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REÚSO

Tecnologias disponíveis ainda são caras

Segundo o pesquisador do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Luciano Zanella, atualmente há diversas tecnologias para transformar a qualidade da água de toda e qualquer forma. “O problema é que, quanto mais radical a mudança, mais cara ela é, não só em termos de instalação, mas de operação e manutenção. Para garantir a transformação de uma água residual em água potável, por exemplo, é necessário manter três ou quatro sistemas em operação, para aumentar a segurança e reduzir a probabilidade de falhas”, explica. A viabilidade financeira é um dos pontos cruciais para o reuso das águas e aproveitamento de subprodutos resultantes do tratamento de esgoto no Brasil, diz Zanella. Segundo o pesquisador, o uso de recursos do meio ambiente pode ser poupado por meio de alternativas tecnológicas que mantêm as águas disponíveis para uso por mais tempo, como os sistemas de reúso, e já são realidade por serem economicamente vantajosas para os envolvidos. “As águas residuais, de acordo com a legislação, precisam receber um tratamento adequado antes de serem lançadas novamente no meio ambiente. É lei. No caso do reúso, essas águas receberiam tratamentos além do convencional, dependendo da finalidade para a qual serão utilizadas”, detalha o pesquisador. “Hoje, é vantajoso para muitas indústrias fazer o próprio tratamento da água para utilizá-la para determinadas atividades como lavagens, por exemplo, ou mesmo comprá-la de empresas com estações de reúso. Além de ganharem em marketing ambiental, é mais barato do que comprar o mesmo volume de água potável”. Na indústria, os usos são variados e dependem do tipo, porte e setor ao qual o empreendimento pertence, enquanto no uso comercial e doméstico, as alternativas para o reúso de águas residuais estão ficando cada vez mais populares nas grandes cidades. O uso de esgotos tratados em concomitância com águas de chuva em descargas sanitárias é uma das medidas financeiramente rentáveis para shoppings centers; em alguns condomínios residenciais, parte do esgoto (geralmente aquele intitulado de águas cinza) é tratado e utilizado para o mesmo fim. Contudo, o ponto alto do reúso para o pesquisador está começando a dar seus primeiros passos no País agora. “A tendência dos últimos anos é não encarar a água residual como algo a ser tratado e lançado de volta no meio ambiente, apenas. No tratamento desse tipo de efluente, é possível encontrar água, nutrientes, matéria orgânica e até mesmo gases para a geração de energia. O esgoto é uma fonte de subprodutos, cujo aproveitamento depende da viabilização financeira do tipo de tratamento necessário para obtê-los”. “Compramos substâncias que temos à mão e jogamos fora. Hoje, aqui mesmo no IPT, existem pesquisas de recuperação de compostos de nitrogênio e fósforo a partir da urina. Fora do País, muitos lugares já contam com a extração desses nutrientes durante o tratamento do esgoto, destinados à irrigação de culturas na agricultura”, conta o pesquisador. “Isso é uma evolução no reúso: o aproveitamento de insumos que estariam sendo despejados no meio ambiente. Mas é importante dizer que, caso a caso, é preciso estudar a viabilidade técnica e econômica de manutenção e operação para implementação de cada tratamento específico, para que essas alternativas sejam de fato eficazes”, finaliza.

Segundo o pesquisador do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Luciano Zanella, atualmente há diversas tecnologias para transformar a qualidade da água de toda e qualquer forma. “O problema é que, quanto mais radical a mudança, mais cara ela é, não só em termos de instalação, mas de operação e manutenção. Para garantir a transformação de uma água residual em água potável, por exemplo, é necessário manter três ou quatro sistemas em operação, para aumentar a segurança e reduzir a probabilidade de falhas”, explica.
 
