinas movidas a carvão encontrou uma demanda mais fraca do que o previsto. O resultado: a taxa de utilização do setor de energia a carvão da Índia caiu de 75% em 2011 para uma taxa média estimada de 61% em 2015 (com IEEFA prevendo uma nova queda para um recorde de 57-58% em 2016). "Como vimos na Índia, China, Austrália e Europa, a redução de custos das energias renováveis, catalisada pelo imperativo de reduzir as emissões de carbono, está rapidamente tornando redundante o acréscimo de geração de carvão térmico", explicou Buckley. "Hoje, o Japão tem uma grande oportunidade de se beneficiar desta tendência, investindo ainda mais em eficiência energética, em energia eólica e em solar e evitando o erro de novos investimentos em carvão."

Um novo relatório do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA), lançado durante a Conferência da Fundação de Energias Renováveis do Japão (JREF), mostrou que os combustíveis fósseis serão os principais perdedores no setor de energia no país asiático. "Com quase US$ 20 bilhões investidos anualmente em novos desenvolvimentos solares que estão trazendo 8 GW ao ano de eletricidade alimentada por energia solar, o Japão é um dos três maiores mercados globais de instalações solares atualmente. O país está fazendo jus ao seu epíteto de Terra do Sol Nascente ", resumiu o autor Tim Buckley, Diretor de Estudos em Finanças e Energia do IEEFA. O Japão fica atrás da China, com 15 GW de instalações. Os Estados Unidos apresentaram 7,5GW de instalações solares. Desta forma, o total de instalações solares japonesas podem ter atingido cerca de 30 GW no final de 2015 e estão a caminho de exceder os 50 GW até 2020.

A Associação de Energia Fotovoltaica do Japão publicou, em abril passado, um documento de estratégia que define como o país pode chegar a 100 GW de capacidade de geração fotovoltaica instalada em 2030. Isto implicaria na geração anual de mais de 110TWh de produção de energia solar, o que equivale a 15% da demanda total de eletricidade do Japão. "Como estamos vendo em todo o mundo, o crescimento das energias renováveis, combinado com significativos avanços em eficiência energética, está tendo um impacto tangível sobre os combustíveis fósseis", destacou Buckley. Apesar disso, o Japão ainda conta com 47 usinas de energia movidas a carvão e seus investidores devem ter cautela nestas transformações, para não transformar as unidades em algo antieconômico.

O IEEFA observa que se o Japão construir novas usinas movidas a carvão o resultado será a subutilização do parque. Isto já aconteceu com a China, onde a taxa de utilização das usinas a carvão caiu de pouco mais de 60% em 2011 para um recorde de baixa de 49,4% em 2015. Da mesma forma, na Índia o acréscimo anual de 15GW de novas usinas movidas a carvão encontrou uma demanda mais fraca do que o previsto. O resultado: a taxa de utilização do setor de energia a carvão da Índia caiu de 75% em 2011 para uma taxa média estimada de 61% em 2015 (com IEEFA prevendo uma nova queda para um recorde de 57-58% em 2016). "Como vimos na Índia, China, Austrália e Europa, a redução de custos das energias renováveis, catalisada pelo imperativo de reduzir as emissões de carbono, está rapidamente tornando redundante o acréscimo de geração de carvão térmico", explicou Buckley. "Hoje, o Japão tem uma grande oportunidade de se beneficiar desta tendência, investindo ainda mais em eficiência energética, em energia eólica e em solar e evitando o erro de novos investimentos em carvão."

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ENERGIA SOLAR
Setor supera em potência energia fósseis

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a potência instalada total da fonte solar fotovoltaica, somando as grandes usinas solares e pequenos sistemas em residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos, já ultrapassa a soma das usinas termelétricas a carvão mineral e usinas nucleares no Brasil. O setor contabiliza 5.763,5 MW de potência, ante um total de 5.586,8 MW de termelétricas movidas a carvão mineral e nucleares. “Com isso, a potência total solar ultrapassa em quase 4% a destas termelétricas, baseadas em recursos não-renováveis e com maiores impactos ambientais ao longo de todo o seu ciclo de vida”, comenta o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk. Entre as aplicações de pequeno, médio e grande porte, o mercado solar fotovoltaico brasileiro já movimentou mais de R$ 30 bilhões em investimentos privados ao País, dos quais R$ 15,52 bilhões foram aplicados em usinas de grande porte, em especial nas regiões Nordeste e Sudeste, gerando energia para milhares de brasileiros pelo Sistema Interligado Nacional. A outra parcela, de R$ 14,59 bilhões, foram aportes diretos de pessoas, empresas, produtores rurais e governos, em pequenos e médios sistemas, espalhados por todas as regiões do País. Ao todo, são 2.928,0 MW em empreendimentos de grande porte e 2.835,5 MW nos sistemas em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Para o CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, no Brasil “a energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País”, diz Sauaia.

