Obra de R$ 81 milhões desvia 350 litros de esgoto por segundo do Canal do Mangue para tratamento, beneficiando 163 mil habitantes da região central do Rio. Tecnologia inovadora reduz consumo de água em 85% durante execução do Coletor Tronco Cidade Nova.
A Passarelli acaba de concluir a primeira etapa das obras de implantação do Coletor Tronco Cidade Nova, uma obra do Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do entorno da Baía de Guanabara (PSAM). A companhia utilizou Método Não Destrutivo (MND) com equipamentos Shields, nos diâmetros de 1.000mm e 1.500mm, para escavar em solo e em rocha, e instalar o Coletor Tronco na região central do Rio de Janeiro. “Foram abertos 26 poços de serviços ao longo das duas retas traçadas para que o Coletor Tronco se interligasse à rede de esgotos existente e levasse os dejetos até a ETE Alegria, com o mínimo de interferência nas vias de acesso ao local”, conta Vlamir Petrelli, superintendente da Passarelli.
O Coletor Tronco Cidade Nova recebeu investimentos de R$ 81 milhões e permitirá o redirecionamento do esgoto para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alegria. Anteriormente, 700 litros de esgoto por segundo provenientes da região central do Rio de Janeiro iam diretamente para o Canal do Mangue, que deságua na Baía de Guanabara. O projeto também tem como objetivo a despoluição e recuperação ambiental da Baía.
O trecho entregue pela Passarelli tem 3,8 km de extensão e é parte do total de 4,1 km do Coletor Tronco Cidade Nova, que aumentará o volume de esgotos tratados da ETE Alegria em 23%. Nesta primeira etapa estão sendo captados e conduzidos para a ETE Alegria 350 litros por segundo de esgoto. Após a conclusão da segunda etapa da obra do PSAM, serão captados e conduzidos mais 350 litros por segundo, totalizando 700 litros por segundo de esgoto, beneficiando 163 mil habitantes de seis bairros da região central do Rio de Janeiro: Cidade Nova, Centro, Catumbi, Rio Comprido, Estádio e Santa Tereza. Outro diferencial da obra realizada pela Passarelli foi a implementação de uma solução de reaproveitamento de água e remanejamento de terra da escavação do túnel pelo Shield, pioneira no Brasil em obras de saneamento. “Esta solução, chamada de Bolsões Geotexteis, garantiu uma economia de 85% do volume no consumo de água originalmente previsto para a obra e reteve mais de 60% do volume de resíduos que seria descartado”, acrescenta Petrelli.