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PAVIMENTAÇÃO

Saint-Gobain aplica manta asfáltica sustentável em projeto-piloto

Saint-Gobain aplica manta asfáltica sustentável em projeto-piloto

O projeto-piloto ocorreu graças à parceria entre a Saint-Gobain Canalização, controladora da PAM e fabricante de tubos e acessórios de ferro fundido dúctil, e a ENOPS Engenharia

Para auxiliar em uma das principais reclamações dos municípios, a PAM Serviços apresenta o American Road Patch (ARP), que consiste em um tapete autocolante que utiliza uma grade de fibra de vidro de alta resistência em sua composição, formando uma vedação impenetrável com as outras camadas. O projeto-piloto ocorreu graças à parceria entre a Saint-Gobain Canalização, controladora da PAM e fabricante de tubos e acessórios de ferro fundido dúctil, e a ENOPS Engenharia, com homologação de uso por parte da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), permitindo a utilização do produto para recomposição de pavimento permanente em algumas vias da cidade de São Paulo.

Após a aplicação do American Road Patch, houve uma redução de 18,6% no custo de implantação por m² e aumento na produtividade, passando de 300m² para 600m²/mês de recomposição, o que representa o dobro de intervenções solucionadas no mês. “As concessionárias de serviços de saneamento enfrentam dificuldades causadas por diversos fatores, como a necessidade de escalar equipes distintas para a realização do serviço principal e para a reposição do pavimento, problemas na aquisição e aplicação do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), complicações nos contratos de licitação, entre outros. Já a aplicação do ARP, além de ser simples, é durável e oferece longevidade incomparável”, explica Pedro Taves, diretor Comercial e de Marketing da Saint-Gobain Canalização. O ARP é uma solução prática, rápida, segura e executada após a conclusão da intervenção. A solução não necessita de uma equipe especializada da concessionária para recomposição, nem grandes equipamentos. O produto se integra à via formando uma vedação à prova d’água, o que prolonga a vida útil das correções. Outro ponto favorável é a regularidade da repavimentação, pois a manta pode ser recortada com um simples estilete, garantindo uma intervenção mínima e a otimização do material.

O American Road Patch pode ser aplicado para reparos de buracos, selagem de rachaduras e juntas, cortes utilitários de vedação, entorno de bueiros, recomposição definitiva de vias e fixação de juntas de ponte irregulares. “Além de todas as vantagens do ARP, outra característica fundamental é a abordagem ambiental e sustentável, pois não gera resíduos e utiliza material de fresa reciclável para o preenchimento”, conclui Taves.

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SABESP
Usina de reciclagem para produzir asfalto

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assinou contrato para a construção de uma usina de reciclagem para produção de base asfáltica a partir de resíduos de obras de saneamento. A expectativa é que a nova solução sustentável melhore a qualidade da reposição do pavimento nos serviços da Companhia em vias públicas, além de reduzir o descarte de resíduos sólidos em aterros. A iniciativa atende à estratégia da Sabesp de adotar o conceito inovador de economia circular, que foca na otimização e no reaproveitamento de materiais, reduzindo custos e beneficiando o meio ambiente. A usina de reciclagem foi contratada por meio de licitação, vencida pelo consórcio Reintegrar, formado pelas empresas Fremix e Soebe. Serão investidos no projeto R$ 29,6 milhões em 30 meses. “Hoje estamos colhendo muitos frutos plantados, transformando o que estava na prancheta em realidade, um trabalho sério e dedicado para implementar a boa utilização dos recursos”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido. Segundo o diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga, a nova usina se encaixa na busca constante da Companhia pela inovação. “A Sabesp procura o desenvolvimento, a inovação, a economia circular, o uso das boas práticas. Estamos sempre na fronteira tecnológica, com exemplos no tratamento de água ou na transformação de lodo em energia. E agora estamos fazendo uma usina de reciclagem de asfalto”, disse. O asfalto espumado é o que será produzido, material obtido a partir da técnica que utiliza injeção de ar e de água sob pressão no cimento asfáltico aquecido e que, além de mais sustentável, tem maior capacidade para suportar o tráfego de veículos. A recomposição da via com o asfalto espumado dá mais flexibilidade ao pavimento, reduz os riscos de surgimento de trincas e possibilita a liberação imediata para o tráfego. O asfalto espumado será produzido com as sobras (pedaços de asfalto, concreto, sarjeta, por exemplo) das obras da Sabesp, como as de implantação de redes de água e esgoto e as do Novo Rio Pinheiros, programa de saneamento na bacia para despoluir o rio até 2022 – o projeto também utilizará o novo asfalto. “Será reaproveitado um material nobre, mas que, se não tomarmos cuidado, vira lixo, um problema para a sociedade. Com isso ganhamos em várias frentes: não depositando um material que tem valor energético excelente, dando exemplo para a população de que os resíduos devem ser reciclados e, além de tudo, fazendo algo de maior tecnologia do que o existente, ou seja, gerando uma melhoria das condições. Isso vai gerar maior satisfação na população”, explicou, durante o evento, a diretora da Escola Politécnica da USP, Liedi Bernucci. A usina de reciclagem da Sabesp terá capacidade para produzir até 1 milhão de m² de reposição asfáltica por ano, o que equivale a 14 vezes a área das pistas da avenida Paulista. Com a reciclagem das sobras de obras, a Sabesp deixará de descartar ao ano 150 toneladas de material nos aterros sanitários (ou 8.000 caminhões cheios), o que atende às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A companhia vai reduzir também em até 80% a compra de brita, gerando menos impacto ambiental. Pelo contrato, o consórcio, além de implantar e operar a usina de reciclagem, desenvolverá estudos e soluções tecnológicas para os problemas enfrentados nas reposições asfálticas dos pavimentos, com a participação de profissionais da Sabesp e da Prefeitura de São Paulo e da Escola Politécnica. A usina de reciclagem da Sabesp será implantada em até três meses. A Companhia está investindo R$ 100 milhões no recapeamento de 400 mil m² de vias na capital e, para aprimorar os serviços, vem utilizado novas tecnologias de ponta, como caminhões térmicos para transporte de massa asfáltica e equipamentos para medir a compactação do solo e a qualidade do asfalto.