8 de junho, 2020
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ENERGIA SOLAR
Investimentos para descarbonizar o planeta

Segundo estudo recente da Agência Internacional de Energia Renovável (International Renewable Energy Agency – IRENA, em inglês), a potência mundial com tecnologia fotovoltaica atingiu 480,3 GW no final de 2018. Com o objetivo de descarbonizar o planeta, os cinco principais países têm investido cada vez mais em energia solar. São eles, China (175 GW), Japão (55,5 GW), Estados Unidos (49,6 GW), Alemanha (45,9 GW) e Índia (26,8 GW). O mercado de energia solar tem crescido também no Brasil e estima-se que atualmente a potência operacional total seja de 5.114,3 MW, conforme levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Entre 2012 e 2019, a associação comenta que foram criados mais de 130 mil empregos no setor. Entre as vantagens da energia solar fotovoltaica estão o fato dela ser totalmente renovável, infinita, e não emite gases poluentes, além do baixo custo de manutenção. Também ocupa pouco espaço e permite a instalação em diversos lugares, mesmo os mais remotos. De acordo com o empresário e investidor do ramo de energia renovável, Ricardo Delneri, e um dos sócios-fundadores da Renova Energia, "a fonte solar é renovável, não polui e poderá ser uma aliada importante no aumento do número de empregos no País”. “Nos painéis fotovoltaicos e nas usinas heliotérmicas, a luz solar é convertida em energia elétrica e térmica. Já no aquecimento solar, a luz solar é convertida em energia térmica”, complementa o executivo. Sua avaliação é que a fonte solar irá crescer de forma muito acentuada pelos próximos anos e que dentro de alguns anos estará na casa de milhões de brasileiros.

27 de abril, 2020
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CARVÃO
China continua a financiar projetos

Segundo relatório do Instituto para Análise Econômica e Financeira em Energia (IEEFA, sigla em inglês), apesar de liderar projetos em energia renovável, a China continua a investir recursos em empreendimentos de energia fóssil, especialmente carvão, fora de suas fronteiras. O estudo aponta que mais de 1/4 dos projetos de geração de energia à base de carvão fora da China contam com financiamento de bancos e companhias do país. Em meados de 2018 instituições do país asiático tinham proposto ou investido cerca de US$ 35,9 bilhões em projetos desse tipo em 27 países - incluindo investimentos em minas de carvão para exportação, usinas a carvão, e infraestrutura ferroviária e portuária associada - , totalizando 102 GW, sendo que 75% dessa capacidade ainda se encontra em fase de pré-construção. Os principais países a receber projetos carboníferos são Bangladesh, Vietnã, África do Sul, Paquistão e Indonésia. O Brasil figura entre os países que possuem projetos energéticos de carvão com proposta de financiamento chinês. Segundo o relatório, quase US$ 1 bilhão estão propostos para projetos que deverão resultar na geração de 940 MW de energia a base de fonte suja. Segundo Melissa Brown, consultora do IEEFA e uma das co-autoras do relatório, "as projeções mais conservadoras da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam para o declínio do comércio global de carvão nos próximos anos, e isso tem um bom motivo: os preços internacionais da energia de carvão seguem instáveis, o que deixa os países produtores desse tipo de energia presos a uma infraestrutura custosa", explica Melissa. "Em contraste, as energias renováveis estão se beneficiando de grandes melhorias tecnológicas e têm um impacto deflacionário nos preços da energia". Para Christine Shearer, outra co-autora do relatório, os países que ainda não assinaram esses acordos com a China precisam entender as mudanças no mercado global de energia antes de tomar uma péssima decisão. "Está na hora da China formalmente limitar seus investimentos em usinas termelétricas a carvão no exterior e passar a promover a adoção de energia renovável mais barata e de tecnologias de grid", diz Christine Shearer, uma das autoras do relatório. "Isso vem sendo feito dentro da China. Será que os outros países não merecem ter a mesma oportunidade?"

