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ECOSAN

Reforma de ETA em S.J.Rio Preto

A construtora Elevação realiza a reforma de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) do Semae de São José do Rio Preto (SP). A Ecosan participa da obra por meio do fornecimento de equipamentos para a ETA e espera que outros municípios sigam o exemplo de São José do Rio Preto e efetuem reformas em estações que estejam há décadas sem modernização e upgrade tecnológico. A ETA de São José do Rio Preto existe há 60 anos e já passou por algumas reformas pontuais, mas apenas no último ano iniciou um grande projeto de ampliação. A capacidade de vazão passará dos atuais 450 litros por segundo para 750 litros por segundo. Junto às modificações que serão concluídas em fevereiro de 2021 está prevista a instalação de equipamentos mais modernos, além de obras civis para melhorar a operação. O valor da obra contratada com o Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto) para revitalização do equipamento público é de R$ 29 milhões. O engenheiro Bruno Sugamosto, chefe de obras da construtora Elevação e responsável pela execução do projeto, disse que foram substituídos o sistema de captação de água bruta (bombas, tipo anfíbias, barrimentos de sucção de recalque e tubulação adutora de água bruta, além de painéis elétricos e de automação do sistema. “Naturalmente há dificuldades para fazer a mudança. O processo de reforma é uma operação muito complicada, porque compromete às vezes o abastecimento da população. Mas é preciso fazer sacrifícios para receber os frutos depois”, analisa ele. Em 2019, houve a conclusão da estação elevatória de água bruta, tanque de pré-oxidação (de concreto e onde recebe o primeiro tratamento com produtos químicos) e a unidade de floculação - equipamento giratório de média velocidade que agita a água (com adição de químicos, forma flocos), que a seguir irão para os decantadores. A primeira bateria de floculação é a de floculadores turbina tipo axial. Estão em andamento também as obras civis do canal de entrada de água floculada e na sequência serão trabalhados o floculadores mecânicos tipo paletas. Atualmente, os decantadores estão em fase de reforma, que engloba novo layout e instalação de modernos equipamentos removedores de lodo, dutos de distribuição de água floculada e módulos lamelares de PVC atóxicos. “Ficamos muito realizados ao ver nossos produtos integrando uma obra de tamanha importância para esta cidade e adjacências, que são muito significativas para o desenvolvimento do estado e do país”, enaltece o Presidente Executivo da Ecosan, André Telles. O projeto inclui ainda uma nova unidade onde serão instalados tanques de produtos químicos, silo de armazenamento e preparo de cal hidratado e silo de armazenamento e preparo de carvão ativado em pó. A unidade terá também uma balança rodoviária com capacidade de 60 toneladas. O reservatório de água tratada e a estação elevatória de água tratada passarão também por reformas. Haverá substituição geral de válvulas e barriletes de sucção e recalques e novos painéis elétricos e de automação complementam o conjunto da obra. Outra unidade abrange a construção do tanque de regularização de vazão. O projeto abarca o acabamento em geral que ainda abrange calçamento, paisagismo e a guarita de segurança. Para execução da nova planta houve participação de recursos da Caixa Econômica e de outros órgãos oficiais.

A construtora Elevação realiza a reforma de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) do Semae de São José do Rio Preto (SP). A Ecosan participa da obra por meio do fornecimento de equipamentos para a ETA e espera que outros municípios sigam o exemplo de São José do Rio Preto e efetuem reformas em estações que estejam há décadas sem modernização e upgrade tecnológico. 
 
A ETA de São José do Rio Preto existe há 60 anos e já passou por algumas reformas pontuais, mas apenas no último ano iniciou um grande projeto de ampliação. A capacidade de vazão passará dos atuais 450 litros por segundo para 750 litros por segundo. Junto às modificações que serão concluídas em fevereiro de 2021 está prevista a instalação de equipamentos mais modernos, além de obras civis para melhorar a operação. O valor da obra contratada com o Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto) para revitalização do equipamento público é de R$ 29 milhões. 
 
