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FONTES RENOVÁVEIS

Geração de energia da OCDE cresce 4,5% em março

Geração de energia da OCDE cresce 4,5% em março

OCDE atingiu 908,7 TWh, um aumento de 3,1% em relação a março de 2024, dos quais 392,9 TWh (43,2%) foram produzidos a partir de combustíveis fósseis, 358,7 TWh (39,5%) de fontes renováveis e 153,2 TWh (16,9%) de energia nuclear.

Em março de 2025, a geração líquida total de eletricidade na OCDE atingiu 908,7 TWh, um aumento de 3,1% em relação a março de 2024, dos quais 392,9 TWh (43,2%) foram produzidos a partir de combustíveis fósseis, 358,7 TWh (39,5%) de fontes renováveis e 153,2 TWh (16,9%) de energia nuclear. No acumulado do ano, a produção líquida total de eletricidade aumentou 3,5% no primeiro trimestre de 2025. A geração de eletricidade a partir de combustíveis fósseis aumentou 1,2% em relação ao ano anterior na OCDE em março de 2025. A geração a partir de gás natural diminuiu 2,6% em relação ao ano anterior (-6,4 TWh) e a geração a partir de carvão aumentou 8,7% em relação ao ano anterior (+10,7 TWh). As participações de gás natural, carvão e petróleo na geração total de eletricidade foram de 26,7%, 14,8% e 1,2%, respectivamente. O aumento na geração de eletricidade a carvão foi impulsionado pela OCDE Américas (+24,0% a/a, +11,2 TWh) e OCDE Europa (5,2% a/a, +1,7 TWh), enquanto a geração diminuiu na OCDE Ásia-Oceania (-4,8% a/a, -2,1 TWh). Aumentos notáveis foram observados nos Estados Unidos (+27,3% a/a, +11,1 TWh) e na Alemanha (+16,9% a/a, +1,6 TWh). No acumulado do ano, a geração de eletricidade a partir do carvão aumentou 8,0% na OCDE (+35,3 TWh).

A geração de eletricidade a partir de fontes renováveis cresceu 4,5% em relação ao ano anterior (+15,6 TWh) na OCDE em março de 2025. A produção proveniente da geração solar continua a aumentar (+28,8% a/a, +18,9 TWh), contrabalançando a queda observada na geração hidrelétrica (-6,6% a/a, -8,8 TWh). Essa tendência foi impulsionada principalmente pela OCDE Europa, onde a geração de eletricidade hidrelétrica caiu 18,1% a/a (ou -11,3 TWh), impulsionada pela França (-2,0 TWh), Itália (-1,4 TWh), Suíça (-1,5 TWh) e Turquia (-1,3 TWh). Por outro lado, a geração de eletricidade eólica aumentou na OCDE (+3,1% a/a, +3,5 TWh), totalizando 115,0 TWh. A geração de energia nuclear aumentou 4,8% em relação ao ano anterior (+7,0 TWh) na OCDE em março de 2025. A produção de energia nuclear aumentou na OCDE Europa (7,1% em relação ao ano anterior, +3,8 TWh) e na OCDE Ásia-Oceania (+15,3%, +3,3 TWh), enquanto na OCDE Américas permaneceu estável (-0,2% em relação ao ano anterior, -0,1 TWh). No acumulado do ano, a OCDE Ásia-Oceania registrou o maior aumento na produção nuclear (+16,5%, +10,5 TWh) no primeiro trimestre de 2025.

A geração de eletricidade a partir da energia solar aumentou significativamente na Índia em relação ao ano anterior (+37,5%, +4,7 TWh), atingindo uma participação de 9,8% da geração total de eletricidade no país. A geração de eletricidade a partir de outras fontes de baixo carbono também aumentou acentuadamente em relação ao ano anterior: +17,4% (+0,6 TWh) para a energia nuclear, +25,4% (+1,9 TWh) para a energia hidrelétrica e +12,1% (+0,6 TWh) para a energia eólica. Por outro lado, a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis combustíveis diminuiu (-12,6%, -0,6 TWh em relação ao ano anterior).

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Carvão perde espaço para energias limpas na China