29 de janeiro, 2019
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ENERGIA SOLAR
Brasil deve alcançar 1,2 milhão de geradores

O Brasil apresenta 17.408 conexões, segundo a Aneel (Agencia Nacional de Energia Elétrica). Dentre as classes de consumo (comercial, iluminação pública, industrial, poder público, residencial, rural e serviço público) o consumo residencial é o que mais se destaca, superando 13 mil conexões. A opção por energia fotovoltaica – seja instalação comercial ou industrial - tem aumentado constantemente em todo território nacional. Os dados são atualizados constantemente pela Aneel. Segundo a pesquisa, os estados que mais se destacam são: (1° Minas Gerais 3.858, 2° São Paulo 3.363, 3° Rio Grande do Sul 2.061, 4° Rio de Janeiro 1.385 e 5° Paraná 1.300). Anaibel Novas, gerente da Unidade de Negócio de Energia Solar da multinacional austríaca Fronius, disse que a população brasileira tem investido cada vez mais em energia sustentável, em especial por conta das constantes secas, crise hídrica e aumentos das tarifas de energia elétrica. “O Brasil é um país rico em bases hídricas, diferente de outros países da Europa, por exemplo. Por esse motivo, as hidrelétricas são bem exploradas”. A especialista conta que ainda faltam incentivos do governo em relação ao uso, conhecimento da população em energias alternativas e os benefícios da utilização da energia renovável, que são incontáveis. Segundo a Alternative Technology Association, a Austrália deve transitar para uma rede elétrica 100% renovável até 2030, pois além de mais seguro é muito mais rentável e sustentável. Infelizmente, neste quesito, o Brasil caminha a passos lentos. Atualmente a energia solar representa apenas 1% da matriz energética brasileira. “Além de trazer redução de custos na conta elétrica, é comprovado que há valorização do imóvel, baixo impacto ambiental, energia inesgotável e redução das emissões de fases dos efeitos estufa. O investimento de R$ 12 mil em todo sistema fotovoltaico em uma residência é revertido em torno de sete a oito anos”, ressalta. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até 2024 cerca de 1,2 milhão de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil, representando 15% da matriz energética brasileira e até o 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões. A energia solar fotovoltaica é agora, depois de hidráulica e eólica, a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada no mundo. Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica. A China, Japão e Estados Unidos atualmente são os mercados de energia fotovoltaica, contribuindo com quase 6% de sua demanda de eletricidade. A Alemanha é o maior produtor, mas estima-se que em breve será superado pela China.

14 de dezembro, 2017
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ENERGIAS RENOVÁVEIS
Carvão perde espaço para energias limpas na China

Segundo o Comunicado Estatístico de 2016 sobre Desenvolvimento Econômico e Social do Escritório Nacional de Estatísticas da China, o país asiático alcançou recorde mundial de 33,2 GW instalados em 2016, o dobro do recorde anterior (15 GW), de 2015. A energia solar no grid cresceu 34% ano sobre ano para 39TWh em 2016. Até 2020, a China planeja investir US$ 360 bilhões para ampliar a participação das renováveis na sua matriz energética, impulsionando novos empregos e o desenvolvimento tecnológico. "A transformação no setor elétrico da China continua. A demanda por energia se dissociou da atividade econômica e, quando isso é combinado com o recorde de instalações de energia renovável, o resultado é que a China continua a se afastar do carvão mais rapidamente do que se esperava", analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA). "O carvão é o maior perdedor no mercado de energia chinês. Pelo terceiro ano consecutivo, a produção e o consumo caíram, enquanto a taxa de utilização dos geradores a carvão baixou para 47,5%, o mais baixo de todos os tempos", completa. A China instalou 17,3GW de energia solar no último ano, abaixo dos 29GW alcançados em 2015. A geração eólica cresceu 19%, para 211TWh. Em termos de geração de energia eólica offshore, a análise coloca o Shanghai Electric Wind Power Equipment (Sewind) da China como o maior desenvolvedor de 2016 globalmente, comissionando 489MW de nova capacidade. Quando solar e eólica são combinadas com 18GW por ano de novas capacidades em energia hidrelétrica e 5GW por ano de capacidade nuclear instalada em toda a China nos últimos quatro anos, a geração de eletricidade de emissão zero atendeu 70% do crescimento na demanda por eletricidade na China após 2013. A produção de carvão da China teve um recuo recorde de 9%, para 3,410 milhões de toneladas (Mt) em 2016. Isso reduziu a média de três anos para 4,9% ao ano; um declínio de 564Mt no total. Os resultados fizeram a Agência Internacional de Energia (AIE) a concluir que o consumo de carvão da China provavelmente atingiu seu pico em 2013. O consumo de carvão da China caiu 4,7% no ano passado na comparação com 2015. Com o crescimento no consumo de gás natural de 8% face ao ano anterior, estes dois números sugerem uma redução dramática na queima direta de carvão em usos residenciais e industriais de auto-uso. Entre 2013 e 2016 a China adicionou um total de 200GW de geração de eletricidade a carvão que hoje estão parcialmente ociosos. A conseqüência foi um colapso para uma taxa recorde de 47,5% de utilização da capacidade de carvão para o setor de energia a carvão em 2016, abaixo de um pico de curto prazo de 79% da utilização da capacidade em 2011.

