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FAUNA

Criadouro da CBMM cuida de animais maltratados

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) ganhou três novos moradores para o seu Criadouro Científico em dezembro de 2020: um tamanduá bandeira e dois lobos-guarás. Com limitações físicas decorrentes de violências, os animais foram encaminhados à companhia pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), do Instituto Estadual de Florestas (IEF). No momento, os três animais estão em período de quarentena e aguardam exames sanitários e liberação para serem inseridos na dinâmica do criadouro, que é a formação de novos casais para continuidade da espécie, por meio de reprodução. Com histórico de atropelamento e uma cirurgia na pata traseira, o tamanduá bandeira, uma fêmea, ficou com dificuldades de locomoção. Já o casal de lobos-guarás tiveram ferimentos mais graves. A fêmea sofreu atentado por arma de fogo e teve a pata dianteira amputada, enquanto o macho ficou cego de um olho e tem atrofiamento na pata dianteira. Possivelmente, também terá que passar por amputação. Thiago Amaral, gerente de Meio Ambiente e Apoio Tecnológico da CBMM, conta que os animais vieram do Cetras de Patos de Minas. No trabalho da instituição ligada ao IEF, os animais que estão em condições saudáveis são reintroduzidos na natureza. Quando não, são encaminhados a projetos como o Criadouro Científico. "Provavelmente, esses animais não teriam condições de sobreviver na natureza. Dentro do criadouro, podem até conseguir se reproduzir e ter dignidade de continuidade de vida", diz Amaral. O Criadouro Científico da CBMM foi inaugurado na década de 1980 e já recebeu aproximadamente 400 animais vindo de órgãos ambientais. O local cria, reproduz e mantém animais silvestres ameaçados de extinção, para fins de conservação, pesquisa e subsídio a programas de educação ambiental. É um trabalho importante para preservação de espécies ameaçadas de extinção e para conservação da biodiversidade do bioma Cerrado. Alguns dos animais do criadouro são reintroduzidos na natureza. "Ter fauna saudável é fundamental para o equilíbrio ambiental", acrescenta o gerente de Meio Ambiente. O Criadouro Científico é parte do Centro de Desenvolvimento Ambiental da CBMM, complexo de 60 mil metros quadrados dentro do parque industrial da companhia em Araxá. Além do manejo de fauna, o Centro tem um viveiro de mudas e um programa de educação ambiental fundamental para a cidade.

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) ganhou três novos moradores para o seu Criadouro Científico em dezembro de 2020: um tamanduá bandeira e dois lobos-guarás. Com limitações físicas decorrentes de violências, os animais foram encaminhados à companhia pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), do Instituto Estadual de Florestas (IEF). 

No momento, os três animais estão em período de quarentena e aguardam exames sanitários e liberação para serem inseridos na dinâmica do criadouro, que é a formação de novos casais para continuidade da espécie, por meio de reprodução. Com histórico de atropelamento e uma cirurgia na pata traseira, o tamanduá bandeira, uma fêmea, ficou com dificuldades de locomoção. Já o casal de lobos-guarás tiveram ferimentos mais graves. A fêmea sofreu atentado por arma de fogo e teve a pata dianteira amputada, enquanto o macho ficou cego de um olho e tem atrofiamento na pata dianteira. Possivelmente, também terá que passar por amputação.

Thiago Amaral, gerente de Meio Ambiente e Apoio Tecnológico da CBMM, conta que os animais vieram do Cetras de Patos de Minas. No trabalho da instituição ligada ao IEF, os animais que estão em condições saudáveis são reintroduzidos na natureza. Quando não, são encaminhados a projetos como o Criadouro Científico. "Provavelmente, esses animais não teriam condições de sobreviver na natureza. Dentro do criadouro, podem até conseguir se reproduzir e ter dignidade de continuidade de vida", diz Amaral. O Criadouro Científico da CBMM foi inaugurado na década de 1980 e já recebeu aproximadamente 400 animais vindo de órgãos ambientais. O local cria, reproduz e mantém animais silvestres ameaçados de extinção, para fins de conservação, pesquisa e subsídio a programas de educação ambiental. É um trabalho importante para preservação de espécies ameaçadas de extinção e para conservação da biodiversidade do bioma Cerrado. Alguns dos animais do criadouro são reintroduzidos na natureza. "Ter fauna saudável é fundamental para o equilíbrio ambiental", acrescenta o gerente de Meio Ambiente.