A viabilidade financeira é um dos pontos cruciais para o reuso das águas e aproveitamento de subprodutos resultantes do tratamento de esgoto no Brasil, diz Zanella. Segundo o pesquisador, o uso de recursos do meio ambiente pode ser poupado por meio de alternativas tecnológicas que mantêm as águas disponíveis para uso por mais tempo, como os sistemas de reúso, e já são realidade por serem economicamente vantajosas para os envolvidos. “As águas residuais, de acordo com a legislação, precisam receber um tratamento adequado antes de serem lançadas novamente no meio ambiente. É lei. No caso do reúso, essas águas receberiam tratamentos além do convencional, dependendo da finalidade para a qual serão utilizadas”, detalha o pesquisador. “Hoje, é vantajoso para muitas indústrias fazer o próprio tratamento da água para utilizá-la para determinadas atividades como lavagens, por exemplo, ou mesmo comprá-la de empresas com estações de reúso. Além de ganharem em marketing ambiental, é mais barato do que comprar o mesmo volume de água potável”.
 
Na indústria, os usos são variados e dependem do tipo, porte e setor ao qual o empreendimento pertence, enquanto no uso comercial e doméstico, as alternativas para o reúso de águas residuais estão ficando cada vez mais populares nas grandes cidades. O uso de esgotos tratados em concomitância com águas de chuva em descargas sanitárias é uma das medidas financeiramente rentáveis para shoppings centers; em alguns condomínios residenciais, parte do esgoto (geralmente aquele intitulado de águas cinza) é tratado e utilizado para o mesmo fim.
 
Contudo, o ponto alto do reúso para o pesquisador está começando a dar seus primeiros passos no País agora. “A tendência dos últimos anos é não encarar a água residual como algo a ser tratado e lançado de volta no meio ambiente, apenas. No tratamento desse tipo de efluente, é possível encontrar água, nutrientes, matéria orgânica e até mesmo gases para a geração de energia. O esgoto é uma fonte de subprodutos, cujo aproveitamento depende da viabilização financeira do tipo de tratamento necessário para obtê-los”. “Compramos substâncias que temos à mão e jogamos fora. Hoje, aqui mesmo no IPT, existem pesquisas de recuperação de compostos de nitrogênio e fósforo a partir da urina. Fora do País, muitos lugares já contam com a extração desses nutrientes durante o tratamento do esgoto, destinados à irrigação de culturas na agricultura”, conta o pesquisador. “Isso é uma evolução no reúso: o aproveitamento de insumos que estariam sendo despejados no meio ambiente. Mas é importante dizer que, caso a caso, é preciso estudar a viabilidade técnica e econômica de manutenção e operação para implementação de cada tratamento específico, para que essas alternativas sejam de fato eficazes”, finaliza.

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ARTIGO
O valor da água: conheça a tecnologia por trás de sua reutilização na indústria

