Publicidade
RIOS

Acre e Madeira próximos da cota de inundação

Pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) monitoram a subida de nível da água da bacia do Rio Acre. Em boletim extraordinário no último dia 6 de janeiro, constatou-se que o rio está próximo de atingir a cota de inundação nos municípios de Brasileia/Epitaciolândia e na capital Rio Branco (AC). Quando o nível do rio passa a cota de alerta, a CPRM elabora três boletins diários. De acordo com Artur Matos, coordenador executivo da CPRM, nas últimas 96h houve um acúmulo expressivo de chuvas na região, principalmente, em Brasileia e Assis Brasil. Em Rio Branco, o nível do rio ultrapassou 13 m; em Xapuri, os 11m e, em Basileia, os 10m. O nível do rio Madeira, em Porto Velho (RO) está em estado de atenção, ultrapassando os 14m. As réguas mediram 14,16m no dia 9 de janeiro. O nível do rio vem crescendo desde dezembro de 2019, por causa das chuvas. De acordo com o engenheiro Hidrólogo da CPRM, Artur Matos, o nível do rio Madeira historicamente sobe até os meses de março e abril. Portanto, a tendência é que o nível continue aumentando nos próximos meses. “Vamos continuar monitorando o nível dos rios”, afirmou. Hoje, o rio está aproximadamente a 3 m da cota de inundação em Porto Velho. Os Sistemas de Alerta Hidrológico implantados e operados pela CPRM têm o apoio da Agência Nacional de Água (ANA), por meio de aporte de recurso para operação das estações telemétricas que compõem os Sistemas, as quais fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional de Referência - RHNR.

Pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) monitoram a subida de nível da água da bacia do Rio Acre. Em boletim extraordinário no último dia 6 de janeiro, constatou-se que o rio está próximo de atingir a cota de inundação nos municípios de Brasileia/Epitaciolândia e na capital Rio Branco (AC). 
 
Quando o nível do rio passa a cota de alerta, a CPRM elabora três boletins diários. De acordo com Artur Matos, coordenador executivo da CPRM, nas últimas 96h houve um acúmulo expressivo de chuvas na região, principalmente, em Brasileia e Assis Brasil. Em Rio Branco, o nível do rio ultrapassou 13 m; em Xapuri, os 11m e, em Basileia, os 10m.
 
O nível do rio Madeira, em Porto Velho (RO) está em estado de atenção, ultrapassando os 14m. As réguas mediram 14,16m no dia 9 de janeiro. O nível do rio vem crescendo desde dezembro de 2019, por causa das chuvas. De acordo com o engenheiro Hidrólogo da CPRM, Artur Matos, o nível do rio Madeira historicamente sobe até os meses de março e abril. Portanto, a tendência é que o nível continue aumentando nos próximos meses. “Vamos continuar monitorando o nível dos rios”, afirmou. Hoje, o rio está aproximadamente a 3 m da cota de inundação em Porto Velho.
 
Os Sistemas de Alerta Hidrológico implantados e operados pela CPRM têm o apoio da Agência Nacional de Água (ANA), por meio de aporte de recurso para operação das estações telemétricas que compõem os Sistemas, as quais fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional de Referência - RHNR. 

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
ESTIAGEM
Situação crítica para reservatórios do Nordeste

O Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (GTPCS/MCTIC) alerta sobre a situação de açudes e reservatórios para os próximos meses. Segundo o documento, o volume de água armazenado em Pernambuco é de apenas 4,8%, e a situação deve se agravar. Segundo simulação de reserva hídrica realizada para reservatórios da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, o volume armazenado, em dezembro, terá uma queda entre 2% e 5%, mesmo que as chuvas ocorram dentro da normalidade das estações. No caso do reservatório Castanhão, no Ceará, as projeções indicam que o volume pode chegar a apenas 2,5% do total da capacidade no início de 2018. “Nos últimos cinco anos, em todos os períodos de chuva no semiárido, choveu abaixo da normal climatológica. Isso afeta a disponibilidade de água para formar a umidade para as chuvas”, explicou a pesquisadora Luz Adriana Cuartas, chefe da Divisão de Desenvolvimento de Produtos Integrados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “O problema é que os grandes reservatórios estão no semiárido, e eles já estão bastante debilitados por conta do histórico recente.” A previsão climática do MCTIC confirma que a primavera será quente e seca na maior parte do Brasil. A expectativa de chuva abaixo da média deve acontecer em parte das regiões Norte, Nordeste e Sudeste e também no Centro-Oeste. Por outro lado, deve chover mais que o normal em Roraima e no Acre, além de parte do Amazonas.

