Publicidade
ÁGUA

Falta é tema de fórum e documentário

Celebrando o Dia Mundial da Água, foi realizado, no dia 22 de março, na Unibes Cultural, em São Paulo, o Forum “A Água que Falta”, concomitantemente ao lançamento do documentário de mesmo nome. O Forum contou com a participação de várias personalidades de diferentes atividades diretamente relacionadas ao tema água e teve o patrocínio da AMA, marca de água mineral da cervejaria Ambev. Os debates e "talks" foram transmitidos ao vivo no site da Climatempo, parceira na realização do evento e será adaptado para 3 programas no canal. De acordo com os organizadores, a palavra que definiu o evento foi "indignação" pela constatação de que, no Brasil, numa população de 200 milhões de habitantes, perto de 100 milhões de pessoas não possuem esgoto tratado. O filme "A água que falta", que estreou na ocasião, tem argumento do jornalista Francisco Alves, roteiro de Camila Gonzatto, produção executiva de Sílvia Prado, direção de Paula Galacini e direção de fotografia de Pichi Martirani. A trilha sonora é de Paulo Garfunkel. O documentário recebeu apoio institucional da Rede Pacto Brasil – ONU e do The Nature Conservancy Brasil, além do patrocínio da AMA, marca de água mineral da Cervejaria Ambev, AEGEA - empresa de saneamento e Netafim Amanco. O projeto conta com parceria de conteúdo da revista Saneamento Ambiental e tem realização da produtora Conteúdos Diversos, que desenvolve projetos audiovisuais sobre causas aliadas ao propósito da transformação social, cidadania e educação e que também lançou recentemente o portal “Nãodesperdício” abordando questões relacionadas ao tema sustentabilidade. Veja mais detalhes em https://naodesperdicio.com.br/forum/forum-a-agua-que-falta/

Celebrando o Dia Mundial da Água, foi realizado, no dia 22 de março, na Unibes Cultural, em São Paulo, o Forum “A Água que Falta”, concomitantemente ao lançamento do documentário de mesmo nome. O Forum contou com a participação de várias personalidades de diferentes atividades diretamente relacionadas ao tema água e teve o patrocínio da AMA, marca de água mineral da cervejaria Ambev. 
 
Os debates e "talks" foram transmitidos ao vivo no site da Climatempo, parceira na realização do evento e será adaptado para 3 programas no canal. De acordo com os organizadores, a palavra que definiu o evento foi "indignação" pela constatação de que, no Brasil, numa população de 200 milhões de habitantes, perto de 100 milhões de pessoas não possuem esgoto tratado.
 
O filme "A água que falta", que estreou na ocasião, tem argumento do jornalista Francisco Alves, roteiro de Camila Gonzatto, produção executiva de Sílvia Prado, direção de Paula Galacini e direção de fotografia de Pichi Martirani. A trilha sonora é de Paulo Garfunkel. O documentário recebeu apoio institucional da Rede Pacto Brasil – ONU e do The Nature Conservancy Brasil, além do patrocínio da AMA, marca de água mineral da Cervejaria Ambev, AEGEA - empresa de saneamento e Netafim Amanco.
 
O projeto conta com parceria de conteúdo da revista Saneamento Ambiental e tem realização da produtora Conteúdos Diversos, que desenvolve projetos audiovisuais sobre causas aliadas ao propósito da transformação social, cidadania e educação e que também lançou recentemente o portal “Nãodesperdício” abordando questões relacionadas ao tema sustentabilidade. Veja mais detalhes em https://naodesperdicio.com.br/forum/forum-a-agua-que-falta/

