SANEAMENTO

Encontro com empresas alemãs é positivo

Ilka Von Borries, representante no Brasil da Confederação Alemã para Empresas de Pequeno e Médio Portes (BVMW) afirmou ter sido “extremamente positiva” a receptividade brasileira à comitiva alemã em evento realizado na última semana na sede da Cetesb. “Ficamos surpresos e tivemos que encerrar as inscrições antecipadamente devido à grande procura”.

Ao todo o evento teve a participação de mais de 192 empreendedores e executivos dos mercados de tecnologia, meio-ambiente e de tratamento de água. De acordo com o consultor sênior da Dreberies, Stephan Wegert, que organizou a viagem em nome do Ministério dos Assuntos Econômicos da Alemanha, o objetivo do encontro, que teve presença de diretores da Cetesb e da Fiesp, foi gerar contatos e fomentar parcerias entre empresas brasileiras da área de saneamento ambiental com seus pares tecnológicos alemães, que contam com soluções de ponta no setor.

O representante do governo alemão, Michael Prange, afirmou que a ideia não é apenas exportar know-how, mas montar uma rede de contatos entre empresas dos dois países e se familiarizar com problemas específicos enfrentados no Brasil. “Temos mais de 150 anos de experiência no setor de tratamento de águas”, explica ele. Robin Eisenhardt, CEO da IBES, empresa de engenharia e planejamento, veio ao Brasil à procura de parceiros locais para investir no potencial para projetos de tratamento de eflúvios e geração de biogás. Segundo Rodrigo Pascoal, diretor local da alemã VAG, que já mantém parcerias com a Sabesp e já forneceu equipamentos para companhias brasileiras de geração de energia, outro mercado de grande potencial é o de tecnologias contra desperdício de água potável. “O índice de desperdício em São Paulo chega a 39%”, diz ele, “e há soluções inteligentes para minimizar essa perda que não é apenas de água, mas de tudo que foi investido em seu tratamento”.

A Arisu Smart Water Solutions, por meio de seu diretor Karsten Flöter, apresentou novas soluções para problemas enfrentados pelo Brasil no setor de tratamento de água, enquanto a alemã Huning, mostrou técnicas e processos de ponta em equipamentos para centrifugação de efluentes.

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