Publicidade
VEÍCULOS ELÉTRICOS

Santos Brasil instala carregadores no Porto

Empresa especializada em movimentação portuária e logística, a Santos Brasil equipou o seu Terminal de Veículos (TEV) com dois carregadores para carros elétricos, sendo um fixo instalado em um totem e outro móvel, que será acoplado a um veículo da companhia para carregar automóveis que percam carga no momento do desembarque dos navios, evitando a necessidade de reboque. Com isso, o TEV passa a ser o único terminal de veículos brasileiro a dispor deste tipo de equipamento. Wagner Toffoli, diretor Comercial de Operações Logísticas da Santos Brasil, diz que a sustentabilidade faz parte da agenda da Companhia e nada mais lógico do que preparar o terminal para receber com qualidade cada vez mais veículos elétricos. "Estamos prontos para aumentar o número de equipamentos caso a demanda das montadoras cresça", diz. A santo Brasil é signatária do Pacto Global, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que mobiliza empresas para o avanço relacionado ao desenvolvimento sustentável. O TEV tem capacidade operacional para 300 mil carros anuais e dota padrões globais de eficiência e segurança na operação e armazenagem dos veículos. "Esse investimento permitirá que as empresas de navegação, que operam atualmente na costa Leste da América do Sul, planejem e concentrem suas operações logísticas de transbordo de veículos elétricos no TEV a partir de agora", comenta Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações Portuárias da Santos Brasil. O relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) estima que o número de veículos elétricos em uso em todo o planeta deve chegar a 10 milhões em 2020. A expectativa é de que a marca de 2,1 milhões de veículos elétricos vendidos em 2019 seja superada e que o segmento chegue a representar 3% do total do setor.

Empresa especializada em movimentação portuária e logística, a Santos Brasil equipou o seu Terminal de Veículos (TEV) com dois carregadores para carros elétricos, sendo um fixo instalado em um totem e outro móvel, que será acoplado a um veículo da companhia para carregar automóveis que percam carga no momento do desembarque dos navios, evitando a necessidade de reboque. Com isso, o TEV passa a ser o único terminal de veículos brasileiro a dispor deste tipo de equipamento. 

Wagner Toffoli, diretor Comercial de Operações Logísticas da Santos Brasil, diz que a sustentabilidade faz parte da agenda da Companhia e nada mais lógico do que preparar o terminal para receber com qualidade cada vez mais veículos elétricos. "Estamos prontos para aumentar o número de equipamentos caso a demanda das montadoras cresça", diz. A santo Brasil é signatária do Pacto Global, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que mobiliza empresas para o avanço relacionado ao desenvolvimento sustentável. 

O TEV tem capacidade operacional para 300 mil carros anuais e dota padrões globais de eficiência e segurança na operação e armazenagem dos veículos. "Esse investimento permitirá que as empresas de navegação, que operam atualmente na costa Leste da América do Sul, planejem e concentrem suas operações logísticas de transbordo de veículos elétricos no TEV a partir de agora", comenta Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações Portuárias da Santos Brasil. 

O relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) estima que o número de veículos elétricos em uso em todo o planeta deve chegar a 10 milhões em 2020. A expectativa é de que a marca de 2,1 milhões de veículos elétricos vendidos em 2019 seja superada e que o segmento chegue a representar 3% do total do setor.

Artigos Relacionados

"Great times are coming": os desafios no Brasil e no mundo
VEÍCULOS ELÉTRICOS
"Great times are coming": os desafios no Brasil e no mundo

