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VEÍCULOS ELÉTRICOS

Itaipu e Copel instalam estação de recarga

A Itaipu Binancional e a Companhia Paranaense de Energia (Copel) inauguraram, dia 30 de agosto, em Foz do Iguaçu uma estação de recarga rápida (fast charger) de veículo elétrico. A estação fará parte da primeira eletrovia paranaense, ligando a região Oeste a Paranaguá. O eletroposto foi instalado em frente ao Centro de Recepção de Visitantes (CRV) de Itaipu, ao lado da barreira de controle da usina. Qualquer motorista com veículo elétrico poderá carregar a bateria de seu carro no local, gratuitamente. O projeto da eletrovia foi lançado no final de março deste ano e pretende cortar 700 km da BR-277, ligando a cidade portuária de Paranaguá a Foz do Iguaçu. A expectativa é instalar de oito a dez eletropostos no trecho – cinco deles custeados pela Itaipu e o restante pela Copel, com recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A iniciativa permitirá ao motorista deixar o litoral do Paraná e ir a Foz do Iguaçu, abastecendo as baterias nos postos de recarga rápida instalados no caminho. A distância entre os postos será de aproximadamente 100 km, suficientes para permitir a viagem. Até o momento já foram instaladas duas estações de recarga, uma em Paranaguá e outra em Curitiba. Estão previstas outras em Medianeira, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Irati. A expectativa é todas as estações estejam em operação até o final de 2018. De acordo com o chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, Celso Novais, as estações da eletrovia paranaense terão três tipos de conectores e poderão atender 99% dos veículos elétricos ou híbridos vendidos hoje no mundo. Com apenas 20 minutos na tomada, aproximadamente, será possível alcançar 80% da carga.

A Itaipu Binancional e a Companhia Paranaense de Energia (Copel) inauguraram, dia 30 de agosto, em Foz do Iguaçu uma estação de recarga rápida (fast charger) de veículo elétrico. A estação fará parte da primeira eletrovia paranaense, ligando a região Oeste a Paranaguá. 
 
O eletroposto foi instalado em frente ao Centro de Recepção de Visitantes (CRV) de Itaipu, ao lado da barreira de controle da usina. Qualquer motorista com veículo elétrico poderá carregar a bateria de seu carro no local, gratuitamente. O projeto da eletrovia foi lançado no final de março deste ano e pretende cortar 700 km da BR-277, ligando a cidade portuária de Paranaguá a Foz do Iguaçu. A expectativa é instalar de oito a dez eletropostos no trecho – cinco deles custeados pela Itaipu e o restante pela Copel, com recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 
A iniciativa permitirá ao motorista deixar o litoral do Paraná e ir a Foz do Iguaçu, abastecendo as baterias nos postos de recarga rápida instalados no caminho. A distância entre os postos será de aproximadamente 100 km, suficientes para permitir a viagem. Até o momento já foram instaladas duas estações de recarga, uma em Paranaguá e outra em Curitiba. Estão previstas outras em Medianeira, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Irati. A expectativa é todas as estações estejam em operação até o final de 2018. De acordo com o chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, Celso Novais, as estações da eletrovia paranaense terão três tipos de conectores e poderão atender 99% dos veículos elétricos ou híbridos vendidos hoje no mundo. Com apenas 20 minutos na tomada, aproximadamente, será possível alcançar 80% da carga.

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ENERGIA FOTOVOLTAICA
Itaipu implanta projeto-piloto no PR

