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TECNOLOGIA

Sanasa é reconhecida por solução em eficiência hídrica

Sanasa é reconhecida por solução em eficiência hídrica

A empresa conquistou o topo do ranking com seu Programa de Controle de Perdas de Água, tecnologia sustentável que reduziu as perdas físicas de 37,7% em 1994 para menos de 20% em 2024.

Companhia de saneamento de Campinas, a Sanasa conquistou o primeiro lugar no prêmio “As 100+ Inovadoras no Uso de TI”, promovido pelo IT Forum, principal ecossistema de tecnologia do país e unidade de negócios do Itaqui. A premiação destacou iniciativas que transformam negócios e geram impacto social por meio da tecnologia. A empresa conquistou o topo do ranking com seu Programa de Controle de Perdas de Água, tecnologia sustentável que reduziu as perdas físicas de 37,7% em 1994 para menos de 20% em 2024 - um salto de 30 anos.

Com uso de IA e Machine Learning, o projeto alia tecnologia, sustentabilidade e compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovendo mais eficiência no sistema de abastecimento de água. Segundo o IT Forum, 80% dos projetos encabeçados neste ano utilizaram Inteligência Artificial (IA) como tecnologia central. “Este reconhecimento serve como um propulsor para que as empresas brasileiras invistam, cada vez mais, em inovação para impulsionar seus negócios e gerar impacto positivo na sociedade. A premiação valoriza a criatividade, a ousadia e a superação de desafios, e serve como exemplo para que outras também invistam em inovação”, disse a Diretora de Conteúdo do Itaqui, Déborah Oliveira. Além da Sanasa, outras empresas do setor de saneamento como Aegea, Grupo Águas do Brasil e Caesb também foram reconhecidas com projetos de destaque baseados em IA e machine learning.

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Artigo por Claudius Rubens * Até pouco tempo, as concessionárias de água e esgoto tinham uma comunicação reativa, baseada em poucos canais de atendimento, geralmente presencial ou por telefone. Esse modelo está sendo rapidamente substituído por uma comunicação multicanal, ou seja, vários canais nos quais o relacionamento inclui todas as etapas da jornada do cliente, especialmente por meio das plataformas digitais, como as redes sociais, o WhatsApp e os aplicativos integrados aos órgãos de defesa do consumidor Reclame Aqui e Procon, entre outros. Impulsionada pela pandemia, a inovação das concessionárias envolve identificar os canais de comunicação preferidos de seus consumidores para que sejam incorporados às suas atividades. Por exemplo, caso haja uma interrupção do fornecimento de abastecimento de água ou um atraso num serviço agendado de reparo, a comunicação poderá ser realizada diretamente pelo WhatsApp do consumidor, mantendo-o a par da situação. Isso melhora tanto a prestação de serviço, que envolve a eficiência operacional, quanto a satisfação do cliente. Essa comunicação mais próxima e em 360 graus é uma quebra do paradigma em relação ao consumidor desse tipo de serviço, que tradicionalmente tem acesso a poucas informações sobre o que está acontecendo, ou seja, apenas tem seu serviço de fornecimento de água interrompido e recebe uma notificação em papel alertando tardiamente que a interrupção já foi realizada. A mudança neste modelo de comunicação, que envolve a Transformação Digital, permite que o cliente saiba sobre seu serviço contratado, afinal ele é o consumidor e o novo perfil de consumo exige transparência nos processos. Por trás da melhoria do relacionamento com os clientes, agregando aos serviços existentes soluções com ominicanalidade e metaverso, combinadas ainda com tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Big Data e Inteligência Artificial, é possível gerar insights para a gestão da companhia, como o comportamento do consumo, a predição de vazamentos e a eficiência da medição. O resultado é um importante aliado no combate a perdas de águas, que hoje está em torno de 40%, segundo o Instituto Trata Brasil. No entanto, toda essa eficiência operacional tem o objetivo principal de proporcionar uma experiência única ao cliente, gerando satisfação em relação ao serviço prestado. A modernização, que vira a chave da infraestrutura obsoleta, característica de grande parte das empresas do setor, e a busca por mais eficiência são ferramentas que não impactam apenas no atendimento, como também na redução do custo, tornando essas operações mais rentáveis para a retroalimentação dos investimentos em busca da universalização do saneamento. Outras tecnologias podem ser utilizadas na busca pelo aumento da eficiência, como o uso de drones e de celulares habilitados com softwares de Inteligência Artificial (IA) e reconhecimento de imagens, que podem validar a autoleitura do consumo de água realizada pelos clientes no aplicativo da concessionária. Quando utilizada em drones, a solução é capaz de mapear problemas na infraestrutura para melhorar a gestão dos ativos operacionais e contribuir no combate a perdas de água potável. As soluções com IA também ajudam a resolver problemas de segurança do trabalho ao fazer a checagem dos equipamentos obrigatórios de proteção individual (EPI) dos colaboradores, o que diminui o número de acidentes. Podem, ainda, monitorar a qualidade da água, seja por drones ou imagens de satélite, para identificar precocemente incidentes como o aumento de algas em rios e represas. De forma antecipada, o alerta permite que ações sejam imediatamente tomadas para correção dos problemas nas estações de tratamento. Independente do estágio de maturidade digital das concessionárias de saneamento, agregar serviços que visem o contato mais transparente e próximo do cliente é o caminho natural para a evolução e precisa ser implementado para atender ao novo perfil de consumidor e às exigências de regulação desse mercado. Por outro lado, o combate a perdas de água é uma condição para que a população brasileira tenha pleno acesso à água potável, à coleta e ao tratamento de esgotos até 2033, conforme o novo marco legal do saneamento básico. A aplicação destas tecnologias é a alavanca para capacitar as concessionárias na busca pela excelência operacional. O objetivo é promover condições para que elas sejam menos reativas, se antecipem aos problemas e, finalmente, promovam a universalização do saneamento em nosso país. É hora de evoluir! * Claudius Rubens é Consultor de negócios em Saneamento da SONDA.