O Criadouro Científico é parte do Centro de Desenvolvimento Ambiental da CBMM, complexo de 60 mil metros quadrados dentro do parque industrial da companhia em Araxá. Além do manejo de fauna, o Centro tem um viveiro de mudas e um programa de educação ambiental fundamental para a cidade.

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COMPENSAÇÃO AMBIENTAL
Jaguar Mining adquire floresta

A Jaguar Mining adquiriu recentemente uma área de floresta nativa, localizada no Parque Estadual Serra das Araras, no município de Chapada Gaúcha (MG). A empresa mantém também a Estação Ecológica da Mata do Cedro, em Carmópolis de Minas, na Região Oeste do estado. As duas áreas são preservadas como contrapartida às atividades minerárias desenvolvidas em Minas Gerais. Adquirida em 2017, a Estação Ecológica da Mata do Cedro tem área de 135 hectares como compensação da mina Turmalina. A Jaguar implementa um programa de revitalização da cobertura vegetal com espécies nativas em parte desta área, visto que o restante já possui cobertura nativa. “Trabalhamos na recuperação de 23,85 hectares, como compensação ambiental. O que antes era um grande pasto, hoje é um espaço em fase adiantada de reflorestamento, preservando a flora da Mata Atlântica. Um bom exemplo das nossas iniciativas que visam ao bem-estar da sociedade, à recuperação e à proteção dos recursos naturais”, ressalta a gerente de Meio Ambiente, Rayssa Garcia. A ação gera diversos benefícios ao ecossistema local, principalmente porque existe uma conexão da floresta com o rio Pará, que banha boa parte do estado de Minas Gerais e é uma das principais fontes de abastecimento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias. As árvores plantadas têm recebido os tratos culturais, como capina, tutoramento, combate a formigas, adubação, replantio, entre outros. As espécies crescem rápido, alcançam até 10 metros de altura e muitas começaram a florescer e frutificar, o que é importante para a transformação da paisagem e um atrativo para insetos e animais que farão a polinização e a dispersão de sementes. A área de floresta nativa de 100 hectares incorporada ao Parque Estadual Serra das Araras encontra-se em processo de doação ao Estado, como compensação das atividades minerárias das minas Roça Grande e Paciência. “Essas iniciativas reforçam nosso compromisso com minimização de danos ao meio ambiente e às nossas comunidades, sempre em busca de soluções que garantam o equilíbrio. Dessa forma, a empresa preza pelo crescimento sustentável, atrelado a um negócio seguro e socialmente responsável, que leva o valor da sustentabilidade para as práticas do dia a dia e para toda a gestão”, conclui Rayssa.

26 de abril, 2021
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SISTEMAS AGROFLORESTAIS
Modelo da CBA para preservar o Cerrado

