SANEAMENTO

Iguá assume concessão parcial em 74 municípios sergipanos

Iguá assume concessão parcial em 74 municípios sergipanos

A Iguá fez proposta de R$ 4,536 bilhões, o maior ofertado entre os concorrentes (122,6% acima do valor mínimo estipulado pelo edital). O lance mínimo estipulado para o leilão era de R$ 2 bilhões.

A Iguá Saneamento arrematou o leilão de concessão parcial dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Sergipe, realizado no dia 4 de setembro, na sede da B3, em São Paulo. A Iguá fez proposta de R$ 4,536 bilhões, o maior ofertado entre os concorrentes (122,6% acima do valor mínimo estipulado pelo edital). O lance mínimo estipulado para o leilão era de R$ 2 bilhões. Com o resultado, a Iguá passa a atender sete estados brasileiros e 101 municípios e cerca de cinco milhões de pessoas.

Com contrato de 35 anos, a Iguá investirá R$ 6,3 bilhões no período, conforme estudo referencial do BNDES, para a universalização dos serviços até 2033. Deste total, R$ 4,7 bilhões deverão ser aplicados nos dez primeiros anos. A Iguá Saneamento será a responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 74 dos 75 municípios sergipanos, beneficiando aproximadamente 2,3 milhões de pessoas.

A Deso – Companhia de Saneamento de Sergipe - seguirá responsável pela captação e tratamento da água, que será vendida à concessionária. “A conquista do contrato para atuar em Sergipe é mais um marco importante, pois reflete a consolidação, expansão e o crescimento sustentável da companhia. Cada vez mais, a Iguá segue firme em seu propósito de ser a melhor empresa de saneamento para o Brasil”, afirma o CEO da Iguá Saneamento, Roberto Barbuti. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com base nos dados de 2022, a cobertura de água em Sergipe era de aproximadamente 91% e a de esgoto era de cerca de 35%. O contrato de concessão prevê alcançar a meta estipulada pelo Novo Marco do Saneamento (Lei Federal 14.026, de 2020), de 99% de água potável e 90% de cobertura de esgoto em 2031. A receita principal virá da cobrança direta de tarifa dos usuários dos serviços.


Artigos Relacionados

Escassez hídrica exige nova governança e ação integrada, apontam especialistas
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Escassez hídrica exige nova governança e ação integrada, apontam especialistas

Debate promovido, em São Paulo, reúne especialistas do setor para discutir desafios da gestão da água, impactos das mudanças climáticas e caminhos para garantir segurança hídrica no Brasil

1 de abril, 2026
O paradoxo da água no Brasil
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
O paradoxo da água no Brasil

Falhas na infraestrutura e na gestão comprometem saúde pública, produtividade e o uso eficiente dos recursos hídricos no país

1 de abril, 2026
Governança e Saneamento no Vale do Ribeira
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Governança e Saneamento no Vale do Ribeira

A gestão dos recursos hídricos no Brasil fundamenta-se em um modelo descentralizado e participativo, tendo nos Comitês de Bacias Hidrográficas sua expressão máxima de governança. Na UGRHI 11 o CBH-RB concilia a preservação da Mata Atlântica com desenvolvimento socioeconômico.

1 de abril, 2026
O futuro do saneamento passa pela inovação e ele já está em curso
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
O futuro do saneamento passa pela inovação e ele já está em curso

Entre desafios estruturais e avanços tecnológicos, o Brasil acelera a modernização do setor com foco em eficiência, universalização e qualidade de vida.

1 de abril, 2026
Ranking do Saneamento 2026 mostra contraste entre eficiência e atraso no país
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Ranking do Saneamento 2026 mostra contraste entre eficiência e atraso no país

Estudo aponta avanços em municípios mais estruturados e reforça a urgência de ampliar investimentos para universalização até 2033

1 de abril, 2026
Risco climático no Brasil: por que desastres vão além do clima
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Risco climático no Brasil: por que desastres vão além do clima

A interação entre eventos extremos, ocupação urbana e desigualdade social amplia impactos e desafia políticas públicas

1 de abril, 2026
ESG no Saneamento: tendência ou obrigação?
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
ESG no Saneamento: tendência ou obrigação?

1 de abril, 2026
Universalização do saneamento e impactos sociais: segurança jurídica, investimento e transformação estrutural
Revista ed. 204
Ed. 204
SANEAMENTO
Universalização do saneamento e impactos sociais: segurança jurídica, investimento e transformação estrutural

1 de abril, 2026