O engenheiro Bruno Sugamosto, chefe de obras da construtora Elevação e responsável pela execução do projeto, disse que foram substituídos o sistema de captação de água bruta (bombas, tipo anfíbias, barrimentos de sucção de recalque e tubulação adutora de água bruta, além de painéis elétricos e de automação do sistema. “Naturalmente há dificuldades para fazer a mudança. O processo de reforma é uma operação muito complicada, porque compromete às vezes o abastecimento da população. Mas é preciso fazer sacrifícios para receber os frutos depois”, analisa ele.
 
Em 2019, houve a conclusão da estação elevatória de água bruta, tanque de pré-oxidação (de concreto e onde recebe o primeiro tratamento com produtos químicos) e a unidade de floculação - equipamento giratório de média velocidade que agita a água (com adição de químicos, forma flocos), que a seguir irão para os decantadores. A primeira bateria de floculação é a de floculadores turbina tipo axial. Estão em andamento também as obras civis do canal de entrada de água floculada e na sequência serão trabalhados o floculadores mecânicos tipo paletas.
 
Atualmente, os decantadores estão em fase de reforma, que engloba novo layout e instalação de modernos equipamentos removedores de lodo, dutos de distribuição de água floculada e módulos lamelares de PVC atóxicos. “Ficamos muito realizados ao ver nossos produtos integrando uma obra de tamanha importância para esta cidade e adjacências, que são muito significativas para o desenvolvimento do estado e do país”, enaltece o Presidente Executivo da Ecosan, André Telles.
 
O projeto inclui ainda uma nova unidade onde serão instalados tanques de produtos químicos, silo de armazenamento e preparo de cal hidratado e silo de armazenamento e preparo de carvão ativado em pó. A unidade terá também uma balança rodoviária com capacidade de 60 toneladas. O reservatório de água tratada e a estação elevatória de água tratada passarão também por reformas. Haverá substituição geral de válvulas e barriletes de sucção e recalques e novos painéis elétricos e de automação complementam o conjunto da obra.
 
Outra unidade abrange a construção do tanque de regularização de vazão. O projeto abarca o acabamento em geral que ainda abrange calçamento, paisagismo e a guarita de segurança. Para execução da nova planta houve participação de recursos da Caixa Econômica e de outros órgãos oficiais.

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JUNDIAÍ
DAE nveste em ampliação de ETA

O DAE Jundiaí investiu R$ 11 milhões para ampliar a capacidade da Estação de Tratamento de Água do Anhangabaú (ETA-A) dos atuais 1.800 l/s para 2.400 l/s. A nova capacidade será atingida em até 20 meses. "São obras para otimizar o espaço de tratamento com troca de sistemas e equipamentos, além da impermeabilização dos decantadores, novos aparelhos de filtragem e a renovação do sistema para floculação. Também já planejamos um novo sistema de segurança e adequação do sistema contra incêndios da Estação", conta o diretor de Operações da DAE, Valter Maia. Está em construção junto à ETA mais um reservatório de água tratada com capacidade de armazenar 10 mil m³ de água. Será o quarto reservatório localizado na Estação. "A ETA-A é essencial na operação do abastecimento em nossa cidade. Dali sai 95% da água utilizada no abastecimento do município, que é distribuída para 53 reservatórios. Em breve, serão mais três em funcionamento, na própria ETA, no Fazgran e no Jardim Carlos, além da reforma do R13, no Distrito Industrial", afirma o diretor presidente da DAE, Eduardo Santos Palhares. O DAE Jundiaí também está implantando a Estação Pressurizadora de Água Tratada (EPAT) na ETA-A, que tem como objetivo aumentar a velocidade de reposição de água do reservatório elevado, que abastece a zona alta do Anhangabaú. As obras da EPAT começaram em março, com aportes de R$ 1,2 milhão, e devem estar prontas em cinco meses. Além disso, em função do aumento da capacidade de tratamento na Estação a DAE vai substituir o barrilete, estrutura responsável pela distribuição da água tratada aos reservatórios que integram a unidade. O barrilete antigo, com diâmetro de 1.000 mm e executado em aço, será trocado por um novo, com diâmetro de 1.200 mm, em ferro fundido. Os investimentos para s obras de ampliação da ETA-A integra um contrato assinado entre a Prefeitura de Jundiaí, a DAE e a Caixa Econômica Federal. Com investimento total de R$ 59 milhões, o pacote inclui ainda as obras de esgotamento sanitário nas regiões do Champirra e Mato Dentro, ações de combate a perdas de água e a formulação do projeto executivo e licenciamento ambiental do novo sistema de abastecimento de água do Vetor Oeste, que será composto por três novas represas.