A Itaipu e a Prefeitura de Maripá (PR) implantaram o primeiro projeto piloto do município para produção de energia com painéis fotovoltaicos no segundo semestre de 2020. O projeto, que recebeu aportes de R$ 188,8 mil, é resultado da premiação do 2º Concurso de Boas Práticas – Iniciativas para construção da Agenda 2030, promovido em 2018 pela Itaipu, em parceria com o Conselho dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, dentro do programa Cidades Sustentáveis. O sistema fotovoltaico foi instalado em um estacionamento da prefeitura, com 16 vagas, 45 metros de comprimento e seis de largura. Ao todo são 135 placas fotovoltaicas policristalinas, de 400 W, suficientes para atender a 80% do consumo do Paço Municipal. Anteriormente, o prédio gastava em média R$ 5 mil por mês com energia elétrica. A administração prevê o retorno do investimento em aproximadamente quatro anos. O assistente da Diretoria de Coordenação da Itaipu binacional, Márcio Ferreira Bortolini, disse que o investimento está alinhado à missão empresarial de Itaipu e tem duplo resultado. O primeiro é direto: economia para o município, com geração própria e menor dependência das distribuidoras de energia. “Esse recurso economizado [com a conta de luz] poderá ser investido em outras áreas importantes para o município, de forma sustentável e com benefício à população”, explicou. Outro benefício é o ambiental, conforme preconiza a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas – particularmente, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 7, que trata de Energia Limpa e Acessível. “Trata-se de um exemplo para os demais municípios que estão inseridos na área de atuação de Itaipu, mostrando que é possível trabalharmos na implantação da Agenda 2030 de forma que cada vez mais a sociedade e os municípios tenham uma gestão sustentável”, conclui. Localizado no Oeste do Paraná, Maripá fica a quase 200 km de Foz do Iguaçu e tem cerca de 5 mil habitantes. O município concorreu no Concurso de Boas Práticas com o projeto “Maripá Vigilante, Prevenindo as Violências e Apoiando a Paz”, desenvolvido pela Secretaria de Saúde, e ficou em primeiro lugar. O concurso envolveu 40 municípios da região com 137 boas práticas inscritas. Maripá foi contemplada com até R$ 200 mil em incentivos via convênio com Itaipu e aplicou o recurso no projeto de energia fotovoltaica.

11 de janeiro, 2021
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VEÍCULOS ELÉTRICOS
Santos Brasil instala carregadores no Porto

Empresa especializada em movimentação portuária e logística, a Santos Brasil equipou o seu Terminal de Veículos (TEV) com dois carregadores para carros elétricos, sendo um fixo instalado em um totem e outro móvel, que será acoplado a um veículo da companhia para carregar automóveis que percam carga no momento do desembarque dos navios, evitando a necessidade de reboque. Com isso, o TEV passa a ser o único terminal de veículos brasileiro a dispor deste tipo de equipamento. Wagner Toffoli, diretor Comercial de Operações Logísticas da Santos Brasil, diz que a sustentabilidade faz parte da agenda da Companhia e nada mais lógico do que preparar o terminal para receber com qualidade cada vez mais veículos elétricos. "Estamos prontos para aumentar o número de equipamentos caso a demanda das montadoras cresça", diz. A santo Brasil é signatária do Pacto Global, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que mobiliza empresas para o avanço relacionado ao desenvolvimento sustentável. O TEV tem capacidade operacional para 300 mil carros anuais e dota padrões globais de eficiência e segurança na operação e armazenagem dos veículos. "Esse investimento permitirá que as empresas de navegação, que operam atualmente na costa Leste da América do Sul, planejem e concentrem suas operações logísticas de transbordo de veículos elétricos no TEV a partir de agora", comenta Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações Portuárias da Santos Brasil. O relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) estima que o número de veículos elétricos em uso em todo o planeta deve chegar a 10 milhões em 2020. A expectativa é de que a marca de 2,1 milhões de veículos elétricos vendidos em 2019 seja superada e que o segmento chegue a representar 3% do total do setor.

23 de novembro, 2020
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VEÍCULOS ELÉTRICOS
Moura e Neosolar instalam estações

A Rede de Serviços Moura (RSM) e a Neosolar firmaram parceria para a expansão da oferta de estações de carregamento para veículos elétricos no Brasil. Conectada à rede elétrica, a primeira estação da parceria foi implementada na Reserva do Paiva, no município do Cabo de Santo Agostinho (PE). As duas empresas pretendem instalar novas unidades nos próximos anos, inicialmente em Pernambuco e no Ceará. “O projeto, que começou em 2018, comprova que a Moura está preparada para ser a empresa brasileira com as tecnologias mais avançadas para eletrificação veicular, estando presente em todas as formas de geração de energia. Das baterias à infraestrutura necessária. A iniciativa pioneira se concretizou com a entrada da NeoSolar, que é a responsável pela comercialização do projeto e equipamentos envolvidos, enquanto a Rede de Serviços Moura (RSM) realizou toda a instalação da estação”, destaca o gerente geral da Rede, Carlos Pessoa. A expansão das estações de carregamento é fundamental para o crescimento do mercado de veículos elétricos no Brasil. A partir de agora, a Neosolar, que atuou em mais de 100 novos pontos de recarga para veículos elétricos pelo País, contará também com a RSM como parceira para instalação dos seus projetos comercializados, já que possui presença expressiva em todo o Brasil. A Baterias Moura, através de sua Rede de Serviços, oferta um pacote completo e único no Brasil, da venda de baterias industriais originais de fábrica à logística reversa desses produtos, gratuita para os clientes, passa a atuar no novo front da implantação da infraestrutura para veículos elétricos. “Escolhemos o caminho das parcerias estratégicas e da formação de uma equipe técnica qualificada”, reforça Carlos Pessoa.