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) criou em Niquelândia, no norte de Goiás, o Legado Verdes do Cerrado (LVC), Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável, com uma área de 6,9 hectares que une a produção agrícola com o cultivo de espécies nativas, principalmente, o baru e o cajuzinho do cerrado. Este é um exemplo de Sistema Agroflorestal (SAF), que reúne culturas de importância agronômica em consórcio com a floresta e têm sido utilizados como aliados na recuperação de áreas degradadas e proteção do Cerrado. Por meio da agrofloresta, o Legado Verdes do Cerrado contribui para a conservação da biodiversidade do bioma e melhoria da qualidade e estrutura do solo, para a fixação de carbono, além de servir como atrativo para a avifauna local. A iniciativa reflete a preocupação manifestada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), que buscam unir ações globais para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente, o clima e garantir que as pessoas tenham paz e prosperidade. O 13° ODS afirma que é preciso tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos, enquanto o 2° ODS fala em combater a fome, buscar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável. Além da conservação da biodiversidade do Cerrado, o modelo de agrofloresta é também uma alternativa de geração de renda para as populações em situações de vulnerabilidade econômica e ambiental. Os resultados da agrofloresta promovem a conservação e a restauração do Cerrado, com o resgate de paisagens, proteção de cursos da água e interação entre fauna e flora. Outro benefício é a atração de polinizadores como abelhas, que são indispensáveis para a perpetuação das espécies, e a conservação da biodiversidade local. A agrofloresta também atrai pássaros, como os tucanos, que se alimentam de bananas, e caititus, que consomem mandioca, além de antas, cachorros do mato e tatus. Aproximadamente 80% da área de 32 mil hectares do Legado Verdes do Cerrado é composta por Cerrado nativo. A Reserva tem como principal preocupação a conservação e restauração do bioma local. Conhecido como berço das águas, o Cerrado é um ecossistema que necessita de cuidados e, por isso, iniciativas como a do LVC de trabalhar com a agrofloresta são fundamentais para contribuir com a proteção da vida, da água e da biodiversidade no planeta. O avançado estado de conservação do Legado Verdes do Cerrado possibilita coletar sementes no próprio território, ofertar diversidade genética de espécies e propiciar a alta qualidade das mudas produzidas no Centro de Produção de Biodiversidade, seja para a agrofloresta, seja para os projetos de restauração. O LVC tem ainda como prioridades as pesquisas científicas voltadas para a conservação do bioma. Com o objetivo de fomentar ainda mais os Sistemas Agroflorestais (SAFs) para a regeneração de áreas degradadas, o Legado Verdes do Cerrado desenvolveu projeto em parceria com o Instituto Tiradentes, escola local que ministra um curso técnico de agropecuária com ênfase em agroecologia. O propósito maior é a difusão da tecnologia social entre os produtores rurais, estimulando o debate da produção agrícola sustentável no Brasil. Durante a parceria, foram capacitados 25 jovens.

19 de abril, 2021
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BIOMAS
UFSCar protege área de Cerrado no campus

No campus de São Carlos (SP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem uma área de 47 hectares de Cerrado onde acontecem atividades de ensino, pesquisa, extensão e lazer. Para garantir a preservação do bioma, a Secretaria Geral de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) solicitou que a área, bem como seus recursos naturais, não sejam explorados. A Reitora da UFSCar, Profa. Dra. Wanda Hoffmann, apoiou a solicitação e a inseriu na pauta do Conselho de Administração (CoAd). No dia 23 de outubro, o Conselho votou por preservar esta área de Cerrado de modo permanente. "O Cerrado da UFSCar é um laboratório a céu aberto. Nas próximas décadas, este fragmento de Cerrado será um diferencial. Estamos em uma área urbana, no interior do Estado de São Paulo, e temos um fragmento de Cerrado. Para a Universidade, isto se reverte em pesquisas e estudos", diz Wanda. A equipe da SGAS construiu pareceres técnicos sobre as características da vegetação do local e sua importância para a conservação do Cerrado. "Nesta área são realizadas pesquisas em Botânica, Hidrobiologia, Ecologia, Morfologia, Gestão Ambiental, dentre outras. Ressaltamos a necessidade de proteção deste importante remanescente de vegetação de Cerrado, uma vez que no Estado de São Paulo resta apenas 1% da cobertura original de Cerrado", explica a Dra. Raquel Stucchi Boschi, servidora da SGAS. O Cerrado da UFSCar abriga mais de 167 espécies de plantas. Já foram registradas pelo menos 300 espécies de aves, em torno de 20 mamíferos de médio e grande porte, mais de 20 anfíbios, além de uma grande diversidade de macro invertebrados aquáticos e de plantas, muitas das quais de interesse social para a saúde e alimentação. Como exemplo dos mamíferos, há registros da presença do tamanduá-bandeira, da onça-parda, do lobo-guará e do veado-mateiro. A preservação da área de Cerrado confere à Universidade um ‘selo verde' de preocupação ambiental. “Além da excelência em tecnologia, pesquisa e ciência, também temos esta preocupação ambiental. É um exemplo tanto em nível nacional quanto internacional", afirma a Profa. Dra. Dalva Matos, do Departamento de Hidrobiologia da UFSCar.