6 de abril, 2020
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BRK AMBIENTAL
Obra de ETA em Sumaré avança

A BRK Ambiental avançou a obra de ampliação e modernização da Estação de Tratamento de Água II, no Parque Itália, em Sumaré (SP), em 65%. A segunda fase já conta com avanço de 95%, e inclui a modernização de quatro unidades de filtração; modernização dos floculadores e decantadores do Sistema Convencional; modernização dos decantadores do Sistema Manto de Lodo; implantação de um novo sistema de dosagem de polímero e modernização do sistema elétrico da ETA. A expectativa é concluir a obra no segundo semestre de 2020. Com investimentos de R$ 18 milhões, o projeto tem como objetivo ampliar a capacidade de tratamento da ETA, ação que já foi possível com as etapas já realizadas na estação e também na captação de água bruta do rio Atibaia, a última delas no final do mês de julho. “Com a obra vamos garantir o abastecimento regular de água à população e permitir o crescimento sustentável do município ao ampliarmos a capacidade de tratamento da ETA II de 600 l/s para 750 l/s. Teremos mais oferta de água tratada e de qualidade disponível para a população”, destaca o gerente de operações da unidade, Cleber Salvi. A companhia já concluiu a instalação das novas lamelas e toda a reforma dos decantadores do Sistema Manto de Lodo, que garante a adequada operação da unidade de tratamento. Além disso, foram implantadas novas tubulações de drenagem para os decantadores, o que possibilitará um aumento na eficiência operacional e produtividade dos equipamentos. Também foi finalizada a reforma da estrutura civil das galerias de tubulações dos filtros, responsáveis por todas as manobras de operação que permitem que os filtros desempenhem a sua função adequadamente. A terceira fase é prevista para começar em outubro e engloba a implantação de um sistema de geração e dosagem de hipoclorito e modernização e ampliação dos sistemas de dosagens de produtos utilizados no tratamento de água, além de novas instalações elétricas e de automação da estação de tratamento de água.

10 de setembro, 2019
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ESGOTO
BRK investe R$ 60 milhões em ETE