2 de maio, 2019
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VEÍCULOS ELÉTRICOS
EMBRAPII cria rede de eletropostos

A EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) criou uma rede de eletropostos com tecnologia 100% nacional. Atualmente, a tecnologia disponível é importada. O projeto é desenvolvido pelo CPqD, unidade credenciada EMBRAPII, em parceria com a empresa PHB Eletrônica e conta com financiamento do BNDES. O objetivo é distribuir os eletropostos pelos centros urbanos e rodovias brasileiras e oferecer condições para que a utilização de veículos elétricos seja ampliada. Ao todo, são três modelos de eletropostos com recarregadores do tipo plug-in em desenvolvimento: normal, que poderá ser instalado em casa, semirrápido e rápido, ambos para instalação em espaços públicos como estacionamentos, shopping centers, postos de combustíveis, entre outros. Nos eletropostos normais, a recarga da bateria levará de 8 a 16 h; no semirrápido, entre 2 a 4 h e, no rápido, em até uma hora, dependendo do modelo do veículo. Todos os equipamentos serão desenvolvidos de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para esses produtos. O sistema identificará o usuário para liberação do uso, bem como irá controlar o nível de recarga e a futura cobrança pela energia consumida. A previsão é que os primeiros protótipos de eletropostos nacionais estejam disponíveis para produção industrial no final de 2020. "As infraestruturas físicas aliadas a seus recursos humanos altamente qualificados, tornam as unidades EMBRAPII potenciais parceiras de empresas que queiram desenvolver projetos inovadores na área de eletromobilidade, ajudando a reduzir os riscos tecnológicos inerentes destes projetos inovadores”, destacou o diretor de Operações, Carlos Eduardo Pereira.

22 de abril, 2019
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BIOGÁS
Itaipu e CIBiogás firmam parceria no Sul

A Itaipu Binacional e o Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás) vão coordenar o projeto “Aplicações de biogás na agroindústria brasileira”, lançado na abertura do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu (PR). O projeto prevê investimentos de US$ 7 milhões durante cinco anos e os recursos serão oriundos do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF). O Fórum ocorreu de 6 a 8 de junho, no Golden Park Internacional Hotel. e é um evento voltado para formação de mão-de-obra, estruturação de cadeia de suprimentos, fomento de novas tecnologias e de oportunidades de negócios. Com a contrapartida de governo e empresas, entre elas Itaipu, de US$ 58,4 milhões, o Projeto do GEF visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a dependência dos combustíveis fósseis, por meio do investimento na tecnologia do biogás e do biometano com foco no Sul do País. “A gente precisa desenvolver o setor não só pela geração de energia em si, mas para criar uma cadeia de tecnologia que gere mais valor”, resumiu o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis. Os recursos serão usados para o incentivo de políticas públicas, o aprimoramento das tecnologias e o desenvolvimento de modelos de negócio do biogás. Na visão do superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Schmidt, o projeto reflete o compromisso da empresa com o desenvolvimento territorial de forma sustentável. “Itaipu tem investido no desenvolvimento de uma infraestrutura, tanto de pesquisa quanto de projetos na área do biogás, principalmente na criação do biogás e nas relações que mantém com o PTI”, afirmou.

15 de junho, 2018
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ITAIPU
2,5 bilhões de MW/h desde 1984