9 de novembro, 2020
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LEGADO VERDES
CBA comemora Dia do Cerrado com ações

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) comemorou o Dia do Cerrado, 11 de setembro, com a realização de um projeto de conservação e desenvolvimento sustentável em Niquelândia (GO). Em uma área de 32 mil hectares, das quais 80% de Cerrado nativo, a companhia implementa há três anos uma nova forma de uso e ocupação do solo, onde 20% do seu espaço é destinado às economias tradicionais (pecuária, agricultura e silvicultura), usado de maneira inteligente e rentável para custear os outros 80%, que representam a área de Cerrado nativo conservado. A reserva é também um grande laboratório de pesquisas a céu aberto para estudantes e profissionais que, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), desenvolvem projetos relacionados ao Cerrado. “Acreditamos que podemos ter uma sociedade melhor a partir do momento em que mudamos nossa relação com o Cerrado. O Legado Verdes do Cerrado tem um papel importante não só em promover ações de conservação, mas também em levar o Cerrado para perto das pessoas, seja por meio de pesquisas científicas, seja por ações de reflorestamento ou paisagismo urbano com mudas nativas e ações educativas para a população. A filosofia do Legado é sempre integrar pesquisa, produção e relacionamento social para que essas três vertentes possam melhorar a sustentabilidade dos locais em que nós habitamos e trabalhamos”, explica o diretor da Reservas Votorantim, David Canassa. No sistema agroflorestal implantado no Legado, os ecossistemas naturais são replicados, o que otimiza o uso da terra e concilia a conservação ambiental com a produção de alimentos. A agrofloresta do Legado Verdes do Cerrado tem hoje seis hectares de área cultivada com previsão de expansão a uma área total de 17 hectares ainda neste ano. Mais de cinco mil mudas já foram plantadas, de espécies como limão, banana, goiaba, mandioca, além de espécies do Cerrado, como cajuzinho-do-cerrado e baru. Além de ser uma alternativa de produção sustentável de alimentos, a agrofloresta é um atrativo para a fauna, na medida em que possibilita uma nova dinâmica que reequilibra o ecossistema. No Legado, a área cultivada recebe visita constante de antas, raposas, caititus, tatus e diversas espécies de pássaros nativos. As mudas utilizadas foram produzidas no Centro de Produção de Biodiversidade (CPB) do Legado, que trabalha com espécies nativas. A produção do CPB teve início em 2018 e cresceu em 2019, consolidando a iniciativa como um novo e promissor negócio. O CPB foi ampliado chegando a uma capacidade de produção de 300 mil mudas/ano, atendendo à demanda de projetos de reflorestamentos principalmente nos estados de Goiás e Minas Gerais. No local são cultivadas 50 espécies diferentes, entre elas aroeira, angico, baru, canela-de-ema, pitomba, guariroba, pequi e ipê. As plantas produzidas atendem à demanda de parceiros da Reserva, instituições e proprietários rurais, além de prefeituras em projetos de recuperação da flora e paisagismo urbano. As sementes para produção das mudas são coletadas na própria reserva. O projeto já conta com 1,9 milhão de amostras de espécies nativas. A iniciativa tem papel fundamental na conservação da biodiversidade, pois quando conservadas corretamente, algumas sementes podem ficar guardadas por décadas. O banco de sementes contribui, ainda, para o melhoramento genético, já que por meio da seleção de sementes é possível reduzir a suscetibilidade das plantas a pragas ou a mudanças climáticas.

14 de setembro, 2020
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FAUNA
Vinte anos de parceria ArcelorMittal-Projeto Tamar