Artigos Relacionados

O Dia Mundial da Água e os Conflitos
ARTIGO
O Dia Mundial da Água e os Conflitos

Artigo por Paulo César Alves Rocha Por Paulo César Alves Rocha * Nesta terça-feira, 22, é celebrado o dia mundial da água. Há pouco o que se comemorar. Nos últimos anos, notícias sempre nos dão conta da diminuição da precipitação de chuvas, uma anormalidade que vem ocorrendo sem data para terminar. Este fenômeno traz também chuvas de grande precipitação em pouco tempo, o que causa enchentes, alagamentos, deslizamentos e uma série de efeitos trágicos. As causas destes problemas são pioradas pela poluição gerada por combustíveis fósseis e a derrubada de matas e florestas, estas últimas ocasionando a seca das nascentes de água. Os reservatórios destinados a água tratada e os de hidroelétricas estão há alguns anos sempre abaixo de sua capacidade e houve até aproveitamento por meio de bombeamento do seu nível morto. Algumas hidroelétricas já pararam de produzir energia por falta de água, mas elas têm que manter vasão mínima, e estarão quase todas na situação de produção abaixo de sua capacidade no prazo de um ano. A redução na vazão de rios já provocou diversos casos de salinização de foz de rios, com problemas para a população, além de provocar todo um conjunto de falta de emprego e diminuição de produção para quem necessita de água. Também já estamos tendo conflitos envolvendo água. Pequenos produtores rurais em conjunto com a população de cidades contestama retirada de água de rios para irrigação de plantações de grandes produtores rurais. Pequenos conflitos envolvendo pessoas e empresas, que retiram água do subsolo e dos rios, já ocorreram também, tanto entre estados, quanto em municípios. O caso mais recente ocorreu em decorrência de quem regularia a vazão do Rio Paraíba do Sul. Todo este embate em torno da água afeta diferentes setores no país. O transporte fluvial que fica prejudicado, as cidades enfrentam racionamento de água potável, a qualidade da água como um todo segue piorando porque a diminuição de chuvas não é acompanhada por uma redução de lançamento esgotos e lixo, ao contrário, este ponto se agrava, mas não se vislumbra nenhuma ação nem dos Governos nem da Sociedade para estes graves problemas. A irrigação deve ser modernizada para que se economize água. Uma ação efetiva nas bacias hidrográficas, deveria contemplar as Agências Governamentais como ANA, ANEEL, e Antaq, além do IBAMA, EMBRAPA e outros órgãos federais, o Operador Nacional do Sistema Elétrico -- ONS, além dos órgãos estaduais e municipais que tratam de água, agricultura, meio ambiente, irrigação, saúde e saneamento. Ou seja, todos os órgãos dos Governos direta ou indiretamente envolvidos, além da Sociedade como um todo, tem que participar de um esforço para termos água num mínimo necessário para que todos possam sobreviver. Deve ser lembrado que em bacias hidrográficas atualmente, as cidades à jusante captam na verdade esgotos das cidades à montante, para tratar e distribuir para a população, revertendo em esgoto que é lançando sem tratamento adequado no mesmo rio, que fará com outra cidade à jusante capte a água para uso humano e assim sucessivamente. Exemplo como a água que é tratada para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que trata água que vem do Rio Paraíba do Sul, as margens do qual poucas cidades tratam esgoto, agravada pelos afluentes do Rio Guandu que vêm de regiões onde o esgoto é lançado in-natura nos mesmos. Ou seja, já se usa na prática em larga escala a água de reuso, por que então não alargarmos este conceito para as cidades? Fica a sugestão. * Paulo César Alves Rocha é especialista em infraestrutura, logística e comércio exterior com mais de 50 anos de experiência em infraestrutura, transportes, logística, inovação, políticas públicas de habitação, saneamento e comércio exterior brasileiro. Mestre em Economía y Finanzas Internacionales y Comércio Exterior e pós-graduado em Comércio Internacional pela Universidade de Barcelona. É mestre em Engenharia de Transportes (Planejamento Estratégico, Engenharia e Logística) pela COPPE-UFRJ. Pós-graduado em Engenharia de Transportes pela UFRJ e graduado em Engenharia Industrial Mecânica pela Universidade Federal Fluminense. Tem diversos livros editados nas Edições Aduaneiras.

22 de março, 2022
Saneamento Ambiental Logo
EVENTOS
Debate sobre cultura do desperdício