A usina de Itaipu comemorou, dia 22 de novembro, a marca de 2,5 bilhões de MW/h de energia acumulada desde quando começou a operar, em 1984. Com esta produção acumulada, seria possível iluminar o Brasil por cinco anos e três meses; o Paraguai por 176 anos; a Argentina por 19 anos; o Reino Unido por sete anos e dois meses; a região Sul do Brasil por 29,5 anos; e o Estado de São Paulo por 18 anos. Se fosse possível armazenar toda essa energia, ela seria suficiente para abastecer o mundo por 41 dias; a Europa por nove meses e seis dias; a Alemanha por quatro anos e quatro meses; a França por cinco anos e um mês; os Estados Unidos por sete meses e oito dias; e a China por cinco meses e 25 dias. Para gerar a mesma quantidade de energia com fonte térmica a óleo, seriam necessários cinco bilhões de barris de petróleo, o equivalente a 51 dias da produção petrolífera mundial (com base nos dados do ano passado) e que levariam à emissão de 1,7 bilhão de toneladas de CO2. Em 2016, a Itaipu fechou o ano com o recorde mundial de 103 milhões de MWh e abasteceu 17% do consumo do Brasil e 76% do Paraguai. CI-MES Na ocasião, a Itaipu inaugura também o Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica Sustentável (CI-MES), que funcionará em um novo prédio construído próximo ao Galpão 5, onde Itaipu já desenvolve o Programa Veículo Elétrico. Segundo a empresa, o Centro irá melhorar a infraestrutura dedicada às iniciativas desenvolvidas no campo da mobilidade elétrica sustentável, especialmente no âmbito do Programa Veículo Elétrico. A inauguração do novo espaço atende às diretrizes institucionais de contribuir para o desenvolvimento e a sustentabilidade do Brasil e do Paraguai. No espaço estará exposta parte da frota de veículos elétricos, de avião a ônibus.

24 de novembro, 2017
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RECURSOS HÍDRICOS
Itaipu opera com 100% de eficiência

Há seis meses a usina de Itaipu utiliza toda a água que chega a montante, ou seja, acima da barragem, para a geração de energia. O índice do Fator de Capacidade Operativa (FCO) se mantém em 100% este ano. O melhor indicativo anterior, de 2014, era de 99,3%. Nos cinco primeiros meses de 2017, a usina já gerou mais de 35 milhões de megawatts-hora (MWh), uma das melhores marcas da história. "Ao longo desses 33 anos de operação, a área técnica de Itaipu desenvolveu uma expertise sem precedentes para o melhor aproveitamento da água que chega ao reservatório", afirma o diretor-geral brasileiro, Luiz Fernando Vianna. Ele lembra que nem sempre as condições hidrológicas são favoráveis, por isso, em épocas como a atual, de poucas chuvas no Nordeste e no Sudeste brasileiro, é preciso estar atento e preparado para utilizar todo o potencial do Rio Paraná. "E isso Itaipu faz como poucos no mundo.” Os 35 milhões de MWh seriam suficientes para atender ao consumo do Brasil por 26 dias e do Paraguai, por dois anos e meio. O Estado de São Paulo seria atendido por três meses e a cidade do Rio de Janeiro, por dois anos. A Itaipu produziu, em 2016, um total de 103 milhões de MWh. Na última década, a geração média passa dos 93,2 milhões de MWh. A partir desse ano, a Itaipu vai investir US$ 500 milhões num plano de atualização tecnológica das 20 unidades geradoras. O prazo de conclusão previsto é de dez anos.

22 de maio, 2017
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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Itaipu e Exército inauguram projeto-piloto