A BRK Ambiental iniciou a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Tijuco Preto, um projeto de R$ 60 milhões e que permitirá aumentar o tratamento de esgoto no município de Sumaré (SP) dos atuais 35% para 60%. A ETE Tijuco Preto terá tratamento terciário e contará com reatores biológicos com o processo de tratamento holandês conhecido como Nereda, que apresenta vantagens em relação a outros tipos de tratamento. “Essa tecnologia permite uma área reduzida de implantação, tem baixo consumo energético e redução de geração de odores, além de garantir uma elevada eficiência de tratamento, superior aos sistemas convencionais”, explica Heitor Mendonça, gerente de obras da BRK Ambiental em Sumaré. A ETE Tijuco Preto ocupará área de 20 mil m² e irá tratar 230 l/s de esgoto. A estação atenderá 52 bairros das regiões do Matão e da área Cura. Aproximadamente 115 mil pessoas serão beneficiadas com a ETE, além do Ribeirão Quilombo, que não receberá mais o esgoto gerado sem tratamento. A obra é dividida em quatro etapas, sendo que a primeira, de terraplanagem, já teve início. Posteriormente serão feitas obras civis e de montagem hidromecânica em que serão construídos os tanques em concreto armado, as edificações e a instalação dos equipamentos e tubulações. Esta fase está prevista para outubro deste ano. A terceira etapa consiste na montagem eletromecânica e a automação, ou seja, nesta etapa será implantada toda infraestrutura elétrica e de comando, assim como os painéis e equipamentos necessários para a operação automatizada da ETE, enquanto a última fase é a de urbanização e comissionamento, em que serão realizados os acabamentos e os testes dos equipamentos, tubulações e estruturas para que seja iniciada a operação. Atualmente, Sumaré tem 30% do esgoto coletado tratado em 19 ETE’s espalhadas em diversas regiões da cidade. Com a construção dessa nova ETE, as ETEs Estâncias, Pavan e Aclimação serão desativadas. “Será possível concentrar em uma única área uma vazão maior de tratamento e, assim, otimizar a eficiência operacional do sistema”, explica Mendonça. Também serão construídos 12 km de coletores para transportar o efluente até a estação para tratamento. A previsão é que todo o trabalho seja concluído em março de 2021. Sumaré receberá mais 40 km de interceptores e coletores de esgoto e os subsistemas Jatobá e Quilombo, que vão permitir a universalização do tratamento de esgoto no município. Com isso, Sumaré terá 100% de esgoto coletado e tratado, o que deve ocorrer em dezembro de 2022.

11 de julho, 2019
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BRK AMBIENTAL
Ampliação do Atibaia na etapa final

A BRK Ambiental deu início à etapa final da 1ª fase da obra de ampliação e modernização da Captação do Rio Atibaia. O projeto recebe investimentos de R$ 15 milhões e permitirá o aumento do volume de captação em 150 litros por segundo e, consequentemente, o incremento da disponibilidade de água para 190 mil moradores de Sumaré (SP), o equivalente a 70% da população da cidade. A etapa final inclui três interligações de grande porte. A primeira delas aconteceu dia 18 de junho e impactará o abastecimento em quatro regiões de Sumaré. Com a obra, será possível captar 750 litros por segundo de água, trabalho que será realizado por 10 bombas divididas entre submersíveis e horizontais, em dois poços de alimentação, frente ao sistema atual, que conta com seis bombas que captam 600 litros por segundo. “Para isso, construímos uma nova estrutura para as novas bombas e um trecho de tubulação que será responsável por levar a água captada até as adutoras de água bruta”, explica o gerente de obras da BRK em Sumaré, Heitor Mendonça. A interligação das redes será feita junta a uma das adutoras de água bruta responsável por conduzir a água até a ETA II, Estação de Tratamento de Água localizada no Parque Itália, para ser tratada e posteriormente distribuída à população. A obra de ampliação e modernização da Captação de Água Bruta do rio Atibaia começou em dezembro de 2018 e está prevista para ser concluída em outubro deste ano. A primeira etapa da obra tem avanço de 90%. “Esse percentual corresponde à parte civil e montagem hidromecânica. Também iniciamos a segunda etapa que envolve toda a infraestrutura elétrica da captação, que está sendo remodelada para atender às ampliações e modernizações que estão sendo realizadas”, ressalta Mendonça. A previsão é que a segunda etapa seja concluída em setembro. A terceira etapa terá início em julho e consiste na instalação de um Sistema de Geração e Dosagem de Hipoclorito que terá a função de realizar a pré-cloração da água até a estação de tratamento de água. “Esse sistema permite a produção de hipoclorito no próprio local, de maneira automatizada e segura”, ressalta. A obra, além do aumento da vazão de água captada, também vai permitir a ampliação em 10% da população abastecida pela ETA II, melhorando a segurança hídrica do município.