6 de outubro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
RECURSOS HÍDRICOS
CPRM lança Carta hidrogeológica de Manaus

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) lançou a carta hidrogeológica de Manaus, que vai contribuir para o monitoramento dos recursos hídricos no estado do Amazonas, em especial a água subterrânea. O estudo engloba cadastro de poços e nascentes, levantamento, sistematização e interpretação de dados cartográficos; caracterização do meio físico, por meio da geologia, geomorfologia, hidrologia e hidrogeologia; parâmetro hidrodinâmico dos aquíferos; modelagem hidrogeológica; zoneamento hidrogeoquímico e contaminação, mapa potenciométrico e fluxo subterrâneo; recarga, reservas, disponibilidade e potencialidade hídrica, além do mapa hidrogeológico. O lançamento ocorreu no dia 13 de julho e contou com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Concessionária de água da cidade, Manaus Ambiental, Agência Reguladora do Estado do Amazonas (Arsam) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O diretor de Hidrologia e Gestão Territorial, José Leonardo Andriotti, afirma que o estudo destacou as equipes de geologia e hidrologia da CPRM, e que projeto semelhante foi realizado recentemente pela empresa em São Luís (MA). A carta hidrogeológica de Manaus vai auxiliar a ANA e secretarias do estado do Amazonas nas atividades de monitoramento do aquífero e para o processo de outorga dos poços tubulares da cidade.

31 de julho, 2017
Saneamento Ambiental Logo
RIOS
Seca pode agravar situação do Acre

Segundo o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a seca que atinge a região da Amazônia, em especial o estado do Acre, deve agravar-se nos próximos meses. O rio Acre atingiu, no último dia 28 de julho, um de seus índices mais críticos da história. Foi verificado volume entre 1,20 m e 1,30 m, o que pode prejudicar a navegação e o abastecimento de comunidades ribeirinhas da região. O levantamento é válido para os meses de agosto, setembro e outubro deste ano. Desde março, o volume de chuvas é deficitário na região, em parte por conta do El Niño, que começou no outono do ano passado. O fenômeno está associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, alterando os ventos em boa parte do planeta e o regime de chuvas. Na região Norte, leva à seca. A partir de junho, o La Niña, fenômeno oposto, começou a se desenvolver de forma fraca. "Esta estiagem é fruto de uma interação de vários fenômenos, notadamente o El Niño e a La Niña. Ela já se estende há quase seis meses, e não temos uma noção exata de quando vai normalizar. Estamos acompanhando a situação mensalmente para avaliar como ela se comporta", afirmou o chefe da Divisão de Pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo. O documento alerta ainda para o alto risco de queimadas e incêndios florestais, especialmente na área central do Brasil e no sul e no leste da Amazônia. O número de focos de incêndio pode atingir máximas históricas. A estiagem constatada também deve afetar o Nordeste. De acordo com o grupo de previsão climática do MCTIC, tradicionalmente agosto é o último mês da estação chuvosa na parte leste da região, mas tem chovido pouco desde abril, início do período de precipitações na região. Com a baixa incidência de chuvas nos últimos anos, a tendência é que a situação se repita na zona da mata, que já apresenta valores abaixo da média para a época do ano. "O panorama de poucas chuvas nessa área vem se arrastando desde 2012, e os níveis dos reservatórios e dos rios estão muito baixos, mesmo na zona da mata. E isso gera problemas para a população, porque pode haver desabastecimento", destacou José Marengo. O GTPCS é formado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

18 de agosto, 2016