A Itaipu Binacional e o Exército Brasileiro estão inaugurando o projeto-piloto de segurança energética – módulo 1 de Armazenamento de Energia em Brasília (DF). O projeto conta ainda com a parceria da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e tem como objetivo testar e desenvolver produtos e equipamentos voltados para a segurança energética do País, assim como soluções de mobilidade sustentável para o Brasil. A Diretoria da Itaipu vai repassar um veículo elétrico e um eletroposto de abastecimento monitorado pelo sistema de gestão de mobilidade inteligente MOBI.ME. Em contrapartida, o Exército disponibilizou parte do sistema para a geração de energia solar. A Itaipu forneceu as baterias (FIAMM) e o sistema de armazenamento de energia (Ingrid), além do veículo elétrico em comodato e o eletroposto. A instalação é uma ação conjunta dos parceiros da Itaipu, a FPTI e o próprio Exército. O sistema de armazenamento de energia instalado no quartel-general do Exército Brasileiro em Brasília atenderá aos escritórios, o sistema de segurança sul do quartel e fornecerá energia para um eletroposto, que abastecerá veículos elétricos. Segundo a Diretora financeira executiva da Itaipu, coordenadora do projeto MOBI.ME, Margaret Groff, o sistema de armazenamento de energia é híbrido e poderá coordenar várias fontes simultaneamente (solar, eólica, hidrelétricas, diesel, biometano e geotérmica, entre outras). Brasília foi escolhida para o projeto-piloto por ser a segunda maior insolação do Brasil, com grande potencial de energia solar. Foram instalados 360 painéis fotovoltaicos conectados a seis inversores solares com potência total de 90 kW. Estes inversores são conectados entre si e a outro inversor master híbrido, com potência máxima de 125 kW, que é ligado à rede elétrica e a um banco de baterias, permitindo a gestão energética do sistema. Esse inversor é responsável por fazer o carregamento das baterias utilizando energia solar prioritariamente. No total, são doze baterias de sódio com acumulação de 282 kWh. As baterias utilizadas no projeto-piloto são 100% recicláveis, possuem alta densidade energética e funcionam à temperatura ambiente. O sistema é controlado por um software desenvolvido pela empresa espanhola Ingrid, com a colaboração da Itaipu e FPTI. O equipamento possui como estratégia duas funções concomitantes, autonomia e economia. Para compor todo o projeto-piloto, a Itaipu cedeu em comodato um veiculo elétrico Renault Fluence Z e um eletroposto que será ligado ao sistema de armazenamento de energia. O Fluence Elétrico possui motor elétrico de 70 kW de potência e um pack interno de baterias de lítio que contêm 48 módulos, totalizando 22 kWh de energia disponível. O resultado é uma autonomia de até 185 km em condições normais de utilização. O posto de recarga, montado pela equipe técnica da Itaipu, é capaz de fornecer energia para até dois veículos simultaneamente e poderá carregar o veiculo elétrico em aproximadamente 4 horas. O automóvel e o eletroposto serão monitorados pelo Sistema Mob.I de Itaipu, por meio de um módulo de comunicação desenvolvido pelo CEiiA, Centro de Tecnologia de Portugal, que permite monitorar em tempo real os equipamentos, informando estado de carga, localização, velocidade e deslocamentos, além da quantidade de CO² com emissão evitada, entre outros indicadores.

26 de abril, 2016
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LÍTIO
Itaipu faz parceria para produzir bateria nacional

A Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e a empresa inglesa Mira Limited assinaram acordo de cooperação global para desenvolver no Brasil, em apenas dois anos, a primeira bateria de íons de lítio com tecnologia nacional. A parceria tem como objetivo final a instalação de um centro de excelência para pesquisa de bateria de lítio, inédito no Brasil, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Inicialmente, já a partir da assinatura, nos primeiros três meses, serão feitos estudos de prospecção junto à indústria nacional, para definição do modelo de bateria que será adotado. A partir deste modelo, as empresas desenvolverão o primeiro protótipo, que poderá ser levado para produção em escala pela indústria nacional. “Hoje a bateria de lítio é usada principalmente em veículos e nas telecomunicações. Queremos desenvolver aqui no PTI uma bateria escalável, que poderá ser utilizada tanto em veículos elétricos como em sistemas de armazenamento de energia”, antecipou Margaret Groff, Diretora Financeira Executiva da Itaipu. Outra proposta é criar no Brasil uma rede de serviços de alta complexidade na área de bateria. “Porque hoje, se você compra uma bateria [de lítio] no exterior, muitas vezes tem que mandar esse produto para fazer manutenção fora do Brasil. Queremos prestar esses serviços aqui, e não no exterior”, reforçou. Margaret lembrou que a empresa já desenvolve estudos com outros modelos de baterias, como as de sódio e de chumbo-ácido, também para a aplicação em carros elétricos e em sistemas de armazenamento. “Agora, com a bateria de lítio, estamos escalando alguns degraus nesse desenvolvimento tecnológico.” Para o Diretor-Geral da Mira no Brasil, Armando Canales, a aproximação com a Itaipu foi natural. “Achamos que trabalhar em conjunto com Itaipu e o PTI, que são pioneiros no Brasil no desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos, e também na área de armazenamento de energia, representa o perfeito casamento de competências para a criação desse centro de excelências”. A Itaipu já desenvolve há mais de um ano o Programa de Mobilidade Inteligente (Mob-i). O programa conta com 28 carros elétricas nas cidades de Curitiba, Brasília e Foz do Iguaçu, eletropostos para abastecimento, além de utilizar a plataforma Mobi.me, aplicativo que fornece em tempo real indicadores como o dinheiro poupado em abastecimento, o CO2 que deixou de ser emitido na atmosfera e o número de quilômetros rodados.

1 de junho, 2015