SANEAMENTO

Trata Brasil apresenta 16 municípios com sucesso em gestão

O Instituto Trata Brasil, o Grupo de Economia da Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e a GO Associados realizaram o seminário “Avanços em Saneamento Básico – Exemplos mostram que a universalização é possível”, no dia 30 de setembro, no auditório da Fundação Getúlio Vargas, para cerca de 200 pessoas. O encontro mostrou as medidas que municípios tomaram para melhorar a coleta e tratamento de esgoto.

“Valorizar as cidades que têm conseguido levar serviços de saneamento básico para sua população, em uma época em que a internet está mais presente nas escolas do que a coleta de esgoto nos municípios”. Com essa frase Édison Carlos, Presidente-executivo do Instituto Trata Brasil (ITB), abriu o seminário. Gesner Oliveira, coordenador do Grupo de Economia de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV, destacou que 16 municípios já obtiveram bons resultados, mas continuam investindo, cuidando de sua estrutura, razão pela qual ocupam as primeiras posições em saneamento básico.

O secretário nacional de saneamento ambiental, Paulo Ferreira, disse que tais cidades são exemplos, mas que ainda há um longo caminho a percorrer para melhorar o saneamento básico no País. “É preciso resolver problemas de gestão, obter colaboração da iniciativa privada, analisar se as perdas de água são reais ou aparentes e também incorporar tecnologias simples e complexas para tratar os esgotos”, afirmou Ferreira. Entre os 16 municípios com bons resultados, Campinas destaca-se pela redução na pressão da água e no investimento na troca de redes, além de trocar hidrômetros. Campinas também instalou medidores em áreas invadidas. Já a cidade de Limeira fez parcerias com a iniciativa privada para reduzir a perda de água. A mesma atitude foi tomada por Ribeirão Preto, que pediu recursos do BNDES, com o objetivo de melhorar seu saneamento.

No estado do Rio de Janeiro, Niterói investiu em parcerias com empresas do setor privado. Em 1999, a região tinha apenas 20% de redes de esgoto. Atualmente, este índice chega a 98% da rede e tem como meta os 100% para 2018. Em Minas Gerais, a cidade de Uberlândia investiu na comunicação com o Ministério Público, as agências reguladoras e a população das áreas urbanas e rurais. “Quando não se pode utilizar a verba é preciso usar o verbo”, afirmou o prefeito Gilmar Machado. Uma das maiores preocupações do prefeito mineiro é com a criação de fossas urbanas nas áreas rurais. “Para isso, criamos o conselho urbano e o conselho rural. Também mantenho contato com os comitês das bacias hidrográficas. Não podemos pensar na crise. Temos de trabalhar com nossos recursos e não pensarmos só em Brasília. Uberlândia segue um planejamento, independentemente do partido político que esteja no comando”,  enfatizou.

Campo Grande investiu no mapeamento de todos os cursos d´água, enquanto as mineiras Belo Horizonte, Contagem e Montes Claros, representadas pelo Diretor de planejamento e gestão de empreendimentos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Ronaldo Matias de Souza, investiram em planejamento, interação e foco nas necessidades.

As paulistas Franca, Taubaté e Santos resolveram seus problemas por etapas. Primeiramente, as cidades sanaram as questões de abastecimento e, na sequência, os de saneamento. Curitiba, Londrina e Maringá, por sua vez, investiram em água em quantidade, abastecimento constante, combate ao desperdício e acompanhamento do sistema de fraudes. Hoje há inadimplência de apenas 1% nessas regiões.

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