A ArcelorMittal Tubarão e o Projeto Tamar comemoram em agosto 20 anos de parceria, período no qual 4.940 tartarugas-verdes - Chelonia mydas, espécie em extinção protegida pelo Projeto - foram capturadas, marcadas e devolvidas ao mar. Localizada em Serra (ES), a ArcelorMittal mantém um ponto de captura e estudo da espécie. A base de trabalhos do Projeto está instalada na área do efluente final da empresa, onde há grande aglomeração de tartarugas. Os animais são atraídos, principalmente, pela água calma e morna que favorece a formação de um refúgio seguro e farto de alimentação. "Temos certeza de que a parceria vem dando frutos não só pelo fato de as tartarugas estarem confortáveis no ambiente, pois sempre estão retornando, mas também pelo seu desenvolvimento", comenta o gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da ArcelorMittal Tubarão, Bernardo Enne Correa da Silva. É estimado que a cada mil tartarugas marinhas apenas uma chegue à fase adulta – vivem em torno de 30 anos. A sobrevivência da espécie depende, assim, da sua capacidade de conseguir gerar um alto número de novas crias todos os anos. Nestes 20 anos de parceria, um dos pontos principais foi a instalação, em 2012, do Projeto Tamar Vitória, na Enseada do Suá, na capital capixaba. A ArcelorMittal Tubarão ajudou a construir um grande tanque de observação da tartaruga-verde, aberto para o público. "O Centro de Visitantes representa um apoio fantástico. O tanque, que é o maior com visores do Espírito Santo, permite uma aproximação das pessoas, uma maior sensibilização na questão da educação ambiental. Ele permite que as crianças interajam. Tornou-se um atrativo de interação com as tartarugas", comentou Denise de Borba Rieth, bióloga gestora do Centro de Visitantes do Projeto Tamar. Mais que trabalhar a educação ambiental, o Projeto tem contribuído para disseminar informações e entregar ao público uma experiência diferenciada. "Quando a gente fala de preservação de espécie, estamos falando também da pesquisa que está sendo desenvolvida através do Tamar, gerando conhecimento. Um conhecimento que vai se difundir e atingir públicos diversos", finalizou Rafael Kuster Gonçalves, oceanógrafo e pesquisador do Projeto Tamar. Todas as tartarugas capturadas e marcadas passam por estudos de biometria, crescimento, padrões migratórios, perfil hematológico e condição de saúde, e apresentaram bom estado de saúde e nutrição, atestando a qualidade do efluente industrial da empresa.

31 de agosto, 2020
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ALCOA
Centro para reabilitar animais silvestres

A Alcoa Juruti inaugurou, no dia 5 de junho (Dia Mundial do Meio Ambiente), o Centro de Reabilitação de Animais Silvestre (CRAS), iniciativa que faz parte do sistema de gestão e conservação da flora e fauna na área da mineração da companhia. O CRAS realiza atendimento e promove a reabilitação de animais de pequena e média complexidade a partir de uma estrutura completa que dispõe de centro cirúrgico e área para tratamento neonatal. A gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Alcoa Juruti, Lucy Jesus, afirma que a unidade tem capacidade para receber até 12 animais de quatro grupos – mamíferos, répteis, aves e anfíbios. A unidade é composta, ainda, por ambulatório, farmácia, salas de antissepsia, necropsia e nutrição e uma creche aos filhotes que necessitem de tratamento específico, o que garante maior eficiência ao tratamento realizado. O Centro funciona 24 horas por dia, com equipe composta por cinco médicos veterinários e quatro auxiliares. "Esse é um dos diferenciais deste Centro de Reabilitação. Temos uma equipe completa a postos para atender a qualquer momento. Esta unidade reforça o compromisso da Alcoa em zelar pela vida e pela integridade da flora e da fauna presentes no entorno de nossas operações", destaca. O CRAS integra estratégia ampla da Alcoa em conservar a fauna local, envolvendo colaboradores e comunidade. O programa de conservação da flora e fauna da Alcoa inclui, ainda, o monitoramento contínuo de animais, entre eles algumas espécies que são bioindicadoras e que demonstram aspectos da conservação e dos serviços ecológicos do ecossistema na área de influência direta da mineração. O mesmo tipo de acompanhamento é realizado para a flora, incluindo o monitoramento de espécies ameaçadas de extinção. Com o apoio da Alcoa Foundation, o município de Juruti já conta com duas unidades de conservação: a Área de Proteção Ambiental (APA) Jará, que conserva o principal manancial na área urbana de Juruti, e a Reserva Extrativista de Vida Silvestre (Revis) Lago Mole, região considerada berçário da fauna e da flora do município e arredores. As unidades têm a função de conservar a natureza e seus serviços ambientais, e também asseguram às populações tradicionais o uso sustentável dos recursos naturais.

15 de junho, 2020
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SUSTENTABILIDADE
Legado Verdes do Cerrado faz um ano

