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RESÍDUOS

Tecnologia para aproveitar potencial energético de lodo sanitário

Tecnologia para aproveitar potencial energético de lodo sanitário

O projeto tem duração de 36 meses e investimentos na ordem de R$ 10 milhões, dos quais R$ 7 milhões por subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Desenvolvedora de tecnologias e soluções para reciclagem de resíduos por meio do seu Laboratório de Energia e Bioprocessos (LEBIO), a Universidade de Caxias do Sul firmou contrato com a empresa Biosys Ambiental para criar um sistema combinado entre processos físicos e químicos para aproveitar o potencial energético do lodo sanitário para produção de eletricidade, utilizando o resíduo final do processamento como insumo para indústria de cimento. A técnica ainda prevê eliminar o uso de aterros para a destinação final do lodo do tratamento de esgoto sanitário, beneficiando o saneamento básico. O projeto tem duração de 36 meses e investimentos na ordem de R$ 10 milhões, dos quais R$ 7 milhões por subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao governo federal. “Atualmente, a UCS tem nada menos do que 228 projetos em andamento, cada qual com suas características na busca do desenvolvimento social, tecnológico e sustentável. Esse projeto em parceria com a Biosys tem como particularidade o objetivo de oferecer solução a um problema de alcance mundial. É uma tecnologia disruptiva, que requer ousadia, e por isso estamos muito felizes em participar desse desafio. Nós damos os parabéns a Biosys”, destaca o reitor Gelson Leonardo Rech.

CEO da Biosys, Guila Sebben afirma que o projeto tem como objetivo desenvolver uma nova tecnologia que possa atender a todo o Brasil, honrando compromisso com o Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020). “Todos nossos projetos de pesquisa e desenvolvimento possuem parcerias com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação. Para esse projeto ousado, não hesitamos em escolher a UCS, que hoje já é referência no desenvolvimento de tecnologias para a sustentabilidade das cidades e indústrias”, observa Guila. Dentro da Biosys Ambiental, o projeto será realizado por meio da Inovabio – Ecossistema de Inovação, unidade de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Para Eduardo Sebben, diretor da Inovabio, as tecnologias que serão utilizadas têm grande potencial de atração de novos investimentos e parcerias.

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RESÍDUOS
CS Bioenergia obtém licença para gerar energia

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu Licença de Operação para a CS Bioenergia gerar energia elétrica a partir de resíduos orgânicos descartados por shoppings, restaurantes, supermercados, entre outros. Cerca de 300 toneladas de resíduos orgânicos descartados anteriormente em aterros e lixões serão destinados, a partir de agora, à geração de energia limpa e renovável. Com a Licença de Operação, a usina poderá aproveitar o recurso energético de resíduos sólidos urbanos e gerar energia elétrica e térmica a partir da combinação do lodo de esgoto com adição de material orgânico. Essa é a primeira usina no Brasil com essa configuração. “O lodo de esgoto com adição dos resíduos orgânicos é a perfeita combinação para geração do biogás de altíssima qualidade, que será utilizado para geração de 2,8 MW de energia elétrica e térmica, energia suficiente para atender à demanda de duas mil casas populares” afirma o diretor da Cattalini Bio Energia, sócia da CS Bioenergia, Sérgio Vidoto. O diretor conta que a tecnologia empregada separa material fibroso (inorgânico) do orgânico, que é bombeado para os tanques de biodigestão e misturado com 1.000 m3 de lodo de esgoto. Cada tanque tem capacidade de 5.000 m3 e todos são totalmente vedados, aquecidos, além de possuírem vários agitadores para fins de homogeneização. Toda a biomassa é degradada por microorganismos em um processo anaeróbio e produz biogás de altíssima qualidade. A planta é monitorada 24 horas por dia, 365 dias por ano. A boa condição de funcionamento possibilita a geração de 12 milhões de m3 de biogás, que serão convertidos em 22.400 MW de energia elétrica. A usina tem ainda como subproduto um biofertilizante inodoro de alta qualidade, que contém nutrientes importantes para aplicação na agricultura, completando o ciclo de aproveitamento de todo material orgânico. Além do biofertilizante, o material inorgânico também é aproveitado. O material inorgânico é usado como matéria-prima para produção de sacolas plásticas, fechando o ciclo dos resíduos e atuando diretamente na economia circular.

2 de março, 2018