20 de setembro, 2022
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ARTIGO
Redução de perdas de água passa pela digitalização

Por Giovanino Di Niro * O Brasil tem pela frente um imenso desafio para conseguir atender as metas incluídas no Novo Marco do Saneamento Básico, que prevê garantir o atendimento de 99% da população com água potável até 2033. Atualmente, esse índice está em 83,6%, o que resulta em quase 35 milhões de brasileiros sem acesso a esse serviço básico, segundo dados do Instituto Trata Brasil. Mas para obter sucesso dentro das melhorias previstas no texto sancionado recentemente, o país terá que resolver um dos grandes problemas do setor, que é o grande volume de perdas de água. Devido à infraestrutura atrasada do saneamento no Brasil, muito devido à falta de grandes investimentos e introdução de equipamentos modernos nos sistemas de transporte e distribuição da água, o país atingiu 38,5% de perdas reais e 37,1% em perdas comerciais ao longo de 2018, segundo dados de estudo divulgado este ano pelo Trata Brasil em parceria com a organização americana Water.org. Para se ter uma ideia da importância desperdiçada, todos os dias foram perdidos o equivalente a 7,1 mil piscinas olímpicas, volume que gerou prejuízo de mais de R$ 12 bilhões no ano base do levantamento. Para reduzir essa quantidade de perdas no transporte e na distribuição de água e dar um passo importante para atingir as metas impostas pelo Novo Marco do Saneamento Básico, é crucial que o sistema seja digitalizado. Medições em relação ao fluxo e pressão da água têm que ser realizadas em vários pontos da rede, por longas distâncias, pois só assim é possível detectar onde há variações que remetem a um problema no transporte e na distribuição. Hoje, por exemplo, a grande maioria das identificações só é feita quando uma pessoa percebe um vazamento e avisa a empresa responsável. Ou, na pior das hipóteses, quando se tem vazamentos pequenos que vão prejudicando o lençol freático até abrir uma cratera no local. Com a digitalização por meio da instalação de medidores ao longo das tubulações, o gerenciamento de todo o sistema passa a ser realizado por meio de dados em nuvem e essa modernização está dentro das novas diretrizes para o setor de saneamento no país. Dessa forma, além de otimizar a gestão por meio de plataformas de inteligência operacional onde os dados são transformados em informações que estão disponíveis em dashboards que ajudam a gerar insights para a adequação do fluxo de distribuição da água, todo o sistema - de uma cidade ou região - passa a ser monitorado em uma única sala de controle. Podemos usar como exemplo o sistema de controle que é realizado hoje nas principais rodovias do país. A partir da instalação de câmeras é feito todo um monitoramento das vias para saber que medidas serão tomadas caso ocorra imprevistos como acidentes, congestionamentos, neblina ou fumaça na pista. Ao detectar algum problema, são avaliadas possíveis medidas para desviar o fluxo de veículos visando evitar possíveis acidentes e maiores congestionamentos. Da mesma maneira, quando se tem uma análise de dados do sistema de distribuição de água, é fácil detectar locais de rompimento da tubulação e tomar medidas para a redistribuição da água para evitar perdas até o reparo do problema. Recentemente, por exemplo, a Siemens trouxe para o mercado brasileiro o portfólio SIWA (Siemens Water) voltado para o saneamento. Entre as tecnologias há uma voltada para detecção do local de rompimento da tubulação, com precisão que varia de 20 a 50 metros. A partir dos dados em nuvem, as soluções também auxiliam as empresas a atuarem de maneira preditiva a partir da detecção de locais propícios para a ocorrência do rompimento de uma tubulação, evitando assim perdas de água, e reduzindo custos com manutenções desnecessárias do sistema. Para se ter uma ideia dos benefícios de introduzir soluções inteligentes no setor, uma cidade europeia onde a Siemens atua conseguiu reduzir os danos nas tubulações em 48% ao longo do sistema de 1.500 quilômetros de tubulação. Como resultado, os vazamentos foram reduzidos em 85% e gerou um aumento do faturamento de água em 7%. Para atingir as metas impostas pelo Novo Marco do Saneamento Básico, o Brasil terá não apenas que expandir a distribuição de água tratada para quase 20% da população brasileira como também modernizar todo o sistema que hoje já está ultrapassado quando comparado a outros países. Com esse grande desafio pela frente, será essencial a redução do grande volume de perdas de água que temos atualmente e isso só será alcançado com a introdução de novas tecnologias que já estão disponíveis ao mercado. * Giovanino Di Niro é Gerente Executivo Digitalização e Saneamento da Siemens.

