SANEAMENTO

Ferramenta de Inteligência Geográfica

Apesar das chuvas ocorridas em 2016, a crise hídrica – somada à crise financeira – está longe de ser resolvida no País. Ou seja, a máxima do “fazer mais com menos” continua em voga, especialmente no setor de saneamento. Para auxiliar nessa árdua tarefa, a Imagem, empresa de destaque no setor de Sistemas de Informações Geográficas e distribuidora oficial da Esri no Brasil, coloca à disposição das companhias de água e esgoto a geotecnologia, ferramenta que permite visão completa dos ativos de saneamento, monitora o comportamento de cada local durante os ciclos de faturamento e integra informações de diferentes fontes, como área financeira, equipes de manutenção, diretoria e consumidores.

Em sua carteira de clientes estão empresas como a Sabesp (SP), SeMAE (São José dos Campos), o Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, a Caesb (DF), Compesa (PE) e Saned, em Diadema (SP). Um dos contratos mais recentes foi assinado com o DMAE – Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre (RS), que adotou a Solução de Inteligência Geográfica da Imagem para uma revisão completa da situação dos consumidores, “melhorando assim o entendimento sobre a condição financeira dos moradores da capital gaúcha e o número de pagantes da tarifa social de água e esgoto, destinada às famílias de baixa renda”, ressalta Leandro Moreira, gerente da área de Saneamento da Imagem.

Quando a solução começou a ser implantada em Porto Alegre, quase um quarto da população pagava a tarifa social, mesmo sendo o beneficio destinado a usuários residentes em prédios de até 40m², habitações coletivas construídas através da Cohab e do Demhab e instituições culturais, assistenciais ou de educação extraescolar.

“O DMAE sabia da necessidade de fazer a revisão desse benefício, mas considerava que para executar o procedimento teria que entrar em todos os lotes e medir as edificações”, conta Moreira. Foi aí que o Departamento fez a opção pelo uso da Inteligência Geográfica, que possibilitou o cruzamento entre as informações comerciais dos consumidores e dados da base cartográfica, com imagens de satélite e fotos aéreas, o que dispensou a necessidade de visita aos imóveis. O resultado da análise permitiu, de forma ágil e assertiva, identificar que entre 72 mil clientes, 47 mil não se enquadravam na categoria determinada por lei para pagamento da tarifa social.

Outro fator aprimorado com a Inteligência Geográfica foi o entendimento sobre a localização e o tipo de rede de esgoto e água do município de 42 mil clientes. Destes, a tarifa foi alterada em 50%, pois constavam como ligação executada (isto é, provisória) e a outra metade foi encaminhada para vistorias técnicas ou para avaliação de ligação dos prédios onde moram ou na rede. “Após a vistoria, observou-se que 90% dos ramais já estavam ligados, comprovando a eficiência do projeto e melhoria de processo de cadastro, migrando a base de mapas para o geoprocessamento”, informa Moreira.

A satisfação do DMAE quanto às funcionalidades da ferramenta se traduz em ações efetivas aos gestores da companhia e também em prol da população. “Com a solução, conseguimos melhorar nosso atendimento ao cliente e identificar pontos com maiores déficits de atendimento. Hoje temos condições de gerir de forma mais assertiva o planejamento da cidade, controlar parte das obras e planejar a substituição das redes de água e esgoto, além de fazer uma revisão do cadastro comercial e da recuperação de receita por meio do controle de perdas físicas e financeiras”, testemunha Fernando Neuwald, engenheiro Civil no DMAE.

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