ÁREAS DE RISCO

IPT apresenta estudo para gestão em desastres naturais

IPT apresenta estudo para gestão em desastres naturais

O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Eduardo Soares de Macedo, da seção de Investigações, Riscos e Gerenciamento Ambiental

No dia 24 de agosto, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentaram ‘Gestão de Riscos Geológicos: Responsabilidade e Atuação dos Municípios’ durante a ‘CPI de Prevenção de Deslizamento em Encostas’, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Eduardo Soares de Macedo, da seção de Investigações, Riscos e Gerenciamento Ambiental na unidade de negócios Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente do IPT.
Para Macedo, a gestão de riscos para desastres naturais no Estado de São Paulo deve contemplar três linhas básicas de trabalho. "A primeira é resolver problemas fazendo obras de reurbanização; a segunda, evitar que a área de risco se forme, com planejamento urbano; e, por último, conviver com o risco contando com planos de emergência, mapeamento e Defesa Civil”. Em 2018, o pesquisador já havia coordenado um estudo de mapeamento em áreas de risco em São Sebastião, litoral paulista. Cinco anos depois a cidade enfrentou sua maior tragédia ambiental, com mais de 60 mortes em decorrência dos deslizamentos de terra causados pelas chuvas. "Foram escorregamentos que ocorreram, inclusive, em áreas não mexidas pela população.” Choveu 648 mm em dez horas na cidade litorânea, ante uma previsão de 200 em três dias.

Segundo Macedo, São Sebastião deve passar por novo mapeamento, agora com parceria federal. "Estamos negociando com o Ministério das Cidades, que poderá bancar o trabalho. O projeto deverá incluir a população, um mapeamento participativo que já tem algumas experiências bem-sucedidas no Brasil”.

Uma semana antes, a Alesp promoveu outra reunião da ‘CPI de Prevenção de Deslizamento em Encostas da Alesp’. Fabrício Mirandola, pesquisador e diretor de Estratégia e Relações Institucionais do IPT, falou sobre o Plano Municipal de Redução de Riscos e reforçou a necessidade da discussão permanente, enfatizando “a importância de se criar uma 'cultura de risco'. Ou seja, discutir sempre sobre o tema, e não só em momentos de catástrofes”. O pesquisador esclareceu aspectos técnicos que podem ajudar para a compreensão do problema. O objetivo é investigar as políticas públicas que foram adotadas e quais deverão ser aplicadas para a prevenção e o tratamento técnico das áreas de deslizamento de encostas do Estado.

Na ocasião, Fabrício apresentou o ‘Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)’ para o município de São Sebastião, coordenado por ele. De acordo com o geólogo, o PMRR utiliza uma metodologia nacional para identificar, mapear e analisar áreas de risco, inundação ou solapamento de margem. Uma vez identificados e categorizados os riscos, são tomadas medidas que possam mitigá-los. O parâmetro usado no plano contribui, especialmente, para o governo planejar a distribuição de verba para a realização de ações contra deslizamentos, com foco em habitação, monitoramento, defesa civil e outras voltadas para a engenharia.

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