O lançamento do portal Não Desperdício – um hub de informação e interação com público o sobre as questões da sustentabilidade abordará “Desperdício de Alimento, Desperdício de Água, Desperdício no Campo e na Saúde pelo viés dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 (ONU)” #NãoDesperdício #CulturadoDesperdício. O evento ocorre no dia 6 de junho das 19h às 21h e terá exibição do minidocumentário "Uma reflexão sobre o futuro do planeta”, de 15 minutos, que une extratos dos documentários Cultura do Desperdício e A Água que Falta, provocando reflexão e estimulando uma cidadania mais consciente. O evento terá ainda Painel de Debates com especialistas e um chat internacional, via telepresença com Jason Morrison - Executive director of CEO Water Mandate and president of The Pacific Institute, com a moderação de Giuliana Moreira, Assessora de Gestão Corporativa de Águas - Rede Brasil do Pacto Global. Na ocasião será lançado também o portal Não Desperdício, com Sérgio Lopes – Produtor Audiovisual e Daniel Nakahara – CEO da MARTECH.Z. O evento terá transmissão via streaming para o Portal Não Desperdício e suas Redes Sociais Twitter, Facebook e YouTube. A Revista Saneamento Ambiental é parceira de conteúdo do debate. As redes sociais são https://twitter.com/naodesperdicio , https://www.instagram.com/naodesperdicio/ , https://www.youtube.com/naodesperdicio https://www.facebook.com/naodesperdicio/ . A página do evento no Facebook é https://www.facebook.com/events/2326637120713380/

20 de maio, 2019
Saneamento Ambiental Logo
DIA MUNDIAL DA ÁGUA
‘A Água que Falta’ para debater e assistir

No próximo dia 22 de março, data em que é comemorado o Dia Mundial da Água, acontecerá o lançamento do documentário “A Água que Falta”, juntamente com um fórum sobre o tema, na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500, às 19h). O evento terá duas mesas de debates moderadas pelo jornalista Mathew Shirts, especialista em questões da Sustentabilidade (Nat Geo e Estadão). Após as mesas de debate serão apresentados três talk shows sobre gestão hídrica. Com direção geral de Sérgio Lopes, o documentário “A Água que Falta” aborda a conscientização sobre o uso da água e tem como objetivo fazer o espectador refletir e engajar-se na preservação do insumo. O filme conta com entrevistas de Benedito Braga (Presidente do Conselho Mundial da água), André Palhano (jornalista e idealizador da Virada Sustentável) e do americano Seth Siegel (palestrante nas universidades de Harvard, Yale e Princeton, que defende soluções diplomáticas para conflitos internacionais relacionados à água). Além deles, foram ouvidos vários outros representantes da gestão pública, da iniciativa privada e cidadãos, com diversas opiniões sobre os assuntos abordados. ‘A água que falta’ tem argumento do jornalista Francisco Alves (editor de Saneamento Ambiental), roteiro de Camila Gonzatto, produção executiva de Sílvia Prado, direção de Paula Galacini e direção de fotografia de Pichi Martirani. A trilha sonora é de Paulo Garfunkel. O documentário tem apoio institucional da Rede Pacto Brasil – ONU e do The Nature Conservancy Brasil, além do patrocínio da AMA, marca de água mineral da Cervejaria Ambev, AEGEA - empresa de saneamento e Netafim Amanco. O projeto conta com parceria de conteúdo da Revista Saneamento Ambiental e tem realização da produtora Conteúdos Diversos, que desenvolve projetos audiovisuais sobre causas aliadas ao propósito da transformação social, cidadania e educação. A programação completa do evento pode ser conferida no site https://unibescultural.org.br/calendario/assista-a-estreia-do-filme-a-a… ;

18 de março, 2019
Saneamento Ambiental Logo
SEMIÁRIDO
Vendas da AMA atingem R$ 2 milhões

Desenvolvida pela Ambev, a água mineral AMA tem todo o seu lucro obtido com vendas revertido para a construção de sistemas que levam água de qualidade para as famílias que vivem no semiárido brasileiro. As vendas da AMA atingiram recentemente a marca de R$ 2 milhões desde o seu lançamento – um pouco mais de um ano de existência. Até o momento onze comunidades do Ceará, Piauí e Bahia já receberam sistemas de captação de água, além de uma usina gerada por energia solar para distribuição a um baixo custo. Os sistemas são administrados pelos próprios moradores, que contam com apoio técnico e incentivo para o desenvolvimento sustentável da comunidade. Outros nove projetos serão entregues no Piauí, Pernambuco e Bahia. Serão cisternas e sistemas de tratamento de água cinza em escolas. Os 1.900 alunos beneficiados usarão a água tratada para cultivar hortas, e tudo o que for colhido irá complementar a merenda escolar. “Estamos muito contentes com esse resultado. Ele nos ajuda a construir o sonho de unir as pessoas por um mundo melhor. E com AMA temos o grande desafio de ajudar a garantir o acesso à água para todos, de um jeito simples e envolvendo nossos consumidores. Quando você escolhe AMA, ajuda a levar água para quem mais precisa”, vibra Carla Crippa, diretora de sustentabilidade da Cervejaria Ambev. As garrafas de 500 ml são vendidas em supermercados, bares, restaurantes e diversos outros pontos comerciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Distrito Federal e pelo site www.emporio.com/ama.&nbsp ;