Segundo o Comunicado Estatístico de 2016 sobre Desenvolvimento Econômico e Social do Escritório Nacional de Estatísticas da China, o país asiático alcançou recorde mundial de 33,2 GW instalados em 2016, o dobro do recorde anterior (15 GW), de 2015. A energia solar no grid cresceu 34% ano sobre ano para 39TWh em 2016. Até 2020, a China planeja investir US$ 360 bilhões para ampliar a participação das renováveis na sua matriz energética, impulsionando novos empregos e o desenvolvimento tecnológico. "A transformação no setor elétrico da China continua. A demanda por energia se dissociou da atividade econômica e, quando isso é combinado com o recorde de instalações de energia renovável, o resultado é que a China continua a se afastar do carvão mais rapidamente do que se esperava", analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA). "O carvão é o maior perdedor no mercado de energia chinês. Pelo terceiro ano consecutivo, a produção e o consumo caíram, enquanto a taxa de utilização dos geradores a carvão baixou para 47,5%, o mais baixo de todos os tempos", completa. A China instalou 17,3GW de energia solar no último ano, abaixo dos 29GW alcançados em 2015. A geração eólica cresceu 19%, para 211TWh. Em termos de geração de energia eólica offshore, a análise coloca o Shanghai Electric Wind Power Equipment (Sewind) da China como o maior desenvolvedor de 2016 globalmente, comissionando 489MW de nova capacidade. Quando solar e eólica são combinadas com 18GW por ano de novas capacidades em energia hidrelétrica e 5GW por ano de capacidade nuclear instalada em toda a China nos últimos quatro anos, a geração de eletricidade de emissão zero atendeu 70% do crescimento na demanda por eletricidade na China após 2013. A produção de carvão da China teve um recuo recorde de 9%, para 3,410 milhões de toneladas (Mt) em 2016. Isso reduziu a média de três anos para 4,9% ao ano; um declínio de 564Mt no total. Os resultados fizeram a Agência Internacional de Energia (AIE) a concluir que o consumo de carvão da China provavelmente atingiu seu pico em 2013. O consumo de carvão da China caiu 4,7% no ano passado na comparação com 2015. Com o crescimento no consumo de gás natural de 8% face ao ano anterior, estes dois números sugerem uma redução dramática na queima direta de carvão em usos residenciais e industriais de auto-uso. Entre 2013 e 2016 a China adicionou um total de 200GW de geração de eletricidade a carvão que hoje estão parcialmente ociosos. A conseqüência foi um colapso para uma taxa recorde de 47,5% de utilização da capacidade de carvão para o setor de energia a carvão em 2016, abaixo de um pico de curto prazo de 79% da utilização da capacidade em 2011.

7 de março, 2017
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ENERGIAS RENOVÁVEIS
Capacidades batem recorde em 2015

Segundo dados recentes divulgados pela Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), a capacidade de produção de energias renováveis cresceu 152 GW ou 8,3% em 2015, a mais alta taxa de crescimento anual já registrada. A edição de 2016 do relatório “Estatísticas sobre a Capacidade das Renováveis”, aponta que no final de 2015 havia 1.985 GW de capacidade de geração renovável em todo o mundo. "A implantação de energias renováveis continua a crescer ao redor do mundo, mesmo diante dos baixos preços do petróleo e do gás. Os custos decrescentes das tecnologias e uma série de fatores econômicos, sociais e ambientais estão favorecendo as energias renováveis em relação às fontes convencionais", explicou o Diretor-Geral da IRENA, Adnan Z. Amin. “O crescimento inédito associado aos investimentos recordes de US$ 286 bilhões em 2015 mostra para investidores e formuladores de políticas um forte sinal de que as fontes renováveis são agora a melhor opção para a geração de energia em todo o mundo”. Em 2015, o ano foi positivo para as energias eólica e solar, por causa da queda contínua nos custos da tecnologia. No caso da energia eólica, o crescimento de 63 GW (17%) foi impulsionado por uma redução de até 45% no preço das turbinas terrestres desde 2010. A capacidade solar, por sua vez, aumentou em 47 GW (37%) graças à queda de até 80% nos preços dos módulos solares fotovoltaicos nesse período. Já a capacidade hidrelétrica aumentou 35 GW (3%), enquanto a capacidade de bioenergia e a de energia geotérmica aumentaram 5% cada (5 GW e 1 GW, respectivamente). A América Central e caribe registraram crescimento de 14,5% na capacidade de geração de energias renováveis. Já a Ásia apresentou alta de 58% da nova capacidade global de geração de energia renovável em 2015, a expansão foi de 12,4%. Na Europa, as renováveis aumentaram 24 GW (5,2%) e 20 GW (6,3%) na América do Norte. No final do ano, a energia hidráulica respondeu pela maior parcela do total da capacidade global de geração de energia renovável, com uma capacidade instalada de 1.209 GW, a maioria dos quais vindo de usinas de grande escala. As energias eólica e solar foram responsáveis pela maior parte do restante, com uma capacidade instalada de 432 GW e 227 GW, respectivamente. Outras energias renováveis incluem 104 GW de bioenergia, 13 GW de energia geotérmica e cerca de 500 MW de energia marinha (marés, das ondas e do oceano).

