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DESSALINIZAÇÃO

Unidades móveis em plataformas offshore

Unidades móveis em plataformas offshore

Contrato para fornecimento e operação de Unidades Móveis de Tratamento para dessalinização de água por osmose reversa

A Veolia Water Technologies & Solutions Veolia WTS assinou recentemente contrato para fornecimento e operação de Unidades Móveis de Tratamento para dessalinização de água por osmose reversa para plataformas petrolíferas nas Bacias de Campos (RJ), Santos (SP) e Espírito Santo (ES). Como no primeiro acordo assinado há cinco anos, a empresa buscou as bombas de alta pressão da Danfoss para equipar os skids instalados nas plataformas.

Os skids são as Unidades Móveis de Tratamento, responsáveis por retirar os sais minerais da água e torná-la doce. A técnica de dessalinização por osmose reversa usa a pressão para filtrar a água, fazendo com que ela passe por uma série de membranas que removem o sal.

Uma série de componentes e equipamentos formam uma unidade móvel, entre elas bombas de alta pressão, que são fundamentais na tecnologia de dessalinização. “Eu diria que as bombas são como órgãos vitais, pois é a partir delas que se dá energia (pressão) para passar a água no processo de reter o sal. É fundamental que as bombas operem sem falhas nem paradas e a longos intervalos, pois o equipamento funciona 24 horas, e com fácil manutenção. As bombas da Danfoss entregam exatamente esses atributos”, afirma Alan Oliveira, Gestor de contratos da Veolia Water Technologies & Solutions.

A Veolia Water Technologies & Solutions já forneceu e operou sete Unidades Móveis de Tratamento no primeiro contrato, encerrado em agosto de 2022. Já para o segundo contrato, iniciado em setembro do mesmo ano, aumentou a frota para 20 skids. A água proveniente do processo de dessalinização é para uso interno. As Unidades Móveis de Tratamento são montadas na planta da Veolia localizada na cidade de Sorocaba (SP). Cada equipamento e componente usados nas unidades móveis funcionam 24 horas e durante 28 dias no mês. Cada unidade delas tem capacidade de produzir 30 milhões de litros de água por ano.

Outro importante aspecto neste tipo de aplicação é a necessidade de o equipamento não exigir manutenção frequente, uma vez que é restrito e complexo o acesso de pessoas às plataformas marítimas. “As bombas de pistão axial superam as bombas centrífugas e os estudos internos mostram que a tecnologia APP oferece taxas de eficiência de mais de 90% para obter os menores custos do ciclo de vida disponíveis”, afirma Anderson Ferreira, Engenheiro de Vendas da Danfoss, que complementa: “As bombas foram criadas especificamente para aplicações de osmose reversa de água do mar, por isso ela é a solução mais confiável e sustentável para dessalinização”.

O Gestor da Veolia corrobora com a afirmação de Ferreira ao afirmar que as bombas da Danfoss nunca apresentaram problemas. “Um projeto desta complexidade foi desenhado sob medida e exige equipamentos de alta confiabilidade e alta performance. A bomba é um dos protagonistas do sucesso da aplicação”, conclui Alan Oliveira. Em fase de produção e montagem, as Unidades de Tratamento Móvel da Veolia WTS foram instaladas a partir de janeiro de 2023.


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13 de abril, 2017
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22 de setembro, 2015
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Por Diogo Taranto* No Brasil, assim como em países onde se têm abundância de recursos hídricos oriundos de água doce, a dessalinização nunca foi uma opção de abastecimento, mesmo tendo uma extensa área litorânea. No entanto, as recentes faltas de chuvas nas grandes regiões metropolitanas do País, a redução do volume nos reservatórios de água doce e consequentes desdobramentos para possíveis racionamentos fizeram com que grandes empresas e até municípios próximos ao litoral iniciassem análises de viabilidade para implantação de sistemas de dessalinização para abastecimento público. A dessalinização, ou simplesmente “dessal”, como atualmente é chamada, é um conjunto de processos físico-químicos que tem por objetivo a retirada do sal da água. Esta retirada do sal pode se dar com a utilização de diferentes tecnologias, tais como: osmose reversa, destilação por multiestágios, e destilação térmica, o processo mais antigo conhecido para a dessalinização. Em alguns lugares do mundo como, por exemplo, países do Oriente Médio, Árabia Saudita, Israel e Kuwait é comum o uso de tecnologias de dessal para provimento de água potável à população. Já no Brasil, a crise de abastecimento deve impulsionar os projetos de dessalinização. Um grande exemplo recente deste tipo de comportamento pode ser observado no governo do estado do Rio de Janeiro, que em fevereiro de 2015 encomendou para uma empresa especialista no segmento um projeto de uma usina de dessalinização para abastecimento de até um milhão de pessoas. Este exemplo, em menor escala, poderia ser replicado para cidades litorâneas com objetivo de suprir a falta de abastecimento de água em períodos de pico, como festas de fim de ano e feriados prolongados, ou ainda em empresas localizadas nestes locais próximos ao mar, que possuem a água como um recurso importante dentro de seu processo industrial. Atualmente, o mercado brasileiro possui empresas do segmento de tratamento de água com a expertise necessária em projetar, instalar e até operar sistemas de dessalinização, fazendo com que as barreiras tecnológicas não mais sejam um obstáculo na viabilidade de fontes alternativas de abastecimento público e privado. O que ainda deixa dúvida em relação à viabilidade destes sistemas são os custos de operação e manutenção, os quais podem chegar a quatro vezes ao valor de metro cúbico (1.000 litros) em comparação ao tratamento de água doce. Todavia, a cada ano esta diferença de custo está diminuindo, seja pela dificuldade na captação e tratamento da água doce, a qual está cada vez mais longe e em determinados locais mais poluídos, ou pela própria redução dos custos dos sistemas de dessalinização mediante o avanço tecnológico dos processos, materiais e equipamentos aplicados. Ações e projetos como estes seriam de grande valia para preservação dos recursos hídricos naturais, redução das perdas por vazamentos devido as enormes adutoras para transporte de água potável aos locais de consumo e liberação de capacidade das estações de tratamento de água existentes para locais e cidades mais distantes do litoral. *Diogo Taranto é diretor de Operações da Nova Opersan

18 de junho, 2015