Por Mateus Souza * Nunca a sociedade valorizou tanto a água quanto nesta estiagem prolongada. Mas muitos desconhecem as técnicas envolvidas em seu tratamento no contexto industrial, de forma a aproveitar cada gota e devolver esse recurso tão precioso de volta à cadeia produtiva. O fato é que cada unidade fabril requer diferentes aplicações da água, com requisitos muito específicos, por exemplo, em relação aos equipamentos que a utilizam para resfriamento ou na forma de vapor. Eles precisam ser muito bem definidos para oferecer uma configuração adequada e garantir uma escolha correta, por exemplo, das válvulas do sistema, com dimensionamentos customizados e próprios para os parâmetros de operação (pressão, temperatura e fluido). A partir de minha experiência com esses equipamentos, gostaria de destacar abaixo as principais situações de tratamento da água permitidos hoje pela tecnologia. Água potável Em geral recuperada de águas subterrâneas, ela requer diferentes ações para ser efetivamente considerada potável. As principais providências incluem a precipitação ou floculação de partículas suspensas; absorção de substâncias orgânicas dissolvidas com uso de carvão ativado; ultrafiltração; esterilização com adição de cloro ou por meio da radiação de luz UV, entre outros. Na sequência, listo algumas dessas técnicas de limpeza: Ultrafiltração A água a ser tratada é conduzida com pressão reduzida (< 1 bar) por meio de diafragmas com poros de aproximadamente 0,01 μm. Além da retenção de minúsculas substâncias sólidas, opacidades, pólens e bactérias, e, parcialmente, retenção de vírus. Pelo diafragma passam apenas a água, os ingredientes solúveis, como endurecedores ou substâncias minerais, além das moléculas menores. Trocador iônico Em determinadas regiões, as águas subterrâneas podem conter grandes concentrações de íons alcalinos-terrosos, vários tipos de ácido carbônico e sulfatos. Para a desmineralização parcial, a água potável passa pelo leito misturador do trocador iônico, o que reduz os níveis de nitrato, sulfato, cloreto, carboneto de hidrogênio (HCO3-) e os endurecedores cálcio e magnésio. O ácido carbônico, formado pela reação desses produtos, pode ser removido em uma torre de água purificada, conectada a jusante. Nesse caso, as válvulas borboleta são as mais adequadas. Descontaminação por Ultravioleta Antes de chegar às residências, a água ainda pode passar por descontaminação por meio de radiação UVC, processo físico em que os microrganismos que ainda estão presentes na água são neutralizados, o que impede sua proliferação. Além do tratamento de água potável, existem outras qualidades de água a serem tratadas no contexto da indústria: Água residual industrial Esse é um tratamento bastante complexo, pois cada água residual apresenta uma característica própria, e o produto final também tem determinações específicas. Para customizar o resultado desejado, são necessárias válvulas versáteis e controladores de processo que possibilitem atendimento individual ao fluido de operação e todo o processo. Recuperação de águas de processamento Seja para alimentar caldeiras para a produção de vapor, refrigerar centrais elétricas ou como líquido básico na indústria farmacêutica, para ser usada na indústria a água precisa ser distribuída, bloqueada e dosada. Para isso, usa-se válvulas ou válvulas de bloco multivias bastante complexas. Recuperação de água purificada e de alta pureza A pureza dos fluidos de processo é decisiva em muitos segmentos, para se obter a devida qualidade do produto final. Na indústria de semicondutores, por exemplo, a preparação de água de alta pureza da melhor qualidade é uma vantagem competitiva. E para que alcancem a qualidade necessária, os componentes do sistema também devem atingir certos requisitos. Aqui, recomendo o uso de equipamentos resistentes fabricados com fluoro plásticos. Dessalinização da água do mar Por fim, essa técnica deverá atender uma demanda das próximas décadas, e não somente nos países industriais, por conta da escassez crescente da água. Um método eficiente é a recuperação de água potável por meio da dessalinização da água do mar. * Mateus Souza é Gerente geral de vendas da área industrial da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle para a área de Energia e Indústria.

9 de novembro, 2020
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EFLUENTES
Gargalos e caminhos para a gestão dos esgotos no Brasil