30 de setembro, 2020
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SINDCON
Anunciados vencedores do 1º Prêmio Sustentabilidade

O Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (SINDCON) anunciou, dia 04 de agosto, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, os vencedores do 1º Prêmio Sustentabilidade. No total, foram avaliados 44 projetos/programas, que concorreram à premiação em dinheiro. A Comissão Julgadora foi formada por 18 profissionais de diversas áreas e entidades, como a revista Saneamento Ambiental, através de seu Diretor Sérgio de Oliveira, Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Ethos, Unicef, Finep, UFMG, UFSC, Faculdade de Saúde Pública da USP, Eletrobrás, Abes, BNDES e Caixa Econômica Federal. O Prêmio Sustentabilidade propõe a busca de soluções contra a crise hídrica, e visa incentivar, entre as concessionárias privadas de água e esgoto, as boas ideias para a melhor utilização de recursos naturais, tecnológicos, humanos e financeiros. Entre os 44 projetos/programas, 23 pertencem à categoria “Técnica”, 13, à “Institucional” e oito, de “Gestão”. O presidente do SINDCON, Giuliano Dragone, comemorou o sucesso do Prêmio e garantiu a continuidade do evento para os próximos anos. “O Prêmio Sustentabilidade veio para promover uma justa homenagem aos profissionais que contribuem para o desenvolvimento do saneamento brasileiro”, destacou o Presidente da entidade. O Prêmio Sustentabilidade será realizado a cada biênio, sempre intercalado com a o ENA - Encontro Nacional das Águas, Congresso técnico e científico promovido pelo Sindicato. Na categoria Institucional, o vencedor foi o programa “Frota Ideal”, da Águas de Guará, empresa do Grupo Uniáguas. O projeto tem como líder Luiz Rafael Rizzo e a equipe formada por Elizete Vieira Fazza, Sergio Luis Baraldi e Amanda Adorni Teixeira ; Em segundo lugar ficou o “De Olho no óleo”, da Águas Guariroba, do Grupo Aegea. O líder é Fernando Henrique Garayo Junior e a equipe é constituída por Janaina Cristiane dos Santos, Willian Carvalho e Lucinei Cesario da Cruz Nantes; o terceiro lugar é do projeto “Amigo da Água”, da Águas de Nova Friburgo, empresa do Grupo Águas do Brasil. Christian Esteves Portugal desenvolveu o projeto e contou com Maria Goretti de Rezende Saturnino Braga em sua equipe. O projeto vencedor “Frota Ideal” aproveitou as condições favoráveis de relevo do município paulista de Guará e substituiu o uso de veículos por bicicletas para o deslocamento de colaboradores. Agora, os serviços de micromedição, inspeções em usuários, verificações de leitura, entrega de notificações controle de qualidade da água e esgoto, inspeção em poços e reservatórios, corte por falta de pagamento e demais visitas dispensam ferramentas robustas. Com o projeto constatou-se o aumento das leituras diárias, além de economia de 50% do combustível consumido na unidade do projeto. Houve também redução na utilização de recursos naturais e da emissão de gases poluentes, autonomia para equipes operacionais, agilidade e eficiência na prestação de serviços, melhor relacionamento dos colaboradores com moradores e com a própria concessionária e elevação dos indicadores de saúde dos colaboradores das unidades. Na categoria Gestão, o vencedor foi o projeto “Análise Multicritério para suporte à decisão aplicada em companhias de saneamento”, da Uniáguas (Grupo Latam Water). O projeto foi desenvolvido por Elizete Vieira Fazza e contou com Janaina Correia Fiorentino na equipe. A segunda colocação é do projeto “Sistema de