Publicidade
RECICLAGEM

Vale vai aproveitar resíduos em fábrica de cimento sustentável

Vale vai aproveitar resíduos em fábrica de cimento sustentável

A Circlua, na qual a Vale investiu em 2022, é uma empresa voltada ao desenvolvimento e à criação de soluções para a indústria de cimento utilizando como insumo os resíduos de mineração, rejeitos e estéril.

A Vale informa que está em elaboração um projeto para a instalação de uma unidade de produção de cimento sustentado da Circlua no sudeste do Pará, que utilizará como matéria-prima os resíduos oriundos do Complexo de Carajás.

A Circlua, na qual a Vale investiu em 2022, é uma empresa voltada ao desenvolvimento e à criação de soluções para a indústria de cimento utilizando como insumo os resíduos de mineração, rejeitos e estéril. Entre as frentes de desenvolvimento, destaca-se uma adição cimentícia para ser incorporada à composição do cimento, melhorando sua performance e reduzindo as emissões de CO2 do seu processo de fabricação.

Uma empresa de equipamentos (thyssenkrupp) já foi contratada para fazer a fabricação daquela que deverá ser a maior planta mundial de argila ativada para produção de cimento a partir de rejeitos na mina de Carajás. O projeto da fábrica contará com engenharia da thyssenkrupp Polysius e terá capacidade de três mil toneladas diárias, utilizando tecnologia inovadora que dispensa o clínquer, principal fonte de emissões de CO2 na produção de cimento. A planta, que aproveitará as reservas abundantes de argila de alta qualidade da região, usará energia renovável para calcinação, destacando-se pelo uso da matriz energética brasileira, especialmente hidrelétrica. A iniciativa é definida como um novo padrão para a indústria, ao combinar eficiência tecnológica e neutralidade de carbono.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Vale investe US$ 2 bi para reduzir emissões

A Vale anunciou investimentos de US$ 2 bilhões (já previsto no guidance de Capex) para reduzir em 33% suas emissões absolutas diretas e indiretas (escopo 1 e 2) até 2030. As emissões diretas têm origem nas operações próprias, enquanto as indiretas, de origem externa, são usadas no processo produtivo, como no consumo de energia elétrica. A meta está alinhada com o Acordo de Paris, que estabeleceu um limite máximo de aumento da temperatura média global de 2ºC até 2100. O valor investido é o maior da indústria da mineração no objetivo de combater as mudanças climáticas. Com a iniciativa, a Vale pretende ser uma companhia com emissão líquida zero nos escopos 1 e 2 (emissões diretas e indiretas, respectivamente) em 2050, liderando o setor para uma mineração carbono neutra. O anúncio dos investimentos foi feito pelo diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, durante encontro anual com analistas do Bank of America Merrill Lynch, que por conta da pandemia do novo coronavírus foi realizado virtualmente. "Esta agenda é fruto de um processo de escuta, alinhado com uma demanda real da sociedade relacionada à mudança climática por uma redução robusta nos escopos 1 e 2”, afirma Bartolomeo. "Estamos dando mais um passo na construção de um novo pacto com a sociedade, com transparência e responsabilidade.” A Vale estabeleceu o Fórum de Baixo Carbono, um grupo liderado pelo CEO e composto por seis diretores-executivos e empregados de diversas áreas da empresa, cujo objetivo é guiar a implementação e a entrega dos compromissos assumidos. Segundo o diretor-executivo de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade, Luiz Eduardo Osorio, estão sendo analisadas 35 iniciativas por meio da “Curva de Custo Marginal de Abatimento”, ferramenta que permite a ordenação de projetos em termos de custos e potenciais de redução de emissão. “Há projetos de uso de biodiesel na área de metais básicos, eficiência energética, eletrificação de mina e ferrovia, uso de biocombustíveis na pelotização em substituição ao carvão e de energia renovável, já que uma das metas da Vale é ter 100% da sua autoprodução de energia elétrica vinda de fontes limpas, como eólica e solar, em suas plantas no mundo”, explica Osorio. Até o final de 2020 já estarão em operação os projetos-pilotos da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) que irá receber a primeira locomotiva de manobra 100% elétrica; equipamentos elétricos serão testados em operação subterrânea nas minas de Creighton, Coleman e Copper Cliff no Canadá; e serão feitos testes de uso de biocombustíveis na pelotização em Vitória. O ano-base usado no cálculo da meta carbono foi o de 2017, quando a Vale emitiu 14,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente. O objetivo é reduzir para 9,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2030. Paralelamente aos projetos, a Vale terá que restaurar e proteger mais 500 mil hectares de floresta nativa restaurados e protegidos até 2030. Hoje, a empresa já ajuda a proteger mais de 1 milhão de hectares no mundo. Além da neutralização dos escopos 1 e 2 até 2050, a Vale pretende estabelecer uma ambição para o escopo 3, para induzir clientes e fornecedores na mesma direção. A companhia atuará para redução das emissões por meio de engajamento ativo com clientes da siderurgia e metalurgia. A empresa vai orientar sua atuação com base em relações de ganha-ganha, produtos menos intensivos e novas tecnologias.

18 de maio, 2020
Saneamento Ambiental Logo
COPROCESSAMENTO
Votorantim Cimentos lança marca Verdera

A Votorantim Cimentos acaba de lançar a nova marca de sua unidade de negócios de coprocessamento. A Verdera oferecerá às companhias e indústrias o serviço de destinação final de resíduos por meio da tecnologia de coprocessamento nas fábricas da Votorantim Cimentos. "Atuamos com coprocessamento desde a década de 1990 e há três anos mantemos uma estrutura dedicada a aumentar o uso de matérias-primas e combustíveis alternativos. Agora, iremos atuar diretamente no mercado de gerenciamento de resíduos. Para fortalecer nossa presença e o relacionamento com os clientes, nossa unidade de negócios de coprocessamento passa a ter sua própria marca, Verdera", afirma o CEO Global da Votorantim Cimentos, Marcelo Castelli. A Verdera será utilizada em 14 fábricas da Votorantim Cimentos nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e irá oferecer serviços para tratamento de diversos resíduos, o que inclui aqueles que precisam ser triturados ou homogeneizados, a partir da operação de preparo localizada em Rio Branco do Sul (PR). Para os demais estados, inicialmente o foco será nos resíduos que podem ser encaminhados diretamente para coprocessamento. "Com a Verdera, nosso objetivo é atuar como parceiros, ajudando nossos clientes a gerenciar seus resíduos de forma correta e sustentável. Além disso, por meio do coprocessamento, podemos gerar um impacto positivo para nossos parceiros e para a sociedade, reinserindo na cadeia produtiva materiais que possam gerar energia, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e atuando de forma sustentável", diz o diretor de Operações de Negócios Adjacentes da Votorantim Cimentos, Edmundo Ramos. A companhia investiu R$ 300 milhões em coprocessamento no Brasil nos últimos anos, dentre a aquisição de novos equipamentos, desenvolvimento de fornecedores e clientes, controle de qualidade de novos insumos e mudanças nos processos de produção. A expectativa para os próximos cinco anos é que a Votorantim Cimentos invista, no Brasil, cerca de R$ 370 milhões nessa unidade de negócios.

25 de setembro, 2019