Por Yves Besse * O conceito de cidades sustentáveis tem trazido novas visões na abordagem dos problemas de esgotamento sanitário urbano. Não se pensa mais unicamente em disposição final dos esgotos tratados em rios, lagos e mar, muito menos dos lodos em aterros sanitários. Até porque as legislações ambientais estão cada vez mais rígidas e essas soluções básicas estão se tornando cada vez mais inviáveis. Nascem, então, novos conceitos e tecnologias para atender as demandas ambientais. O reúso do esgoto tratado em águas industriais, águas de lavagem de ruas, de molhagem de jardins ou até de recarga de lençol freático para aumento de disponibilidade de água bruta para produção de água potável tem se desenvolvido muito em decorrência de novas tecnologias cada vez mais eficientes e econômicas. Da mesma forma, a transformação do lodo do tratamento dos esgotos urbanos em energia - como calor, vapor ou eletricidade e até mesmo em adubos agrícolas - tem avançado muito. Agora o mais interessante é integrar as estações de tratamento de esgoto à paisagem urbana. As opções incluem parques para lazer, áreas verdes, piscinões verdes para contenção de águas pluviais e prevenção de inundação e até mesmo áreas verdes para a limpeza dos rios urbanos, o que geraria valorização imobiliária - seja a partir de ETE em sistemas de jardins filtrantes ou compactas totalmente integradas a paisagem urbana. Infelizmente o problema do esgoto no Brasil se resume apenas a sua coleta e ao seu tratamento - que ainda inexiste para mais de 70% da população urbana brasileira, ou seja, cerca de 130 milhões de pessoas. Ainda definimos a qualidade do esgoto tratado e, portanto, a tecnologia que devemos utilizar para o seu tratamento em função do seu corpo receptor (rio, lago etc.). Quanto mais poluído o corpo receptor, menos exigente é a qualidade do esgoto tratado e menos tecnologia é utilizada para o seu tratamento. Criamos, então, um círculo vicioso no qual nunca despoluiremos o que já está poluído. Para sairmos desse impasse, devemos modificar nossas normas técnicas para que possamos avançar mais e mais rapidamente. Isso somente ocorrerá se todas as partes relacionadas do saneamento trabalharem nesse sentido. Infelizmente as empresas públicas responsáveis por mais de 90% dos serviços de esgotamento sanitário à população urbana não estão preocupadas com isso e são, na sua grande maioria, utilizadas para fins políticos em detrimento do seu uso para fins de saneamento. Isso associado ao corporativismo de certas empresas públicas e de certos idealismos ultrapassados impedem que o setor enxergue e desenvolva soluções sustentáveis. Dever-se-ia promover a conscientização política e da sociedade civil organizada e eliminar as ideologias populistas puras sobre a água - como as que dizem que a água é um direito humano universal - e substituí-las por ideologias realistas. A água é um direito humano sim, porém, é também um direito social, ambiental e econômico, totalmente diferente de um direito cívico, por exemplo, que não envolve as outras características, principalmente a econômica. Se conseguíssemos num primeiro momento que as diretrizes da lei do saneamento de 2007 fossem cumpridas, já estaríamos numa situação muito melhor. Infelizmente elas têm sido postergadas sistematicamente ano a ano, o que faz que não se planeje, não se fiscalize, não se regule e não se regularize a prestação dos serviços públicos de água e esgoto urbanos. Somente com maior rigor na aplicação da lei e a melhor utilização das diversas ferramentas disponíveis - como as PPPs, as concessões entre outras - é que poderemos acessar e utilizar as mais modernas ferramentas tecnológicas e de gestão existentes para atingirmos um índice de desenvolvimento urbano e passar de um país em desenvolvimento para a categoria de país desenvolvido. *Yves Besse é diretor geral de Projetos para América Latina da Veolia Water Technologies

21 de março, 2017
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TRATAMENTO E REUSO DA ÁGUA
Um investimento recompensador