5 de julho, 2019
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ESGOTO
Ecosan fornece equipamentos para Sanepar

Empresa de equipamentos para tratamento primário e secundário de efluentes domésticos e industriais, a Ecosan forneceu equipamentos para obras de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), em Lapa, município do Paraná. A expansão da rede de esgoto é realizada pela Companha de Saneamento do Paraná (Sanepar), que está investindo R$ 8 milhões em melhorias e crescimento do sistema de esgotamento sanitário da região. Ao final da obra, a ETE terá sua capacidade aumentada de 30l/s para 90l/s. “Disponibilizamos dois equipamentos que vão qualificar esse importante projeto de expansão. Um compromisso firmado entre a Ecosan e a Sanepar, empresa que tem alto comprometimento com questões de qualidade de projeto e produção”, afirma André Telles, Diretor executivo da Ecosan. O sistema de esgoto da Lapa é formado por 83.434 m de rede coletora que atendem 23.549 habitantes, através de 7.234 ligações prediais. Com as obras, mais de 85% da população da cidade passa a ser atendida com os serviços de coleta e tratamento de esgoto. Entre os equipamentos fornecidos pela Ecosan estão o filtro biológico e o decantador de lodo. O primeiro destina-se a distribuir o efluente uniformemente pela superfície do leito filtrante, a partir da alimentação por gravidade da tubulação à coluna central. Já o decantador de lodo tem como função conduzir o lodo decantado do fundo do decantador até o poço existente no centro dessa unidade. O esgoto entra no decantador pelo centro e se desloca uniformemente para a sua periferia. Além da ampliação da ETE, a Sanepar deve ampliar a rede de esgoto em 5 km e abrir 115 novas ligações prediais para atender o Hospital São Sebastião e o bairro Estação. A ampliação de esgoto no bairro Estação é uma solicitação da prefeitura municipal, devido ao alto crescimento populacional na região. A Sanepar precisará fazer outra travessia, desta vez sob a linha férrea Curitiba - São Mateus do Sul. A Sanepar também construirá na cidade outros equipamentos como dois reatores anaeróbicos de lodo fluidizado, dois filtros biológicos, dois decantadores, onze leitos de secagem, abrigo para o grupo gerador, interligações hidráulicas e instalações elétricas.

7 de novembro, 2016
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CENTROPROJEKT
ETA com membranas para a Sabesp