7 de março, 2017
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RENOVÁVEIS
Energia solar está mais barata na Índia

Com o movimento de baixa nos preços verificado nos primeiros leilões do ano, a Índia – que acaba de ultrapassar o patamar de 50GW de capacidade instalada de energias renováveis (excluindo hidrelétricas), deve continuar investindo forte na solar. O projeto de Plano Nacional de Eletricidade da Índia, lançado em dezembro de 2016, prevê expandir em cinco vezes a capacidade gerada por energias renováveis para 258GW até 2027. Isso reduziria a atual participação de 66% das térmicas na geração de energia na Índia para 43%. "A meta de expansão das energias renováveis na Índia ficou substancialmente mais acessível para ser alcançada", comenta Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças de Energia do Instituto de Economia e Análise Financeira de Energia (IEEFA). "Os custos por unidade de energia estão caindo. Esses preços são comercialmente viáveis ​​e provavelmente serão reduzidos novamente em 2018, e novamente em 2019, já que os custos da energia solar continuam a cair globalmente em 10% ao ano”, prevê. Os fatores que estão favorecendo a queda no custo da eletricidade solar na Índia são muitos. Em primeiro lugar, os preços do módulo solar caíram 30% em relação a 2016. Em segundo lugar, o Reserve Bank of India fez uma sucessão de cortes nas taxas desde 2015, uma vez que a inflação caiu quase pela metade após a eleição de 2014 do primeiro-ministro Modi. Isto causou a queda no custo dos financiamentos. Em terceiro lugar, a taxa de câmbio da Índia se estabilizou, permitindo que os custos dos módulos em dólar gerassem um valor menor em rupias. Em quarto lugar, o acesso ao capital global para projetos de infrastrutura renovável na Índia está se expandindo rapidamente. Em quinto lugar, os instaladores indianos estão aprendendo com a prática e agora estão instalando os maiores projetos solares do mundo, como o projeto Adani de 648MW, usando as mais recentes tecnologias. Um sexto fator é que a proposta solar é apoiada pela Corporação de Energia Solar da Índia (SECI), uma entidade do governo central que fornece uma contraparte inteiramente bancável, contornando as utilidades públicas não-bancáveis ​​(DISCOMs). O sétimo fator é que a proposta permite que a tarifa inicial tenha uma proteção de inflação parcial por meio da indexação. A Autoridade Central de Eletricidade da Índia (CEA) divulgou seu Projeto de Plano Nacional de Eletricidade em dezembro de 2016 e a conclusão clara foi que a Índia não precisava construir nenhuma nova usina de carvão na próxima década até 2027. Esta conclusão foi reforçada com o recente relato do CEA de que a média da taxa de utilização das usinas termelétricas nos nove meses até dezembro de 2016 caiu para uma baixa decrescente de 59,6%.

20 de fevereiro, 2017
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ENERGIAS LIMPAS
China investe US$ 32 bi no exterior em 2016