7 de agosto, 2018
Saneamento Ambiental Logo
FORUM MUNDIAL DA ÁGUA
ONU defende soluções baseadas na natureza

As soluções baseadas na natureza podem colaborar para a melhoria da qualidade da água e do abastecimento, de acordo com relatório da ONU lançado no 8º Fórum Mundial da Água, que se realiza de 18 a 23 de março, em Brasília. De acordo com a entidade, os reservatórios, canais de irrigação e estações de tratamento não são os únicos instrumentos disponíveis para se fazer a gestão hídrica e que as soluções com base na natureza podem também desempenhar um papel importante no sentido de evitar desastres naturais. CNI pede regulação adequada Em evento realizado durante o Fórum, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu uma regulação adequada da água e melhoria dos dados e informações sobre as bacias hidrográficas, a fim de que se possa garantir “a disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas”. Segundo o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcos Guerra, a segurança hídrica representará o principal desafio de sustentabilidade nos próximos anos e, para o avanço dessa agenda, é importante ter ambiente favorável aos investimentos. “A estabilidade no fornecimento de água depende de investimentos públicos e privados em inovação e de encorajar empresas a se envolverem em ações mais ambiciosas para isso”, destacou. Já o secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, que participou do evento, afirmou que as empresas são as principais parceiras de governos em todo o mundo na superação dos desafios de segurança hídrica. “O Brasil tem posição privilegiada e o desenvolvimento sustentável pode ser transformado em diferencial competitivo para as empresas do país”, declarou.

19 de março, 2018
Saneamento Ambiental Logo
ÁGUA
Seminário em Brasília discute crise hídrica

Com o objetivo de discutir os principais problemas relacionados com a crise hídrica que afeta diversas regiões do Planeta, será realizado, nos dias 11 e 12 de janeiro, no Museu Nacional da República, em Brasília, o Águas Pelas Paz – II Seminário Nacional Água e Transdisciplinaridade. O seminário, que é um dos eventos oficiais preparatórios do 8º. Fórum Mundial da Água, que pela primeira vez se realiza no Hemisfério Sul (será em Brasília, em março próximo), promove a discussão sobre a sustentabilidade dos recursos hídricos do planeta e contará com a participação de cientistas nacionais e internacionais, além de líderes espirituais, políticos, representantes da iniciativa privada, acadêmicos, artistas e sociedade civil. Serão discutidos temas como desmatamento, redução dos níveis de chuva, desperdício de água, aumento exagerado do consumo hídrico, dentre outros. O corpo técnico do evento deverá contar com os cientistas Beverly Rubik, Ph.D. em Biofísica pela Universidade da Califórnia, e Harry Jabs, cientista e engenheiro do Institute for Frontier Science de Oakland, na Califórnia. No grupo de especialistas e ativistas, segundo os organizadores, estão Vera Catalão, professora e pesquisadora da Universidade de Brasília na área de Educação Ambiental e Ecologia Humana; André Lima, ambientalista, ativista e membro da Comissão de Sustentabilidade da OAB-DF; Moema Libera Viezzer, socióloga e consultora especializada em relações de gênero e meio ambiente; e Álvaro Tukano, diretor do Memorial dos Povos Indígenas. A expectativa é que ao final do evento seja produzido o documento “Carta Águas pela Paz”, que será apresentado como contribuição ao 8º Fórum Mundial da Água e ao Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA 2018). A participação é gratuita e estão abertas no site do evento: aguaspelapaz.eco.br

8 de janeiro, 2018
Saneamento Ambiental Logo
LIVROS
‘Águas Brasileiras’ tem apoio da Bauminas