Gestão Ambiental : auditorias ambientais”, das Águas Guariroba, empresa do Grupo Aegea. Fernando Henrique Garayo Junior desenvolveu todo o projeto. Em terceiro, “Supressão da ligação de esgoto”, da Sanessol, pertencente ao Grupo CAB Ambiental. Elizabete Ap. Precioso desenvolveu o projeto, que teve em sua equipe de trabalho, Mariana Gerosa e Luiz Henrique Rodrigues. A Análise Multicritério de Apoio à Decisão (MCDA) tem como objetivo obter “a solução de maior compromisso” com todos os stakeholders envolvidos, compilando além dos fatores de capex e opex, aspectos sociais e ambientais. O método inicia-se a partir da estruturação do problema em questão, por um processo construtivo de entendimento, onde o grupo faz uma representação integrando componentes, definindo dimensões, metas, atributos e pontos de vista. Após aplicação da metodologia é obtido um ranking matemático das soluções e, no final do processo, há uma lista de opções bem como a pontuação de cada uma. A partir daí, as ações são criadas individualmente a partir da avaliação de cada um, com integração posterior, onde é realizada análise da alternativa mais viável, denominada “Modelo Mental Compartilhado”. Este modelo é resultante da MCDA e implica na diminuição do tempo de rtomada de decisão, minimização de conflitos durante o processo, redução da possibilidade de erros, simulação de cenários, além de proporcionar resultados que contemplam pontos de vista de todo o grupo envolvido. O primeiro lugar da categoria Técnica foi do “Programa Água Certa – otimização do uso da água no sistema de abastecimento”, da Águas do Paraíba, do Grupo Águas do Brasil. Desenvolvido por Mário Fazza, o projeto teve a participação de Alexandre Boaretto, Silas de Souza Almeida, Celso Daflon, Munique Tardin e Gabriel Fasola. O segundo lugar ficiu com o “Sistema de reutilização do efluente tratado da ETE Caiçara”, da Ambient, do grupo GS Inima. O projeto foi liderado e conduzido pela dupla Karina Rodrigues Carregari e Ivo Curvelo da Silva. A medalha de bronze coube à “Remoção biológica de fósforo no esgoto da ETE Mogi Mirim”, da SESAMM, do Grupo GS Inima. O projeto foi desenvolvido por Sirlei Cristiana Brignoli. O “Água Certa” tem como meta promover o uso racional da água através da redução de perdas de forma consistente e contínua. A Águas do Paraíba, concessionária de Campos dos Goytacazes (RJ), selecionou as localidades de Goytacazes, São Sebastião e santo Eduardo para realizar o projeto, que recebeu aportes de R$ 18 milhões. O projeto visa combater as perdas de natureza física e aparentes, ações como troca e ampliação do parque de hidrômetros, levantamento de áreas sem rede de abastecimento, fiscalização de fraudes, identificação de vazamentos e melhoria na distribuição de água. Todas essas metas serão colocadas em prática dentro de 18 meses. Iniciado em 2013, o projeto começou a avaliar o Índice de Perda por Ligação (IPL) a partir de setembro de 2014. Goytacazes registrou IPL de 364 (l/ligação ativa/dia) em outubro de 2013, e conseguiu reduzir para 134 em dezembro do ano seguinte. São Sebastião obteve queda no IPL de 1.106 para 254 entre outubro de 2013 e dezembro do ano passado. Com o programa, registrou-se acréscimo de novos clientes e regularização de ligações clandestinas. Em Goytacazes, a economia cresceu 2,77% e com as regularizações, o faturamento aumentou 15,45%. Já em São Sebastião, a economia chegou a 43,62%, enquanto o faturamento teve incremento de 73,87% por causa da regularização das ligações clandestinas.

12 de agosto, 2015