AMAZÔNIA

Pesquisadores querem monitorar espécies

Durante 15 dias pesquisadores e engenheiros brasileiros e australianos coletaram dois Terabytes de imagens gravadas na floresta amazônica. A ação integra o projeto Providence, que propõe método inovador de monitoramento dos animais no bioma a partir da identificação de espécies por imagem e som e transmissão remota de dados. O projeto é liderado pelo Instituto Mamirauá e é executado em parceria com organizações internacionais.
 
Os pesquisadores percorreram a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, na Amazônia, para testar novas tecnologias para monitoramento da fauna. Uma rede de sensores com microfones e câmeras será instalada sob a copa das árvores para coletar informações sobre o comportamento das espécies no interior da floresta de forma contínua, reduzindo a presença humana e os custos das expedições de campo. Os dados serão transmitidos em tempo real para os pesquisadores. "O equipamento pode ‘ver' o calor dos animais em condições de escuridão extrema. Além disso, tem um alcance muito maior que as armadilhas fotográficas geralmente usadas", diz o pesquisador Ash Tews, responsável pela tecnologia. "A ideia é unir esses métodos para aumentar a eficiência do equipamento na identificação de espécies."
 
As transmissões de curtas (até 5 quilômetros) e grandes distâncias (10 quilômetros) foram bem-sucedidas", explica o engenheiro Ross Dungavell, da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), parceira do Instituto Mamirauá no projeto.
 
Composto por três fases, o projeto é coordenado pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e executado em parceria com o CSIRO, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), The Sense of Silence Foundation e Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC). De volta à Austrália, a equipe do CSIRO segue em parceria com o Instituto Mamirauá no desenvolvimento das tecnologias. Os novos testes serão realizados em seis meses, novamente na Reserva Mamirauá. "Esta é apenas a primeira fase do Providence. Ainda há muito trabalho pela frente, mas os avanços que tivemos com os testes foram bastante significativos", diz Emiliano.
 

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