Artigo por Antonio Ticianelli * “ Great times are coming ” é uma expressão da língua inglesa que significa que grandes acontecimentos estão por vir; normalmente em um curto espaço de tempo. Esta conotação faz com que a expressão abarque consigo uma aura de altas expectativas, causando um furor no grande público, ou seja, ansiedade ou frenesi. É o que se pode constatar com a chegada dos veículos elétricos, tão em alta no mercado global, em substituição aos veículos convencionais a combustão. Obviamente, em um primeiro momento, os ganhos que esse tipo de veículo podem ofertar ao meio ambiente em relação à redução das emissões atmosféricas é algo extremamente substancial e totalmente alinhado às diretrizes internacionais como o NETZERO (zero emissões líquidas de carbono, em tradução livre), os ODS (compromissos ao apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade) e da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas). Entretanto, seriam os carros elétricos uma solução imediata e remida de efeitos adversos ao meio ambiente? E além disso, estaria o mundo atual pronto para aplicar essa solução na escala requerida para atendimento dessas demandas ambientais? Seria uma total insensatez dizer que o futuro do nosso planeta não passará pelos veículos elétricos, mas - e aqui cabe um “MAS” com letra maiúscula, talvez o mundo não esteja pronto para recebê-los e não entenda na completude os seus eventuais impactos ambientais. Os governos e as grandes corporações cada vez mais têm se direcionado no sentido de, em curto prazo, reduzir substancialmente as emissões e, em longo prazo, atingir as emissões de nível 0, ou carbono neutro. Porém, esses avanços não estão caminhando lado a lado com a infraestrutura mínima necessária para a implementação em larga escala dos veículos elétricos, especialmente no Brasil. As tecnologias mais atuais dos veículos elétricos têm autonomia de 400 a 630 km, segundo o ranking da Webmotors, sendo os veículos de maior autonomia aqueles de valores muito elevados e fora do poder de compra de grande parte da população nacional. Dessa forma, apresentam-se aqui dois grandes desafios. O primeiro, de cunho econômico, pois mesmo diante do incentivo do governo federal através do programa Rota 2030, que incentiva a fabricação e aquisição de veículos elétricos com impostos reduzidos, (variando entre 7% e 20%), esses veículos mantêm o preço de venda bem acima dos veículos a combustão. Um veículo elétrico custa hoje a partir de 140 mil reais e um veículo a combustão simples a partir de 60 mil reais. Ou seja, a questão econômica é um grande impeditivo para que esses carros sejam adquiridos em larga escala. Essa dificuldade de aquisição faz com que a lei da escalabilidade da tecnologia demore a ser aplicada, retardando a sua pulverização e retendo os preços dos carros em alta. O segundo, de cunho operacional, repousa sobre os grandes trajetos rodoviários brasileiros, que facilmente atingem distâncias superiores a 400 km. Para se ter uma ideia, o Brasil tem hoje cerca de 75.500.000km de rodovias espalhadas em todo o território, dos quais 13% são rodovias não pavimentadas. O incremento na utilização de veículos elétricos requer a instalação de pontos de carga rápida ao longo das rodovias que, em sua maioria, já se encontram a ermo, carecendo de manutenções mínimas. Agora, imagine a complexa implantação de uma rede de recarga ao longo dessa extensa malha viária. Além disso, existe um ponto importante diretamente ligado à questão ambiental. E, para esta análise, vamos retirar a lente de aumento do mercado brasileiro e vamos voltar ao mercado global. O tema ambiental referente aos carros elétricos é um tema multicamadas. O que isso significa? Significa que existem algumas ponderações que transladam em sua órbita e se relacionam diretamente ao futuro desta tecnologia. A camada mais externa se relaciona propriamente com as matrizes energéticas. No Brasil, o carro elétrico, sem dúvida alguma, seria uma grande alternativa; quase metade da nossa matriz energética é de fonte renovável e a maioria avassaladora da eletricidade gerada no país vem de hidrelétricas. Neste caso, as emissões de carbono seriam reduzidas de forma substancial, porque o combustível fóssil seria substituído por emissões zero, não demandando subsídios adicionais de fontes energéticas fósseis. Contudo, se analisarmos a matriz energética mundial, em que 85% vêm de fontes não renováveis e a sua matriz energética vem de fontes geradores de emissões, o aumento dos carros elétricos não surtiria o mesmo efeito. Isso demandaria que mais emissões de carbono fossem geradas para suprir a necessidade energética adicional desses veículos. Em uma camada mais interna, temos a questão dos elementos metálicos que compõem as baterias de íon lítio como, por exemplo, o cobre, cobalto e neodímio. Estes metais, em sua extração, impactam o meio ambiente através da sua exploração, pelo desmatamento de áreas e potenciais contaminações de solos e águas. Posteriormente, em sua produção, as baterias de íon lítio liberam consideráveis quantidades de monóxido de carbono, um importante contribuinte do efeito estufa. Segundo o IFEC (Instituto de Fraunhofer de Física de Construção), cada kw/h de capacidade elétrica da bateria de íon Lítio corresponde à emissão de 125 kg de CO2 (Dióxido de Carbono) na atmosfera. Outro problema latente do consumo dessas baterias é relativo ao descarte e reciclagem, que geram substanciais quantidades de emissões atmosféricas no seu processo de recuperação, produzindo quantidades consideráveis de gases poluentes. Evidentemente, o que se deseja não é desestimular ou pregar contra os veículos elétricos e tecnologias alternativas de baixas emissões atmosféricas, mas sim demonstrar que todas as tecnologias apresentam seus prós e contras e, desta forma, cabe à sociedade compreender a plenitude do seu microverso e como isso pode ser aplicado sem que haja maiores danos ao meio ambiente ou na criação de problemas adicionais e/ou inéditos. O pensamento para o futuro próximo é que se utilizem as más experiências como métrica das ações futuras, permitindo que haja uma implementação gradativa e responsável de novas tecnologias. Talvez o mais adequado, para este momento, enquanto não se consegue resolver esses problemas latentes aos impactos dos veículos elétricos, seja o investimento em “ green fuels ”, que são combustíveis de baixo impacto ambiental e mais eficientes energeticamente, sendo provenientes de fontes carbônicas, renováveis ou não, ou até combustíveis hidrogênicos. Definitivamente, é algo a se pensar, mas com muito ainda a se concluir! * Antonio Ticianelli é Engenheiro Químico e Especialista em Energia, Regulação e Mercado de Petróleo de Derivados.

