Projetos brasileiros na COP-22 e México
Os projetos socioambientais da Itaipu e parceiros na área de tecnologia e agricultura serão apresentados nas conferências (COP-22) do Clima e da Biodiversidade, que acontecem no Marrocos e no México, respectivamente, em novembro e dezembro. A afirmação aconteceu no encerramento do Fórum Brasil – África, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), do dia 4 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Na mesma ocasião, o governo federal anunciou a ampliação dos negócios com o continente africano, principalmente com o objetivo de equilibrar a balança comercial entre o Brasil e os países da África.
“Os projetos de Itaipu são exemplos do que o Brasil tem a mostrar para o mundo em relação à sustentabilidade”, disse o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Odilson Ribeiro, que representou o ministro Blairo Maggi na parte final de sua agenda em Itaipu. O secretário mencionou iniciativas importantes da binacional, como a recuperação de nascentes do Programa Cultivando Água Boa, o Programa de Plantio Direto e as atividades do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), entre outros.
Ribeiro também comentou sobre o interesse do MAPA em levar as práticas socioambientais realizadas na região para a próxima reunião dos ministros da agricultura do BRICs, que acontece na índia. “Agradecemos a Itaipu por nos apresentar estes projetos sociais, pela importância que eles têm para o País. São projetos de amplitude internacional”, concluiu.
Há grandes chances de o Brasil ter parceiros africanos em acordos comerciais. “A Nigéria tem potencial para ser tornar uma grande parceira comercial do Brasil, mas é preciso que exista uma reciprocidade”, disse o ministro do MAPA, Blairo Maggi. Na prática, o que se espera é que o continente africano passe a comprar mais do mercado brasileiro, para que haja equilíbrio na balança comercial.
De acordo com o ministro nigeriano, o país dele já tem uma encomenda de 50 mil tratores para os próximos três anos, além da compra de silos e outros maquinários agrícolas. “A nossa agricultura ainda é muito rudimentar e temos que enfrentar o problema do crescimento da nossa população. O Brasil se mostrou interessado na cooperação sul-sul e a Nigéria quer aumentar os negócios com o mercado brasileiro”, disse.




