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ARGENTINA

Fracking ameaça produção de vinhos e maçãs

Segundo informações da imprensa argentina, o governador da Província de Mendoza, Alfredo Cornejo, concedeu autorização para que um projeto-piloto de exploração de petróleo através do fracking aconteça em Malargüe. A decisão atinge diretamente a bacia do rio Salado e abala a confiança dos cidadãos da província no governo, já que em grande proporção se opõem a tal medida. Localizada na patagônia argentina e ladeada pela Cordilheira dos Andes, Mendoza possui umas das regiões produtoras de vinho mais ricas do mundo, bem no coração de um quente e árido deserto. Com um sistema de irrigação herdado dos povos tradicionais, os Andes são a fonte mais importante de água através do degelo, que é controlado por canais chamados de ‘acéquias’. Desta forma, os ‘oásis’ garantem os vinhedos e a produção de vinho, principal atividade econômica da província, além da sobrevivência de aproximadamente 1,7 milhão de habitantes. A preocupação da população de Mendoza com a exploração de petróleo por fracking ocorre principalmente com os impactos ambientais, econômicos e sociais que essa tecnologia provoca, bem como seu legado de contaminação, destruição e morte. As províncias vizinhas de Neuquén e Río Negro, assim como o sul de Mendoza, estão localizadas na região conhecida como Vaca Muerta, um extenso campo de petróleo e gás não convencional. Chamada de ‘zona de sacrifício’, Vaca Muerta gera energia a partir do xisto para todo o país às custas do aniquilamento da tradicional produção de peras e maçãs, da contaminação das reservas de água de superfície e subterrâneas, além de impactos nocivos à saúde das pessoas e animais. Isto sem contar o verdadeiro genocídio do povo indígena Mapuche, que teve suas terras expropriadas por conta do fracking, e sofre com doenças crônicas decorrentes da contaminação por produtos tóxicos, muitos deles cancerígenos e até radioativos. Com o fracking há mais de dez anos na região, os produtores de peras e maçãs não conseguem mais exportar sua produção, que é rejeitada pelo mercado internacional e até interno, em função da contaminação causada pelos químicos usados no processo de extração do petróleo e gás não convencional. Em junho de 2013, o Departamento de General Alvear, que faz divisa com Neuquén, aprovou por unanimidade a Portaria 3934/13, que proíbe o fracking exatamente para proteger o meio ambiente, as reservas de água e a economia local. Para garantir o deserto, já foi aprovada a lei 7.722 em 11 de junho de 2007, que proibiu a mineração a céu aberto com o objetivo de proteger a água da contaminação. Desde então, produtos químicos, tais como cianeto, mercúrio, ácido sulfúrico, e outras substâncias tóxicas semelhantes usadas na mineração estão proibidos, para proteger as fontes de recursos hídricos. O Departamento de General Alvear, através da Multisectorial, já lançou um comunicado rechaçando a autorização em Malargüe e solicitando a imediata suspensão da perfuração ao Ministério de Energia e Mineração.

Segundo informações da imprensa argentina, o governador da Província de Mendoza, Alfredo Cornejo, concedeu autorização para que um projeto-piloto de exploração de petróleo através do fracking aconteça em Malargüe. A decisão atinge diretamente a bacia do rio Salado e abala a confiança dos cidadãos da província no governo, já que em grande proporção se opõem a tal medida.
 
Localizada na patagônia argentina e ladeada pela Cordilheira dos Andes, Mendoza possui umas das regiões produtoras de vinho mais ricas do mundo, bem no coração de um quente e árido deserto. Com um sistema de irrigação herdado dos povos tradicionais, os Andes são a fonte mais importante de água através do degelo, que é controlado por canais chamados de ‘acéquias’. Desta forma, os ‘oásis’ garantem os vinhedos e a produção de vinho, principal atividade econômica da província, além da sobrevivência de aproximadamente 1,7 milhão de habitantes.
 
A preocupação da população de Mendoza com a exploração de petróleo por fracking ocorre principalmente com os impactos ambientais, econômicos e sociais que essa tecnologia provoca, bem como seu legado de contaminação, destruição e morte. As províncias vizinhas de Neuquén e Río Negro, assim como o sul de Mendoza, estão localizadas na região conhecida como Vaca Muerta, um extenso campo de petróleo e gás não convencional.
 
Chamada de ‘zona de sacrifício’, Vaca Muerta gera energia a partir do xisto para todo o país às custas do aniquilamento da tradicional produção de peras e maçãs, da contaminação das reservas de água de superfície e subterrâneas, além de impactos nocivos à saúde das pessoas e animais. Isto sem contar o verdadeiro genocídio do povo indígena Mapuche, que teve suas terras expropriadas por conta do fracking, e sofre com doenças crônicas decorrentes da contaminação por produtos tóxicos, muitos deles cancerígenos e até radioativos.
 
Com o fracking há mais de dez anos na região, os produtores de peras e maçãs não conseguem mais exportar sua produção, que é rejeitada pelo mercado internacional e até interno, em função da contaminação causada pelos químicos usados no processo de extração do petróleo e gás não convencional. Em junho de 2013, o Departamento de General Alvear, que faz divisa com Neuquén, aprovou por unanimidade a Portaria 3934/13, que proíbe o fracking exatamente para proteger o meio ambiente, as reservas de água e a economia local.
 
Para garantir o deserto, já foi aprovada a lei 7.722 em 11 de junho de 2007, que proibiu a mineração a céu aberto com o objetivo de proteger a água da contaminação. Desde então, produtos químicos, tais como cianeto, mercúrio, ácido sulfúrico, e outras substâncias tóxicas semelhantes usadas na mineração estão proibidos, para proteger as fontes de recursos hídricos. 
 
O Departamento de General Alvear, através da Multisectorial, já lançou um comunicado rechaçando a autorização em Malargüe e solicitando a imediata suspensão da perfuração ao Ministério de Energia e Mineração. 

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