No dia 20 de julho a Sabesp inaugurou a nova unidade de produção de água com o uso de membranas da Estação de Tratamento de Água do Alto da Boa Vista (ETA ABV). Ligada ao Sistema Guarapiranga, o segundo módulo de membranas acrescenta à capacidade da estação mais 1.000 litros por segundo de água tratada, volume suficiente para atender cerca de 400 mil pessoas. O evento de inauguração contou com as presenças do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, do presidente da Sabesp, Jerson Kelman e de Paulo Massato, diretor da concessionária, além de demais convidados. A Sabesp explica que a obra faz parte do pacote de intervenções essenciais para o enfrentamento da crise hídrica, que já conta com a captação do rio Guaió concluída (mais 1 m³/s) e com a obra em construção da ligação Rio Grande-Alto Tietê (4 m³/s), com cerca de 50% da extensão completa. Em comunicado, a companhia de saneamento de São Paulo informa que o novo aumento de produção de água tratada ajuda a reduzir a retirada do Sistema Cantareira, permitindo ao Guarapiranga avançar em novas áreas, principalmente na região da avenida Paulista. A instalação de membranas ultrafiltrantes é uma tecnologia de ponta já empregada em países como Estados Unidos, Israel e Cingapura e já vinha sendo adotada pela Sabesp na própria ETA ABV e na ETA Rio Grande, onde produz 500 litros de água potável por segundo, além do Aquapolo, onde é usada para gerar água de reuso com alto valr de refinamento. A Centroprojekt do Brasil (CTP) foi quem desenvolveu o projeto para implantar a tecnologia de membranas de ultrafiltração na ETA ABV. A empresa também foi responsável pelos equipamentos e materiais de fornecimento civil, start-up e pré-operação durante seis meses. De acordo com Valdir Folgosi, diretor Técnico da CTP, entre as maiores vantagens da tecnologia de ultrafiltração estão a qualidade superior da água tratada, além da economia de espaço físico e da velocidade de implantação. O uso de membranas tem ainda uma série de ganhos adicionais: o tratamento da água, que levaria pelo menos duas horas, em média, numa estação convencional, é realizado num período de 20 e 30 minutos, com funcionamento automatizado e utilização muito menor de produtos químicos na opção pela ultrafiltração. Folgosi recorda que quando a CTP ganhou a licitação do projeto, em 2013, a atual crise hídrica não havia ainda se “instalado”. O primeiro módulo para tratamento de 1 m³/seg de água potável através de ultrafiltração foi entregue pela CTP à Sabesp num prazo de 210 dias. A segunda etapa, de mais 1 m³/seg, que acabou de ser inaugurada, bateu outro recorde de execução – apenas 180 dias para conseguir atender o prazo de emergência solicitado pela concessionária estadual. “Trata-se de uma planta compacta, de qualidade superior a uma estação de tratamento convencional, que não tem muito consumo de produtos químicos. Um projeto inovador, motivo de grande orgulho para a engenharia brasileira”, salienta Folgosi. O primeiro m³ de tratamento por UF está operando desde janeiro deste ano. O investimento da primeira fase foi de R$ 51,5 milhões e na segunda fase foram aplicados mais R$ 42 milhões, totalizando assim recursos da ordem de pouco mais de R$ 93 milhões. Folgosi ressalta que a unidade de ultrafiltração da ETA ABV é a maior das Américas com essa tecnologia – “até o México não existe planta maior que essa. Embora seja um processo físico de membranas, existe toda uma lógica de controle, uma integração de atividades, que demanda cuidados”, reforça, voltando a pontuar que entre a ampliação de uma estação convencional e a implantação de um aumento de produção visando a tecnologia de ultrafiltração por membrana, o espaço foi uma das vantagens e o prazo de entrega em tempo recorde outra. As membranas, fabricadas pela Koch, são importadas. Tecnologia mais acessível Ana Maria Kairalla, química responsável pela ETA ABV, recorda que há 10 anos, quando tomaram conhecimento da tecnologia de ultrafiltração por membranas, a introdução de fato no mercado era uma coisa muito cara para um país como o Brasil, quase impraticável. Ainda assim, o interesse por mais uma opção de tratamento fez com que a companhia fosse se aproximando da nova alternativa. Desde que começou a prospectar a possibilidade até a implantação atual, Ana Maria acredita que o custo tenha se reduzido em média 50%. “Nesse período as tecnologias evoluíram e as necessidades por novas alternativas de tratamento aumentaram. Hoje o cenário de escassez de água é bastante importante e na Região Metropolitana de São Paulo a Sabesp já opera duas estações com membranas de ultrafiltração para tratamento de água – a ABV e Rio Grande. Existem outras na área denominada ‘interior’, inclusive uma para tratamento de esgoto em Campos do Jordão”, comenta a química. A ETA ABV é a segunda maior da RMSP, fica numa região central e trata a água de um manancial especialmente “complicado” em termos de ocupação marginal. A ETA ABV recebe água do Guarapiranga e atualmente abastece regiões que antes eram atendidas pelo Cantareira, como a avenida Paulista e os bairros de Pinheiros e Cambuci. Oficialmente, a estação abastece 3,8 milhões de pessoas e com a ampliação do novo processo, esse número sobe para algo em torno de 5 milhões de pessoas. Tanto a ETA ABV quanto a Rio Grande foram construídas nos idos de 1958 e associam o tratamento convencional ao método de ultrafiltração. Está nos planos da Sabesp a utilização de UF em outras estações. Mas a ampliação da produção está, é claro, sempre condicionada à obtenção de água bruta. Enquanto o tratamento convencional é mais químico, mais laboratorial, na tecnologia por membranas o processo se torna mais físico, de pressão e vácuo, além de ser totalmente automatizado. Isso muda o conceito de operação. E, por se tratar de um aspecto novo, demanda treinamento de pessoal, explica Folgosi. Neste momento, a nova unidade encontra-se em etapa de operação assistida, passando na sequência a ser operada pela Sabesp.

6 de agosto, 2015