Em evento na FGV, está sendo lançado o livro “Águas Brasileiras”, produzido pela “Editora Brasileira”, com patrocínio do Grupo Bauminas e apoio do Instituto Trata Brasil. O livro aborda o cenário hídrico brasileiro, além de traçar um diagnóstico das restrições hídricas do País e caminhos e soluções para enfrentá-las. “Águas Brasileiras” tem a participação de especialistas do setor que abordam temas, como reuso de água, preservação de mananciais, poluição e estratégias para revitalização dos rios urbanos, crise hídrica e outros pontos importantes que permeiam os recursos hídricos e saneamento básico no Brasil. Dados do Instituto Trata Brasil mostram que mais da metade dos brasileiros ainda não têm acesso à coleta dos esgotos e mais de 34 milhões de pessoas não têm acesso à água encanada, resultando num Brasil bastante defasado em relação aos serviços de infraestrutura nestas áreas. O livro discute estes dados, dentre outros números importantes, com artigos de especialistas como Édison Carlos, Pedro Scazufca, Álvaro Menezes, Bruna Monteiro, Stela Goldenstein, German Orjuela, Gesner Oliveira, Marcelo Morgado, Claudia Orsini, Fernando Marcato, Andréa Vasconcelos e outros importantes porta-vozes das águas e saneamento no Brasil. O evento de lançamento em São Paulo será realizado no dia 16 de agosto, das 14h às 16h30, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento de lançamento é gratuito e as inscrições serão limitadas de acordo com a capacidade do auditório.

16 de agosto, 2017
Saneamento Ambiental Logo
SANEAMENTO
4º Fórum Internacional Habitat do Cidadão debate crise hídrica

A 4ª edição do Fórum Internacional Habitat do Cidadão, realizado pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, aconteceu dia 1º de outubro, na cidade do Rio de Janeiro. Um dos temas em destaque foi o saneamento, no painel “Gestão, operação e capacitação para enfrentar os desafios do saneamento e a crise hídrica”. O evento reuniu nomes de referência no setor, como Edison Carlos, Presidente do Instituto Trata Brasil e moderador da mesa. O Fórum teve as apresentações de Newton Azevedo, Governador do Conselho Mundial da Água e conselheiro da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e indústria de Base); Guilherme Albuquerque, Gerente do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, e Flavio Crivellari, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Aegea, além da participação do especialista em excelência, Gustavo Utescher, Gerente de capitação e premiação da Fundação Nacional de Qualidade – FNQ. Crivellari defendeu as PPPs para o desenvolvimento do saneamento básico no Brasil. “Fazem parte do DNA da Aegea, uma das maiores do setor, uma forte governança corporativa, o uso de tecnologia, a gestão focada em eficiência e o diálogo com a sociedade”. O Diretor financeiro destacou ainda a importância da governança na atração de capital e listou o portfólio variado de aportes que a companhia recebeu recentemente, provenientes de instituições brasileiras e internacionais. Já entre os casos de sucesso nas operações, falou da queda de 56% para 19% do índice de perda de água em Campo Grande, onde atua a Águas Guariroba, primeira concessionária do grupo. O Gerente do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, Guilherme Albuquerque, disse que o patamar de investimentos no setor pouco se alterou nos últimos quatros anos, e ainda está abaixo do necessário para universalização dos serviços. Albuquerque disse “de que cerca de 50% do investimento no setor é proveniente de somente quatro prestadores, o que demonstra a carência de investimento na maior parte do território nacional, bem como a baixa participação do setor privado”. Apesar de não ter atuação específica no setor de saneamento, Utescher, da FNQ, tratou do elemento que foi considerado essencial por todos os palestrantes: a gestão eficiente. O especialista citou as bases do MEG – Modelo de Excelência de Gestão e mostrou casos de sucesso de empresas que adotaram as premissas. De acordo com a Fundação, na Indústria as usuárias do MEG mantêm desempenho acima da média do setor nos últimos 12 anos, com EBITDA, em 2012, de 23,6% para as usuárias, contra 12,5% do setor. Para ilustrar o conteúdo abordado por Utescher, Edison Carlos, do Trata Brasil, comentou que várias cidades do Norte e Nordeste apresentam atualmente índices de perdas de água da ordem de 70%, conforme dados divulgados pelo instituto com base no SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre o Saneamento). O líder do Conselho Mundial da Água no Brasil, Newton Azevedo, apontou que 70% da água é utilizada pela agricultura, 20% pela indústria e 10% pela população. “São necessários quatro elementos para vencer os desafios atuais, mas que devem ser aplicados em conjunto - planejamento integrado, gestão, tecnologia e investimento”. Neste sentido, Azevedo alertou para a necessidade de resolver o déficit de companhias públicas, Ele também citou avanços na tecnologia de dessanilização, apontando-a como uma alternativa viável para o Nordeste e as cidades no nível do mar. Para concluir, Azevedo defendeu a criação de um Ministério da Água para cuidar do tema de forma integrada e abrangente e promover as mudanças necessárias.