5 de setembro, 2022
Saneamento Ambiental Logo
MOBILIDADE URBANA
PL quer incentivar elétricos e híbridos

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, no início de março, um projeto de lei, de autoria do deputado estadual Emidio de Souza (PT), que autoriza o Governo de São Paulo a estabelecer uma política estadual de incentivo ao uso de veículos elétricos e híbridos. O PL n°1256/2019 foi enviado para a sanção do governador e tem impactos positivos para o meio ambiente, ao reduzir os problemas provocados pelos carros à combustão. "Espero que o governador João Doria tenha sensibilidade e sancione o projeto, beneficiando todo o estado com diminuição da poluição e a consequente melhora do meio ambiente e da qualidade de vida da população", diz o deputado. O PL prevê ainda zerar a tributação de IPVA cabível ao Estado a carros elétricos, além de reduzir pela metade a tributação do imposto sobre carros híbridos pelos próximos cinco anos. "Essa proposta se alinha com práticas internacionais modernas e garante desenvolvimento econômico e proteção ao meio ambiente", justifica o parlamentar. Ainda está prevista a abertura de uma linha de crédito prioritária para incentivo à produção de veículos movidos à propulsão elétrica e híbridos. Na justifica do projeto, Emidio argumenta que diversos países têm incentivado a produção e o consumo de veículos de energia limpa e que tais políticas têm se mostrado extremamente viáveis ante os grandes avanços tecnológicos. "A proposta apresentada vai ao esteio de diversas experiências bem sucedidas em vários países que optaram por veículos movidos à base de energia renovável", explica. O projeto ainda fixa metas para que o Governo de São Paulo substitua sua frota de carros à combustão por veículos de energia limpa. Segundo a proposta, o governo tem até 2025 para fazer com que 10% da frota da PM, da Polícia Civil e do Detran sejam de veículos elétricos e que 5% da frota de transporte coletivo intermunicipal também seja movida a energia renovável. O Estado teria até 2035 para substituir 90% da sua frota por veículos de propulsão elétrica.

22 de março, 2021
Saneamento Ambiental Logo
VEÍCULOS ELÉTRICOS
Moura e Neosolar instalam estações

A Rede de Serviços Moura (RSM) e a Neosolar firmaram parceria para a expansão da oferta de estações de carregamento para veículos elétricos no Brasil. Conectada à rede elétrica, a primeira estação da parceria foi implementada na Reserva do Paiva, no município do Cabo de Santo Agostinho (PE). As duas empresas pretendem instalar novas unidades nos próximos anos, inicialmente em Pernambuco e no Ceará. “O projeto, que começou em 2018, comprova que a Moura está preparada para ser a empresa brasileira com as tecnologias mais avançadas para eletrificação veicular, estando presente em todas as formas de geração de energia. Das baterias à infraestrutura necessária. A iniciativa pioneira se concretizou com a entrada da NeoSolar, que é a responsável pela comercialização do projeto e equipamentos envolvidos, enquanto a Rede de Serviços Moura (RSM) realizou toda a instalação da estação”, destaca o gerente geral da Rede, Carlos Pessoa. A expansão das estações de carregamento é fundamental para o crescimento do mercado de veículos elétricos no Brasil. A partir de agora, a Neosolar, que atuou em mais de 100 novos pontos de recarga para veículos elétricos pelo País, contará também com a RSM como parceira para instalação dos seus projetos comercializados, já que possui presença expressiva em todo o Brasil. A Baterias Moura, através de sua Rede de Serviços, oferta um pacote completo e único no Brasil, da venda de baterias industriais originais de fábrica à logística reversa desses produtos, gratuita para os clientes, passa a atuar no novo front da implantação da infraestrutura para veículos elétricos. “Escolhemos o caminho das parcerias estratégicas e da formação de uma equipe técnica qualificada”, reforça Carlos Pessoa.

