SANEAMENTO

Limeira já tem esgoto universalizado

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 23 milhões de domicílios brasileiros não estavam conectados à rede de coleta de esgoto em 2018. O número corresponde a 33,4% das moradias, isto é, cerca de um em cada três domicílios não tinha escoamento por rede geral ou por fossa ligada à rede de esgoto no ano passado. 
 
O estudo do IBGE apontou que a cidade paulista de Limeira foi a primeira a fazer uma concessão do serviço de Saneamento Básico à iniciativa privada, em 1995, quando apenas 2% do esgoto coletado na cidade era tratado. Desde então o município já recebeu cerca de R$ 300 milhões em investimentos que contribuíram para aumentar a capacidade de tratamento de esgoto para 100%. Isso desde 2010, ou seja, Limeira tem o serviço de esgoto universalizado há quase uma década. 
 
 A cidade paulista também é referência do controle de perdas de água, com índice de 17% contra 40% da média nacional. É o menor índice do País. Os números colocam a cidade no rol dos poucos municípios brasileiros que conseguiram superar a falta de investimentos para o setor. “Os números do IBGE mostram que o saneamento básico pouco avançou no Brasil desde 2016. Felizmente, Limeira vive uma realidade diferente, com avanços importantes que trazem melhorias para a saúde e qualidade de vida das pessoas” explica Rodrigo Leitão, gerente de operações da unidade. 
 
Atualmente Limeira recebe R$ 120 milhões que permitirão melhorias no sistema de abastecimento de água com a ampliação e modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) e a construção de novos reservatórios e adutoras, com o objetivo de atender ao crescimento do município. Na área de esgoto, os investimentos se referem principalmente à implantação de um sistema de tratamento em nível terciário na principal estação de tratamento do município, a ETE Tatu, responsável pelo tratamento de 80% do esgoto coletado em Limeira. A obra de reversão da ETE Graminha também faz parte do pacote e foi concluída em março de 2019. Esta obra destinará o esgoto, que hoje chega à ETE Graminha, à ETE Água da Serra, permitindo a desativação da unidade de tratamento atual.

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