Segundo o relatório ‘Expansão Global de Energias Renováveis da China’, do Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), o país investiu montante recorde de US$ 32 bilhões no exterior em projetos de energias renováveis em 2016, o que representa um crescimento de 60% sobre o ano anterior. Com isto, o país asiático tornou-se líder mundial em energias renováveis e tecnologias relacionadas. O IEEFA avaliou todos os negócios do segmento de energia renovável, com valores superiores a US$ 1 bilhão. A escala e o crescimento do investimento realizado consolidam a liderança global da China em indústrias e em infraestruturas de energia limpa. Em 2015 empresas chinesas realizaram oito investimentos acima de US$ 1 bilhão cada, totalizando US$ 20 bilhões. O valor em 2016 foi 60% maior, alcançando a marca de US$ 32 bilhões em onze transações separadas conduzidas por empresas chinesas – duas delas, no Brasil. A State Grid Corp da China (SGCC), maior empresa de eletricidade do mundo, fez o maior acordo de distribuição de energia renovável e eletricidade de 2016, com um investimento de US$ 13 bilhões para uma participação no controle da CPFL Energia no Brasil SA. Outros US$ 1,2 bilhão foram investidos pela Three Gorges Corp no Brasil ao longo de 2016. De acordo com o World Energy Outlook 2016 da Agência Internacional de Energia, a China detém 3,5 milhões, dos 8,1 milhões de empregos em energia renovável no mundo. Nos Estados Unidos, são 769 mil empregos relacionados com energias renováveis. O relatório também mostra como o resultado da eleição norte-americana significa que os EUA provavelmente ficarão ainda mais atrás da liderança global da China no futuro. "Os Estados Unidos já estão bem atrás da China na corrida para garantir uma maior participação no florescente mercado de energia limpa. Com o presidente eleito Trump falando de carvão e de gás, as possíveis mudanças nas políticas domésticas não são um bom presságio", analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas da Australásia do IEEFA. "Se os EUA forem sérios sobre estimular o crescimento baseado em manufatura, este não é um setor para o qual se deva virar as costas. A China entende que as renováveis apresentam uma enorme oportunidade comercial. Ela está se preparando para ser incomparável na liderança de energia limpa hoje. Os EUA deverão lamentar nos próximos anos".

13 de janeiro, 2017
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CARVÃO
Reino Unido quer extinguir produção até 2025

O governo do Reino Unido anunciou que pretende acabar com a produção de carvão até 2025. A medida está dentro do pacote de iniciativas lançado pelo Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial que inclui novos investimentos em energias renováveis. O compromisso de eliminação do carvão é um reconhecimento positivo da necessidade de investimento na produção nova e limpa de eletricidade. O governo britânico está tentando dar uma forma ordenada a uma transição que pode encorajar novos investimentos no setor energético do Reino Unido, permitindo simultaneamente o encerramento progressivo das centrais de carvão restantes. Segundo Chris Littlecott, diretor do Programa de Transição de Combustíveis Fósseis da E3G,"O Reino Unido foi o primeiro país a anunciar um objetivo de eliminação de carvão, mas está longe de ser o único a enfrentar o desafio de acabar com o uso do carvão e aumentar o investimento em fontes limpas de energia. Já está em curso uma mudança estrutural do carvão na maioria dos países membros do G7 e da OCDE, ajustada para se acelerar quando as usinas de energia a carvão se aproximarem da idade da aposentadoria”. Littlecott disse que usinas de carvão são cada vez mais antieconômicas, particularmente quando incorporam os custos do controle de poluição. Segundo o executivo, os governos nacionais e regionais procuram cada vez mais desenvolver políticas semelhantes de eliminação do carvão como forma de proporcionar uma transição gerida que garanta a segurança energética e um caminho positivo para os trabalhadores e as comunidades. “O compromisso do Reino Unido é um exemplo positivo para os outros”. Seis dos países do G7 pararam o desenvolvimento de novas usinas de carvão e estão avançando com a aposentadoria da geração de carvão existente, embora em velocidades diferentes. Somente o Japão está atualmente buscando construir novas usinas de carvão. O Canadá está posicionado para implementar uma abordagem de eliminação de carvão nacional, enquanto os Estados Unidos já programou eliminar mais de 109GW de capacidade de geração de energia a carvão. Os fechamentos de usinas de carvão foram impulsionados por forças de mercado e padrões de controle de poluição que impactam uma leva de usinas de carvão envelhecida e anti-econômica. Na Europa, França e Itália ainda não introduziram políticas nacionais a respeito do assunto, enquanto na Alemanha o debate é mais intenso, onde uma política mais substancial será necessária para complementar o programa de aposentadoria existente para as usinas de lignite mais antigas. Um número crescente de países da OCDE poderia concluir a eliminação do carvão nos próximos anos. A Bélgica tornou-se livre do carvão em 2016. Áustria, Irlanda, Israel, Nova Zelândia, Portugal e Suécia têm apenas uma ou duas usinas de carvão em operação. A Finlândia anunciou que terminará o uso do carvão até 2030, assim como a Dinamarca. A Holanda e a Espanha estão fechando algumas usinas de carvão mais antigas, mas ainda não estabeleceram um plano de aposentadoria abrangente. Na Austrália, sindicatos e grupos da sociedade civil estão pedindo uma transição justa para os trabalhadores e um quadro para o fechamento de usinas de carvão.