8 de outubro, 2015
Saneamento Ambiental Logo
INSUMOS
Aliança pela Água lança app sobre escassez

A Aliança Pela Água, rede que reúne mais de 60 entidades entre ONGs, especialistas e movimentos sociais lança, dia 10 de setembro, o aplicativo “Tá Faltando Água”, rede social de mobilização e conscientização que vai mapear a falta de água na região metropolitana de São Paulo. O lançamento acontecerá às 18 horas no espaço Aldeia, onde a Aliança Pela Água vai ainda promover um debate com Marussia Whately, coordenadora da Aliança, e Ricardo Manuel Castro, promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, com mediação do jornalista Bruno Torturra. Ao final, um coquetel vai marcar a inauguração da exposição da fotógrafa Martha Lu, que registrou famílias atingidas pela falta d’agua em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo, pelo link: www.saladecrise.com.br . O aplicativo utiliza sistemas de geolocalização do próprio celular ou o CEP do imóvel atingido e permite que as pessoas registrem a falta d’agua em seu imóvel. Assim como no aplicativo de trânsito “Waze”, será possível ver a incidência de falta d’agua em tempo real em toda a cidade, com avatares dos usuários indicando a localização. Parte da campanha "#TáFaltandoÁgua", o aplicativo permitirá ainda que a Aliança e seus parceiros produzam um mapeamento detalhado das áreas da região metropolitana de São Paulo que estão sofrendo com falta d’agua. “Mais do que apenas chamar atenção para o tamanho da crise dentro da casa das pessoas, o aplicativo permite que as pessoas percebam a dimensão da falta d’agua em seus bairros e possam se conscientizar e mobilizar em torno de soluções conjuntas”, explica Marussia. Serão duas versões do mesmo aplicativo: um disponível na internet, desenvolvido pelo Instituto Sócio Ambiental (ISA), para acesso via navegador, e outro para celulares com sistema operacional Android e iOS, desenvolvido por voluntários da empresa Autbank. Os resultados serão sistematizados e divulgados periodicamente no site Sala de Crise ( www.saladecrise.com.br ), da Aliança Pela Água, em formato de relatório e base de dados aberta para análises independentes.

10 de setembro, 2015
Saneamento Ambiental Logo
ÁGUA
7º Fórum Mundial recebe mais de 30 mil pessoas