13 de abril, 2016
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FONTES LIMPAS
Combustíveis fósseis perdem espaço no Japão

Um novo relatório do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA), lançado durante a Conferência da Fundação de Energias Renováveis do Japão (JREF), mostrou que os combustíveis fósseis serão os principais perdedores no setor de energia no país asiático. "Com quase US$ 20 bilhões investidos anualmente em novos desenvolvimentos solares que estão trazendo 8 GW ao ano de eletricidade alimentada por energia solar, o Japão é um dos três maiores mercados globais de instalações solares atualmente. O país está fazendo jus ao seu epíteto de Terra do Sol Nascente ", resumiu o autor Tim Buckley, Diretor de Estudos em Finanças e Energia do IEEFA. O Japão fica atrás da China, com 15 GW de instalações. Os Estados Unidos apresentaram 7,5GW de instalações solares. Desta forma, o total de instalações solares japonesas podem ter atingido cerca de 30 GW no final de 2015 e estão a caminho de exceder os 50 GW até 2020. A Associação de Energia Fotovoltaica do Japão publicou, em abril passado, um documento de estratégia que define como o país pode chegar a 100 GW de capacidade de geração fotovoltaica instalada em 2030. Isto implicaria na geração anual de mais de 110TWh de produção de energia solar, o que equivale a 15% da demanda total de eletricidade do Japão. "Como estamos vendo em todo o mundo, o crescimento das energias renováveis, combinado com significativos avanços em eficiência energética, está tendo um impacto tangível sobre os combustíveis fósseis", destacou Buckley. Apesar disso, o Japão ainda conta com 47 usinas de energia movidas a carvão e seus investidores devem ter cautela nestas transformações, para não transformar as unidades em algo antieconômico. O IEEFA observa que se o Japão construir novas usinas movidas a carvão o resultado será a subutilização do parque. Isto já aconteceu com a China, onde a taxa de utilização das usinas a carvão caiu de pouco mais de 60% em 2011 para um recorde de baixa de 49,4% em 2015. Da mesma forma, na Índia o acréscimo anual de 15GW de novas usinas movidas a carvão encontrou uma demanda mais fraca do que o previsto. O resultado: a taxa de utilização do setor de energia a carvão da Índia caiu de 75% em 2011 para uma taxa média estimada de 61% em 2015 (com IEEFA prevendo uma nova queda para um recorde de 57-58% em 2016). "Como vimos na Índia, China, Austrália e Europa, a redução de custos das energias renováveis, catalisada pelo imperativo de reduzir as emissões de carbono, está rapidamente tornando redundante o acréscimo de geração de carvão térmico", explicou Buckley. "Hoje, o Japão tem uma grande oportunidade de se beneficiar desta tendência, investindo ainda mais em eficiência energética, em energia eólica e em solar e evitando o erro de novos investimentos em carvão."

16 de março, 2016
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RENOVÁVEIS
Para BP, setor deve crescer 6,6% ao ano até 2035

A edição 2016 do relatório Energy Outlook, publicado anualmente pela BP, que traz o panorama do setor energético até 2035, aponta para um discreto avanço das energias renováveis em relação aos combustíveis fósseis, cenário que, na avaliação de especialistas, distorce o real potencial das renováveis. A BP prevê que a demanda por energia crescerá 34% entre 2014 e 2035 - 1,4% ao ano. No ano passado, a projeção era de 37%. A revisão para baixo deve-se a uma maior eficiência energética. A previsão para as energias renováveis é de um crescimento de 6,6% ao ano. A projeção de demanda de energia renovável em 2035 foi revista para acima de 14% em comparação com os números do ano passado. Mas os números da BP indicam que apenas 34% do crescimento no consumo de energia entre 2014 e 2035 serão atendidos por energias renováveis ​​- eólica, solar, biocombustíveis, hídrica, 6,5% em nuclear. Segundo o relatório da BP, os combustíveis fósseis irão fornecer 79% das necessidades de energia do mundo em 2035. Ainda assim, trata-se de uma queda em relação à previsão de 81% em 2015 e de 86% em 2013. As energias de baixo carbono - energias renováveis ​​e nuclear - fornecerão 21% da energia mundial em 2035, segundo os novos números da BP. Para efeito de comparação, o cenário de aumento global da temperatura de 2 graus da IEA estima que fontes de baixo carbono serão responsáveis ​​por um terço do abastecimento de energia em 2035. A demanda por carvão em 2035 foi revista para baixo 6% em relação à previsão do ano passado, devido a um abrandamento do crescimento econômico da China e "políticas ambientais e climáticas que encorajam uma mudança mais rápida para combustíveis de baixo carbono". A demanda por gás, de acordo com o relatório, vai crescer 1,8% ao ano até 2035, uma revisão ligeiramente para baixo em relação ao 1,9% ao ano na perspectiva do ano passado. Já a produção de gás de xisto deve crescer fortemente (5,6% ao ano), diz a BP. O petróleo cresce de forma constante (0,9% ao ano), embora a tendência de redução da sua participação continue.

17 de fevereiro, 2016