2 de maio, 2019
Saneamento Ambiental Logo
VEÍCULOS ELÉTRICOS
EMBRAPII cria rede de eletropostos

A EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) criou uma rede de eletropostos com tecnologia 100% nacional. Atualmente, a tecnologia disponível é importada. O projeto é desenvolvido pelo CPqD, unidade credenciada EMBRAPII, em parceria com a empresa PHB Eletrônica e conta com financiamento do BNDES. O objetivo é distribuir os eletropostos pelos centros urbanos e rodovias brasileiras e oferecer condições para que a utilização de veículos elétricos seja ampliada. Ao todo, são três modelos de eletropostos com recarregadores do tipo plug-in em desenvolvimento: normal, que poderá ser instalado em casa, semirrápido e rápido, ambos para instalação em espaços públicos como estacionamentos, shopping centers, postos de combustíveis, entre outros. Nos eletropostos normais, a recarga da bateria levará de 8 a 16 h; no semirrápido, entre 2 a 4 h e, no rápido, em até uma hora, dependendo do modelo do veículo. Todos os equipamentos serão desenvolvidos de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para esses produtos. O sistema identificará o usuário para liberação do uso, bem como irá controlar o nível de recarga e a futura cobrança pela energia consumida. A previsão é que os primeiros protótipos de eletropostos nacionais estejam disponíveis para produção industrial no final de 2020. "As infraestruturas físicas aliadas a seus recursos humanos altamente qualificados, tornam as unidades EMBRAPII potenciais parceiras de empresas que queiram desenvolver projetos inovadores na área de eletromobilidade, ajudando a reduzir os riscos tecnológicos inerentes destes projetos inovadores”, destacou o diretor de Operações, Carlos Eduardo Pereira.

22 de abril, 2019
Saneamento Ambiental Logo
VEÍCULOS ELÉTRICOS
Itaipu e Copel instalam estação de recarga

A Itaipu Binancional e a Companhia Paranaense de Energia (Copel) inauguraram, dia 30 de agosto, em Foz do Iguaçu uma estação de recarga rápida (fast charger) de veículo elétrico. A estação fará parte da primeira eletrovia paranaense, ligando a região Oeste a Paranaguá. O eletroposto foi instalado em frente ao Centro de Recepção de Visitantes (CRV) de Itaipu, ao lado da barreira de controle da usina. Qualquer motorista com veículo elétrico poderá carregar a bateria de seu carro no local, gratuitamente. O projeto da eletrovia foi lançado no final de março deste ano e pretende cortar 700 km da BR-277, ligando a cidade portuária de Paranaguá a Foz do Iguaçu. A expectativa é instalar de oito a dez eletropostos no trecho – cinco deles custeados pela Itaipu e o restante pela Copel, com recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A iniciativa permitirá ao motorista deixar o litoral do Paraná e ir a Foz do Iguaçu, abastecendo as baterias nos postos de recarga rápida instalados no caminho. A distância entre os postos será de aproximadamente 100 km, suficientes para permitir a viagem. Até o momento já foram instaladas duas estações de recarga, uma em Paranaguá e outra em Curitiba. Estão previstas outras em Medianeira, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Irati. A expectativa é todas as estações estejam em operação até o final de 2018. De acordo com o chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, Celso Novais, as estações da eletrovia paranaense terão três tipos de conectores e poderão atender 99% dos veículos elétricos ou híbridos vendidos hoje no mundo. Com apenas 20 minutos na tomada, aproximadamente, será possível alcançar 80% da carga.