Por Renato Rossato* Desde o começo da crise hídrica a sociedade vem cobrando respostas para a escassez de água. Dentre os principais questionamentos, a água de reuso é um dos temas recorrentes quando se fala em soluções. Esse recurso tem sido de grande importância para os negócios nos períodos de estiagem e vem ganhando ainda mais força com o atual cenário. Se considerarmos que, segundo a Uniagua, o setor industrial e a agricultura são os principais consumidores de água potável e que seria possível reutilizar, pelo menos, 60% desse consumo com sistemas de reuso. Temos como exemplo nacional o projeto Aquapolo, uma parceria da Sabesp com a iniciativa privada, que distribui água de reuso para 10 fábricas da região do ABC. A economia de água potável equivale ao consumo diário de uma cidade com 500 mil habitantes. A economia é de 2,58 bilhões de litros de água potável por mês. Mas também é possível planejar e instalar estações de tratamento mesmo em locais pequenos, de acordo com o perfil do negócio. Com a reciclagem da água empresas economizam no gasto da água potável, pagando o custo de implantação do sistema para tratamento e reuso da água ao longo do tempo, e com ganhos ainda maiores em um longo prazo. Vamos fazer um cálculo hipotético considerando um negócio médio, que tem um gasto mensal entre água e esgoto de R$ 1.300,00. É possível instalar uma estação de tratamento para reuso em um “cômodo” ou menos e os custos de implantação seriam de aproximadamente R$35.000,00. Se considerarmos um número modesto de economia de água, com o tratamento de 100% da água, a economia chegaria em aproximadamente R$ 972,00 por mês. Assim, em 36 meses é possível recuperar o investimento feito e, daí em diante, essa economia passa a fazer parte dos rendimentos da empresa. Em alguns projetos é possível tratar volumes maiores da água utilizada, para retornos de volumes ainda mais expressivos, como é o caso da Estação de Reabastecimento de Àguas Subterraneas - GWRS na Califórnia, que produz diariamente cerca de 265 mil m³ de água de alta qualidade, conseguindo abastecer cerca de 600 mil residentes do condado de Orange. O importante ao considerar estas soluções é operar com sistemas eficientes de tratamento, além de uma atenção maior às legislações vigentes para o tratamento do esgoto e aquelas que deverão surgir voltadas a potabilidade das águas de reuso, algo que ainda não existe no Brasil. Como em qualquer investimento também é importante considerar as soluções que serão compradas, considerando custos de manutenção, durabilidade, adequação do projeto ao negócio, vida útil dos sistemas, eficiência energética dos equipamentos, entre outros. E ter em mente que qualquer investimento naquilo que diz respeito ao reuso, deve visar, sempre, ganhos futuros, sejam eles econômicos ou ambientais. *Renato Rossato é Engenheiro de Desenvolvimento da REHAU

2 de julho, 2015
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REUSO
Sabesp quer produzir água potável com água de reuso

A Sabesp informa que irá utilizar água de reúso para produzir água potável, tecnologia já utilizada em alguns países da Europa, nos Estados Unidos, Israel e Cingapura. Duas estações de produção de água de reúso vão produzir 3.000 litros por segundo, que serão lançados nas represas Guarapiranga e Isolina – esta do Sistema Baixo Cotia - aumentando o volume de água armazenada dos reservatórios. No primeiro caso, será implantada uma estação de produção de água de reúso próxima à estação de trem Jurubatuba, na zona sul de São Paulo. O esgoto coletado da região de Interlagos, que passa por uma tubulação às margens do rio Pinheiros, será captado e tratado na nova estação. Após o tratamento diferenciado, a água de reúso será lançada no córrego Julião, que já foi despoluído pelo Programa Córrego Limpo, da Sabesp, e então despejada na Represa Guarapiranga. A partir da represa, a água de reúso, misturada à água acumulada pelas chuvas, será coletada e tratada, passando pelo processo já usado no tratamento tradicional, e distribuída à população. No caso da água de reúso que será aproveitada pelo Sistema Baixo Cotia, todo o esgoto habitualmente despoluído na estação de tratamento Barueri passará pelo mesmo tratamento refinado, com membranas e osmose. Em seguida, a água de reúso será levada para a repre¬sa Isolina, que integra o sistema. Antes, o esgoto tratado pela ETE Barueri era despejado no rio Tietê. Paulo Nobre, superintendente de Tratamento de Esgotos da Região Metropolitana, explica que para chegar a esse resultado duas estações de produção de água de reúso serão equipadas com reatores biológicos de membranas, que fazem uma ultrafiltração e têm ca¬pacidade para remover partículas sólidas com tamanho correspondente a um diâmetro mil vezes menor que um fio de cabelo. Depois das membranas, será empregado o processo de osmose por foto-oxidação, que vai eliminar peque¬nas partículas, como bactérias e vírus. Como última etapa, a água é submetida a um processo de desinfecção final, com emprego de radiação ultravioleta associada ao peróxido de hidrogênio. A qualidade da água de reúso será moni¬torada continuamente pela Sabesp, por analisadores online e análises laboratoriais.

22 de abril, 2015