23 de novembro, 2020
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SAINT-GOBAIN
Novo centro de pesquisa no Brasil

No início de 2016, o grupo Sain-Gobain vai inaugurar o maior centro de pesquisa do grupo no Hemisfério Sul, localizado na cidade de Capivari(SP). O anúncio foi feito pelo presidente da Saint-Gobain para o Brasil, Argentina e Chile, Thierry Fournier, num encontro que reuniu toda a diretoria no Brasil e a imprensa especializada, como parte das comemorações dos 350 anos do grupo. Embora a inauguração deva ocorrer em 2016, na realidade as instalações já estão sendo utilizadas pela PAM (empresa do grupo) no desenvolvimento de novos revestimentos – interno e externo – da linha de tubos de ferro dúctil, ressalta David Molho, responsável pela Saint-Gobain Canalização. O novo centro P&D do Grupo fará o desenvolvimento de produtos com aplicação industrial e para o mercado da construção civil adaptados às condições e necessidades locais. A ideia é reforçar parcerias com a comunidade científica local e com as agências sul-americanas de fomento da inovação. No ano passado, o Grupo inaugurou no Brasil quatro plantas industriais – Itaboraí e Seropédica (ambas no RJ), Planaltina de Goiás (GO) e Feira de Santana (BA), além de três novas lojas da rede de varejo Telhanorte. Estratégia em inovação e soluções sustentáveis A marca Saint-Gobain está comemorando 350 anos de atuação no mundo, focando sua estratégia na inovação e no desenvolvimento de soluções sustentáveis e de alta performance. Hoje o Grupo está presente em 66 países, com cerca de 170 mil funcionários e vendas na casa dos 41 bilhões de euros em 2014. Na América do Sul a Saint-Gobain chegou em 1937, com a área de canalização (antigamente como Metalúrgica Barbará e no momento sob a denominação PAM Saint-Gobain Canalização) e com a criação da Brasilit (placas e telhas em fibrocimento). De acordo com Thierry Fournier, a parte de canalização foi a primeira atividade do Grupo fora da Europa. Na América do Sul estão concentrados no momento cerca de 20 mil funcionários que atuam em mais de 60 unidades industriais, com receita estimada em aproximadamente 2,5 bilhões de Euros, que asseguram os três polos estratégicos do Grupo: materiais inovadores, produtos para construção e distribuição, que têm como objetivo acompanhar o processo de urbanização e a necessidade de investimento dos países sul-americanos em infraestrutura. Entre a diversidade de soluções oferecidas localmente estão os materiais de construção de natureza diversificada, para utilização em decoração de interiores e utilização em áreas externas, tubulações para redes de fornecimento de água ou de saneamento, vidraças e materiais de alto desempenho para indústrias de ponta.

13 de novembro, 2015