5 de setembro, 2018
Saneamento Ambiental Logo
ENERGIA LIMPA
WWF-Brasil lança estudo sobre carros elétricos

A WWF-Brasil acaba de lançar o estudo ‘O papel dos veículos elétricos na economia limpa’. Segundo o levantamento, automóveis elétricos – sejam eles 100% elétricos ou híbridos - são mais eficientes, econômicos e menos poluentes do que o modelo tradicional, com motor a combustão interna. “Por terem menos partes móveis e não sofrerem o desgaste causado pelo sistema de combustão, os carros elétricos geram cerca de 28% menos custos de manutenção”, comenta o analista de conservação do WWF-Brasil, Ricardo Fujii. “Além disso, ele é mais silencioso e possui mais torque que um veículo convencional, especialmente nas arrancadas”, acrescenta Fujii. O estudo também destaca que a adoção de veículos elétricos junto com o uso de etanol em veículos flex pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Na Europa, em especial França e Inglaterra, a venda de veículos à combustão não será mais permitida a partir de 2040, por causa da queima de combustíveis fósseis que geram os chamados gases de efeito estufa. Uma das análises citadas na publicação mostra que o aumento em 10% da frota de veículos elétricos no estado de São Paulo reduziria o total estadual de emissões em 1,3%, sem provocar impactos significativos na demanda por eletricidade (apenas 2% a mais). Em nível nacional, caso a circulação de veículos elétricos no Brasil alcance ¼ do total da frota de veículos de passeio até 2030, a redução de emissões seria de 30 milhões de toneladas de CO2. “Isso equivale a 2,5% da meta de emissões com a qual o Brasil se comprometeu no Acordo de Paris”, comenta o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur. Atualmente, o Brasil enfrenta dois entraves para a adoção de veículos elétricos em sua frota - o alto custo de aquisição e a ausência de infraestrutura de recarga. “Com as condições atuais, os carros elétricos ou híbridos são inacessíveis para a maioria da população. A diminuição de encargos para produção e venda e a incorporação de outros benefícios pode alavancar o mercado de elétricos, promover novos negócios, incentivar a produção nacional e ainda beneficiar o clima do planeta”, conclui Nahur, lembrando que, hoje, veículos elétricos e híbridos estão isentos do rodízio em São Paulo. As vendas de veículos elétricos no mundo atingiram 750 mil unidades em 2016, sendo 336 mil novos carros na China (maior mercado), seguido pela Europa e Estados Unidos, com 215 mil e 160 mil veículos, respectivamente.

9 de novembro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
VEÍCULOS
Caminhões elétricos MB começam a ser testados

Já começaram na Europa os testes das primeiras unidades do caminhão pesado Urban eTruck, o primeiro totalmente elétrico da Mercedes-Benz. “O lançamento mundial foi em setembro do ano passado e a reação dos clientes foi muito positiva. Já estamos falando de cerca de 20 potenciais clientes dos setores de logística, alimentício e coleta de lixo. Com os primeiros caminhões em teste, estamos agora perto do próximo passo, a produção do modelo em série”, explica Stefan Buchner, chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks. Até 2020, a Mercedes-Benz pretende produzir o Urban eTruck em grande escala. Melhor qualidade do ar, menor nível de ruído e áreas de circulação restrita são importantes demandas para as grandes metrópoles do mundo. Será necessário transportar bens em ambientes urbanos, para números cada vez maiores, e com os menores níveis possíveis de emissões e ruído. Portanto, no futuro, caminhões totalmente elétricos serão responsáveis pelo transporte diário de mercadorias e outros bens necessários em muitas regiões metropolitanas. O rápido desenvolvimento técnico está fortalecendo a tendência dos propulsores elétricos no transporte. A Daimler Trucks prevê que os custos das baterias para a produção do caminhão totalmente elétrico cairão 60% até 2025 – início da produção das baterias foi em 1997 – passando de 500 Euros/kWh para 200 Euros/kWh. Ao mesmo tempo, a densidade da energia das baterias disponíveis nesse período deverá crescer 250%, aumentando de 80 Wh/kg para 200 Wh/kg. O Urban eTruck oferece o conceito de economia combinada com ecologia. Inicialmente, um lote do veículo será produzido e destinado para clientes da Alemanha e, posteriormente, para clientes de outros países da Europa. Os modelos serão usados pelos clientes durante aplicações reais do produto, otimizando ainda mais o conceito do veículo elétrico e as configurações dos sistemas do caminhão. Junto com um carregador especial para as baterias da propulsão, os veículos serão entregues a clientes para uso por um prazo de doze meses, com o apoio da área de testes da Mercedes-Benz Trucks. Durante esse prazo, serão registrados os perfis de utilização e as áreas de aplicação, além da comparação entre conhecimentos adquiridos ao longo dos testes com as expectativas já apresentadas pelos clientes.

24 de fevereiro, 2017