Com a participação de mais de 30 mil pessoas, de 168 países, a cidade de Daegu, Coreia do Sul, sediou, entre os dias 12 e 17 de abril, o 7º Fórum Mundial da Água, que teve como temática central “Water For Our Future”, água para nosso futuro, um amplo debate sobre a questão dos recursos hídricos e ações para preservação do insumo. O Brasil, que receberá o 8º Fórum Mundial da Água em 2018, esteve presente com uma comitiva composta por 100 pessoas, entre representantes da academia, empresariado e parlamentares. Para Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da ABDIB e Governador do Conselho Mundial da Água, o evento aconteceu no momento em que o tema água recebe grande visibilidade perante a sociedade brasileira, devido ao atual cenário de crise hídrica e à grande prioridade que deve ser conferida ao saneamento. “O Brasil recebeu muitas visitas em seu pavilhão e o interesse de muitos países em apoiar o Fórum de Brasília, que será concebido num estilo americano – a ideia é atingir cerca de 400 milhões de habitantes da América do Sul, onde questões como gestão, tecnologia e soluções para água necessitam de grande avanço”, destacou o Governador da Água. Fazendo um balanço do evento, o sócio diretor da GO Associados, Gesner Oliveira, salientou que entre os painéis realizados durante o Fórum, um dos que chamou a atenção foi que falava sobre a criação do Ministério das Águas, “uma espécie de símbolo da importância que a água deve assumir na política pública”. Outro aspecto interessante foi o processo de inovação que está acontecendo em várias partes do mundo, ações que podem ser adaptadas no Brasil. No painel sobre a América Latina, Gesner citou a experiência dos diferentes países latino-americanos, destacando que o problema não é necessariamente falta de dinheiro, mas uma questão de gestão, de planejamento e de boa regulação – “é um problema mais institucional e menos de recursos naturais, físicos ou humanitários”. Para o diretor da GO Associados, a atual crise hídrica verificada em algumas regiões do Brasil teve o mérito de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de adotar novos padrões de comportamento perante a água: “não é só um problema do Governo ou do Estado e sim de toda a sociedade. Temos que nos concentrar agora numa forma de engajar as ONGs, as empresas, universidades e centros de pesquisa nesse esforço de organizar o encontro em Brasília”. “Rumo à Brasília 2018” Existe grande expectativa em relação ao Fórum de Brasília e, segundo ressalta Newton Azevedo, é preciso ousar um pouco mais: “os sete fóruns anteriores adotaram procedimentos burocráticos que acabaram cerceando a participação da sociedade no processo que define os assuntos a serem discutidos. O encontro no Brasil, em 2018, será o primeiro Fórum Mundial da Água no hemisfério Sul e a ideia do projeto ‘Rumo à Brasília’ objetiva preencher o vácuo que existe entre o final de um fórum e o início do outro. Queremos aproveitar essa sensibilização que já existe da sociedade sobre o tema água e tornar isso uma discussão organizada e programada, baseada em alguns ciclos”. O primeiro é a realização de um “road show” em seis ou sete cidades brasileiras que representem as regiões do Brasil e a visão da água dentro de seus conflitos de uso (abastecimento humano, industrial, agricultura, saúde); o segundo seria a organização do “Water Fun Fest” – evento de uma semana onde a sociedade, de forma lúdica, poderia interagir com o tema água como insumo básico. A ideia do projeto é motivar e atrair diversos atores a discutirem o tema água. Newton Azevedo reforça a necessidade de um planejamento integrado dos recursos hídricos, já que 70% do uso é agricultura, 20% indústria e somente 10% abastecimento humano – não há como discutir as questões de forma isolada. Nesse aspecto, Gesner Oliveira ressaltou as experiências bem sucedidas apresentadas durante o 7º Fórum, como a narrativa do Japão que nos fins dos anos 60, início dos anos 70, passou por um procedimento de racionamento de água para atingir hoje uma situação de segurança hídrica bastante importante e com níveis de perdas de apenas 2% a 3%. Também chamou a atenção do diretor da GO Associados a mudança tecnológica e a redução de custos de alternativas como a dessalinização presentes em várias partes do mundo, assim como ações de educação ambiental e consumo racional da água, além da adoção de equipamentos simples e portáteis que fazem a rega de jardins com água de reuso. Principais temas da Declaração de Daegu Newton Azevedo elencou sete principais temas que fazem parte da Declaração de Daegu, a seu ver, como a questão do planejamento integrado dos recursos hídricos – “nesse ponto o Brasil leva certa vantagem em razão de planos setoriais já elaborados, como o Plano Nacional de Saneamento, o Plano de Recursos Hídricos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas que ainda não se comunicam como deveriam. Com a integração destes, teríamos como definir uma política pública sobre água em nível de governo federal, onde se pudesse discutir o assunto segurança hídrica”. Na questão tecnológica, as práticas de reuso e dessalinização já existem há algum tempo e se o Brasil tiver a intenção de implantar um projeto de dessalinização dentro de cinco ou seis anos precisa começar a discutir agora o assunto. Outro ponto importante é a regulação, com o estabelecimento de um ambiente jurídico institucional saudável. A complementariedade de recursos públicos com os privados – já temos exemplos de sucesso de PPPs. Um novo olhar sobre as mudanças climáticas também será objeto de destaque no documento, assim como maior atenção ao aspecto capacitação, melhor gestão e requalificação de cada nível dos funcionários que atuam no setor . Durante o 7º Fórum Mundial da Água foi assinado um ofício para criação do Centro Hydros de Formação e Qualificação para atuar na capacitação dos funcionários na base da pirâmide, ou seja, a fase operacional das empresas de saneamento. Para Newton Azevedo, os pontos citados estão de acordo com as necessidades brasileiras do momento e algumas soluções já podem começar a ser implementadas.

23 de abril, 2015