Tecnologia para aproveitar potencial energético de lodo sanitário

04/04/2025
O projeto tem duração de 36 meses e investimentos na ordem de R$ 10 milhões, dos quais R$ 7 milhões por subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Desenvolvedora de tecnologias e soluções para reciclagem de resíduos por meio do seu Laboratório de Energia e Bioprocessos (LEBIO), a Universidade de Caxias do Sul firmou contrato com a empresa Biosys Ambiental para criar um sistema combinado entre processos físicos e químicos para aproveitar o potencial energético do lodo sanitário para produção de eletricidade, utilizando o resíduo final do processamento como insumo para indústria de cimento. A técnica ainda prevê eliminar o uso de aterros para a destinação final do lodo do tratamento de esgoto sanitário, beneficiando o saneamento básico. O projeto tem duração de 36 meses e investimentos na ordem de R$ 10 milhões, dos quais R$ 7 milhões por subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao governo federal. “Atualmente, a UCS tem nada menos do que 228 projetos em andamento, cada qual com suas características na busca do desenvolvimento social, tecnológico e sustentável. Esse projeto em parceria com a Biosys tem como particularidade o objetivo de oferecer solução a um problema de alcance mundial. É uma tecnologia disruptiva, que requer ousadia, e por isso estamos muito felizes em participar desse desafio. Nós damos os parabéns a Biosys”, destaca o reitor Gelson Leonardo Rech.

CEO da Biosys, Guila Sebben afirma que o projeto tem como objetivo desenvolver uma nova tecnologia que possa atender a todo o Brasil, honrando compromisso com o Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020). “Todos nossos projetos de pesquisa e desenvolvimento possuem parcerias com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação. Para esse projeto ousado, não hesitamos em escolher a UCS, que hoje já é referência no desenvolvimento de tecnologias para a sustentabilidade das cidades e indústrias”, observa Guila. Dentro da Biosys Ambiental, o projeto será realizado por meio da Inovabio – Ecossistema de Inovação, unidade de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Para Eduardo Sebben, diretor da Inovabio, as tecnologias que serão utilizadas têm grande potencial de atração de novos investimentos e parcerias.