A contribuição com o reflorestamento de nascentes dos rios com mudas produzidas em viveiros e identificação das principais espécies florísticas do Cerrado foram alguns dos avanços conseguidos com o programa Legado Verdes do Cerrado, que está completando um ano, desenvolvido na única Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável da região Centro-Oeste, localizada em Niquelândia (GO), com 32 mil hectares, que é mantida e conservada pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e gerido pela Reservas Votorantim, empresa encarregada de administrar os ativos ambientais da Votorantim S.A. Em um ano de atividades da reserva, as parcerias firmadas tornaram possível aprimorar as ações de conservação ambiental, além de fomentar a geração de conhecimento científico público. Entre as instituições parceiras, segundo a CBA, estão a Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade de Brasília (UnB) e a unidade integrada Sesi-Senai de Niquelândia. “A troca de experiências e a soma de esforços possibilitam desenvolver ações que proporcionam vários benefícios. As parcerias firmadas geram conhecimento sobre a fauna e a flora locais, além de impulsionar a conscientização da sociedade, uma vez que as pesquisas realizadas se tornam públicas e podem ser consultadas para basear outras iniciativas em prol da proteção do meio ambiente”, disse David Canassa, diretor da Reservas Votorantim.

12 de abril, 2018
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FAUNA
Lobo-guará, tamanduá-bandeira e onça-parda em perigo

Segundo a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e onça-parda (Puma concolor) correm perigo. Para conter esse avanço preocupante, a Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga (EECF-Itatinga), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), serve de refúgio para estas espécies ameaçadas. A constatação faz parte do estudo coordenado pela professora Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz, responsável pelo Laboratório de Ecologia, Manejo e Conservação de Fauna Silvestre (lemac), do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ. A professora desenvolveu inventário de mamíferos de médio e grande porte da Estação para verificar quais espécies ocorrem na área. A estudante de biologia da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Letícia Munhoes, orientada pela professora Katia, e com colaboração da doutoranda do Programa de Pós-graduação (PPG) em Recursos Florestais, Maísa Ziviani Alves, está desenvolvendo pesquisa para identificar os mamíferos que estão presentes e que utilizam as áreas de vegetação nativa e os plantios de eucalipto do local. A estudante utiliza armadilhas fotográficas, método amplamente utilizado em estudos de mamíferos de médio e grande porte. “As armadilhas são distribuídas aos pares, em pontos amostrais, por toda a área da Estação”, explica Letícia. O projeto teve início em maio deste ano e, com apenas 30 dias de amostragem, foi possível registrar diversas espécies. “A descoberta surpreendeu a todos, pois o tamanduá-bandeira, o lobo-guará e a onça-parda estão presentes em listas de espécies ameaçadas de extinção. Além disso, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará são sensíveis à fragmentação de habitats, sendo sua ocorrência no local de extrema importância para a Estação”, conta Maísa. Até o momento, o estudo registrou onze espécies : cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), irara (Eira barbara), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), onça-parda (Puma concolor), quati (Nasua nasua), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), tatu-peba (Euphractus sexcinctus) e veado-catingueiro (Mazama gouazoubira). “A presença de espécies em categoria de ameaça à extinção em área de vegetação nativa permeadas por plantio de eucalipto mostra a importância das florestas plantadas como conectoras de paisagem, permitindo o deslocamento de mamíferos de médio e grande porte”. Para a professora, o estudo também demonstra que os plantios de eucalipto contribuem com espécies de menor porte, compondo uma significativa base de presas. “Os resultados deste estudo fornecerão informações para elaboração de planos de manejo para a área, visando à conservação das espécies presentes”, afirmou. A pesquisa tem apoio da Superintendência de Gestão Ambiental da Universidade de São Paulo (SGA/USP), Plano Diretor Socioambiental Participativo do Campus “Luiz de Queiroz” e Departamento de Ciências Florestais da ESALQ. A primeira amostragem deve ser concluída em setembro de 2015, mas Katia diz que o objetivo é continuar o estudo. Estação Experimental O Departamento de Ciências Florestais da ESALQ administra a Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga, desde 1988. O local é um patrimônio da sociedade, reconhecido como um dos mais importantes centros de pesquisa, ensino e extensão universitária do mundo. Com 2.175,43 hectares às margens da Rodovia Castelo Branco, a Estação atendeu na última quinzena a 2.692 estudantes que complementaram o aprendizado teórico de 37 disciplinas de graduação, de pós-graduação e de colégios técnicos, sendo 17 disciplinas da ESALQ; 10 da Universidade Estadual Paulista (UNESP); 1 da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de outras 5 disciplinas em faculdades e escolas técnicas do Estado de São Paulo. A Estação tem prestado ainda relevantes serviços ambientais à região onde está instalada e abriga remanescentes vegetais que constituem habitat para espécies de mamíferos e de aves.

8 de julho, 2015