23 de novembro, 2016
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CARVÃO
Produção chinesa cai 15,5% em maio

A produção de carvão na China caiu 15,5% em maio em relação ao mesmo mês de 2015. Nos cinco primeiros meses de 2016, a produção recuou 8,4%, o dobro da taxa de declínio registrada em 2015. A queda na produção e no consumo aumentou na comparação com o biênio 2014/2015, quando a retração atingiu 3% ao ano. Como a China produz e consome metade do carvão do mundo, estes números têm impacto global. "A demanda por eletricidade se dissociou do crescimento da atividade econômica e a China continua a diversificar suas fontes para livrar-se do carvão mais rápido do que qualquer um esperava. A China já superou o pico de consumo de carvão", ressalta Tim Buckley, Diretor de Estudos Financeiros de Energia do Instituto de Economia da Energia e Análise Financeira (IEEFA). O Bureau Nacional de Estatísticas da China informa que a produção industrial chinesa cresceu 5,9% entre janeiro e maio deste ano, mas a demanda por eletricidade cresceu apenas 0,9% face ao ano anterior - uma dissociação sustentada da demanda de eletricidade em relação à atividade econômica. Esta dissociação começou em 2014, de modo que estamos agora no terceiro ano desta tendência. Dentro do crescimento de 0,9% na demanda total por eletricidade, a geração de energia por termelétricas caiu 3,6% face ao ano anterior (acumulado no ano). Isto significa que, além do pouco aumento dentro do que foi consumido, a China usa muito menos energia do carvão. O carvão para geração de energia tem perdido espaço de mercado para hidrelétricas (+ 16,7% no período de 12 meses), gás (+ 5,2% no período de 12 meses), nuclear, eólica e solar (+ 20,3% no total no período de 12 meses). A transformação do setor energético chinês muda ainda mais, quando as vendas de veículos elétricos cresceram 99% nos últimos doze meses, atingindo 219 mil unidades. Desta forma, a China caminha para atingir vendas de um milhão de veículos elétricos ao ano já em 2017.

30 de junho, 2016
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ENERGIA RENOVÁVEL
Investimento recorde de US$ 357 bilhões em 2015

Segundo o estudo “A Year for the Record Books”, o mais recente relatório da série Tracking the Energy Revolution da Clean Energy Canada, a qual identifica tendências no mercado de energias limpas no Canadá e no mundo, os investimentos em energias renováveis atingiram novo recorde em 2015. Dos US$ 367 bilhões, a maior parte (US$ 160 bilhões) foi destinada a projetos de energia solar, seguido pelos US$ 110 bilhões investidos em energia eólica; As grandes hidrelétricas, por sua vez, quase empataram com a energia oriunda de biomassa e detritos (US$ 42 bilhões e US$ 41 bilhões). Segundo esse estudo, entre 2009 e 2015 o custo da energia eólica nos Estados Unidos caiu 61%, enquanto o custo da energia solar caiu 82%, respectivamente). O ano de 2015 também registrou pela primeira vez mais investimento em energia limpa nos países em desenvolvimento (US$ 167 bilhões) do que nos países desenvolvidos (US$ 162 bilhões). A China foi a que mais investiu, com US$ 110,5 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, US$ 56 bilhões, e Japão, US$ 46 bilhões. Completam os cinco primeiros lugares o Reino Unido (US$ 23,4 bilhões) e a Índia (US$ 10,9 bilhões). "Um terço de um trilhão de dólares foram investidos em energias renováveis em 2015 – trata-se de um investimento de peso que estabelece um novo recorde para as energias limpas, mesmo diante da forte concorrência dos preços baratos dos combustíveis fósseis", sintetiza Merran Smith, Diretora-Executiva da Clean Energy Canada. "Elas estão decolando porque oferecem um valor imbatível - elas são locais, por isso oferecem segurança energética. As energias limpas também são uma solução climática e reduzem os problemas de saúde causados pela poluição atmosférica. São cada vez mais competitivas e há muitos investimentos a serem feitos ainda", destaca. "O custo da produção de energias limpas continua a cair, e seu combustível - sol, vento, água - é gratuito. Não é de admirar que as energias limpas estejam ganhando força em todo o mundo. Trata-se de um contraste gritante com os mercados de combustíveis fósseis, que agora vivem às voltas com altos e baixos", completa.

1 de março, 2016